- PLD no teto contrasta com bandeira verde e reforça debate sobre operação
A disparada dos preços de energia elétrica voltou ao centro das mesas de operação nesta quarta-feira, 4 de fevereiro. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) atingiu o valor de R$ 1.557/MWh em diferentes submercados e patamares de carga. O descompasso entre a bandeira verde acionada em fevereiro e essa realidade do Mercado de Curto Prazo reforça críticas aos modelos de formação de preço e aos sinais percebidos pelo consumidor final em comparação com o custo marginal da operação.
- BNDES aprova R$ 280 milhões para produção de baterias que reduzem cortes na rede elétrica
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 280 milhões para a WEG reformar uma planta industrial e construir, em Itajaí (SC), a maior fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias do país. Com a nova fábrica, a WEG passará a ter uma capacidade produtiva para até 2 gigawatts por ano. A conclusão do projeto é prevista para o segundo semestre de 2027.
- Volume financeiro de energia incentivada cresce 68% na BBCE em 2025
A BBCE registrou um crescimento de 67,8% no volume financeiro total das negociações de energia incentivada em 2025 em comparação com o ano anterior, atingindo R$ 11,6 bilhões. Para a companhia, o resultado evidencia a consolidação da evolução do trading dessa fonte no Brasil. A BBCE informou ainda que a energia convencional movimentou 78.123 contratos, totalizando 47.098 GWh negociados no período.
- Leilão de hidrelétricas menores deve ficar para o segundo semestre
O leilão para contratação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) previsto na reforma do setor elétrico do ano passado não será realizado no prazo previsto na legislação e deverá só acontecer no segundo semestre de 2026. Pela lei, deveria ser contratado até o primeiro trimestre um limite de 3 GW dessas usinas. Internamente, o Ministério de Minas e Energia (MME) já avalia que não conseguirá cumprir o cronograma. A Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch) considera que o prazo previsto em lei foi muito curto para possibilitar a realização de um leilão.
- A tragédia dos comuns e o uso múltiplo dos reservatórios de hidrelétricas
As regras operacionais de uma hidrelétrica incluem limites, superior e inferior, impostos ao nível de água no próprio reservatório e no trecho do rio a jusante, para garantir que a geração de energia não comprometa os demais usos múltiplos e o equilíbrio ambiental. Em momentos de crise hídrica, se uma restrição no volume de água custa aos consumidores de energia elétrica R$ 100 e o relaxamento da restrição custa R$ 30 aos demais usuários da água, que tal achar uma maneira de canalizar R$ 50 do primeiro grupo para o segundo e todos saírem ganhando?
- Consumo no mercado livre avança 2,7 % em dezembro; cativo recua 1,2 %
O consumo de energia elétrica no país aumentou 0,5% em dezembro de 2025, registrando 47.616 GWh. Enquanto o avanço no mercado livre foi de 2,7%, o recuo no mercado cativo chegou a 1,2%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), nas classes residencial, comercial e outros registraram crescimento de 4,1%, 0,5% e 1,4%, respectivamente. Já a indústria reduziu o consumo em 3,3%.
- Saiba como modelos matemáticos podem ajudar a reduzir crises hídricas
Pesquisa publicada na revista Water Resources Management mostra que, em muitos casos, ajustes relativamente simples na forma como os reservatórios de água são operados podem aumentar significativamente a segurança hídrica, sem a necessidade de novas obras ou grandes investimentos. Em vez de liberar água normalmente até que o nível do reservatório fique crítico, por exemplo, a operação com “gatilhos” estabelece limites antecipados: se o volume armazenado ficar abaixo de determinada capacidade, pequenas reduções graduais na liberação de água são acionadas automaticamente.
- Aneel autoriza nova versão do modelo Dessem
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o uso da versão 22 do modelo computacional DESSEM para o planejamento e programação da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para o cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). O modelo é uma ferramenta essencial para o setor elétrico brasileiro, sendo utilizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para simular e otimizar a operação do SIN em curto prazo, garantindo maior eficiência no despacho de energia e no cálculo do PLD.
- Desequilíbrio no setor elétrico forçou o corte de 20% da produção de eólicas e solares em 2025, aponta levantamento
Em 2025, o sistema elétrico brasileiro descartou cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido GWgerada, segundo cálculos da Volt Robotics com base em números do ONS. Esses cortes levaram um prejuízo de R$ 6,5 bilhões aos empreendimentos. A consultoria afirma que em 16 dias do ano o sistema operou “perigosamente” próximo do limite inferior de segurança por causa do excesso de geração de energia renovável. Em todo o ano de 2024, esse cenário aconteceu apenas uma vez.
- MME abre consulta pública para antecipação de contratos e reforço da segurança do SIN
O MME abriu a Consulta Pública nº 212 para a formulação da política pública que estabelece diretrizes gerais para antecipação dos contratos de projetos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP). A proposta visa fortalecer, de forma preventiva e estruturada, a segurança eletroenergética do SIN.
- Geração distribuída no Brasil ultrapassa 44 GW e deve atingir 50 GW em 2026
A capacidade instalada de geração distribuída (GD) no Brasil ultrapassou 44 GW. Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), a expectativa é de um crescimento de 15% em 2026, para 50 GW. Os principais desafios para a expansão da GD em 2026 incluem a previsibilidade regulatória, a capacidade de conexão em algumas regiões e a necessidade de modernização das redes de distribuição, ainda pouco adaptadas a um sistema mais descentralizado.
Fonte: ELECTRA CLIPPING – EDIÇÃO 03/26 DE 06/02/2026