News Portal about the
Electrical Sector

See here for the information and tidings latest about the electricity sector. The content is curated by our specialists, considering the importance of the topic for the market.

Leilão de energia fóssil compromete a política climática do Brasil

15/7/2026

O Brasil vive, de forma dramática, os impactos da crise climática. Secas que ameaçam nossa segurança hídrica e a comida que chega à mesa. Enchentes que destroem vidas e economias inteiras. Ondas de calor que castigam a saúde de todos e incêndios que devoram a Amazônia e os demais biomas do país. Esses eventos não são mais exceções: eles se tornaram a nova realidade do aquecimento global, alimentado pela queima incansável de combustíveis fósseis.

Por um lado, o Brasil assumiu a liderança na COP30, em Belém, junto com dezenas de nações, ao propor o "Mapa do Caminho" para o fim gradual e rápido dos combustíveis fósseis. Por outro, o governo realizou o LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade de Energia Elétrica), que abre caminho para um grande volume de novas usinas termelétricas fósseis.

O LRCap foi apresentado como uma medida de segurança energética. O mecanismo paga as usinas simplesmente para estarem disponíveis e poderem gerar energia quando o sistema mais precisa — especialmente entre 18h e 21h, quando o sol se põe, o vento diminui, as luzes das casas acendem e o consumo dispara. Na prática, porém, ele se transformou num forte incentivo à construção de novas térmicas a gás, carvão e diesel. Em vez de nos ajudar a abandonar os fósseis, o leilão garante que eles continuem poluindo o ar e emitindo GEE (gases de efeito estufa) de nosso sistema elétrico por décadas.

Ao assinar contratos de longo prazo com fontes fósseis, o país manda um sinal claro ao mercado: seguimos na direção oposta àquela que defendemos nos fóruns internacionais e na COP30. Isso cria um sério problema de credibilidade. Não adianta falar bonito lá fora sobre o fim dos fósseis enquanto, aqui dentro, construímos uma expansão estrutural baseada em fontes poluentes.

Essa escolha tem um impacto frontal sobre a Política Nacional de Mudança do Clima e afeta diretamente as metas das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) do Brasil, apresentadas pelo país à ONU por meio da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima. A contradição é alarmante: enquanto o leilão contrata poluição para as próximas décadas, as NDCs estabelecem metas de redução de emissões em toda a economia, com cortes significativos de 53% até 2030 em relação às emissões em 2005, avançando para metas ainda mais ambiciosas de 67% para 2035 e reafirmando o objetivo de neutralidade climática até 2050.

Ao viabilizar novas térmicas fósseis de longa duração, o LRCap dificulta o cumprimento dessas metas e compromete o caminho para o net zero. Não se trata apenas de números: trata-se de coerência. Uma política climática séria não pode aceitar decisões que aumentam as emissões de carbono justamente no setor que deveria liderar a descarbonização.

Outro aspecto crítico é o choque com o mercado de carbono que o Brasil está construindo. Com a regulação avançando, o preço do carbono vai se tornar um instrumento central para guiar investimentos. A dependência de combustíveis fósseis criada pelo LRCap significa que, em poucos anos, essas usinas se tornarão ativos encalhados, caros de operar, incompatíveis com as regras de carbono e fonte de custos adicionais para toda a sociedade. O contribuinte vai pagar duas vezes: na conta de luz e no ajuste do mercado de carbono, enquanto perdemos a oportunidade de investir em soluções verdadeiramente sustentáveis.

Como climatologistas que acompanham há décadas os efeitos da mudança do clima no nosso país, vemos aqui um descompasso estratégico perigoso. A segurança energética é legítima, mas não pode servir de pretexto para atrasar o que é inevitável: o fim dos combustíveis fósseis. O "Mapa do Caminho" internacional que o Brasil ajudou a articular na COP30, com apoio de mais de 80 países, mostra que temos visão e liderança global. Agora precisamos ter coerência aqui em casa.

O Brasil tem tudo para ser protagonista da transição energética: sol de sobra, vento forte e muita água. Em vez de apostar em fósseis inflexíveis, deveríamos priorizar baterias de armazenamento em grande escala, resposta inteligente da demanda, modernização da rede e renováveis despacháveis. Essas alternativas são mais baratas, flexíveis e perfeitamente alinhadas ao futuro de baixo carbono que nossos compromissos internacionais e o mercado de carbono exigem.

