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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – 02/07/2026

7/7/2026

- Distribuidoras investem em microrredes para aumentar confiabilidade do fornecimento

Por: Matheus de Paula

Com a integração entre armazenamento, renováveis e inteligência de dados, distribuidoras aceleram a transição para o modelo de gestão ativa (DSO), mas esbarram em gargalos normativos, tecnológicos e econômicos

Com pouco mais de 800 habitantes, Serra da Saudade é a menor cidade de Minas Gerais e também o cenário de um dos projetos mais avançados de microrrede do Brasil. Inaugurado em 2026 pela Cemig, o sistema combina baterias de grande porte e geração solar para garantir até 48 horas de autonomia energética para toda a cidade. Em situações de falha no fornecimento ou de manutenção programada, o município desliga-se temporariamente do Sistema Interligado Nacional (SIN) e opera de forma 100% isolada, sem que os consumidores percebam qualquer interrupção no fornecimento.

O caso mineiro não é isolado, outras distribuidoras adotaram também esse modelo que muda a forma como as concessionárias de energia elétrica se comportam no setor. As microrredes são sistemas que integram recursos energéticos distribuídos (REDs), como geração renovável e armazenamento, a soluções de monitoramento, automação e controle de cargas, permitindo que operem conectadas à rede principal ou de forma independente, quando necessário.

Para Wagner Veloso, Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig, as microrredes se tornaram um modelo concreto para a distribuidora e que transformaram a forma como a companhia realiza suas operações no município. “Já houve eventos em que a microrrede foi acionada. As principais situações ocorreram durante a realização de manutenções programadas na rede. Nesses casos, a microrrede sustentou o abastecimento da cidade por aproximadamente 5 a 6 horas, permitindo a execução das intervenções sem interrupção do fornecimento de energia — uma das principais vantagens operacionais desse tipo de solução”, afirma o executivo.

Apesar dos resultados já observados em campo, a ampliação das microrredes em larga escala ainda depende de planejamento estratégico e de uma análise criteriosa da viabilidade econômica dos projetos. “Neste primeiro momento, o foco está em aplicações semelhantes ao caso de Serra da Saudade: regiões menores, com limitações no fornecimento e onde as soluções convencionais apresentam custos elevados. Além disso, também estão sendo avaliados novos cenários, incluindo aplicações em áreas urbanas e atendimento a cargas específicas, ampliando o escopo de uso da tecnologia”, projeta Wagner Veloso.

Projeto tem investimento de R$ 7 milhões, o sistema instalado em Serra da Saudade tem capacidade de 2,0 MWh 

A consolidação desse modelo em larga escala, no entanto, ainda depende de avanços regulatórios que ofereçam maior previsibilidade para os investimentos. “Do ponto de vista regulatório, iniciativas como a inclusão de diretrizes específicas para armazenamento no MCPSE (Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico da ANEEL) trazem maior clareza e segurança jurídica para essas aplicações”, pontua o Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig.

O Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico (MCPSE) é uma norma e manual de procedimentos da ANEEL que padroniza o controle dos ativos imobilizados das empresas de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição). Faz parte da Resolução Normativa nº 674/2015.

Outras experiências

Embora o avanço de microrredes no Brasil ainda seja apontado como incipiente, algumas iniciativas já demonstram, na prática, o potencial da tecnologia para ampliar o acesso à energia e promover o desenvolvimento socioeconômico em regiões remotas. Um dos exemplos é o projeto implantado pela Neoenergia na comunidade de Xique-Xique, no município de Remanso (BA).

Inaugurada em 2023, a iniciativa é considerada a primeira microrrede do país operando com energia 100% renovável. O sistema atende cerca de 400 moradores, distribuídos em 100 residências, além de uma escola, um poço artesiano comunitário e uma associação de moradores.

“Com energia disponível 24 horas por dia, a comunidade passou a contar com um nível de serviço significativamente superior ao das soluções tradicionalmente utilizadas em regiões isoladas. A escola passou a oferecer aulas noturnas e os estabelecimentos comerciais ampliaram seus horários de funcionamento, criando novas oportunidades econômicas para a população local”, explica Gustavo Travassos, especialista de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Neoenergia.

A solução é composta por uma usina fotovoltaica de 243 kWp e um sistema de armazenamento em baterias com capacidade total de 928 kWh. A infraestrutura inclui uma rede de distribuição em 13,8 kV com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, responsável pelo atendimento de 113 unidades consumidoras.

Microrrede de Xique-Xique, na Bahia

De acordo com Travassos, todos os equipamentos operam de forma integrada por meio de sistemas avançados de monitoramento e automação. As informações da usina solar e das baterias são transmitidas em tempo real ao Centro de Operações da Neoenergia Coelba, permitindo acompanhamento contínuo da operação, maior confiabilidade do fornecimento e resposta rápida a eventuais ocorrências. “Em determinadas situações, a microrrede pode oferecer um fornecimento de energia com elevada qualidade e confiabilidade. O conhecimento adquirido nesse projeto amplia as possibilidades de aplicação dessa solução e contribui para a modernização e a resiliência do setor elétrico”, conclui o especialista.

Sistemas de microrredes em operação da Copel

Mais ao Sul do país, a Copel, distribuidora do estado do Paraná, tem atualmente cerca de 20 microrredes em sua área de concessão, além de aproximadamente 200 sistemas isolados de atendimento com armazenamento de energia e outros projetos em fase de testes.

Para o diretor comercial da distribuidora, Júlio Omori, uma das prerrogativas para a adoção de sistemas de microrredes é que eles sejam totalmente integrados aos sistemas de automação, sensoriamento e monitoramento em tempo real. “A instalação de uma microrrede ou de um sistema de armazenamento tem que estar totalmente integrada a um sistema de automação e controle. No nosso entendimento, mesmo em áreas isoladas, você não pode abrir mão de ter todas as informações chegando para alguém capaz de avaliar a situação e, se necessário, tomar uma ação de controle”, afirma o executivo.

A fronteira de testes da Copel vai além das baterias químicas tradicionais e chega a usar o biogás como “estoque” de energia. O laboratório prático para essa premissa foi São Miguel do Iguaçu, no oeste paranaense, em que a forte atividade suinícola transformou o que seria um passivo ambiental em um reforço para o sistema elétrico.

