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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

O QUE SÃO USINAS REVERSÍVEIS

12/6/2026

Usinas reversíveis (ou usinas hidrelétricas de bombeamento) são instalações que funcionam como uma espécie de "bateria gigante" para o sistema elétrico.

O princípio é simples:

  1. Quando há excesso de energia elétrica (por exemplo, durante a madrugada ou quando há muita geração solar/eólica), a usina usa essa eletricidade para bombear água de um reservatório inferior para um reservatório superior. 
  2. Quando a demanda por energia aumenta, a água armazenada no reservatório superior é liberada para descer através de turbinas, gerando eletricidade, como em uma hidrelétrica convencional. 

Por que elas são importantes?

  • Armazenam energia em larga escala. 
  • Ajudam a equilibrar a rede elétrica. 
  • Complementam fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. 
  • Podem responder rapidamente a picos de consumo. 

Eficiência

Nem toda a energia usada para bombear a água é recuperada depois. Em geral, a eficiência global fica entre 70% e 85%.

Exemplo prático

Imagine que durante o meio-dia há muita geração solar e sobra energia. Em vez de desperdiçá-la, essa energia é usada para elevar água ao reservatório superior. À noite, quando o Sol se põe e o consumo aumenta, a água retorna pelas turbinas e gera eletricidade.

No Brasil

O Brasil possui grande potencial para esse tipo de empreendimento devido à sua geografia e experiência em hidrelétricas. Projetos de usinas reversíveis vêm sendo estudados para aumentar a capacidade de armazenamento do sistema elétrico e facilitar a integração de fontes renováveis.

Em resumo, uma usina reversível não cria energia, mas armazena energia elétrica na forma de energia potencial da água, liberando-a quando necessário.

EL NIÑO + PLANETA MAIS QUENTE: O BRASIL ESTÁ PREPARADO?

19/6/2026

O setor elétrico brasileiro pode estar prestes a enfrentar um dos cenários climáticos mais complexos de sua história. O retorno do El Niño em 2026, combinado com as temperaturas mais elevadas já registradas no planeta, promete transformar o panorama energético do país. A tendência é de impactos que variam entre as regiões e devem se estender até 2027. As empresas especializadas em previsão do tempo apontam as consequências dessa combinação explosiva. Enquanto a Climatempo enfatiza os riscos de irregularidade das chuvas nas principais bacias do país. Adicionalmente, projeta um cenário de desafios operacionais, especialmente para as principais bacias hidrográficas do Sudeste e Centro-Oeste, enquanto o Sul deve enfrentar excesso de chuvas. Já a Nottus alerta para a combinação de El Niño forte com aquecimento global extremo. Contudo,  a Thymos Energia projeta um cenário de preços relativamente estável no curto prazo. Porém, as incertezas são crescentes para 2027.

Período Úmido 2025/2026: Um alívio relativo Comparando com os últimos cinco anos, o período chuvoso de 2025/2026 apresentou características semelhantes ao de 2024/2025 nas bacias do Sudeste e do Centro-Oeste. Segundo a especialista em clima da  Climatempo, Ana Clara Marques, a chuva ocorreu de forma irregular, principalmente durante a primavera, mas sem a presença de bloqueios atmosféricos persistentes sobre as principais bacias. “O cenário, no entanto, foi mais favorável do que o observado em 2023/2024, durante o último El Niño, quando  períodos prolongados de calor e seca no Sudeste resultaram em precipitações significativamente abaixo da média”, disse Ana Clara.

El Niño: formação iminente.

Esse aquecimento já se encontra dentro dos limiares utilizados para a caracterização do El Niño.

