Portal de Notícias sobre o
Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

O QUE SÃO USINAS REVERSÍVEIS

12/6/2026

Usinas reversíveis (ou usinas hidrelétricas de bombeamento) são instalações que funcionam como uma espécie de "bateria gigante" para o sistema elétrico.

O princípio é simples:

  1. Quando há excesso de energia elétrica (por exemplo, durante a madrugada ou quando há muita geração solar/eólica), a usina usa essa eletricidade para bombear água de um reservatório inferior para um reservatório superior. 
  2. Quando a demanda por energia aumenta, a água armazenada no reservatório superior é liberada para descer através de turbinas, gerando eletricidade, como em uma hidrelétrica convencional. 

Por que elas são importantes?

  • Armazenam energia em larga escala. 
  • Ajudam a equilibrar a rede elétrica. 
  • Complementam fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. 
  • Podem responder rapidamente a picos de consumo. 

Eficiência

Nem toda a energia usada para bombear a água é recuperada depois. Em geral, a eficiência global fica entre 70% e 85%.

Exemplo prático

Imagine que durante o meio-dia há muita geração solar e sobra energia. Em vez de desperdiçá-la, essa energia é usada para elevar água ao reservatório superior. À noite, quando o Sol se põe e o consumo aumenta, a água retorna pelas turbinas e gera eletricidade.

No Brasil

O Brasil possui grande potencial para esse tipo de empreendimento devido à sua geografia e experiência em hidrelétricas. Projetos de usinas reversíveis vêm sendo estudados para aumentar a capacidade de armazenamento do sistema elétrico e facilitar a integração de fontes renováveis.

Em resumo, uma usina reversível não cria energia, mas armazena energia elétrica na forma de energia potencial da água, liberando-a quando necessário.

Resumo das Notícias de Hoje

29/6/2026

Dia 29 de junho de 2026, segunda-feira

- REPACTUAÇÃO DO UBP (negócios e empresas)

A Aneel assinou nesta sexta feira os termos aditivos de repactuação do UBP. O evento refere-se a parcelas vincendas do pagamento pelo Uso do Bem Público por geradores hidrelétricos. O total renegociado, em valores atualizados, é de R$ 5,63 bilhões. A expectativa, segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, é de que o efeito equilibrado de redução nas tarifas possa chegar a até 5% em média.

> Saiba mais na matéria “Repactuação do UBP pode reduzir tarifa em até 5% para distribuidoras de 19 estados”: https://short-url.cc/1sFQV

- PMO DE JULHO (geração)

O Programa Mensal de Operação de julho inicia o mês com uma perspectiva ambígua quanto à afluência no país. A projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico para o final do mês mostra dois submercados com níveis elevados de ENA, enquanto isso os outros dois estão ligeiramente acima da metade. Nesse sentido, os dados do Operador apontam que a energia natural afluente para o Sudeste/ Centro-Oeste é de 24.451 MW med. Esse valor equivale a 96% da média de longo termo. No Sul o cálculo aponta 16.784 MW med, igual a 151% da MLT.

> Leia mais em “Julho inicia com nível de afluência próximo à média no Sudeste”: https://short-url.cc/1sFRf

- ORDENAMENTO E RATEIO DOS CORTES DE GERAÇÃO (geração)

Associações de geradores pretendem negociar alterações na proposta de ordenamento e rateio dos cortes de geração, após o adiamento pela Aneel da decisão da CP45. O processo foi retirado de pauta na reunião extraordinária da última segunda-feira, 22 de junho. Entretanto, o diretor Fernando Mosna, autor do pedido de vistas, já convidou os interessados para uma reunião presencial no próximo dia 7 de julho.

> Continue a leitura na matéria “Geradores querem alterações no ordenamento e rateio dos cortes de geração”: https://short-url.cc/1yaF6

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Elea e Axia vão instalar data center para IA em Belém: https://short-url.cc/1yaD2

Consumo total de energia do Grupo Energisa cresce 2,7% em maio: https://short-url.cc/1yaES

O que se perde no caminho da distribuição elétrica: onde sua rede está desperdiçando energia (e dinheiro): https://short-url.cc/1yaFc

Fonte: CanalEnergia

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IMPACTO DA MMGD NO SISTEMA

29/6/2026

Por Edvaldo Santana | Conselho de empresas e de entidades de filantropia

Ontem, se a MMGD tivesse gerado 40 GW dos 47 GW disponíveis, o sistema teria colapsado

A notícia é impactante, porém esperada. Logo, logo fará parte do nosso cotidiano. É que setor elétrico agora depende de Rá, deus do Sol, e da exuberante Mania, deusa da insanidade.

Domingo foi um dia daqueles como o diabo gosta. Às 12h, a solar, com 32 GW, gerava mais que a soma das UHEs (22 GW), UTEs (7 GW) e eólica (2 GW). A carga, no mesmo instante, era de 65 GW, somada à exportação de 1,5 GW. Ou seja, a solar, sozinha, atendia cerca de 50% da carga.

Mas o mais importante foi o que aconteceu entre 6h e 12h. Às 6h, a hidrelétrica e a eólica produziam, respectivamente, 38 GW e 14 GW, contra quase zero da solar. A carga total era 59 GW. Nas seis horas seguintes, a hidrelétrica e a eólica foram reduzidas, nesta ordem, em 16 GW e 12 GW, e a carga teve um acréscimo de 6 GW. Esses números indicam um curtailment entre 10 e 12 GW, só na eólica. Como o total da solar, centralizada e descentralizada, é 67 GW e a geração máxima da fonte era 32 GW, isto sugere que quase tudo vinha da MMGD. Assim, foi de no mínimo 15 GW, dos 20 GW da capacidade instalada existente, o curtailment da solar centralizada. Total: 25 GW de corte de geração, ou desperdício de energia subsidiada. Um escândalo.