“Eu diria que talvez a primeira microrrede que usa a instalação do próprio cliente para ajudar o sistema elétrico tenha sido feita por nós, numa instalação de baixa tensão, só para mostrar o conceito. Os dejetos dos suínos geram gás metano e, sempre que há uma interrupção no fornecimento de energia, esse sistema de geração é usado para atender tanto a parte interna da propriedade quanto, eventualmente, a rede”, relata o diretor.

A não utilização de combustíveis fósseis também dita o ritmo de operação na Ilha das Cobras. Isolada no litoral, a localidade abriga a Escola do Mar, um centro de ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental, e centros de treinamentos do governo estadual paranaense. A microrrede local foi desenhada com 250 kWp (quilowatt-pico) de geração solar e baterias de lítio capazes de suportar até dois inteiros sem sol.

Microrrede de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná

Para garantir o funcionamento das operações, a distribuidora manteve um motogerador a diesel para recarregar a bateria de forma rápida, sendo desligado assim que o banco de lítio recuperasse a estabilidade. “Durante o dia, a energia solar carrega as baterias; quando o sol deixa de estar presente, as baterias passam a fornecer energia. Se elas caem a um nível mínimo, o gerador entra — mas entra justamente para recarregar a bateria. Quando a bateria se restabelece, o gerador sai novamente, e o ciclo se repete até o sol voltar”, explica o diretor.

O caminho para o DSO

Embora as microrredes ainda avancem de forma gradual no Brasil, especialistas avaliam que a tecnologia já atingiu um estágio de maturidade suficiente para aplicações em larga escala. O principal desafio, porém, está em criar condições regulatórias e comerciais que viabilizem sua expansão.

De acordo com Leonardo Melo da Silva, pesquisador e secretário do Comitê de Estudos do Cigre, o Brasil ainda está atrás de mercados mais maduros, mas os projetos demonstram que as barreiras tecnológicas já foram superadas. “No Brasil, as microrredes ainda avançam de forma incipiente quando comparadas a mercados maduros como Estados Unidos, Austrália e Alemanha. Contudo, a tecnologia já está consolidada e os projetos reais demonstram que o gargalo atual não é mais tecnológico, mas sim regulatório e comercial”, aponta o especialista.

Nesse contexto, a evolução das microrredes impulsiona as distribuidoras a assumirem gradualmente o papel do Operador do Sistema de Distribuição (Distribution System Operator – DSO), marcando uma transformação em seus modelos de negócio. Na prática, a concessionária deixa de atuar apenas como transportadora de energia e passa a coordenar fluxos bidirecionais de geração, armazenamento e consumo de forma dinâmica, conforme as necessidades da rede.

A transição para a era das microrredes impulsiona as distribuidoras a assumirem o papel de Operador do Sistema de Distribuição (Distribution System Operator – DSO), marcando uma virada histórica em seus modelos de negócios. Na prática, a concessionária deixa de ser uma entregadora passiva de energia e passa a orquestrar fluxos bidirecionais, despachando geração, armazenamento e consumo de forma ativa conforme a necessidade da rede.

Para exercer esse novo papel, a coleta de dados na ponta exige um “cérebro” central robusto capaz de processá-los. Com investimento superior a R$ 100 milhões, a Cemig conclui, ainda em 2026, a implantação de seu ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma que permite o monitoramento, a análise e o controle em tempo real de toda a malha mineira, integrando de forma inteligente as novas fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema.

“A automação avançada é fundamental para a operação da microrrede, pois viabiliza sua integração com o sistema ADMS da Cemig, permitindo a supervisão e o controle remoto da planta”, afirma Wagner Veloso, Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig.

A materialização dessa infraestrutura conectada já ganha escala comercial na Copel. Apoiada em uma base de 2 milhões de medidores inteligentes, a empresa utiliza sua malha digital para monitorar remotamente a carga das baterias de seus clientes, abrangendo desde residências urbanas até estufas de produtores rurais.

“Essa capacidade de despacho ativo pavimenta o mercado de serviços ancilares que ainda esbarra no vácuo normativo brasileiro”, aponta o diretor comercial Júlio Omori. Serviços ancilares são ações do setor elétrico que auxiliam e garantem a estabilidade, a segurança e a qualidade da transmissão e distribuição de energia.

“Nos Estados Unidos, os consumidores recebem descontos na tarifa ao permitirem o controle remoto de seus ares-condicionados pelas concessionárias para aliviar o sistema nos horários de pico. É esse tipo de flexibilidade que precisamos viabilizar aqui”, defende Omori.

O desafio, porém, não é apenas operacional, mas também contábil. Omori alerta que a expansão comercial esbarra em critérios de depreciação defasados pela ANEEL. Atualmente, a regra exige que um ativo de bateria autônoma tenha uma vida útil regulatória de 18 anos na base de remuneração das distribuidoras. “Isso é irreal, ninguém investe nessas condições. Seria necessária uma atualização regulatória, semelhante ao que ocorreu com os medidores, estabelecendo regras mais claras sobre esse tipo de investimento na distribuição”, alerta o executivo.

Microrredes versus geradores a diesel

Enquanto distribuidoras buscam utilizar microrredes para aumentar a confiabilidade do fornecimento e flexibilizar a operação da rede elétrica, na Amazônia a tecnologia atende a uma necessidade ainda mais fundamental: garantir energia a comunidades que permanecem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Brasil conta atualmente com cerca de 200 sistemas isolados de geração de energia, concentrados principalmente na região Norte. Nessas áreas, o fornecimento de eletricidade depende majoritariamente de usinas termelétricas movidas a diesel.

Nesse contexto, a Huawei e a Aggreko estruturaram um projeto para a implantação de 24 microrredes híbridas na região amazônica, combinando geração solar fotovoltaica, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e geração convencional.

Segundo Bárbara Pizzolatto, diretora de Off-Grid da Huawei no Brasil, a proposta é inverter a lógica tradicional de operação desses sistemas. Em vez de atuar como principal fonte de energia, o gerador passa a exercer uma função complementar, entrando em operação apenas quando necessário.