Segundo a especialista, o Pacífico Equatorial já apresenta anomalias positivas de temperatura da superfície do mar em uma área extensa. “Esse aquecimento já se encontra dentro dos limiares utilizados para a caracterização do El Niño”, explicou. Tanto é que o NOAA confirmou na quinta feira, 11 de junho, o início do fenômeno climatológico. Esse fato era esperado pela meteorologista, pois houve a persistência das anomalias que levam à saída da neutralidade para a ocorrência do El Niño. De acordo com a Climatempo, o fenômeno de intensidade forte altera significativamente o padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, com impactos que variam de acordo com a região. Regiões “O fenômeno reduz drasticamente o volume de chuvas na região Norte e Nordeste, afetando severamente os reservatórios de água e os níveis dos rios da bacia amazônica”, ressaltou Ana Clara. Nesse sentido, a tendência é de ondas de calor e baixa umidade no Sudeste e Centro-Oeste, com períodos de estiagem prolongados. Essa combinação de calor intenso e baixa umidade do ar aumenta o risco de incêndio na vegetação ressecada e pode afetar o nível dos reservatórios, exigindo monitoramento constante do setor elétrico. “Contudo, no Sul, a tendência é de excesso de chuvas, com riscos para enchentes e deslizamentos de terra”, disse a especialista em clima. Bacias hidrográficas sob pressão De acordo com a Climatempo, o El Niño forte tende a trazer menos chuvas para as regiões das principais bacias hidrográficas brasileiras. Durante o ciclo do El Niño de 2023/2024, semelhante ao atual, o setor de energia enfrentou forte pressão operacional, com aumento da demanda de consumo, maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas e crescimento relevante de ocorrências associadas a incêndios e queimadas. Segundo Ana Clara, para as bacias do São Francisco e do Tocantins-Araguaia, a tendência é de atraso no retorno das chuvas e de um período chuvoso bastante irregular. Para a bacia do Paraná, a chuva não necessariamente fica abaixo da média, mas tende a ocorrer de forma menos uniforme, alternando episódios de chuva forte com períodos mais longos de tempo seco. “Esse comportamento pode dificultar a recuperação dos reservatórios”. Período seco 2026 A previsão da Climatempo para o inverno de 2026 indica uma passagem relativamente frequente de frentes frias pelo Sul e pelo Sudeste do país. Isso deve favorecer a manutenção das vazões e da geração hidrelétrica no Sul. A região deve concentrar os maiores volumes de chuva nos próximos meses. A tendência é de um inverno com passagem frequente de frentes frias e alguns episódios de chuva mais intensa, embora localizados. “Os eventos mais expressivos devem ocorrer principalmente durante a primavera, especialmente entre outubro e novembro, favorecendo as afluências e a geração hidrelétrica na região”, destacou Ana Clara. Já no Sudeste, embora o período seco continue predominando, ele pode ser menos rigoroso do que o normal, com alguns episódios de chuva alcançando áreas do Baixo e Médio Paraná e contribuindo pontualmente para o aumento das vazões durante o inverno. Atualmente, o maior risco está concentrado no Centro-Norte do país, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Xingu. A tendência é de atraso no retorno das chuvas, prolongando o período seco em direção à primavera. Mesmo depois do início da estação chuvosa, a chuva pode ocorrer de forma bastante irregular, o que tende a retardar a recuperação dos níveis dos rios na região. Perspectiva para 2026/2027: recuperação desigual. De acordo com a Climatempo, o El Niño deve ser o principal modulador do clima durante a primavera e o verão de 2026/2027. Se o fenômeno realmente ganhar força nos próximos meses, a tendência é de concentração das chuvas na região Sul, com eventos mais frequentes de chuva intensa e vazões elevadas. A Climatempo acredita que, para os reservatórios do Sudeste, o cenário é menos favorável. A chuva tende a ocorrer de forma mais irregular, alternando períodos chuvosos com intervalos de tempo seco e temperaturas acima da média. Isso pode tornar a recuperação dos reservatórios mais lenta e menos eficiente ao longo do período úmido. Segundo a consultoria, o setor elétrico brasileiro deverá manter monitoramento constante das condições climáticas e estar preparado para ajustes operacionais que garantam a segurança energética do país diante deste cenário desafiador.

Cenário inédito com planeta superaquecido.

Cenário climático inédito para o segundo semestre de 2026: a combinação de um El Niño muito forte com as temperaturas mais elevadas já registradas no planeta.

