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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

FRAGMENTOS EXTRÁIDOS DO ENERGY SOLUÇÕES SHOW – 22 e 23/04/2026

5/5/2026

São Paulo, 22 de abril de 2026 – O primeiro dia do Energy Solutions Show 2026 consolidou um novo eixo de discussão no setor elétrico: mais do que a abertura do mercado livre, o foco passou a ser a reorganização estrutural do modelo, a pressão crescente de custos e a necessidade de gestão de riscos por parte dos consumidores empresariais.

Realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, o evento reuniu executivos, especialistas e representantes de associações para discutir os desafios de operar em um ambiente mais aberto, porém mais complexo, em que energia se torna variável estratégica para a competitividade das empresas.

- Reforma do setor e aumento de encargos entram no centro do debate

No painel sobre reforma do setor elétrico, especialistas apontaram a necessidade de uma reestruturação ampla para corrigir distorções e redistribuir custos do sistema.

Helder Sousa, diretor de Regulação e Mercado da TR Soluções, afirmou que os reajustes tarifários devem ficar em média em 15,5% em 2026, pressionados principalmente pelo aumento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), da Tarifa Social, da geração termelétrica, nuclear e da expansão da reserva de capacidade. Segundo ele, apenas os custos ligados à contratação de potência podem adicionar cerca de R$ 13 bilhões ao sistema já no próximo ano.

“O consumidor está começando a perceber que a energia não vai ficar mais barata. A tendência é de aumento de custos e maior complexidade tarifária”, afirmou.

Ao longo da discussão, ganhou força a avaliação de que o modelo atual se tornou mais fragmentado, concentrando encargos em uma parcela menor de consumidores.

Luiz Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, destacou a necessidade de convergência entre os diferentes agentes do setor para viabilizar uma reforma mais ampla.

“Não se consegue fazer uma reforma se não tiver todo mundo sentado em volta da mesa. Cada grupo tem seus interesses e, enquanto não houver um pacto, vamos continuar empurrando os problemas”, afirmou.

Mario Menel, presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), reforçou que 2026 representa uma janela importante para estruturar mudanças que possam ser implementadas a partir de 2027.

“A gente precisa preparar agora uma agenda para implementar a partir de janeiro de 2027. Não podemos perder essa janela”, disse.

- Curtailment e excesso de oferta pressionam decisões do consumidor

A discussão sobre competitividade trouxe um alerta relevante para consumidores industriais: o Brasil convive hoje com um cenário de sobreoferta de energia em relação à demanda, o que amplia a necessidade de cortes de geração.

Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (ABRACE), destacou que esse contexto exige atenção redobrada na tomada de decisão.

“A nossa grande oportunidade como país é fazer energia limpa e renovável. Se tivermos capacidade de industrializar, o Brasil pode produzir de forma muito competitiva”, afirmou.

Segundo ele, o cenário atual impõe a necessidade de considerar o curtailment em qualquer estratégia de contratação.

“Hoje temos mais oferta de energia do que consumo. Se não corta, o sistema pendura. O curtailment tem que ser gerenciado e precificado em qualquer opção de mercado”, disse.

- Mercado livre avança, mas exige maior preparo das empresas

Nos debates sobre mercado livre, o consenso foi de que a migração já é realidade, mas ainda ocorre com assimetrias de informação e preparo.

No painel moderado por Adriana Luz, professora do IBMEC, participantes reforçaram que a decisão de contratação exige coerência entre estratégia, perfil de consumo e capacidade de gestão.

Edvaldo Santana, CEO da Neal, destacou que a falta de planejamento pode comprometer resultados e expor empresas a riscos contratuais e operacionais.

A flexibilidade do mercado livre segue como vantagem, mas exige estrutura técnica para lidar com volatilidade, contratos e gestão de portfólio.

- Segurança energética e riscos globais entram na agenda empresarial

O debate também avançou sobre segurança energética, ampliando a discussão para fatores externos que impactam diretamente o fornecimento e os custos de energia.

Elisa Bastos Silva, diretora de Assuntos Corporativos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), destacou que a confiabilidade do sistema depende de planejamento e coordenação entre agentes, em um cenário impactado por eventos climáticos e mudanças no perfil de consumo.

Os participantes também citaram riscos associados a conflitos geopolíticos e seus efeitos sobre combustíveis como gás natural e diesel, com impacto direto na geração de energia elétrica.

- Energia se consolida como variável estratégica para o negócio

Ao longo do dia, ficou evidente que a energia deixou de ser apenas um custo operacional e passou a ser um elemento central na estratégia das empresas.