“A ideia é que o gerador entre como backup, e não como fonte primária. O sistema conta com um controlador inteligente. Em determinados momentos, a geração fotovoltaica consegue atender a carga da cidade e, ao mesmo tempo, carregar as baterias. Como a demanda varia ao longo do dia, o BESS absorve essas oscilações e permite que o gerador opere, quando necessário, na sua faixa de maior eficiência, entre 60% e 80%”, explica.

A implantação das microrredes, entretanto, exigiu adaptações específicas para a realidade amazônica. O principal desafio foi a logística de transporte dos equipamentos pelos rios da região.

“O BESS é um equipamento robusto e pesado. Durante os períodos de seca severa, as embarcações conseguem transportar apenas cerca de 10 toneladas por viagem. Um contêiner Utility para uma demanda de 2 MW pesa aproximadamente 28 toneladas, o que inviabiliza sua movimentação em boa parte do ano”, relata a executiva.

Para contornar essa limitação, o projeto foi modularizado. “Optamos por equipamentos da linha Commercial and Industrial (C&I), com capacidades entre 215 kW e 241 kW. Eles pesam cerca de 2,8 toneladas e podem ser transportados durante todo o ano. Os contêineres maiores ficam restritos às localidades onde as condições de navegação permitem esse tipo de operação”, afirma.

Diferentemente dos projetos conectados à rede, as microrredes instaladas em sistemas isolados contam com uma equação econômica mais direta. A substituição parcial do diesel reduz custos operacionais e minimiza a dependência de uma cadeia logística complexa, especialmente em períodos de estiagem, quando o transporte fluvial é comprometido.

“A monetização é muito mais clara. O retorno sobre o investimento é bastante atrativo porque substitui diretamente o diesel, um combustível caro e cuja logística é extremamente complexa. Em períodos de seca, o abastecimento pode levar até 45 dias. Nesse segmento, o desafio já não é comprovar a viabilidade da tecnologia, mas ampliar sua escala de aplicação”, conclui Bárbara Pizzolatto.

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – 02/07/2026

As ondas de calor da Europa (e do mundo) vieram para ficar

10/7/2026

Nas últimas semanas de junho de 2026, a Europa veio ao centro da discussão sobre mudanças climáticas em razão de uma intensa onda de calor. Temperaturas atingiram 40,9°C em Paris e chegaram a 43,8°C em Pulluau, no oeste da França. Recordes também foram registrados na Alemanha, Polônia e República Tcheca, enquanto quase 150 milhões de pessoas foram afetadas e mais de 1.300 mortes foram associadas ao calor desde 21 de junho na Europa. Na França, o evento agravou a seca e elevou significativamente o risco de incêndios florestais.

O episódio levanta uma questão central: trata-se de um evento isolado ou de uma manifestação do aquecimento global?

Uma das consequências mais evidentes do aquecimento global é o aumento da frequência, intensidade e duração desses eventos. As ondas de calor são períodos prolongados de temperaturas excepcionalmente elevadas acima de 37°C próximas à superfície terrestre e representam um dos eventos climáticos extremos de maior impacto na saúde humana.

O calor extremo já constitui um novo regime climático em muitas regiões do planeta. Atualmente, cerca de 30% da população mundial está exposta a condições potencialmente letais por pelo menos 20 dias por ano, enquanto a proporção da população submetida a pelo menos 90 dias anuais de forte estresse térmico aumentou de 55% na década de 1970 para 70% atualmente. Em várias regiões, ocorreram até 50 dias adicionais de estresse térmico por ano, acompanhados pelo prolongamento da estação quente. As noites mais quentes estão aquecendo mais rapidamente do que os dias mais quentes, favorecendo eventos compostos de calor diurno e noturno cada vez mais frequentes e prolongados.

A Europa está entre as regiões onde o sinal das mudanças climáticas se manifesta de forma mais evidente. As temperaturas aparentes (ou seja, como são percebidas pelo corpo) máximas durante os dias mais quentes do ano aumentaram cerca de 4°C nos últimos dez anos em comparação com a década de 1970, enquanto o estresse térmico extremo tornou-se 2,5 vezes mais frequente (assim como na América do Sul). Eventos compostos de calor diurno e noturno aumentaram 73%, episódios com duração entre 15 e 30 dias tornaram-se 3,4 vezes mais frequentes e ondas de calor com até 120 dias consecutivos praticamente dobraram de frequência. Países como Espanha, França, Alemanha, Polônia, Estados Bálticos e Ucrânia apresentam aumento significativo na frequência e intensidade desses eventos, com um sinal climático que já emergiu da variabilidade natural desde aproximadamente 2011.

As ondas de calor resultam da interação entre processos atmosféricos e condições da superfície terrestre. Bloqueios atmosféricos e a advecção de massas de ar quente mantêm temperaturas elevadas sobre uma região, enquanto fatores locais, como disponibilidade de água no solo, cobertura vegetal, nebulosidade e albedo, determinam quanto da energia solar é dissipada por evapotranspiração ou convertida em aquecimento. Em regiões secas, a redução da evapotranspiração diminui o resfriamento promovido pela vegetação, intensificando e prolongando o calor. Em escala climática, a variabilidade associada ao ENSO (El Niño-Oscilação Sul) também influencia esses eventos, com episódios de El Niño favorecendo ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente nos trópicos.

A onda de calor de 2026 na Europa exemplifica esses mecanismos. O evento foi sustentado por um bloqueio ômega, um sistema persistente de alta pressão que interrompeu o fluxo da corrente de jato, mantendo ar quente estacionário sobre a Europa Ocidental. A subsidência atmosférica, o céu predominantemente limpo e a advecção de ar muito quente do norte da África elevaram as temperaturas acima de 40°C, enquanto o ressecamento do solo reduziu a evapotranspiração e reforçou o aquecimento da superfície. Embora bloqueios atmosféricos ocorram naturalmente, o aquecimento global aumenta a probabilidade de que produzam ondas de calor mais intensas e duradouras.