A crise climática não aceita contradições. Enquanto o mundo acelera a transição energética, o Brasil não pode se dar ao luxo de defender liderança global e, ao mesmo tempo, apostar em mais décadas de combustíveis fósseis. O LRCap é um erro estratégico. Ainda é possível corrigir o rumo: colocar as soluções limpas no centro das decisões, alinhar toda a política energética à Política Nacional de Mudança do Clima e transformar o discurso da COP30 em ação concreta. O caminho para o fim dos fósseis começa agora, dentro de casa. Só assim o Brasil deixará de ser parte do problema e se tornará, de fato, parte da solução, antes que o custo para o clima, para a economia e para as gerações futuras se torne irreversível.

Cientistas brasileiros lançaram no início de novembro de 2025 na Academia Brasileira de Ciências, e relançaram durante a COP30, o estudo "Brazil Net Zero by 2040", que mostra que o Brasil tem todas as condições de zerar as emissões líquidas dos GEE até 2040, com rápida transição para zerar uso de combustíveis fósseis em todos os setores, especialmente em termelétricas.

Fonte: Ecoa | Carlos Nobre

MODERNIZAÇÃO TARIFÁRIA

23/12/2025

Lindemberg Reis

Gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado na ABRADEE | Regulação | Pesquisa & Inovação | Eficiência Energética | Transição energética | Sustentabilidade

Durante muito tempo, a tarifa de energia no Brasil foi pensada como um modelo único, aplicado da mesma forma a todos os consumidores. Mas e se a energia pudesse seguir o mesmo caminho de outros serviços de infraestrutura?

E se, assim como acontece com os planos de telefonia, fosse possível escolher a tarifa mais adequada ao estilo de vida, ao padrão de consumo e à demanda de cada usuário?

Essa reflexão orientou minha contribuição no Seminário de Mobilidade Elétrica da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, onde participei dos debates e representei o Instituto ABRADEE no painel dedicado à agenda de modernização tarifária.

No âmbito das frentes de pesquisa que conduzimos nos sandboxes tarifários, buscamos entender como esses modelos podem operar no Brasil.

Hoje, estão em teste diferentes estruturas: tarifas horárias com configurações distintas, parcelas fixas mensais, componentes de demanda, pré-pagamento, tarifas específicas para usuários de veículos elétricos e modalidades de fatura fixa, que ampliam a previsibilidade para o consumidor.

Na prática, esses experimentos mostram que tarifa não é apenas preço. É sinalização, escolha e experiência do usuário de energia. No caso da mobilidade elétrica, por exemplo, o comportamento mais comum é conectar o veículo à tomada assim que se chega em casa.

O que começa a se desenhar é um setor em que o usuário deixa de ser apenas quem paga a conta e passa a ter mais autonomia sobre como, quando e quanto consome energia. Modernizar tarifas é, acima de tudo, aproximar o setor elétrico da realidade das pessoas.

Agradeço à ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica pelo convite, ao Leandro Caixeta pela moderação do debate e aos colegas Flávia Liz, Ricardo Rosa e Andre Foster pelas contribuições ao painel.

Fonte: Linkedin

Gostou deste conteúdo?

PAUTA DA 2ª REUNIÃO PÚBLICA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA DE 2025

17/12/2025

18/12/2025

RELAÇÃO DOS ASSUNTOS RELATIVOS AOS AGENTES DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.

1. Processo: 48500.037166/2025-33 Assunto: Rateio dos recursos arrecadados na Conta de Desenvolvimento Energético – CDE de que tratam os §§ 8º e 9º do Art. 4º da Lei nº 15.235/2025, relativos à repactuação de parcelas vincendas devidas a título de Uso de Bem Público – UBP. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

2. Processo: 48500.027334/2025-82 Assunto: Estabelecimento da Receita Fixa das Centrais de Geração Nucleoelétricas – UTNs Angra 1 e 2, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior

3. Processo: 48500.003997/2025-10 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA, a vigorar a partir de 13 de dezembro de 2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