A exposição a riscos, a pressão de encargos e a complexidade regulatória exigem maior governança interna, acesso à informação qualificada e suporte especializado.

Sem essa estrutura, empresas podem enfrentar impactos diretos na operação, na margem e na competitividade.

Energy Solutions Show 2026 encerra edição com foco em reforma estrutural, gestão de riscos e novo papel do consumidor

São Paulo, 23 de abril de 2026 – O segundo e último dia do Energy Solutions Show 2026 consolidou um novo eixo de discussão no setor elétrico: mais do que a abertura do mercado livre, o foco passou a ser a reorganização estrutural do modelo, a pressão crescente de custos e a necessidade de gestão de riscos por parte dos consumidores empresariais.

Realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, o evento reuniu executivos, especialistas e representantes de associações para discutir os desafios de operar em um ambiente mais aberto, porém mais complexo, em que energia se torna variável estratégica para a competitividade das empresas.

- Reforma estrutural e pressão de custos

Ao longo dos dois dias de programação, representantes do setor destacaram que o avanço da abertura de mercado trouxe ganhos importantes, mas também expôs distorções estruturais, especialmente relacionadas à formação de preços, encargos e sinais econômicos. A necessidade de uma reforma mais ampla do modelo elétrico foi apontada como essencial para garantir previsibilidade, eficiência e equilíbrio entre os agentes.

Outro ponto recorrente foi o aumento da pressão de custos sobre os consumidores, impulsionado por encargos setoriais, volatilidade de preços e mudanças regulatórias. Nesse contexto, a gestão de energia deixa de ser operacional e passa a ocupar espaço nas decisões estratégicas das empresas, com impacto direto na competitividade e na sustentabilidade dos negócios.

- Contratação mais complexa e gestão de riscos

Os debates também evidenciaram a crescente complexidade na contratação de energia, com maior necessidade de análise de risco, estruturação de contratos e acompanhamento constante do mercado. A combinação entre variáveis técnicas, regulatórias e financeiras reforça a importância de especialização e planejamento de longo prazo.

- Consumidor mais ativo e gestão da demanda

No segundo dia, as discussões avançaram para a operação prática desse novo cenário, com destaque para o papel mais ativo do consumidor e o avanço da gestão da demanda. A capacidade de responder a sinais de preço, ajustar consumo e atuar de forma mais estratégica passa a ser determinante para a eficiência operacional das empresas.

- Tecnologia e armazenamento ganham escala

A volatilidade do mercado livre e a maior exposição a sinais de preço têm levado empresas a revisar contratos e adotar estratégias mais sofisticadas. Nesse ambiente, soluções como sistemas híbridos e armazenamento por baterias (BESS) ganharam relevância como ferramentas para mitigar riscos, ajustar o perfil de consumo e aumentar a previsibilidade.

Especialistas apontaram que, embora a expansão das fontes renováveis tenha reduzido o custo de geração, também aumentou a intermitência e a necessidade de equilíbrio em tempo real, impactando diretamente a estrutura dos contratos e a operação do sistema.

- DSO e a nova lógica operacional do sistema

O segundo dia também destacou a evolução do papel das redes de distribuição, com o avanço do conceito de operador do sistema de distribuição (DSO), que exige maior integração entre dados, ativos e comportamento do consumidor em um ambiente mais descentralizado e digital.

- Encerramento: um setor mais complexo e estratégico

No fechamento, o Energy Solutions Show 2026 consolidou a percepção de que o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase, marcada por maior complexidade, necessidade de coordenação entre agentes e crescente protagonismo do consumidor, que passa a atuar de forma mais estratégica na gestão da energia.

Fonte: ENERGY SOLUÇÕES SHOW – 22 e 23/04/2026

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Fragmentos extraídos do Electra Clipping Ed. 04/2026, de 30/03/2026

4/5/2026

- Aneel terá que se debruçar no tema de falta de liquidez no setor de energia, diz diretor

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terá que se debruçar nas discussões sobre falta de liquidez no mercado livre de energia brasileiro, em uma atuação que será nova para o regulador, mas importante no contexto de liberalização total do segmento, disse o diretor Gentil Nogueira. Para ele, um sinal importante de que pode realmente haver um problema ⁠de liquidez foi dado pelos consumidores de energia, que lançaram uma manifestação pública sobre o tema.