E isso ainda não é o indicador mais grave. Sem o curtailment na solar centralizada, a geração das UHEs cairia para 7 GW, o que representaria um colapso no sistema. De uma carga de 65 GW, as máquinas síncronas (UTEs e UHEs) somariam 14 GW, ou 22%, o que deixaria o sistema muito longe dos seus limites de segurança.

O detalhe é que o quadro seria pior se a MMGD produzisse, no meio do dia, 40 GW dos 47 GW disponíveis. É que, para ontem, o ONS não tinha accionado a (duvidosa) “alavanca de pânico por excesso de oferta”. Nessas circunstâncias, as distribuidoras não teriam como restringir a geração conectada em suas respectivas redes. Seria um caos. Por sorte, Rá, Deus do Sol no Egito antigo, limitou a irradiação, agindo em favor do sistema elétrico.

Outro detalhe: a diferença entre a geração mínima e máxima das UHEs foi da ordem de 43 GW, perto do recorde. Com a barriga do pato rente ao chão, entre 14h e 18h15 a hidro subiu a rampa com seus 40,5 GW, mais que 10 GW por hora. É o pescoço do pato.

Assim, depender perigosamente de Rá é o principal símbolo de fracasso do (imoral) modelo do setor elétrico, que foi dominado por Mania, a exuberante deusa da insanidade.

Conclusão: a “alavanca de pânico por excesso de oferta” deve ficar permanentemente acionada, a menos que a opção seja colocar Rá e Mania no cockpit, isto é, na mesa de operação.

Fonte: Linkedin (26/06/2026)

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PARA LER COM CALMA

27/6/2026

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, aqui vai um resumo:

Regulação e Políticas

- Dia do Perdão (CUST): O ONS recebeu 223 solicitações para o 2° ciclo do mecanismo de rescisão amigável de contratos de transmissão, aprovado pela Aneel.  https://shorturl.at/flUFr

- Regras de Armazenamento: Aneel publicou a Resolução Normativa 1.161, definindo requisitos para autorização de exploração de sistemas de armazenamento de energia.  https://shorturl.at/vMrP4

- Autoprodução: TCU apontou distorções na política de autoprodução de energia.  https://shorturl.at/Htn0U

- CVaR: Decisão do CMSE de manter parâmetros de risco elevados (15,40) aumentou custos do setor, segundo a ABGD.  https://shorturl.at/MAKsF

Transmissão

- Transmissão no Nordeste: EPE recomendou expansão de 4 GW na rede para conectar data centers e hidrogênio verde, focando em Pecém (CE) e Parnaíba (PI).  https://shorturl.at/OPIPf

- Leilão de Transmissão: Aneel aprovou edital para leilão em outubro, com 9 lotes e investimento total de R$ 8,9 bilhões (RAP de R$ 1,6 bi).  https://shorturl.at/TJa4k

- Data Centers: Brasil tem energia renovável competitiva, mas gargalos na transmissão ameaçam limitar investimentos em novos data centers.  https://shorturl.at/4TPuL

- Receita de Transmissão: A RAP do ciclo 2026/2027 cresceu 9,41%, totalizando R$ 54,95 bilhões.  https://shorturl.at/45uPN

Mercado e Consumo

- Consumo de Energia: Recuo de 0,3% no 1° trimestre de 2026, com queda de 1,4% na indústria e altas de 1,3% (residencial) e 0,7% (comércio).  https://shorturl.at/TeAyq

- Preços na BBCE: Contratos futuros encerraram em alta, com destaque para o Sudeste (julho: +12,4%; agosto: +5,77%).  https://shorturl.at/vXHNf

- Carga do SIN: Previsão de alta de 1,95% em julho, com variações regionais (Nordeste: +7,47%; Sul: -1,13%).  https://shorturl.at/oaOG0

Operação

- Monitor de Secas: Seca amenizou no Nordeste, Sudeste e Sul, mas intensificou-se no Centro-Oeste e Norte, segundo ANA. https://shorturl.at/muX0H

- PMO de Junho: ONS manteve projeção de alta de 0,9% na carga energética para o mês, terceira revisão consecutiva. https://shorturl.at/nVCOE

Destaques Diversos

- Potencial de Investimento: Estudo aponta que Brasil pode atrair US$ 600-800 bilhões anuais em transição energética, segundo iCS e CETEx.  https://shorturl.at/cU67X

- Tarifa Horária: Ganhou força na baixa tensão.  https://shorturl.at/ILz7A

- PLD no Inverno: Thymos estimou preços entre R$ 150-200/MWh para o período.  https://shorturl.at/IWdyQ

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

26/6/2026

Dia 26 de junho de 2026, sexta-feira

- POLÍTICA PÚBLICA PARA AUTOPRODUÇÃO (política)

A Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União aponta distorções e cobra mudanças na política pública para a autoprodução de energia elétrica no país. A fiscalização tratou especialmente da regra que permitiu a classificação de consumidores como autoprodutores por equiparação. E que resultou em migração intensa de novos agentes para esse regime.

> Continue a leitura em “TCU aponta distorções e questiona política pública para autoprodução”: https://shorturl.at/Htn0U

- CARGA DO SIN (operação)

A carga no Sistema Interligado Nacional deverá ter uma variação de 1,95% em julho, com 77.737 MW médios. A estimativa foi revelada no primeiro dia da reunião do Programa Mensal da Operação de julho, divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No Sudeste/ Centro-Oeste, a carga deve avançar 0,47%. Na região Sul, a expectativa é por uma queda de 1,13%. Por outro lado, o Nordeste tem estimativa de alta de 7,47%. Já a região Norte deve ter um aumento na carga de 6,33%.