As projeções indicam que o risco de ondas de calor continuará aumentando em todo o mundo. Até 2100, entre 48% e 74% da população poderá viver sob exposição frequente a calor extremo, dependendo se adotaremos medidas de fortes reduções das emissões ou se continuaremos aumentando-as continuamente por muitos anos. Além do aumento na frequência, espera-se que as ondas de calor sejam mais longas, intensas e acumulem maiores cargas de calor, fazendo com que grande parte da população experimente condições climáticas sem precedentes em relação ao clima observado no século 20. Crianças nascidas entre 2021 e 2050 viverão sob um regime térmico substancialmente diferente daquele experimentado por seus avós, mesmo em cenários de mitigação das emissões. Em algumas regiões, projeta-se que nenhuma pessoa viverá sob condições consideradas 'familiares' em relação ao clima observado entre 1961 e 1990. As mudanças nas ondas de calor farão com que mais de 60% da população europeia esteja exposta a níveis inéditos de calor acumulado durante ondas de calor.

As ondas de calor representam um dos eventos climáticos extremos de maior impacto sobre a saúde humana, os ecossistemas, a agricultura, a infraestrutura, a disponibilidade hídrica e a produtividade econômica, aumentando a demanda por atendimentos de emergência, hospitalizações e serviços de vigilância em saúde, especialmente entre populações mais vulneráveis.

Ondas de calor resultam em acúmulo de calor no organismo e em uma elevação perigosa da temperatura corporal central acima do seu nível ideal (hipertermia). O calor já constitui a principal causa de mortalidade relacionada às condições meteorológicas no mundo, agravando doenças cardiovasculares, respiratórias, renais e transtornos de saúde mental. Entre 1990 e 2019, estimou-se que 0,94% das mortes ocorridas durante a estação quente no mundo foram atribuíveis às ondas de calor, o equivalente a cerca de 153 mil óbitos por ano. Na média dos últimos três anos, quando o aquecimento global atingiu 1,5°C e as ondas de calor bateram recordes, o número de mortes atingiu cerca de 500 mil por ano, especialmente idosos com até 14 mil mortes no Brasil. Crianças, idosos, trabalhadores expostos ao ar livre e populações socialmente vulneráveis estão entre os grupos mais suscetíveis. Durante a terceira onda de calor do verão de 2020 na Inglaterra, foi observado um aumento significativo da mortalidade entre pessoas de zero a 64 anos, um padrão que não havia sido registrado em anos anteriores. Segundo o Unicef, cerca de 559 milhões de crianças já vivem sob elevada frequência de ondas de calor e praticamente todas as crianças do planeta enfrentarão esses eventos com maior frequência até 2050, mesmo em cenários compatíveis com o Acordo de Paris.

Os impactos também se estendem aos ecossistemas e à economia. Ondas de calor intensas associadas ao déficit hídrico reduzem a produtividade agrícola, aumentam o risco de incêndios florestais, comprometem o funcionamento dos ecossistemas, elevam o consumo de energia, afetam a infraestrutura urbana e reduzem significativamente a produtividade do trabalho.

Embora parte do aumento das ondas de calor já seja inevitável devido ao aquecimento acumulado do sistema climático, seus impactos futuros dependerão da combinação entre mitigação das mudanças climáticas e adaptação.

A principal estratégia de mitigação consiste na rápida redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia, aumento da eficiência energética e conservação dos ecossistemas naturais. Nesse contexto, a expansão das energias renováveis já demonstra resultados importantes: em 2025, elas responderam por 46,4% da geração de eletricidade na Europa, com a energia solar atingindo participação recorde (12,5%). Paralelamente, florestas e outros ecossistemas naturais desempenham papel fundamental ao remover dióxido de carbono da atmosfera, regular o ciclo hidrológico, promover resfriamento por evapotranspiração e reduzir a intensidade dos extremos de calor, especialmente em escala regional.

A adaptação torna-se igualmente essencial. Sistemas de alerta precoce, planos de ação para ondas de calor, fortalecimento da vigilância em saúde, ampliação da arborização urbana, criação de áreas verdes, restauração ecológica de ecossistemas terrestres e de áreas úmidas, infraestrutura resiliente e outras estratégias de resfriamento das cidades, como ampla implementação de telhados verdes, podem reduzir significativamente a exposição da população. A incorporação de índices de estresse térmico, como o UTCI (Índice Universal de Clima Térmico), às avaliações de risco permite identificar situações em que temperatura, umidade e vento tornam o calor mais perigoso do que indicado apenas pela temperatura do ar.

Sem reduções rápidas das emissões e investimentos robustos em adaptação, bilhões de pessoas adicionais poderão enfrentar condições perigosas de estresse térmico nas próximas décadas, com consequências crescentes para a saúde, a segurança alimentar, os ecossistemas e a economia global.

Para ler mais:

Global heat stress intensification and its expanding footprint on the human population

How fast is climate changing? One generation is sufficient for unfamiliar heatwave characteristics to emerge in Europe

Global, regional, and national burden of heatwave-related mortality from 1990 to 2019: A three-stage modelling study

Heatwave Mortality in Summer 2020 in England: An Observational Study

Fonte: Ecoa | Carlos Nobre – 07/07/2026

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PAUTA DA 14ª REUNIÃO PÚBLICA ORDINÁRIA DA DIRETORIA DE 2026

10/7/2026

RELAÇÃO DOS ASSUNTOS RELATIVOS AOS AGENTES DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.


1. Processo: 48500.030071/2025-99 Assunto: Resultado da Revisão Tarifária Periódica da Energisa Sul-Sudeste – Distribuidora de Energia S.A. – ESS, após análise das contribuições recebidas na Consulta Pública nº 10/2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior

2. Processo: 48500.004063/2020-82 Assunto: Análise dos contratos firmados entre comercializadoras e distribuidoras de pequeno porte. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR, Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota

3. Processo: 48500.027624/2025-26 Assunto: Proposta de abertura de Consulta Pública com vistas a colher subsídios e informações adicionais para a revisão da metodologia do Fator X – Componente de Produtividade (Pd). Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior

4. Processo: 48500.006650/2023-59 Assunto: Proposta de abertura de Consulta Pública com vistas a colher subsídios e informações adicionais para a avaliação de redes subterrâneas e demais padrões de rede para o aumento da resiliência dos sistemas de distribuição de energia frente ao aumento de eventos climáticos extremos ou severos. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - STD.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior

5. Processo: 48500.017275/2026-15 Assunto: Proposta de abertura de Consulta Pública com vistas a colher subsídios e informações adicionais para o aprimoramento do Edital do Prêmio ANEEL de Inovação 2026. Área Responsável: Superintendência de Inovação e Transição Energética - STE.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota

6. Processo: 48500.002008/2024-81 Assunto: Recurso Administrativo interposto pelas empresas Ventos de São Vítor 12 Energias Renováveis S.A., Ventos de São Vítor 13 Energias Renováveis S.A., Ventos de São Vítor 14 Energias Renováveis S.A., Sol do Sertão OB I Energia Solar Ltda., Sol do Sertão OB II Energia Solar Ltda. e Sol do Sertão OB III Energia Solar Ltda. contra os Autos de Infração nº 49 a nº 59/2024, lavrados pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, por meio dos quais foram aplicadas multas às Recorrentes após fiscalização que teve como objetivo analisar as causas da propagação da perturbação observada no Sistema Interligado Nacional – SIN, em 15 de agosto de 2023. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

7. Processo: 48500.006496/2023-15 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Equatorial Goiás Distribuidora de Energia S.A. contra o Auto de Infração nº 24/2025, lavrado pela Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado – SFF, que aplicou a penalidade de multa em decorrência de não conformidades registradas em ação fiscalizadora que verificou conduta que atentou contra a concorrência efetiva e o desenvolvimento normal das operações do mercado de energia elétrica. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

8. Processo: 48500.037386/2025-67 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Centrais Elétricas de Pernambuco S.A. – Epesa contra a Resolução Normativa nº 1.157/2026, que estabeleceu requisitos e procedimentos referentes ao mecanismo excepcional para tratamento de outorgas de geração e dos Contratos de Uso do Sistema de Transmissão – CUSTs celebrados por centrais geradoras. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
* Processo destacado do 11º Circuito Deliberativo Público Ordinário de 2026

9. Processo: 48500.037603/2025-19 Assunto: Requerimento de anuência prévia para transferência de controle societário indireto da Concessionária São Francisco Transmissão de Energia S.A. com pedido de alteração de cronograma de implantação. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
* Processo com deliberação suspensa na 13ª Reunião Pública Ordinária de 2026

10. Processo: 48500.000001/1997-09 Assunto: Prorrogação da concessão para exploração da Usina Hidrelétrica – UHE Salto Santiago, outorgada à Engie Brasil Energia S.A., localizada no município de Saudade do Iguaçu, estado do Paraná. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

BLOCO DA PAUTA

Os itens de 11 a 31 serão deliberados em bloco, conforme os arts. 42 e 49 da Norma de Organização ANEEL nº 1, aprovada pela Resolução Normativa nº 1.133/2025


11. Processo: 48500.000407/2024-16 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela Energia Sustentável do Brasil S.A. – ESBR com vistas ao cálculo de extensão da outorga da Usina Hidrelétrica – UHE Jirau, nos termos do artigo 3º-C da Lei nº 10.848/2004, incluído pela Lei nº 14.146/2021. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato                                                                 Minutas de voto-vista e ato

12. Processo: 48500.000118/2024-17 Assunto: Recurso Administrativo interposto por Álvaro Perez Júnior contra decisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo – ARSESP, referente ao pedido de ligação nova na área de concessão da Neoenergia Elektro. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

13. Processo: 48500.006644/2025-63 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Enel Distribuição Ceará – Enel CE contra decisão da Agência Reguladora do Estado do Ceará – ARCE, referente ao pedido de devolução em dobro dos valores faturados a maior por erro de classificação de unidades consumidoras sob a titularidade do município de Independência, estado do Ceará. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

14. Processo: 48500.002603/2024-17 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Enel Distribuição Ceará – Enel CE contra decisão da Agência Reguladora do Estado do Ceará – ARCE, referente ao pedido de devolução em dobro dos valores faturados a maior por erro de classificação de unidades consumidoras sob a titularidade do município de Pedra Branca, estado do Ceará. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

15. Processo: 48500.004924/2010-51 Assunto: Pedidos de Reconsideração interpostos pela Associação de Energia Solar Fotovoltaica da Bahia – Bahia Solar, pela Associação Brasileira de Geração Distribuída – ABGD, pelas empresas Faro Energy, KWP Energia, Gdsolar Holding, Casa Forte, Órigo, Mori, Solargrid, Canadian e pelo Instituto de Energia Limpa – Inel contra a Resolução Normativa nº 1.059/2023, que aprimorou as regras para a conexão e o faturamento de centrais de microgeração e minigeração distribuída em sistemas de distribuição de energia elétrica e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

16. Processo: 48500.005573/2026-62 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Axia Energia S.A. (Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras) contra a Resolução Autorizativa nº 16.648/2026, que autorizou a Recorrente a implantar as Melhorias de Grande Porte em instalação de transmissão de energia elétrica sob sua responsabilidade, estabeleceu os valores das correspondentes parcelas da Receita Anual Permitida – RAP e deu outras providências referentes ao Contrato de Concessão nº 62/2001. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

17. Processo: 48500.002822/2026-68 Assunto: Pedido de Impugnação apresentado pelos agentes Autódromo Energética S.A., Boa Fé Energética S.A., Serrana Energética S.A. – Palanquinho, Criúva Energética S.A. – PCH Criúva e São Paulo Energética S.A. contra decisão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, em sua 1.504ª reunião, referente ao parcelamento dos débitos na liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo – MCP. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

18. Processo: 48500.001094/2026-77 Assunto: Pedido de Impugnação apresentado pela RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. – RGE contra a decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS referente ao pleito de afastamento da incidência da Parcela por Ineficiência de Ultrapassagem – PIU e do Adicional de Encargos de Uso do Sistema de Transmissão – ADCEUST, em decorrência da ultrapassagem do Montante de Uso do Sistema de Transmissão – MUST no ponto de conexão Cidade Industrial. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - STD.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

19. Processo: 48500.025392/2025-71, 48500.026202/2025-33 Assunto: Pedido de Impugnação apresentado pela Termopernambuco S.A. contra a decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS referente à Apuração de indisponibilidade da Central Geradora Térmica – UTE Termopernambuco. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato                                                                     Minutas de voto-vista e ato