A avaliação do sócio-diretor e meteorologista da  Nottus, Alexandre Nascimento, é de que o setor elétrico brasileiro se prepara para enfrentar um cenário climático inédito no segundo semestre de 2026. Ele reforça que a combinação de um El Niño muito forte virá com as temperaturas mais elevadas já registradas no planeta. Sendo assim, o impacto será significativo e diferenciado nos subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o executivo, a primeira parte do período úmido, correspondente ao último trimestre de 2025, apresentou volumes de chuva abaixo do esperado. As condições do SIN não se deterioraram ainda mais porque as temperaturas permaneceram abaixo da média histórica durante grande parte do período, o que contribuiu para conter o crescimento da demanda por energia. “As temperaturas mais elevadas concentraram-se entre o Natal e o Ano Novo”, disse. No entanto, ao longo do primeiro trimestre de 2026, o cenário se mostrou mais favorável. Houve aumento significativo das precipitações no SIN, resultando na recuperação das afluências e na elevação dos níveis dos reservatórios dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o ano começou com reservatório em 42% no SE-CO, 46% no NE e 55% no Norte, totalizando 46% no SIN. Em 16 de abril de 2026, o reservatório chegou a 67% no SE-CO, 95% no NE, 96% no Norte e 71% no SIN, resultado considerado bastante satisfatório. Em 8 de junho de 2026, os níveis estavam em 66% no SE-CO, 92% no NE, 98% no Norte e 72% no SIN, mantendo-se relativamente estáveis. Desempenho por subsistema Segundo a Nottus, o Norte e, principalmente, o Nordeste apresentaram uma recuperação rápida e expressiva ao longo do período úmido. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste também registrou melhora significativa, revertendo parte das condições desfavoráveis observadas no fim de 2025. Já o subsistema Sul apresentou maior volatilidade, com oscilações mais acentuadas ao longo do período. “Essa questão é muito mais difícil do que estão falando, não é tão simples a resposta”, alerta Nascimento. O meteorologista traça um histórico comparativo: em 2015/16 houve um El Niño muito forte, mas o planeta não estava tão quente. Nesse sentido, ocorreu novamente em 2018/19 mas de intensidade fraca e com um planeta não tão quente. Contudo, em 2023/24, o El Niño moderado coincidiu com o ano mais quente da história. “Este ano promete algo inédito, o El Niño muito forte com um planeta muito quente, que pode bater recorde”, destaca o especialista. Projeções para o segundo semestre de 2026 Segundo a Nottus, até o momento, os modelos climáticos são claros quanto às tendências para o segundo semestre. Excesso de precipitação, com risco de eventos extremos de chuva não apenas  no Rio Grande do Sul, mas também nas bacias do Paranapanema, Paraná e até mesmo no Tietê. No Nordeste e Tocantins haverá um déficit hídrico significativo, com volumes de chuva abaixo do esperado. No Sudeste/Centro-Oeste, Madeira e Xingu existirá um padrão irregular de precipitação, alternando momentos de chuva intensa com períodos mais secos. Ao longo da primavera, pode chover até mais do que o normal no SE-CO, mas a chuva pode reduzir ao longo do verão. Com relação às temperaturas, o executivo da Nottus acredita que ficarão muito mais altas do que o normal em praticamente todo o país, com ondas de calor frequentes (semanas com temperatura em torno de 5 a 7 graus acima do normal). Impactos operacionais e lições do passado.

Historicamente, eventos de El Niño forte trouxeram desafios significativos para a operação energética brasileira. O calor intenso no SIN, com ondas de calor prolongadas, resulta em momentos de carga muito elevada. Em 2023/24, essa condição provocou picos de preço horário elevado. Além disso, o fenômeno pode trazer eventos de vendaval em todo o país. E ainda, chuvas torrenciais nas bacias do Sul e do Madeira, e episódios extremos de precipitação em diversas regiões. Apesar dos riscos, Nascimento identifica aspectos positivos no início do fenômeno. “Antes de atrapalhar, ele pode ajudar o SIN”, afirma o meteorologista. Segundo a Nottus, o El Niño deve causar melhora nas condições de afluência e reservatórios no Sul e pode retardar o deplecionamento do subsistema SE-CO, devido à chuva que deve chegar com força em alguns momentos durante o inverno e a primavera. Adicionalmente, o fenômeno manterá forte influência sobre a safra de ventos, beneficiando a geração eólica.