4. Processo: 48500.030861/2025-74 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp e pela Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. com vistas à anuência prévia para a transferência, para a Sabesp, do Controle Societário Direto da Empresa Metropolitana de Água e Energia S.A. – Emae e do Controle Societário Indireto da Pirapora Energia S.A., atualmente detidos pela Phoenix Água e Energia S.A. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

BLOCO DA PAUTA

Os itens de 5 a 15 serão deliberados em bloco, conforme os arts. 42 e 49 da Norma de Organização ANEEL nº 1, aprovada pela Resolução Normativa nº 1.133/2025

5. Processo: 48500.001094/2024-13 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Companhia Energética Rio das Antas – Ceran em face do Auto de Infração nº 7/2024, lavrado pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, em decorrência do descumprimento de obrigações decorrentes da Política Nacional de Segurança de Barragens – PNSB, no que se refere à Usina Hidrelétrica – UHE Castro Alves. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

6. Processo: 48500.002760/2024-22 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Paracambi Energética S.A. em face do Despacho nº 264/2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, que manteve integralmente a penalidade de multa do Auto de Infração nº 25/2024, em razão do descumprimento no disposto no art. 45-G, § 2º, V, da Resolução Normativa nº 846/2019. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

7. Processo: 48500.004027/2022-81, 48500.004030/2022-02, 48500.004032/2022-93, 48500.004033/2022-38, 48500.004034/2022-82, 48500.004035/2022-27, 48500.004036/2022-71, 48500.004038/2022-61, 48500.004039/2022-13, 48500.004120/2022-95, 48500.004121/2022-30, 48500.004122/2022-84, 48500.004123/2022-29, 48500.004125/2022-18, 48500.004127/2022-15, 48500.004128/2022-51, 48500.004130/2022-21, 48500.004131/2022-75, 48500.004132/2022-10, 48500.004133/2022-64, 48500.004134/2022-17, 48500.004135/2022-53, 48500.004136/2022-06, 48500.004137/2022-42, 48500.004138/2022-97, 48500.004139/2022-31, 48500.004140/2022-66, 48500.004141/2022-19 Assunto: Recursos Administrativos interpostos pela Luz do Norte I Geração de Energia Ltda. e pela Luz do Norte II Geração de Energia Ltda. em face dos Despachos nº 2.520/2023 e nº 2.521/2023, emitidos pela Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica – SCE, que indeferiram, respectivamente, os pleitos de autorização para implantar e explorar as Centrais Geradoras Fotovoltaicas – UFVs Santa Ângela 1 a 19 e UFVs Tailândia 1 a 9. Área Responsável: Diretoria - DIR.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

8. Processo: 48500.035645/2025-15 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Roraima Energia S.A. com vistas a revogar os efeitos dos Despachos nº 2.300/20219 e nº 3.519/2019, referentes aos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado – CCEARs e à conexão da requerente ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF, Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR, Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - STD, Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

9. Processo: 48500.002653/2024-02 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Empresa de Transmissão de Energia do Pará S.A. – Etepa com vistas à manutenção dos efeitos do Despacho nº 654/2025 pelo prazo de mais 120 (cento e vinte) dias e à preservação integral da Receita Anual Permitida – RAP da Concessionária. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota

Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto                                 Minutas de voto-vista             Minutas de voto-vista

*Atualizado em 15/12/2025, às 16h 08min.

10. Processo: 48500.036161/2025-93 Assunto: Pedido de Efeito Suspensivo referente ao Pedido de Impugnação apresentado pelo Estaleiro Atlântico Sul S.A. em face da decisão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, em sua 1.489ª reunião, referente a penalidades por Insuficiência de Lastro de Energia. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

11. Processo: 48500.003907/2024-00 Assunto: Termo de Intimação nº 2/2025, lavrado pela Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado – SFF, referente às obrigações da Acanthus Participações S.A. quanto ao processo de manutenção de autorização para comercialização de energia elétrica, conforme a Resolução Normativa nº 1.011/2022. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

12. Processo: 48500.034598/2025-92 Assunto: Autorização e estabelecimento da Parcela da Receita Anual Permitida – RAP referente a reforços em instalações de transmissão, sob concessão da Cemig Geração e Transmissão S.A., em decorrência da 1ª emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica – POTEE 2025. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