> Saiba mais na notícia “ONS prevê alta de 1,95% na carga do SIN em julho”: https://shorturl.at/oaOG0

> Ainda sobre a carga, leia também “Carga repete comportamento em jogos do Brasil na Copa do Mundo”: https://shorturl.at/ppYQB

- CVAR (política)

A adoção dos parâmetros de risco 15, 40 para o CVaR está entre os principais fatores que vêm pressionando o mercado de energia elétrica. A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CMSE) foi tomada na mais recente reunião do colegiado. De acordo com Luiz Fernando Vianna, presidente executivo interino da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) e vice-presidente Institucional e Regulatório do Grupo Delta Energia a manutenção dos indicadores elevou o nível de segurança do sistema além do necessário. Porém, contribuiu para um aumento expressivo dos custos do setor.

> Leia mais na matéria “Decisão do CMSE sobre CVaR amplia custos do setor, diz Delta”: https://shorturl.at/MAKsF”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Crise na Gold Energia levou Cemig a endurecer gestão de risco: https://shorturl.at/Edo3E

Executivo diz que episódio mudou critérios de atuação, reforçou controles internos e que empresa já está preparada para abertura total do mercado de energia.

Financiamento para renováveis cresce 10,6% em 2025, mostra CELA: https://short-url.cc/1xXx8

Estudo revela que setor movimentou R$ 36,3 bilhões no ano, 22% abaixo do pico histórico em 2022.”

Fonte: CanalEnergia

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A 23º EDIÇÃO DO ENASE CHEGOU AO FIM

- Painel dos CEOs no ENASE 2026: Digitalização, IA e Competitividade Definem Futuro da Demanda Energética

Executivos debatem atração de data centers, novos investimentos industriais e evolução dos sinais econômicos do setor elétrico

O futuro da demanda de energia no Brasil passa cada vez mais pela digitalização da economia, pela inteligência artificial e pela atração de novos investimentos industriais.

Brasil em Posição Privilegiada

No "Painel dos CEOs" do ENASE 2026, Maurício Godoi, editor-chefe do CanalEnergia, moderou o debate com Rui Chammas (ISA Energia), Adriana Waltrick (SPIC), Lucas Witzler (Ultragaz) e Fabio Bortoluzo (Atlas Renewable Energy).

Os executivos destacaram que o Brasil reúne condições únicas para atrair data centers, novas indústrias e projetos ligados à transição energética. A combinação de recursos renováveis, potencial de expansão da oferta e capacidade de atender grandes consumidores coloca o país em posição privilegiada em um cenário global marcado pelo crescimento da inteligência artificial e da eletrificação.

Competitividade Além da Energia

Ao mesmo tempo, os participantes alertaram que transformar potencial em investimentos exige mais do que energia disponível. Competitividade, segurança regulatória, infraestrutura adequada e previsibilidade econômica serão fatores decisivos para que o Brasil aproveite essa oportunidade histórica.

Durante o debate, os especialistas destacaram que o país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e atributos importantes para receber projetos ligados à economia digital. No entanto, ressaltaram que outros mercados também disputam esses investimentos e avançam rapidamente para criar ambientes mais atrativos.

Corrida Global por Investimentos

A corrida global por data centers e inteligência artificial abriu uma janela de oportunidade para o Brasil — mas também aumentou a concorrência entre países por investimentos.

Questões como tributação, infraestrutura de transmissão, disponibilidade de equipamentos, financiamento e ambiente de negócios foram apontadas como fatores fundamentais para acelerar a chegada de novos empreendimentos. Para os painelistas, o Brasil precisa construir uma agenda de competitividade capaz de transformar suas vantagens naturais em crescimento econômico, inovação e geração de empregos.

A mensagem foi clara: energia competitiva é um diferencial importante, mas não basta sozinha para atrair os investimentos que vão moldar a economia do futuro.

Evolução dos Sinais Econômicos

Os participantes do "Painel dos CEOs" defenderam a evolução dos sinais econômicos do setor, com mecanismos que valorizem a flexibilidade, o armazenamento de energia e a resposta da demanda.

O entendimento é que consumidores, comercializadores, geradores e operadores precisarão atuar de forma cada vez mais integrada para acompanhar o crescimento da eletrificação, da digitalização e das novas cargas associadas à inteligência artificial. Também foram debatidas medidas que permitam ao consumidor responder de forma mais eficiente aos sinais de preço, contribuindo para um sistema mais equilibrado e sustentável.

Desafio da Utilização Inteligente

Os executivos reforçaram que o desafio já não é apenas expandir a oferta de energia, mas criar condições para que ela seja utilizada de forma mais inteligente, eficiente e competitiva. Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, a capacidade de adaptar o setor às novas demandas será um dos fatores centrais para garantir segurança energética e crescimento econômico.

- Desenvolvimento de Talentos para a Transição Energética: ENASE 2026 Debate Formação, Requalificação e Novas Competências

Entrevista destaca necessidade de aproximar empresas e universidades para acelerar qualificação profissional no setor energético

"Desenvolvimento de Talentos e Força de Trabalho para a Transição Energética" foi o tema da entrevista conduzida por Gabriela Desiré, Diretora de Operações da Two Square, com a participação de Marina Pimenta Gazeti Scartozzoni (CHRO da Vibra Energia/COMERC), Eduardo Rossi (Diretor de Segurança de Mercado da CCEE) e Priscila Monteiro (Gerente Sênior de RH da Michael Page).

Talentos como Estratégia

O debate destacou que a transição energética não depende apenas de tecnologia, investimentos e infraestrutura, mas também da formação de profissionais capazes de atender às novas demandas do setor.

Os participantes discutiram como a expansão das energias renováveis, a digitalização das redes, o armazenamento de energia e a crescente complexidade do sistema elétrico estão transformando o perfil dos profissionais da área, exigindo novas competências técnicas, digitais e comportamentais.

A principal mensagem foi que desenvolver talentos será tão estratégico quanto expandir a infraestrutura energética. O futuro da transição energética dependerá da capacidade de atrair, capacitar e requalificar profissionais para um setor em rápida transformação.