- Preço de energia sobe com inclusão de usina em modelo e comercializadoras acionam a Aneel

A inclusão de uma pequena usina (Foz da Prata, de 49 MW) nas informações usadas para a operação do sistema elétrico teve forte impacto "altista" sobre o cálculo dos preços para maio, estimado em até R$ 80/MWh. A Abraceel afirma que a medida causou forte distorção dos preços e que já levou o caso à Aneel para que o regulador fiscalize o que teria sido um "descumprimento da governança setorial" por parte do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

- Justiça manda CCEE manter contratos da Electra após ajustes por falta de garantia

A Electra obteve nova decisão judicial para preservar o registro e a contabilização de seus contratos já existentes na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), após a Câmara fazer ajustes nos registros contratuais em razão do não aporte de garantias financeiras pela empresa. A decisão também suspendeu o processo de desligamento da comercializadora até completar 60 dias do ajuizamento da ação, mas a manteve em Operação Balanceada.

- Grupo de associações alerta para falta de liquidez no mercado de energia e pede flexibilização de regras

Um grupo de associações do setor elétrico emitiu um manifesto afirmando que há um “quadro crítico de restrição de liquidez” que tem exposto agentes e consumidores a penalidades regulatórias e ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no mercado de curto prazo. Este mercado é mais volátil e, para essas instituições, foi concebido originalmente para a liquidação residual de desvios contratuais, mas, diante da situação atual, “passa a exercer um papel desproporcional e indevido”. Neste contexto, o grupo sugere o avanço da regulamentação da Lei nº 15.269/25.

- Conta de luz deve subir mais e empurra setor para sustentabilidade

A conta de luz dos brasileiros deve continuar subindo nos próximos anos com a inclusão de novos custos no setor elétrico, o que pode levar a um cenário de insustentabilidade, na avaliação do presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata. Para ele, a Lei 15.269/2025 trouxe avanços importantes, como a criação de um teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mas não resolveu os principais problemas estruturais e novas despesas já estão sendo incorporadas às tarifas, como os custos dos contratos do leilão de reserva de capacidade.

- Preços de energia apresentam alta de 20%  na BBCE na última semana

O pregão do EHUB, plataforma de negócios da BBCE, encerrou a última semana com elevação nos preços, concentrada principalmente nos contratos mensais e trimestrais com entrega ao longo de 2026. Entre as principais altas, o destaque foi o contrato convencional com entrega no Sudeste com vencimento em maio, que avançou 20,06%, para R$ 240,20/MWh. Para a energia incentivada, maio também apresentou valorização, passando de R$ 229,03/MWh para R$ 269,18/MWh, uma elevação de 17,53%.

-  Aumenta probabilidade de El Niño, que traz mais volatilidade ao setor elétrico

As instituições meteorológicas têm ampliado gradativamente a probabilidade de configuração de um El Niño nos próximos meses. Na semana passada, a Organização Meteorológica Mundial sugeriu “um provável retorno das condições do El Niño já entre maio e julho”, com intensificação nos meses seguintes. O fenômeno climático tem diversos efeitos no Brasil, podendo contribuir para uma volatilidade ainda maior dos preços de energia no segundo semestre.

- Contabilização dupla: para precificar o certo, o incerto e o flexível

A proposta da CP 218/2026 aperfeiçoa o mercado de energia de forma a lidar melhor com os desafios dos desequilíbrios enfrentados no dia a dia. Este desenho de mercado traz mais aderência à realidade operativa do sistema, promovendo uma operação mais eficiente e justa. Ao melhorar o sinal de preço e distribuir melhor os riscos, consolida-se uma estrutura de incentivos mais alinhada aos fundamentos do setor.

- MME pede extensão de suspensão de cobrança de geradores renováveis

O Ministério de Minas e Energia (MME) pediu à Aneel a prorrogação da suspensão dos ressarcimentos financeiros devidos por geradores eólicos e solares aos consumidores pela energia não entregue, após o fim de uma medida cautelar que vigorou por 90 dias até o dia 20 de abril.

- Governo desiste de segurar a conta de luz. Por enquanto

O governo federal chegou a discutir uma medida provisória para viabilizar um empréstimo às distribuidoras de forma a permitir aumentos tarifários menores neste ano, mas o plano não foi adiante e a Aneel decidiu seguir com os reajustes. Os planos vinham sendo criticados por especialistas porque apenas postergariam as cobranças, que depois voltariam às contas dos consumidores com juros.