13. Processo: 48500.018722/2025-72 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação São José de Varginha 1, localizada no município de São José da Varginha, estado de Minas Gerais. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

14. Processo: 48500.033644/2025-36 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação Campinas 28, localizada no município de Campinas, estado de São Paulo. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

15. Processo: 48500.002900/2023-81 Assunto: Alteração, a pedido, da Resolução Autorizativa nº 14.735/2023, que trata da Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Verde Transmissão de Energia S.A., das áreas de terra necessárias à implantação do acesso à Subestação Buritizeiro 3, localizada no município de Buritizeiro, estado de Minas Gerais. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

Fonte: Aneel

Gostou deste conteúdo?

Quando a bandeira vermelha acende, o problema não é a cor, é o sinal

17/12/2025

A bandeira vermelha é mais do que um ajuste no bolso: é o único do sistema elétrico brasileiro. Reduzir a um “alerta de custo” é negligenciar o recado principal, e essa desatenção tem um preço alto para consumidores, distribuidoras, geradoras e toda a cadeia de energia.

A bandeira vermelha é mais do que um ajuste no bolso: é o único do sistema elétrico brasileiro. Reduzir a um “alerta de custo” é negligenciar o recado principal, e essa desatenção tem um preço alto para consumidores, distribuidoras, geradoras e toda a cadeia de energia.

Por que existe uma bandeira vermelha?

As bandeiras tarifárias não são multa nem sorte. Elas existem para refletir o custo real da geração de energia no país que sobe quando as condições operacionais se deterioram. Em períodos de baixa eficiência nos reservatórios das hidrelétricas, o Brasil aciona usinas termelétricas, movidas a combustíveis como gás, carvão e biomassa, mais caros, menos intensivos e mais intensivos em emissões de CO₂.

O efeito é sistêmico: aumentar o Custo Marginal de Operação (CMO), iniciar o despacho, acelerar decisões no planejamento das distribuidoras e fragilizar a previsibilidade contratual.

Mas antes da Bandeira Vermelha ser acionada, existem dois outros sinais importantes na conta de energia: a Bandeira Amarela e a Bandeira Verde.

Bandeira Amarela

É um alerta: indica que as condições de geração já estão menos desenvolvidas e que  há risco de evolução para a Bandeira Vermelha  caso o cenário continue se deteriorando. Ela funciona como um aviso antecipado para o consumidor e para o setor elétrico.  

Bandeira Verde

É o cenário ideal:  condições de geração projetada  , sem custos adicionais e sem pressão no despacho. Quando a bandeira está verde, significa que o sistema está equilibrado e que não há cobrança extra na fatura.

O impacto para consumidores e empresas

Para o consumidor, o reflexo é financeiro e imediato. Já para as empresas, especialmente as que atuam no setor elétrico e industrial, a bandeira vermelha é um sinal estratégico: momento de revisar projeções, recalibrar metas de eficiência, fortalecer a comunicação com clientes e antecipar cenários de risco.

E para quem decide os rumores do mercado? É claro que a solução não é a economia doméstica isolada, mas a expansão da capacidade eficiente, a modernização do despacho e a estabilidade regulatória.

O recado que a bandeira entrega

Se a bandeira vermelha acendeu, o sistema está dizendo: custo subiu, planejamento falhou e previsibilidade virou urgência. Não é um problema de cor, é um diagnóstico de desequilíbrio estrutural.

A bandeira é um alerta para ação coordenada e visão de longo prazo. Ela expõe vulnerabilidades, antecipa impactos e exige movimento rápido e inteligente do setor. Quando a leitura do sinal muda, a tomada de decisão também melhorou e o custo deixa de ser surpresa para se tornar estratégia.

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Enel pode perder concessão após apagão que atingiu São Paulo, diz governo

17/12/2025

Os seis dias após o vendaval que causou um apagão em São Paulo, 28.808 imóveis ainda estão sem energia elétrica na Região Metropolitana, segundo atualização da Enel às 07h50 desta segunda, 15. O blecaute começou em 9 de dezembro e se agravou no dia 10, atingindo ao todo 2,2 milhões de clientes. A concessionária afirma que pretende restabelecer totalmente o fornecimento até a noite de hoje, mas enfrenta duras críticas pela lentidão na resposta.