20. Processo: 48500.018909/2026-57 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pelas empresas N9 Energia Ltda., Cooperativa de Energização e Desenvolvimento Rural do Bolsao do Estado de Mato Grosso do Sul, AMS Empreendimentos Hoteleiros Ltda., Saleh Pousada do Lago Ltda., Indústria de Plásticos Antônio Carlos Ltda., Madeireira Cachoeira Ltda., Carlos Costa Epp., Sulfrios Indústria, Comércio e Transporte de Alimentos Ltda. e Horst Alimentos Ltda. com vistas a determinar a abertura de janela excepcional de migração das unidades consumidoras das Requerentes vinculadas às carteiras da Electra Comercializadora Varejista Ltda. e da Electra Comercializadora de Energia S.A., para fins de portabilidade para outro Comercializador Varejista Substituto. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

21. Processo: 48500.017201/2026-89 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela EDP São Paulo Distribuição de Energia S.A. com vistas a suspender as cobranças de Adicional de Encargos de Uso do Sistema de Transmissão – ADCEUST e da Parcela de Ineficiência por Ultrapassagem – PIU, emitidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, decorrentes de ultrapassagens do Montante de Uso do Sistema de Transmissão – MUST pela Requerente verificadas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026, bem como dos meses vincendos de abril a dezembro de 2026 impactados pelas restrições na contratação de MUST, até a análise de mérito do requerimento. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

22. Processo: 48500.017765/2026-11 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado por Jesuíno Barbosa Junior com vistas a determinar que a Equatorial Goiás Distribuidora de Energia S.A. proceda à manutenção dos efeitos do Orçamento de Conexão nº 184997604, referente ao projeto de Micro e Minigeração Distribuída – MMGD na unidade consumidora do Requerente, localizada em Jataí, estado do Goiás. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

23. Processo: 48500.001394/2026-56 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Deputada Federal Delegada Adriana Accorsi com vistas a determinar a suspensão imediata do projeto referente à passagem da Linha de Distribuição Anhanguera – Riviera, localizada no município de Aparecida de Goiânia, estado de Goiás, na área de concessão da Equatorial Goiás Distribuidora de Energia S.A. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

24. Processo: 48500.001134/2024-19, 48500.034958/2025-56 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela Neoenergia Itabapoana Transmissão de Energia S.A. com vistas ao reconhecimento de excludente de responsabilidade pelo atraso na entrada em operação comercial da Linha de Transmissão Campos 2 – Mutum e à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão nº 3/2019; e Recurso Administrativo interposto pela Neoenergia Itabapoana Transmissão de Energia S.A. contra o Despacho nº 3.162/2025, emitido pela Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica – SCE, que deu provimento parcial ao pleito da Recorrente, reconhecendo 90 dias de excludente de sua responsabilidade pelo atraso na disponibilização das instalações objeto do Contrato de Concessão nº 3/2019. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

25. Processo: 48500.009101/2026-89 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação Campinas 27, localizada no município de Campinas, estado de São Paulo. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

26. Processo: 48500.010474/2026-01 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação APPA, localizada no município de Paranaguá, estado do Paraná. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sa Junior
Minutas de voto e ato

27. Processo: 48500.016421/2026-95 Assunto: Autorização e estabelecimento de parcela de Receita Anual Permitida – RAP pela realização de reforços em instalações de transmissão sob responsabilidade da ISA Energia Brasil S.A., Contrato de Concessão nº 59/2001. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

28. Processo: 48100.000139/1996-77, 48100.000152/1996-35 Assunto: Prorrogação do prazo de pedido de vista referente aos Recursos Administrativos interpostos pela Paulista Geradora de Energia S.A. contra os Despachos nº 931/2025 e nº 1.078/2025, emitidos pela Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica – SCE, que vetaram o ingresso na Geração Distribuída dos empreendimentos de Aproveitamento Hidrelétrico – AHE Guaraú e Cascata, respectivamente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto                                                

29. Processo: 48500.006391/2022-85 Assunto: Prorrogação do prazo de pedido de vista referente ao Resultado da Consulta Pública nº 37/2024, que trata dos pedidos de Revisão Tarifária Extraordinária das concessionárias de distribuição Light, Neoenergia Coelba, Neoenergia Pernambuco, Neoenergia Cosern, Neoenergia Brasília e Copel devido à pandemia de Covid-19, nos termos do Submódulo 2.10 dos Procedimentos de Regulação Tarifária – PRORET. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto                                                          

30. Processo: 48500.002735/2024-49 Assunto: Ratificação da decisão proferida no 11º Circuito Deliberativo Público Ordinário de 2026, referente ao Recurso Administrativo interposto pela Novo Atacado Comércio de Alimentos Ltda. contra o Auto de Infração nº 144/2024, lavrado pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, por meio do qual foi aplicada multa à Recorrente, após fiscalização que teve como objetivo analisar as causas da propagação da perturbação observada no Sistema Interligado Nacional – SIN em 15 de agosto de 2023. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

31. Processo: 48500.002231/2024-29 Assunto: Ratificação da decisão proferida no 11º Circuito Deliberativo Público Ordinário de 2026, referente ao Recurso Administrativo interposto pela Equatorial Alagoas Distribuidora de Energia S.A. contra o Auto de Infração nº 1/2024, lavrado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas – ARSAL, decorrente da fiscalização acerca da qualidade do fornecimento de energia elétrica. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

Fonte: Aneel

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Os desafios do Setor Elétrico Brasileiro em busca de flexibilidade

9/7/2026

Nivalde de Castro

David Alexander

Gustavo Esteves

O Setor Elétrico Brasileiro (SEB) está passando por uma transformação acelerada, reflexo direto do processo de transição energética, que está, entre tantas outras variáveis, impactando os padrões da operação. Durante décadas, planejar o SEB significava, em essência, responder a duas perguntas. Há energia suficiente? Há potência suficiente para atender à demanda? Essas duas dimensões, energia e potência, fundamentaram um qualificado marco regulatório, organizaram leilões de energia nova supercompetitivos e viabilizaram investimentos de capital intensivo e longo prazo de maturação permitindo superar o trauma do Apagão de 2001. Hoje, todavia, uma nova dimensão se impõe com urgência crescente: a flexibilidade.