Perspectivas para 2027

Segundo a Nottus, com o El Niño consolidado, a expectativa é de finalização do período com níveis bem menores no Norte e Nordeste. E maiores no Sul e uma tendência de redução no SE-CO, embora a magnitude dessa redução seja difícil de precisar. “Ainda é cedo para falar se não teremos recuperação, nem que seja parcial no SE-CO. Por outro lado, é fácil afirmar uma condição pior para 2027 no Norte e Nordeste do que no ano anterior. Além de uma maior frequência de ondas de calor, pressionando o sistema”, conclui Nascimento. O setor elétrico brasileiro deverá manter vigilância constante e flexibilidade operacional para navegar por este cenário climático sem precedentes. E deve equilibrar os desafios regionais e aproveitando as oportunidades que o fenômeno pode trazer nos próximos meses.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

19/6/2026

Dia 19 de junho de 2026, sexta-feira

- FASE LANÇA CARTA AOS PRESIDENCIÁVEIS (política)

O Fórum de Associações do Setor Elétrico apresentou a terceira edição do que será a Carta Fase. As bases da proposta foram reveladas durante o Encontro Nacional do Setor Elétrico (Enase) 2026, realizado no Rio de Janeiro. O documento está em fase final de elaboração e conta com a participação de todas as 37 entidades que compõem o grupo. Há ações que envolvem todos os segmentos do setor e o foco é o de atribuir maior competitividade à eletricidade no processo de desenvolvimento do país.

> Continue a leitura na notícia “Fase lança carta aos presidenciáveis com foco na competitividade da energia”: https://shorturl.at/qkOvm

- MERCADO DE CARBONO AVANÇA (política)

O governo federal começa a desenhar a próxima etapa do mercado regulado de carbono. O foco, agora, está na definição de quando cada setor deverá informar suas emissões de gases de efeito estufa. Até esta sexta-feira, 19 de junho, o Ministério da Fazenda recebe contribuições de entidades empresariais sobre a proposta de cobertura setorial do Programa de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). A partir dessas sugestões, a pasta pretende abrir consulta pública com uma versão mais refinada das regras.

> Saiba mais na notícia “Mercado de carbono avança com cronograma para relato de emissões”: https://shorturl.at/BLJiD

- ACORDO ENTRE ABRACE E BBCE (comercialização)

A Abrace Energia e a BBCE assinaram acordo que permite o compartilhamento de indicadores gerados a partir de operações realizadas na plataforma da companhia. O ponto principal é o acesso da associação à BBCE Curva Forward, única referência de preços de energia do Brasil calculada com base em negócios reais.

> Leia mais em “Acordo permite acesso da Abrace a indicador de preços da BBCE”: https://shorturl.at/9Pbdr

- AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

Os assinantes do CanalEnergia têm desconto na compra de ingresso para o Enase. Entre em contato com o nosso time comercial para mais informações:

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Setor busca saída para destravar a demanda de energia: https://shorturl.at/lneUP

Executivos cobram mais agilidade regulatória, aposta em armazenamento e defendem política industrial para atrair novas cargas ao país.

Resposta da demanda pode adicionar 3,2 GW ao sistema: https://shorturl.at/QTYPZ

Mecanismo ainda  te participação reduzida no Brasil, mas EPE vê espaço para expansão e maior contribuição à segurança energética.

Setor de H2V enfrenta desafios de custos e contratos, mas mantém perspectivas positivas: https://short-url.cc/1r-KZ

Brasil continua reunindo os principais atributos para consolidar como protagonista global no setor”.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

18/6/2026

Dia 18 de junho de 2026, quinta-feira

- LRCAP (expansão)

O Tribunal de Contas da União decidiu comunicar ao Ministério de Minas e Energia sobre a possibilidade de prosseguir com o leilão de reserva de capacidade de 2026. Porém, o TCU vai manter o acompanhamento do LRCAP para um exame mais aprofundado dos parâmetros utilizados na modelagem do certame.

> Saiba mais na notícia “TCU recomenda prosseguimento do LRCAP, mas mantém investigação sobre certame”: https://shorturl.at/J37ii

- ESTRATÉGIA PARA ENFRENTAR EL NIÑO (geração)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já desenhou a estratégia para enfrentar eventuais impactos do El Niño sobre o abastecimento de energia. A prioridade é preservar reservatórios considerados estratégicos para o atendimento da ponta de carga.