Aproximação entre Empresas e Universidades

Um dos temas centrais foi a necessidade de aproximar empresas, universidades e centros de formação para acelerar a qualificação de profissionais voltados às novas demandas do setor energético.

Os especialistas destacaram que muitas das funções que ganharão relevância nos próximos anos ainda estão em construção, impulsionadas por tecnologias como armazenamento em baterias, inteligência artificial, digitalização, hidrogênio de baixo carbono e novas soluções para a gestão dos sistemas elétricos.

Competências para Evolução Constante

O debate reforçou que a formação profissional precisa acompanhar a velocidade das transformações do mercado, combinando conhecimento técnico, capacidade analítica e adaptação contínua às mudanças.

Mais do que preparar profissionais para empregos específicos, o desafio passa por desenvolver competências que permitam acompanhar a evolução constante da transição energética.

Requalificação da Força de Trabalho Tradicional

A requalificação da força de trabalho tradicional foi outro destaque da entrevista. Os participantes ressaltaram que a transformação do setor energético não acontece apenas com a chegada de novos profissionais. Ela também exige a atualização contínua de trabalhadores que já atuam na indústria e que precisarão incorporar novas tecnologias, ferramentas digitais e modelos operacionais cada vez mais sofisticados.

Pessoas como Protagonistas

A discussão mostrou que o desafio é combinar experiência acumulada com novas competências, criando equipes preparadas para atuar em um ambiente marcado pela inovação, pela integração de diferentes tecnologias e pela crescente complexidade do sistema energético.

A transição energética, concluíram os especialistas, será construída não apenas por equipamentos e infraestrutura, mas principalmente pelas pessoas que irão planejar, operar e transformar o setor nos próximos anos.

- Reindustrialização Verde no ENASE 2026: Debate Aborda Curtailment, Competitividade e Aproveitamento de Energia Renovável

Painel destaca necessidade de integrar planejamento energético e política industrial para transformar potencial em desenvolvimento econômico

"Reindustrialização Verde: Curtailment, Escoamento de Energia, GD e Demanda" foi o tema do debate moderado por Clauber Leite (Instituto E+), com a participação de Antonio Carlos Vilela (FIRJAN), Lorena Melo Silva Perim (MME), Mariana Amim (ANACE) e Rodrigo Sauaia (ABSOLAR).

Energia Renovável como Vetor de Desenvolvimento

O painel discutiu como transformar a abundância de energia renovável do Brasil em desenvolvimento econômico, competitividade industrial e geração de empregos. Entre os temas abordados estiveram o curtailment, a expansão da demanda, a reindustrialização verde, os sinais econômicos para novos investimentos e o papel da energia como vetor de crescimento.

Os especialistas defenderam uma maior integração entre planejamento energético e política industrial, destacando que o desafio não é apenas produzir energia limpa, mas criar condições para que ela impulsione cadeias produtivas, atraia investimentos e fortaleça a competitividade da indústria brasileira.

Potencial Energético como Vantagem Competitiva

Um dos principais debates foi a necessidade de transformar o potencial energético brasileiro em vantagem competitiva real para a indústria. Os participantes destacaram que o país possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades para converter esse diferencial em crescimento econômico e atração de investimentos.

A discussão reforçou a importância de aprimorar os sinais de preço, reduzir distorções regulatórias e criar mecanismos que estimulem o consumo produtivo da energia disponível, especialmente em regiões com excedentes de geração e restrições de escoamento.

Para os especialistas, energia limpa, sozinha, não garante competitividade. É preciso conectá-la a uma estratégia de desenvolvimento industrial de longo prazo.

Armazenamento, Resposta da Demanda e Sinais Ambientais

O painel também destacou o papel do armazenamento, da resposta da demanda e dos sinais ambientais como ferramentas para aumentar a eficiência do setor elétrico e apoiar a neoindustrialização brasileira.

Os debatedores defenderam avanços em temas como mercado de carbono, valorização dos atributos ambientais da matriz elétrica nacional e ampliação do uso de baterias, apontadas como uma das soluções para reduzir desperdícios energéticos e ampliar a flexibilidade do sistema.

Coordenação para Resultados Concretos

Ao final, prevaleceu a avaliação de que o Brasil reúne condições únicas para liderar uma economia de baixo carbono, mas que isso exigirá coordenação entre governo, setor produtivo e agentes do mercado para transformar potencial em resultados concretos.

Sinais Econômicos e Planejamento Integrado

Os debatedores reforçaram que a transição energética e a neoindustrialização brasileira dependem de uma discussão mais ampla sobre competitividade, formação de preços e aproveitamento eficiente da energia produzida no país.

O debate defendeu a necessidade de repensar os sinais econômicos do setor, avançar na solução dos cortes de geração renovável (curtailment), ampliar o uso do armazenamento e modernizar os modelos de planejamento e formação de preços.

Desenvolvimento Sustentável e Estratégia Integrada

Nas considerações finais, os participantes destacaram que o desafio não é apenas expandir a oferta de energia, mas garantir que essa energia gere desenvolvimento econômico, competitividade industrial e riqueza para o Brasil. Também houve consenso sobre a importância de promover um diálogo amplo entre governo, reguladores, consumidores e agentes do setor para construir soluções estruturais e de longo prazo.

O consenso é que, para transformar o potencial energético brasileiro em crescimento sustentável, será necessário alinhar planejamento, sinais de preço, inovação e política industrial em uma estratégia integrada de desenvolvimento.

- Armazenamento e BESS no ENASE 2026: Debate Aborda Viabilização, Valoração e Flexibilidade Energética

Painel destaca necessidade de avanços regulatórios e precificação adequada para consolidar mercado de baterias no Brasil

O painel "Armazenamento e BESS: Viabilização e valoração real da flexibilidade energética" reuniu Daniel Carneiro, sócio da Câmara Falcão & Gava Sociedade de Advogados, e os especialistas Bruno Monte (CPFL), Wilson Assofra (Santander), Markus Vlasits (ABSAE) e Rui Altieri (APINE) para discutir um dos temas mais estratégicos para o futuro do setor elétrico brasileiro.

