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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

15/6/2026

Data final: 22/06/2026

- Consulta Pública 012/2026

obter subsídios para o aprimoramento das minutas do Edital e do Termo de Referência do Desenvolvimento e da Implantação da Plataforma de Inovação do Setor Elétrico – PINSE.

ATENÇÃO: Considerando que a data final para envio das contribuições indicada no aviso de abertura publicado no DOU não é um dia útil, o prazo fica automaticamente prorrogado até as 23h59 do dia 22/6/2026.

- Consulta Pública 013/2026

obter subsídios para regulamentação do cadastro de representantes dos agentes, empresas e instituições do setor, por meio da criação do Submódulo 1.4 dos Procedimentos de Rede (Responsabilidades e Operacional).

Data final: 27/06/2026

- Consulta Pública 222 de 29/04/2026

Consulta Pública, minuta do Plano Nacional de Transição Energética – Plante

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

15/6/2026

Dia 15 de junho de 2026, segunda-feira

- PROGRAMA MENSAL DE OPERAÇÃO (operação)

A carga no Sistema Interligado Nacional deve ter um aumento de 0,9% em junho. Os dados do Informe do Programa Mensal de Operação referentes a semana de 13 a 19 de junho mostram que no subsistema Sudeste/ Centro-Oeste a carga recua 2,1%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a maior variação será no Norte, que cresce 4,6%. Em seguida vem o Nordeste, com 3,9%. Na região Sul, a alta deve ficar em apenas 0,2%. O ONS manteve a estimativa da última semana.

> Leia mais na notícia “ONS mantém projeção de alta de 0,9% na carga do SIN em junho”: https://shorturl.at/TLoJC

- IPCA DE MAIO (consumidor)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de maio foi de 0,58%, ou seja, 0,09 ponto percentual abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril. Porém, é o dobro do índice de 2025 quando ficou em 0,26%. O IPCA no ano acumula alta de 3,20%. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,72%. O valor está acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores.

> Saiba mais na notícia “IPCA de maio alcança 0,58%”: https://shorturl.at/IVsLy

- AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Demanda por energia pode dobrar até 2055 e exigirá expansão da infraestrutura, aponta EPE: https://shorturl.at/rsNKp

Absolar e ABGD em alerta com irregularidades na GD: https://shorturl.at/wg2PS

Desligamento em subestações interrompe 180 MW no sul da Bahia: https://shorturl.at/kUu2u

TIM amplia geração própria de energia renovável: https://shortlink.uk/1x6pZ

Operadora já produz 70% da energia que utiliza em usinas arrendadas de parceiros e avança em gestão mais eficientes do consumo.

Fonte: CanalEnergia

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FRASE DA SEMANA

15/6/2026

“O sucesso não consiste em nunca cometer erros, mas em nunca cometer o mesmo erro uma segunda vez.”

Autor: George Bernardo Shaw

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PARA LER COM CALMA

13/6/2026

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, preparei um resumo:

Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP)

- A Aneel homologou os resultados dos LRCAPs de março, confirmando a contratação de energia para usinas térmicas e hidrelétricas. https://bit.ly/4eceqIr

- A Justiça Federal no Ceará concedeu liminar suspendendo a homologação dos LRCAPs, mas a decisão foi posteriormente indeferida pela 6ª Vara Federal em Brasília. https://bit.ly/4fEo6Ou

Operação Emergencial e Segurança Energética

- O ONS realizou cortes emergenciais em usinas tipo III no domingo, com o ministro Silveira destacando a atuação pontual do operador. https://bit.ly/4euDeNc

- O diretor do ONS, Márcio Rea, admitiu a possibilidade de novos cortes se houver riscos à robustez do sistema. https://bit.ly/4e9GAUr

Baterias

- O CEO da EDP no Brasil elogiou as diretrizes para o leilão de baterias, mas alertou sobre a necessidade de resolver o encargo para geradores. https://shorturl.at/TKE9y

- A Absolar considera medidas para baterias um momento decisivo para o segmento, mas critica regras restritivas da Aneel. https://bit.ly/4esWURs

Novos Projetos e Investimentos

- A Voltalia garantiu conexão de 322 MW no Pecém, enquanto a Eneva iniciou obras de hub de gás no mesmo complexo. https://bit.ly/4olt6K1 / https://bit.ly/4vHbBGG

- A Isa Energia Brasil inaugurou uma solução FACTS no país e concluiu o Projeto Piraquê.  https://tinyurl.com/39e4sfbu / https://bit.ly/4v7bqEw

Destaques Adicionais

- O ONS abriu adesão ao "Dia do Perdão" para rescisão amigável de contratos de transmissão não executados.  https://bit.ly/3QaUY71

- O CMSE manteve os parâmetros de aversão ao risco para 2027. Na visão da ABRACEEL, o conselho decidiu foi pelo aumento artificialmente do CMO e do PLD. https://shorturl.at/8zXRx

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

12/6/2026

Dia 12 de junho de 2026, sexta-feira

- DECISÃO SOBRE OS PARÂMETROS DE AVERSÃO AO RISCO (política)

A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de manter para 2027 os parâmetros de aversão ao risco foi alvo de críticas da Associação Brasileira de Comercializadoras de Energia. O presidente executivo Rodrigo Ferreira se mostrou surpreso com a decisão. De acordo com ele, o que estava em jogo não era a segurança energética, uma vez que estudos demonstram que todos os pares garantem isso. Para ele, o que o conselho decidiu foi pelo aumento artificial do CMO e do PLD, com impacto em preços, tarifas e inflação.

> Continue a leitura em “Consumidores e comercializadores avaliam que CMSE optou por manter PLD elevado em 2027”: https://shorturl.at/8zXRx

- LEILÃO DE BATERIAS (geração)

O CEO da EDP no Brasil, João Brito Martins, viu com bons olhos a publicação na última semana pelo governo, das diretrizes para a realização do leilão de baterias. A empresa deve participar do certame. De acordo com ele, era algo já esperado pelo mercado e que vem se mostrando fundamental para a segurança do sistema brasileiro. Apesar da sinalização positiva para o certame, o executivo alerta que a questão do encargo para o gerador deve ser resolvida o quanto antes. Segundo Martins, isso pode levar a dúvidas que impactam na realização de projetos.

> Leia mais na matéria “EDP quer disputar leilão de baterias, mas alerta sobre encargo para gerador”: https://shorturl.at/TKE9y

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Indenização de transmissoras pode levar a uma nova batalha judicial: https://shorturl.at/U85qg

Assunto está em discussão e semelhança ao caso da indenização da RBSE poderá se repetir na avaliação de especialistas em direito e regulação do setor elétrico.

ONS terá boletim especial para monitorar impacto da Copa do Mundo: https://shorturl.at/DSie0

Operador divulgará análises do comportamento da carga durante principais partidas, bem como o monitoramento das condições meteorológicas nas instalações do SIN.

De olho no mercado brasileiro, EDP inaugura sistema de baterias no Chile: https://shorturl.at/KapBv

Projeto Punta de Talca BESS tem investimento de US$ 44 milhões e é o primeiro de baterias da companhia associado a fonte eólica.

Isa Energia Brasil conclui obras do Projeto Piraquê: https://tinyurl.com/39e4sfbu

Investimento total estimado segundo dados da Aneel está na ordem de R$ 4,4 bilhões, assim a empresa passa a receber 100% da RAP do lote.”

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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