No contexto de um sistema elétrico, a flexibilidade é a capacidade de acomodar variações rápidas entre oferta e demanda de energia elétrica para garantir, ao extremo, o equilíbrio operativo. No SEB, os atributos e a capacidade de flexibilidade existem e são utilizados pelo Opera dor Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a partir das usinas hidrelétricas, pilar fundamental da matriz elétrica brasileira.

Em condições climáticas adequadas, uma hidrelétrica é, por natureza, um recurso flexível, uma vez que pode aumentar ou reduzir a geração com relativa rapidez, funcionando como um amortecedor natural e eficiente das variações que ocorrem no Sistema Interligado Nacional (SIN). No entanto, esse amortecedor foi dimensionado para uma configuração do sistema que está em rápido e irreversível processo de mutação.

A expansão vigorosa das fontes renováveis variáveis, em especial a solar fotovoltaica, alterou de forma estrutural a dinâmica de expansão da oferta no SEB. Painéis instalados em telhados residenciais, comércios e indústrias injetam energia na rede de distribuição ao longo do dia, reduzindo a necessidade de suprimento pelo SIN no período de maior incidência solar. Contudo, a injeção de energia recua abruptamente no final da tarde, exatamente quando a demanda começa a subir, dinâmica que resulta na chamada “curva do pato”. Este “pato” é a configuração de uma depressão pronunciada na necessidade de oferta do SIN durante as horas de sol e uma rampa ascendente ao entardecer, momento em que o sistema precisa recompor a oferta com os recursos disponíveis no SIN em pouco tempo. Destaca-se que, à medida que a micro e minigeração distribuída (MMGD) avança, essa rampa se torna cada vez mais inclinada, desafiadora e perigosa para a harmonia do SIN.

Em termos quantitativos, a matriz elétrica brasileira já ultrapassou 40 GW de capacidade instalada de MMGD e as projeções elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam cenários de expansão ainda mais elevados para o futuro breve. O que mais chama a atenção, entretanto, não são os números atuais, mas o fato de que projeções anteriores sistematicamente subestimaram essa trajetória, com patamares de capacidade sendo atingidos com anos de antecedência em relação às estimativas originais da EPE, evidenciando o crescimento desenfreada dessa modalidade.

Isso acontece, pois a expansão da MMGD não dentro de uma lógica de atender a demanda futura a partir de leilões centralizados com cronogramas definidos, mas sim de decisões individuais de consumidores, empresas e investidores, em busca dos benefícios dados pelos subsídios, considerando os preços dos equipamentos, as linhas de crédito capilares e o diferencial das tarifas de energia que vigoram entre o mercado cativo e mercado livre. Assim, as decisões de investimento são descentralizadas e sem nenhuma relação direta como o aumento da demanda, sendo muito difícil de prever a sua expansão com os instrumentos tradicionais de planejamento setorial.

Diante desse quadro, as mudanças no modus operandi do ONS já são visíveis e cada vez mais imprescindíveis, frente às situações em que a geração renovável excede a demanda. De forma mais precisa: a capacidade de absorção de energia do sistema em determinadas regiões e horários é insuficiente frente à oferta, o que obriga a imposição de cortes na geração como uma medida essencial de segurança. São os chamados curtailments por razão energética.

Como os cortes, todavia, nem sempre podem ser previamente planejados, em razão de variações imprevistas de frequência que podem comprometer a segurança da rede, foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), seguindo o seu ritual formal, um novo procedimento denominado Esquema Regional de Alívio de Geração (ERAG). Trata-se de um mecanismo que atua cortando a oferta (geração), e não demanda (carga), nos momentos de sobreoferta, sendo uma salvaguarda operativa legítima, mas que, por definição, é emergencial. Deste modo, o fato de o SIN precisar recorrer frequentemente a esse tipo de mecanismo é um indicador de que a insuficiência de flexibilidade é um problema de curto prazo, mas que tende a se agravar.

Para enfrentar, do ponto de vista estrutural, a carência crescente de flexibilidade, o Ministério de Minas e Energia (MME), através da Portaria Normativa nº 136/2026, instituiu o primeiro leilão do tipo reserva de capacidade (LRCAP), dedicado exclusivamente a sistemas de armazenamento por baterias (BESS, sigla em inglês) capaz simultaneamente de reduzir os curtailments. Os empreendimentos que vencerem terão um contrato regulado com duração de 15 anos, com operação prevista para agosto de 2028. A incorporação de baterias a serem operadas pelo ONS é um avanço relevante e representa um passo concreto na direção de uma solução estrutural para o problema da flexibilidade.

Vale também considerar o contraste com o instrumento imediatamente anterior, o leilão de reserva de capacidade para contratação de usinas termelétricas, realizado recentemente. Os dois leilões respondem ao mesmo desafio operativo, a necessidade de capacidade firme para cobrir os momentos de rampas em que a geração, ao anoitecer, não dá conta da demanda. As termelétricas, entretanto, implicam em custos de contratação e operação mais elevados e emissões de gases de efeito estufa incompatíveis com as diretrizes que o próprio governo vem construindo no âmbito da Política Nacional de Transição Energética e do Plano Nacional de Transição Energética (Plante).

Por outro lado, o leilão de baterias e, em breve, o leilão para sistemas de armazenamento de energia hidrológico, conhecido por usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs), apontam na direção correta de ampliar a diversificação dos instrumentos de flexibilidade, com a vantagem adicional de reduzirem os cortes de energia ao longo do dia, pois os sistemas poderão carregar o armazenamento nos momentos de excesso de oferta.

Um ponto central na análise é que o desafio da flexibilidade do SIN não será resolvido por um único instrumento, por mais bem desenhado que seja. A resposta qualificada está na direção de um mix de soluções de flexibilidade e nos atributos que cada alternativa pode conferir ao sistema. Os BESS são uma peça fundamental desse portfólio. Sua resposta é praticamente instantânea, sua modularidade permite a instalação próxima aos pontos de pressão na rede e sua capacidade de arbitragem temporal, isto é, de armazenar energia no período de sol e devolvê-la ao entardecer, endereça diretamente o problema da rampa solar. Entretanto, a sua baixa capacidade de armazenamento e a vida útil das baterias para longos períodos de uso são fatores restritivos. Diante disso, a diversificação de soluções é vantajosa e essencial para prover resiliência à matriz energética.