Flexibilidade como Requisito Essencial

Com o crescimento acelerado das fontes renováveis, a flexibilidade passou a ser um requisito essencial para garantir segurança, eficiência e confiabilidade ao sistema. Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias (BESS) foram apontados como uma solução capaz de ampliar o aproveitamento da geração renovável, reduzir restrições operacionais e apoiar o equilíbrio da rede elétrica.

Os participantes destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para o desenvolvimento desse mercado, mas que a consolidação do setor dependerá de avanços regulatórios, sinais econômicos adequados e modelos de negócio capazes de atrair investimentos em larga escala.

Reconhecimento Econômico dos Benefícios

Um dos principais debates foi a necessidade de reconhecer economicamente os benefícios que as baterias entregam ao sistema elétrico.

Os especialistas ressaltaram que o armazenamento não beneficia apenas os proprietários dos projetos, mas toda a cadeia do setor. As baterias podem reduzir cortes de geração renovável, aliviar congestionamentos na rede, aumentar a confiabilidade da operação e oferecer respostas rápidas em momentos críticos do sistema.

Nesse cenário, os participantes defenderam o avanço de mecanismos regulatórios e de precificação capazes de valorizar esses atributos. A avaliação foi de que a tecnologia já atingiu um nível elevado de maturidade técnica e que o próximo desafio está na criação de condições que permitam sua expansão comercial em larga escala.

Potencial de Crescimento do Mercado

O painel também trouxe reflexões sobre o potencial de crescimento do mercado brasileiro de baterias nos próximos anos.

Os debatedores destacaram que o armazenamento deverá avançar tanto em grandes projetos conectados à rede quanto em aplicações junto aos consumidores, por meio de sistemas instalados atrás do medidor. Experiências internacionais mostram que a combinação entre energia solar e baterias tende a ganhar espaço à medida que evoluem os sinais tarifários e os mecanismos de remuneração.

Ferramenta Estratégica para Transformação

A discussão reforçou que o armazenamento não deve ser visto apenas como uma tecnologia complementar, mas como uma ferramenta estratégica para apoiar a integração das renováveis, aumentar a flexibilidade do sistema e reduzir custos operacionais ao longo do tempo.

Para os especialistas, a tendência é que as baterias desempenhem um papel cada vez mais relevante na transformação do setor elétrico brasileiro.

Momento Decisivo para Consolidação

Nas considerações finais, Bruno Monte (CPFL), Wilson Assofra (Santander), Markus Vlasits (ABSAE) e Rui Altieri (APINE) destacaram que o setor vive um momento decisivo para a consolidação do armazenamento de energia no Brasil.

Os participantes avaliaram que existe uma convergência inédita entre agentes do setor elétrico, investidores, fabricantes e instituições financeiras sobre a importância de ampliar as soluções de flexibilidade para atender às novas demandas do sistema. Também ressaltaram que o capital, a tecnologia e o interesse empresarial já estão disponíveis para impulsionar novos projetos.

Infraestrutura Estratégica

O consenso do painel foi que os próximos avanços dependerão da evolução regulatória, da correta precificação dos atributos das baterias e da construção de um ambiente capaz de oferecer previsibilidade aos investidores.

Os participantes defendem que o armazenamento está deixando de ser uma aposta para se tornar uma infraestrutura estratégica, fundamental para garantir segurança energética, integração das renováveis e modernização do sistema elétrico brasileiro.

- Mudanças Climáticas e COP30 no ENASE 2026: Debate Aborda Mercado de Carbono, Resiliência e Transição Energética

Painel destaca implementação do SBCE, adaptação climática e papel estratégico do setor elétrico na descarbonização da economia

No painel "Mudanças Climáticas e a Operação do Sistema: Legado da COP30 e Próximos Passos", Thiago Barral, Subsecretário de Implementação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, apresentou um panorama das políticas e marcos regulatórios que vêm sendo estruturados para apoiar a transição energética brasileira.

Agenda Integrada entre Energia e Sustentabilidade

A discussão, moderada por Laiz Hérida (HL Soluções), reuniu Lucas Costamilan (CEBDS), Alexandre Uhlig (Instituto Acende Brasil) e Ricardo Cyrino (Evoltz) para debater os impactos das mudanças climáticas sobre o setor elétrico, a implementação do mercado regulado de carbono e os desafios de construir uma agenda integrada entre energia, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Para os participantes, os compromissos assumidos pelo Brasil exigirão planejamento de longo prazo, coordenação entre diferentes políticas públicas e uma visão cada vez mais estratégica da energia como vetor de competitividade e desenvolvimento.

Agenda Climática como Tema Central

Especialistas destacaram que a agenda climática deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar um tema central de desenvolvimento econômico, industrial, segurança energética e competitividade.

Ao analisar o legado da COP30, os debatedores ressaltaram a importância da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e da harmonização entre as diversas políticas aprovadas nos últimos anos, como os marcos do hidrogênio de baixo carbono, do combustível do futuro e da abertura do mercado elétrico.

Implementação Coordenada

O consenso do painel foi que o desafio agora não é criar novas leis, mas garantir uma implementação coordenada, capaz de transformar os avanços regulatórios em investimentos, inovação e oportunidades para o país.

Eventos Climáticos Extremos e Infraestrutura

Os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a infraestrutura energética ganharam destaque durante o painel.

Os especialistas lembraram que secas severas, enchentes, ventos extremos e queimadas têm se tornado mais frequentes, exigindo novos investimentos em resiliência, adaptação e gestão de riscos. O debate mostrou que a infraestrutura do futuro já começa a incorporar essas variáveis, mas que também será necessário adequar ativos existentes e aprimorar mecanismos regulatórios para enfrentar uma realidade climática cada vez mais desafiadora.