O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, ameaçou retirar a concessão da Enel em São Paulo caso a empresa continue descumprindo os padrões regulatórios. Um decreto federal de 2024 já endureceu a fiscalização das distribuidoras, e novas medidas legais estão sendo avaliadas.

O QUE ACONTECE AGORA:

  • Governo Federal cobra cumprimento de índices de qualidade sob pena de sanções
  • Risco real de perda da concessão da Enel no estado de SP
  • Força-tarefa nacional foi mobilizada com apoio de outras distribuidoras
  • Decreto nº 12.068/2024 reforça regras e contratos mais rígidos no setor elétrico
  • Ministro Alexandre Silveira propõe agenda conjunta com governador e prefeito de SP
  • ANEEL segue monitorando a atuação da Enel com possibilidade de novas penalidades

Fonte: Desperta | exame – 15/12/202

Gostou deste conteúdo?

Resumo das Notícias de Hoje

9/12/2025

Dia 09 de dezembro de 2025, terça-feira

- REGULAMENTAÇÃO DAS MUDANÇAS NO MODELO SETORIAL  (política)

Antes da sanção presidencial à Lei 15.269, a Aneel calculou que teria de regulamentar mais de 40 dispositivos da legislação que muda o modelo setorial. Esse número pode ser menor, caso o Congresso Nacional mantenha o que foi vetado pelo governo. A agência reguladora já se prepara, no entanto, para uma avalanche de consultas públicas, com a discussão de temas sensíveis como subsídios, curtailment e alocação de custos do armazenamento.

> Continue a leitura na notícia “Aneel já se prepara para regulamentar as mudanças no modelo setorial”: https://bit.ly/48Dxc8L

- TARIFAS RESIDENCIAIS  (distribuição)

A reforma do setor elétrico via Lei nº 15.269/2025 pode proporcionar uma redução média de 7% nas tarifas residenciais de energia nos próximos 12 anos. Conforme estudo da TR Soluções, uma queda de cerca de 11% na tarifa de energia (TE) e de 4% na tarifa de uso do fio (TUSD) explicam parte da projeção.

> Leia mais em “TR Soluções: Reforma do setor pode reduzir tarifas residenciais em 7%”: https://bit.ly/4iOiTDh

- PROPOSTA DE NOVO MODELO PARA UHES  (expansão)

A Thymos Energia propõe uma mudança estrutural nos modelos de operação e formação de preços de energia. E com potencial de reduzir custos operacionais em até 50%. Conforme divulgação, a recomendação tem como base o estudo Novo Paradigma da Operação (NPO) de análise de cenário. O documento sugere ainda a criação de novos mercados de potência e de flexibilidade, necessários para reconhecer e remunerar adequadamente os serviços já prestados pelas hidrelétricas ao sistema.

> Saiba mais na matéria “Thymos: Novo modelo para UHEs pode reduzir custos pela metade”: https://bit.ly/4oEgTyr”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Estúdio CanalEnergia: expectativa de muito trabalho para abertura do ACL: https://bit.ly/4rLTsWS

Petrobras avalia entrar em leilão de baterias: https://bit.ly/4iP5MBE

Governo institui política para acesso ao SIN: https://bit.ly/4anVvKH”

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Accredited by the National Electric Energy Agency — ANEEL to support the regulatory body

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

Soluções no Setor Elétrico

Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

Por que escolher a TATICCA?

O objetivo de nosso time é apresentar insights relevantes para o seu negócio e apoiá-lo em seu crescimento!

  • Equipe personalizada para cada projeto

  • Adequação caso a caso

  • Abordagem flexível

  • Envolvimento de Executivos Sêniores nos serviços

  • Expertise

  • Independência

  • Recursos locais globalmente interconectados

  • Equipe multidisciplinar

  • Capacitação contínua

  • Métodos compartilhados com os clientes

  • Amplo conhecimento dos setores

  • Mais modernidade, competência, flexibilidade, escalabilidade e foco no cliente

Our team

Professional specialists in the electrical sector
Do you have any questions?

Send us a message

por favor, preencher o campo.

Thank you for getting in touch! We received your message and will be back soon!
Unfortunately we were unable to submit your request, please try again later.