- Aneel: em 60 dias será feito diagnóstico sobre aumento de geração distribuída sem autorização

O diretor da Aneel, Gentil Nogueira, esclareceu que foi fixado um prazo de 60 dias para a realização um diagnóstico sobre os casos de aumentos de potência elétrica sem a devida autorização nas chamadas minigerações distribuídas e nas situações com maior desvio entre a potência autorizada e a efetivamente injetada na rede elétrica. Além de irregulares, essas mudanças ameaçam a segurança do sistema.

Fonte: Fragmentos extraídos do Electra Clipping  Ed. 04/2026, de 30/03/2026

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FRASE DA SEMANA

4/5/2026

“Em todas as áreas, é saudável de vez em quando colocar um ponto de interrogação nas coisas que você naturalmente aceita como verdadeiro.”

Autor: Bertrand Russel

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Resumo das Notícias de Hoje

30/4/2026

Dia 30 de abril de 2026, quinta-feira

- PODER DE MERCADO (mercado)

A Agência Nacional de Energia Elétrica poderá se debruçar sobre a atual crise do mercado livre de energia. De acordo com o diretor Gentil Nogueira de Sá, essa medida pode se dar pela fiscalização sobre empresas de maior porte. Afinal, uma das atribuições da autarquia está na análise do exercício de poder de mercado.

> Saiba mais na matéria “Aneel poderá fiscalizar denúncias de poder de mercado”: https://bit.ly/4ufaKfq

- LRCAP (expansão)

O diretor, geral da Aneel, Sandoval Feitosa, disse nesta quarta-feira (29/04) que a avaliação do Tribunal de Contas da União sobre o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) não diz respeito à atuação da agência. Feitosa acrescentou que está à disposição da corte. Entretanto, se não tiver nenhum ato do TCU que altere o processo de homologação do resultado, a Aneel vai continuar fazendo seu papel e seguir as etapas do certame.

> Leia mais em “Avaliação do TCU sobre o LRCAP não diz respeito à atuação da Aneel, diz Feitosa”: https://bit.ly/4n1vOU9

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

CCEE não caracteriza cenário atual como uma crise: https://bit.ly/4ek7VVI

O diretor de segurança de mercado da CCEE, Eduardo Rossi, destacou a segurança de mercado como essencial para evolução do setor elétrico brasileiro.

MME abre consulta sobre plano de transição energética: https://bit.ly/4n3f4fq

Proposta inclui um conjunto de ações cujo objetivo é alcançar a neutralidade das emissões em um horizonte de 30 anos.

Neoenergia e GIC fecham novo acordo de R$ 2,4 bi em transmissão: https://bit.ly/3PegN50

Acordo também prevê compra de 1% na Neoenergia Transmissão que ficará com 16 ativos e será uma das cinco maiores do setor.

Solar supera R$ 300 bi, mas expansão perde o fôlego, avalia Absolar: https://bit.ly/4tcGYHj

Investimentos avançam, mas cortes e gargalos de rede desaceleram o setor.”

Fonte: CanalEnergia

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E se a Selic parar de cair? Cautela do Copom mexe com dinâmica de investimentos

30/4/2026

O Copom reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, mas adotou um tom mais cauteloso diante da revisão das expectativas de inflação, da pressão externa sobre o petróleo e da persistência da inflação de serviços. Analistas avaliam que o Banco Central pode interromper os cortes da Selic mais à frente, mesmo com o Boletim Focus projetando juros em 13% ao fim de 2026.

A possibilidade de juros altos por mais tempo afeta diretamente os investimentos. A renda fixa segue mais atrativa, especialmente os ativos pós-fixados, enquanto ações, fundos imobiliários e empresas mais dependentes de crédito barato podem sofrer mais. O cenário favorece carteiras defensivas, com foco em liquidez, preservação de capital e seleção criteriosa de ativos.

O QUE ACONTECE AGORA:

  • Renda fixa deve continuar no centro das carteiras, com destaque para pós-fixados, crédito privado high grade e FICs FIDC bem estruturados.
  • Ações exigem mais seletividade, priorizando empresas com caixa forte, baixa dívida, receitas previsíveis e atuação em setores essenciais.
  • FIIs podem enfrentar maior concorrência da renda fixa, já que o CDI elevado aumenta a exigência de retorno dos investidores.
  • Fundos multimercados podem ganhar relevância, desde que tenham gestão ativa e flexibilidade para operar juros, inflação, câmbio e proteção de carteira.
  • O mercado deve acompanhar de perto o tom dos próximos comunicados do Copom, especialmente sinais sobre inflação, expectativas e risco fiscal.

SAIBA MAIS

Fonte: Desperta | exame, de 30/04/2026

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

Soluções no Setor Elétrico

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