Adaptação como Condição Essencial

A discussão reforçou que adaptação climática não é apenas uma necessidade ambiental, mas uma condição essencial para garantir segurança energética, confiabilidade operacional e sustentabilidade econômica no longo prazo.

Papel Estratégico na Descarbonização

Nas considerações finais, Thiago Barral, Lucas Costamilan, Alexandre Uhlig e Ricardo Cyrino reforçaram que o setor elétrico brasileiro tem papel estratégico na descarbonização da economia e na construção de um modelo de desenvolvimento mais resiliente.

Os especialistas destacaram que, mais do que reduzir suas próprias emissões, o setor pode impulsionar a transição energética por meio da eletrificação da indústria, dos transportes e de novas cadeias produtivas associadas à energia limpa. Também defenderam avanços em planejamento, gestão de riscos, adaptação climática e sinalização econômica para ampliar a competitividade do país em um cenário global cada vez mais desafiador.

Harmonização Regulatória

O debate reforçou ainda a importância de harmonizar os diversos marcos regulatórios em implementação, incluindo o mercado de carbono, os programas de combustíveis de baixo carbono e a modernização do setor elétrico, para garantir segurança jurídica e atrair investimentos.

Potencial em Ações Concretas

A avaliação dos participantes foi que o Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética global, mas precisará transformar seu potencial em ações concretas, com visão integrada, planejamento de longo prazo e capacidade de execução.

- Resposta da Demanda no ENASE 2026: Debate Aborda Flexibilidade, Segurança Energética e Déficit de Potência

Painel destaca papel estratégico dos consumidores, agregadores e tecnologias digitais na modernização do setor elétrico brasileiro

O painel "RESPOSTA DA DEMANDA - Como combater o déficit de potência e reforçar a segurança energética?" reuniu Lorena Borges (LB Energy Advisory), Gustavo Ponte (EPE), Camilo Reis (AXIA Energia), Gustavo Checcuchi (Braskem/ABRACE) e Tatiane Moraes Pestana Cortes (ONS) para discutir um dos temas mais relevantes para o futuro do setor elétrico brasileiro: a flexibilidade do sistema.

Flexibilidade como Novo Desafio

Os participantes destacaram que o desafio energético do país não está mais apenas na expansão da oferta de energia, mas também na capacidade de atender às rápidas variações de carga ao longo do dia. Com o crescimento das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, a operação do sistema exige instrumentos capazes de equilibrar geração e consumo de forma cada vez mais dinâmica.

Nesse contexto, a resposta da demanda foi apontada como uma ferramenta estratégica para reforçar a segurança energética, reduzir custos e ampliar a eficiência do SIN. A possibilidade de consumidores ajustarem seu consumo em momentos específicos pode contribuir para reduzir a necessidade de investimentos mais caros em geração de ponta e infraestrutura adicional.

Flexibilidade como Ativo Estratégico

O consenso do painel foi que a flexibilidade passará a ser um dos principais ativos do setor elétrico nos próximos anos, exigindo novas soluções regulatórias, tecnológicas e de mercado para ampliar a participação dos consumidores na operação do sistema.

Consumidor como Recurso Operacional

Os especialistas defenderam uma mudança de visão sobre o papel do consumidor no setor elétrico.

Tradicionalmente, quando surgem desafios de suprimento ou necessidade de capacidade adicional, a principal resposta do mercado costuma ser a expansão da oferta por meio de novas usinas ou investimentos em infraestrutura. Os debatedores argumentaram que existe uma alternativa complementar e muitas vezes mais econômica: utilizar a flexibilidade do consumo como recurso operacional.

Redução de Picos e Equilíbrio do Sistema

A discussão mostrou que a resposta da demanda pode contribuir tanto para reduzir picos de carga quanto para enfrentar os desafios trazidos pela crescente participação das fontes renováveis na matriz elétrica. Ao deslocar ou reduzir o consumo em horários específicos, consumidores industriais, comerciais e futuramente até residenciais podem ajudar a equilibrar o sistema e diminuir custos para toda a cadeia.

Os participantes também destacaram que experiências internacionais demonstram o potencial desse modelo quando associado a sinais econômicos adequados e mecanismos capazes de remunerar corretamente a flexibilidade oferecida pelos consumidores.

Papel dos Agregadores

O papel dos agregadores foi um dos temas centrais do painel.

Os especialistas destacaram que a ampliação da resposta da demanda dependerá da capacidade de integrar consumidores de diferentes portes ao mercado de flexibilidade. Nesse cenário, os agregadores surgem como agentes fundamentais para reunir pequenas cargas, coordenar ofertas e representar consumidores perante os operadores do sistema.

Recursos Distribuídos e Tecnologias Digitais

A discussão mostrou que essa atuação será especialmente importante à medida que o mercado passa a incorporar recursos distribuídos, como geração distribuída, baterias, veículos elétricos e consumidores conectados por meio de tecnologias digitais. Com isso, será possível ampliar significativamente o universo de participantes aptos a contribuir para a segurança da operação.

Os debatedores ressaltaram ainda que tecnologias como medidores inteligentes, plataformas digitais, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial terão papel decisivo para viabilizar essa transformação, aumentando a confiabilidade das informações e permitindo respostas cada vez mais rápidas e precisas às necessidades do sistema elétrico.

Desafios para Aproveitamento Pleno

Os participantes destacaram que o potencial da resposta da demanda no Brasil ainda está longe de ser plenamente aproveitado.

Entre os principais desafios apontados estiveram a evolução dos modelos de linha de base, o aprimoramento dos sinais econômicos e a criação de novos produtos que permitam ampliar a participação dos consumidores. A avaliação dos especialistas foi de que muitos agentes possuem capacidade de flexibilizar seu consumo, mas ainda encontram barreiras regulatórias, operacionais e econômicas para transformar essa flexibilidade em um serviço efetivamente valorizado pelo sistema.