> Leia mais em “ONS aciona plano para El Niño e preserva reservatórios estratégicos”: https://shorturl.at/dEWP8

- 3 DESAFIOS NA RETA FINAL DO GOVERNO

O Ministério de Minas e Energia focará os últimos seis meses que restam da atual legislatura em medidas infralegais. De acordo com o secretário executivo, Gustavo Ataíde, são três os principais pilares no que chamou de reta final de 2026. Ele relacionou a abertura do mercado livre, segurança energética e formação de preços com sinal econômico como os itens a serem abordados nos próximos meses.

> Continue a leitura na matéria “Ministério quer enfrentar três desafios na reta final de governo”: https://shorturl.at/f2XRU

- AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

MME defende decisão de manter CvAR pelo CMSE: https://shorturl.at/3DZVw

Secretário Executivo destaca que a medida de manter os parâmetros de risco é uma decisão por unanimidade.

BNDES destina até R$ 34 bilhões para financiar projetos do leilão de baterias: https://shorturl.at/10brZ

Fundo Clima será principal instrumento de crédito, com taxa de 6,5% ao ano.

Sinal de preço pode destravar mercado de baterias, diz CEO da Eneva: https://short-url.cc/1rWvp”

Fonte: CanalEnergia

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Capital sem fronteiras - Os minerais invisíveis que passaram a mover o mundo

Existe uma frase atribuída ao historiador Yuval Harari que diz que:

“Toda civilização é construída sobre aquilo que ela consegue extrair, transformar e controlar.”

Durante o século XX, o petróleo simbolizou esse poder. No século XXI, talvez os ativos mais estratégicos do mundo não sejam tão visíveis. Eles estão dentro de baterias, turbinas eólicas, semicondutores, sistemas militares, data centers e inteligências artificiais.

Estamos falando das terras-raras.

Quase ninguém vê esses materiais. Mas praticamente toda a economia moderna depende deles.

Para entender o panorama completo sem cair em simplificações excessivas, vale esclarecer o que são esses elementos.

Terras-raras é o nome dado a um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica. Ao contrário do que o termo sugere, eles não são exatamente escassos na crosta terrestre. O verdadeiro desafio, que justifica o nome e o valor de mercado, é que eles se encontram dispersos em concentrações muito baixas.

É como tentar extrair pitadas microscópicas de um ingrediente precioso espalhado por toneladas de rocha comum. O processo de separação, extração e refino é extremamente complexo, caro e exige um controle ambiental severo.

Cada um desses elementos possui propriedades magnéticas, luminescentes e catalíticas únicas, para as quais a indústria de alta tecnologia simplesmente não encontra substitutos à altura, o que acaba sendo um dos pontos centrais da tese.

O neodímio e o praseodímio, por exemplo, são vitais para criar ímãs permanentes de altíssima potência. O disprósio e o térbio movem os motores de veículos elétricos e as turbinas eólicas. Já o ítrio é aplicado em lasers e fibras ópticas. Sem eles, os sistemas de refrigeração e os componentes de alta eficiência que permitem o funcionamento dos data centers de inteligência artificial entrariam em colapso.

A grande questão macroeconômica reside no fato de que a demanda por esses insumos avança em um ritmo muito superior à capacidade de refino global. Projeções da Agência Internacional de Energia e do banco UBS apontam que a demanda global deve saltar significativamente nas próximas décadas, criando um descompasso claro com a oferta disponível a partir dos projetos atualmente anunciados.

Talvez o ponto mais relevante dessa discussão esteja na geopolítica.

Atualmente, a China domina aproximadamente 70% da produção global e possui a maior capacidade mundial de refino e processamento de terras-raras.

Mesmo quando a extração mineral ocorre em solo americano, australiano ou de outros países, o minério bruto frequentemente precisa ser enviado para o território chinês para ser transformado em metal utilizável pela indústria de ponta. Isso cria uma dependência estrutural extremamente relevante para o Ocidente.