Na direção da diversificação, UHRs mostram-se como o ativo de flexibilidade ainda mais valioso da matriz brasileira e seu papel tende a se tornar estratégico à medida que a matriz se torna mais variável, funcionando como um armazenamento de grande escala e longa duração. São projetos de maturação mais lenta e custo mais elevado, mas que oferecem atributos de flexibilidade, vida útil do ativo e capacidade de armazenamento de longa duração significativos. Leilão para esta tecnologia de armazenamento é esperada pelos agentes já para 2027 com início de operação em 2032.

Adicionalmente, é importante ressaltar a importância da realização de leilões de armazenamento mais recorrentes e previsíveis. A previsibilidade é importante para que as cadeias produtivas se consolidem e as decisões de investimento possam ser incorporadas ao planejamento estratégico dos agentes econômicos. A existência de um calendário reduz o custo de capital dos projetos, atrai investidores que hoje precificam o risco regulatório de forma conservadora e, principalmente, permite recalibrar volumes a cada ciclo, diante de uma variável independente, como a MMGD, que já demonstrou repetidamente ser capaz de superar qualquer projeção estática.

Porém, nenhuma dessas possibilidades é uma “bala de prata”. Cada uma tem custos, limitações e resistências, além de estágios distintos de custos, viabilidade econômica e maturidade tecnológica. Destaca-se os futuros editais dos leilões são plenamente capazes de considerar essas diferenças e estimular ao máximo a competição em benefício dos consumidores do SEB.

Nestes termos, deve-se estar atento e dar prioridade a como compor um portfólio de flexibilidade que seja, ao mesmo tempo, tecnicamente eficaz, economicamente sustentável e alinhado com a trajetória do processo de transição energética que está em curso no Brasil. O primeiro leilão de baterias é, portanto, o início de uma nova e dinâmica fronteira de investimentos em sistemas de armazenamento.

Fonte: GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico UFRJ

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Resumo das Notícias de Hoje

8/7/2026

Dia 08 de julho de 2026, quarta-feira

- LIQUIDAÇÃO SEMANAL DO MCP (mercado)

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica deverá apresentar até o final do ano o estudo para a redução do horizonte de liquidação semanal do MCP, o mercado de curto prazo. A medida consta do comando da Aneel para agilizar as medidas relacionadas ao calendário da CCEE e que estão em discussão. Porém, o caminho ainda é longo caso haja a decisão por seguir com essa alteração. A estimativa é de que ainda demore, pelo menos um ano e meio, na melhor das hipóteses.

> Saiba mais na matéria “Liquidação semanal do MCP ainda deverá levar dois anos, pelo menos”: https://short-url.cc/1yLky

- REDATA (geração)

O senador Laercio Oliveira (PP-SE) defendeu nesta terça-feira, 7 de julho, a retirada de restrições à participação de usinas termelétricas no suprimento a data centers. O parlamentar é autor de emenda ao PL do Redata que mantém a preferência a fontes renováveis como condição para acesso ao regime de incentivos, mas impede a exclusividade na contratação para projetos eólicos e solares.

> Continue a leitura em “Senador defende alterar Redata e incluir térmicas no atendimento a data centers”: https://short-url.cc/1tep2

- DATA CENTERS (expansão)

O avanço dos data centers e dos projetos de hidrogênio verde deve ampliar a pressão sobre a expansão do sistema elétrico brasileiro nos próximos anos. A avaliação é do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que vê essas cargas como um fator de agravamento das condições de atendimento da demanda de ponta a partir de 2029.

> Leia mais em “Data centers ampliam pressão sobre expansão do sistema, aponta ONS": https://short-url.cc/1yLoB

> Sobre o mesmo assunto, leia também “FGV estima potencial de até US$700 bi em Data Centers no país em uma década”: https://short-url.cc/1yLpW

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

ONS aprova 20,31 GW na 1a temporada do PNAST: https://short-url.cc/1teuf

Plano Safra 2026/2027 traz crédito para sistemas de armazenamento por baterias: https://short-url.cc/1teuK

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

7/7/2026

Dia 07 de julho de 2026, terça-feira

- PDE 2036 (expansão)

A Empresa de Pesquisa Energética lançou o Caderno de Contexto, Perspectivas e Premissas do Plano Decenal de Expansão 2036. A publicação está baseada no contexto geopolítico internacional no momento de elaboração do plano. O cenário de referência considera crescimento médio de 2,5% ao ano para a economia brasileira no horizonte decenal. A expectativa no curto prazo é de convergência gradual da inflação para níveis mais compatíveis com as metas estabelecidas. Essa trajetória deve ser acompanhada pela redução gradual das taxas de juros e pela expansão da demanda interna.

> Continue a leitura na matéria “PDE 2036: cenário de referência considera crescimento médio de 2,5% ao ano”: https://shorturl.at/ECgSS

- PREÇOS NA BBCE (comercialização)

A BBCE encerrou a última semana com queda nos preços dos contratos de energia para entrega futura. Os vencimentos em 2026 concentraram as maiores perdas, após a divulgação do Custo Marginal de Operação (CMO) zerado para a semana operativa de 4 a 10 de julho nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste.

> Saiba mais na notícia “CMO zerado derruba preços na BBCE”: https://shorturl.at/9Fcmy

- ALESSANDRO CANTARINO (negócios e empresas)

A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou nesta segunda-feira, 6 de julho, a exoneração a pedido do servidor Alessandro Cantarino. O especialista em regulação é mais um funcionário de carreira a deixar a agência para assumir cargo na iniciativa privada, na Abraceel. Na associação ele ocupará o cargo de vice-presidente executivo a partir desta segunda-feira, 6 de julho.

> Leia mais em “Aneel publica exoneração a pedido de Alessandro Cantarino”: https://shorturl.at/5bfEj”

- OUTAS NOTÍCIAS DE HOJE

Eliminação do Brasil na Copa trouxe subida de rampa de 7 GW em 30 minutos: https://shorturl.at/avIkQ

Engie anuncia oferta de ações que pode chegar a R$ 10,5 bilhões: https://shorturl.at/cJxDq

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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