Integração e Digitalização

Outro ponto de destaque foi a necessidade de fortalecer a integração entre operadores, distribuidoras, agregadores e consumidores, criando mecanismos que ampliem a previsibilidade e a confiança dos agentes envolvidos. A qualidade dos dados, a evolução das metodologias de medição e a digitalização dos processos também foram apontadas como fatores essenciais para garantir a expansão desse mercado.

Os debatedores reforçaram que a resposta da demanda não deve ser vista apenas como uma ferramenta emergencial para períodos de escassez, mas como um componente permanente da modernização do setor elétrico brasileiro.

Flexibilidade como Pilar da Segurança Energética

Nas considerações finais, Lorena Borges, Gustavo Ponte, Camilo Reis, Gustavo Checcuchi e Tatiane Moraes Pestana Cortes convergiram em uma mensagem clara: a flexibilidade será um dos pilares da segurança energética brasileira nas próximas décadas.

Os participantes defenderam que o setor precisa avançar na construção de um ambiente capaz de estimular a participação ativa dos consumidores, criando mecanismos que valorizem economicamente a redução ou o deslocamento do consumo em momentos estratégicos para o sistema. Entre os fatores considerados essenciais para destravar esse potencial estão o aprimoramento da linha de base, a ampliação da disponibilidade e qualidade dos dados, a criação de novos produtos para diferentes perfis de consumidores e o fortalecimento dos sinais de preço.

Operação Colaborativa e Descentralizada

Também foi destacada a importância de incorporar novos agentes e tecnologias ao processo, incluindo agregadores, recursos energéticos distribuídos, plataformas digitais, inteligência artificial e sistemas de armazenamento. Para os especialistas, o futuro da operação elétrica será cada vez mais colaborativo, conectado e descentralizado.

O consenso do painel foi que a resposta da demanda está deixando de ser uma alternativa complementar para se tornar um recurso estratégico, capaz de contribuir para a confiabilidade do sistema, reduzir custos e apoiar a transição energética brasileira.

- Recuperação Energética e Resíduos no ENASE 2026: Debate Aborda Biogás, Biometano e Waste-to-Energy

Painel destaca aproveitamento energético de resíduos urbanos como oportunidade para segurança energética, descarbonização e economia circular

O aproveitamento energético dos resíduos urbanos foi apontado como uma das oportunidades mais promissoras para conciliar segurança energética, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental no Brasil. Durante o painel "Recuperação Energética e Resíduos", mediado por Hélène Plaisance (EREN), os painelistas Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion) discutiram como transformar um dos maiores desafios das cidades em uma fonte confiável de energia.

Resíduos como Fonte de Energia Firme

Os especialistas destacaram que o país gera diariamente milhares de toneladas de resíduos sólidos urbanos, que ainda têm destinação inadequada em muitas regiões. Nesse contexto, tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) surgem como alternativas capazes de reduzir impactos ambientais, gerar energia firme e contribuir para a descarbonização da economia. O debate também ressaltou a importância da integração entre políticas energéticas, ambientais e urbanas para que o potencial dos resíduos seja plenamente aproveitado.

Energia Firme e Previsível

A capacidade dos resíduos urbanos de fornecer energia firme e previsível foi um dos destaques do painel. Em um cenário de crescente eletrificação da economia e expansão das fontes renováveis intermitentes, os especialistas defenderam que tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) podem desempenhar papel estratégico para garantir confiabilidade ao sistema energético brasileiro.

Aproveitamento em Múltiplos Setores

Além da geração de eletricidade, essas soluções permitem o aproveitamento energético dos resíduos em diferentes setores, como transporte, indústria e agronegócio. Os debatedores ressaltaram que o Brasil possui um potencial expressivo ainda pouco explorado e que a valorização dos atributos ambientais dessas fontes será essencial para ampliar sua competitividade e acelerar sua inserção na matriz energética nacional.

Viabilidade Econômica e Benefícios Múltiplos

A viabilidade econômica dos projetos foi apontada como um dos fatores centrais para a expansão da recuperação energética no Brasil. Durante o debate, os especialistas destacaram que esses empreendimentos entregam benefícios que vão muito além da energia gerada, incluindo redução das emissões de metano, destinação ambientalmente adequada dos resíduos, geração de empregos e melhoria das condições sanitárias dos municípios.

Mecanismos Regulatórios e Financiamento

Os painelistas defenderam a criação de mecanismos regulatórios e de mercado capazes de reconhecer e monetizar esses atributos ambientais e sociais. A segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e modelos de financiamento de longo prazo também foram apontados como elementos fundamentais para atrair investimentos e viabilizar projetos de maior escala em todo o país.

Agenda Integrada para Desenvolvimento Sustentável

Encerrando o painel, os participantes reforçaram que o aproveitamento energético dos resíduos deve ser encarado como uma agenda integrada, que reúne desenvolvimento econômico, gestão ambiental, planejamento urbano e segurança energética. O Brasil possui grande disponibilidade de resíduos urbanos e agroindustriais, além de demanda crescente por soluções capazes de fornecer energia firme e reduzir emissões.

Economia Circular e Transição Energética

Com mediação de Hélène Plaisance (EREN) e participação de Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion), o debate destacou que transformar resíduos em energia significa também gerar valor econômico, promover a economia circular e contribuir para uma transição energética mais eficiente e sustentável. Os especialistas defenderam que o avanço dessa agenda dependerá da combinação entre inovação tecnológica, educação ambiental, regulação adequada e cooperação entre os setores público e privado.