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos mostram que, enquanto a China lidera com reservas estimadas em 44 milhões de toneladas, os Estados Unidos possuem menos de 2 milhões de toneladas. Essa assimetria confere a Pequim um imenso poder de barganha, transformando esses minerais em verdadeiras armas de pressão em guerras comerciais.

Os Estados Unidos vêm reativando minas domésticas. A Europa tenta reduzir dependências estratégicas. O Japão busca acordos internacionais para garantir o fornecimento de longo prazo.

O mercado global entendeu algo importante:

Quem controla minerais estratégicos controla parte relevante da infraestrutura do futuro.

Diante desse cenário, você pode estar se perguntando como essa dinâmica geopolítica impacta diretamente a sua visão de investimento e a proteção do seu patrimônio. A resposta está na forma como você avalia os riscos estruturais da sua carteira de ativos globais.

Muitas vezes, ao buscar exposição ao crescimento tecnológico internacional, tendemos a concentrar nossos recursos nas empresas de tecnologia que desenvolvem os produtos finais.

No entanto, o cenário atual mostra que a vulnerabilidade dessas companhias não está apenas nos seus balanços financeiros ou na concorrência de mercado, mas sim na segurança de suas cadeias de suprimentos materiais.

Se o acesso a esses minerais for restringido por decisões políticas internacionais, os valuations de empresas líderes do setor de semicondutores e transição energética podem sofrer revisões severas.

Assim, muitas empresas ligadas à mineração, processamento e infraestrutura de minerais estratégicos, começam a ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro da cadeia global de crescimento tecnológico.

A lógica de alocação eficiente passa por compreender o equilíbrio entre o velho e o novo paradigma industrial. Setores tradicionais da economia, como a mineração diversificada e a produção de metais básicos, continuam sendo a espinha dorsal da infraestrutura do planeta.

Contudo, as estratégias que conseguem associar essa operação tradicional ao fornecimento de minerais críticos para o futuro tecnológico criam uma avenida robusta de geração de valor e proteção contra a inflação de insumos.

Para sintetizar o nosso raciocínio, os movimentos mais relevantes do mercado internacional raramente ocorrem de forma abrupta. Eles começam com ajustes graduais de fluxo e com a percepção de riscos que antes pareciam distantes. Vivemos um momento em que a avaliação de uma tese de investimento exige transcender a leitura fria de lucros trimestrais e compreender as correntes estruturais de longo prazo que movem o tabuleiro global.

A minha perspectiva técnica sobre o tema é de que o ceticismo ou o otimismo em relação ao futuro da tecnologia não deve ser medido apenas pela adoção de usuários, mas sim pela viabilidade física dos recursos que a sustentam. Ignorar a geopolítica das matérias-primas críticas na montagem de uma estratégia internacional pode deixar o seu capital excessivamente vulnerável a decisões centralizadas em Pequim ou a gargalos de refino que levarão anos para ser solucionados.

A sofisticação na gestão patrimonial reside justamente na capacidade de antecipar essas transições, ajustando as suas alocações com serenidade e disciplina, sem depender de palpites ou reações emocionais aos noticiários de curto prazo. Trata-se de construir um portfólio que seja resiliente tanto aos ciclos econômicos tradicionais quanto às transformações tecnológicas mais profundas.

Fonte: GuiaInvestWealth

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Brasil avança na transição energética: ENASE 2026 reúne lideranças do setor para debater o futuro da energia nacional

18/6/2026

Evento chega à 23ª edição consolidado como principal espaço de diálogo sobre os rumos do setor elétrico brasileiro

O ENASE 2026 marca sua 23ª edição como um dos principais fóruns de discussão e construção de ideias do setor elétrico brasileiro. O evento reúne as principais lideranças do segmento para debater os desafios e oportunidades que moldarão o futuro da energia no país.

Momento decisivo para a energia brasileira

O Brasil atravessa um período estratégico na área energética. O país avança consistentemente na transição energética, amplia a participação das fontes renováveis em sua matriz e consolida sua posição como referência global no setor.

Paralelamente a esses avanços, o setor enfrenta desafios estruturais importantes:

  • Modernização do mercado de energia
  • Armazenamento energético em larga escala

Fonte: CanalEnergia

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

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