- Transformação Digital do Setor Elétrico no ENASE 2026: Debate Aborda Redes Inteligentes, Gêmeos Digitais e Tecnologias Emergentes

Painel destaca modernização das redes, análise de dados, inteligência artificial e colaboração entre agentes para viabilizar transição energética

No ENASE 2026, o painel "Transformação Digital do Setor Elétrico: Redes Inteligentes, Gêmeos Digitais e Tecnologias Emergentes", mediado por Maria Tereza Vellano, Consultora de Smart Grid e Transformação Digital - Vellano Smart Energy Consultoria, e com participação de Ricardo Brandão (Diretor Executivo de Regulação - ABRADEE), João Carlos de Souza Marques (Head de Digital Grid - Schneider Electric), Guilherme Sanz (Head da Siemens Power Academy Brazil - Siemens) e Zilda Costa (VP - ABGD), discutiu os caminhos para acelerar a modernização das redes elétricas brasileiras.

Digitalização como Realidade

Durante o debate, os especialistas destacaram que a transformação digital já é uma realidade no setor, com tecnologias como smart grids, IoT, automação e análise de dados contribuindo para redes mais eficientes, inteligentes e preparadas para os desafios de um sistema elétrico cada vez mais descentralizado.

O avanço, porém, depende de uma atuação coordenada entre empresas, reguladores, fornecedores e governo, garantindo investimentos, segurança regulatória e uma infraestrutura capaz de suportar essa nova era da energia.

Dados como Informações Estratégicas

Os participantes discutiram um dos grandes desafios do setor: transformar a enorme quantidade de dados gerados pelas novas tecnologias em informações estratégicas para a operação das redes.

A implementação de sensores, medidores inteligentes, automação e sistemas de monitoramento em tempo real permite uma gestão mais precisa dos ativos, antecipação de falhas e respostas mais rápidas aos eventos que impactam o fornecimento de energia.

Regulação e Capacitação

O debate reforçou que a tecnologia, sozinha, não é suficiente. É necessário avançar em regulação, modelos de negócio, capacitação profissional e planejamento para que a digitalização aconteça de forma estruturada e gere benefícios para consumidores e empresas.

Gêmeos Digitais e Inteligência Artificial

O painel trouxe reflexões sobre como os gêmeos digitais e a inteligência artificial podem transformar a operação das empresas do setor elétrico.

Os especialistas destacaram que os gêmeos digitais deixam de ser apenas ferramentas de engenharia e passam a atuar como uma plataforma estratégica para integrar informações de ativos, clima, operação, mercado e consumidores, apoiando decisões mais rápidas e eficientes.

Resiliência e Confiabilidade

Com redes mais conectadas e inteligentes, o setor ganha capacidade de prever problemas, otimizar a manutenção e aumentar a confiabilidade do fornecimento, fortalecendo a resiliência necessária diante dos novos desafios energéticos e climáticos.

Digitalização como Pilar da Transição Energética

A discussão mostrou que uma rede elétrica moderna precisa ser mais resiliente, conectada e capaz de integrar novas fontes de energia, geração distribuída, armazenamento e novas demandas dos consumidores.

Os participantes reforçaram que o futuro do setor depende da colaboração entre todos os agentes, da evolução regulatória e de investimentos contínuos em tecnologia para construir um sistema elétrico mais seguro, eficiente e preparado para os próximos desafios.

- Encerramento do ENASE 2026: Evento Consolida Aprendizados e Reforça Urgência de Decisões Concretas para o Futuro Energético

Wrap-up destaca oportunidades estruturais, desafios regulatórios e necessidade de planejamento integrado para liderar transição energética

O encerramento do ENASE consolidou os principais aprendizados de dois dias de debates sobre os caminhos do setor energético brasileiro, reunindo reflexões sobre expansão, modernização, regulação e os desafios para transformar oportunidades em decisões concretas.

Brasil Pronto para Liderar Transição Energética

A síntese das discussões reforçou uma mensagem central: o Brasil tem recursos, tecnologia e capital para liderar a próxima fase da transição energética, mas precisa avançar em segurança regulatória, planejamento e velocidade de implementação. O mercado já se movimenta em ritmo acelerado, enquanto a regulação precisa acompanhar essa transformação para garantir competitividade e sustentabilidade.

Data Centers e Novas Demandas Estratégicas

Entre os temas destacados esteve o papel estratégico de novas demandas, como os data centers, que representam uma oportunidade estrutural para o país, mas exigem antecipação de infraestrutura, sinalização adequada e planejamento integrado. Também ganhou espaço o debate sobre inteligência artificial, eficiência energética e o desafio de equilibrar inovação com aumento da demanda por energia.

Pontos Críticos e Soluções Necessárias

Durante o wrap-up de encerramento, foram destacados pontos críticos discutidos ao longo do evento, como a necessidade de aprimorar sinais de preço, modernizar modelos de operação, endereçar os impactos da geração distribuída e acelerar soluções como resposta da demanda, agregadores e maior integração entre agentes.

Janela de Oportunidade Aberta

Com a participação de Amanda Fernandes, Head de Estudos Econômicos (Transmissão e Distribuição) - PSR, e Camila Ramos, CEO e Fundadora - CELA, o fechamento do ENASE reforçou que a janela de oportunidade está aberta — e que o próximo passo depende de decisões capazes de transformar os debates realizados em avanços concretos para o futuro energético do Brasil.


- Principais Mensagens do Encerramento

Recursos e Capacidade

  • Brasil possui recursos naturais, tecnologia e capital disponível
  • Necessidade de transformar potencial em ações concretas

Regulação e Planejamento

  • Urgência de segurança regulatória e velocidade de implementação
  • Mercado avança rapidamente; regulação precisa acompanhar

Novas Demandas

  • Data centers como oportunidade estrutural
  • Inteligência artificial e eficiência energética como desafios emergentes

Modernização Operacional

  • Aprimoramento de sinais de preço
  • Modernização de modelos de operação
  • Resposta da demanda e agregadores como soluções estratégicas

Integração e Colaboração

  • Maior integração entre agentes do setor
  • Planejamento integrado como requisito essencial

Fonte: CanalEnergia

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