Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.
Investimentos em Energia e Segurança Jurídica
13/2/2026
O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.
A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.
A Aneel vai aperfeiçoar a regulação para combater a alteração irregular das características de instalações de micro e minigeração distribuída conectadas à rede. A medida faz parte de um conjunto de aprimoramentos regulatórios voltados à uma melhor gestão dos excedentes de geração ligada à rede das distribuidoras.
> Continue a leitura na matéria “Aneel propõe regras para combater alteração irregular em instalações de GD”: https://bit.ly/3Qq1vKN
- ENCARGO DO LRCAP (consumidor)
A contratação de energia por meio do LRCAP de março poderá impactar a tarifa ao ponto de mostrar uma reviravolta no ranking de encargos. De acordo com cálculos da TR Soluções, o custo total da contratação de térmicas que somou 19,5 GW representará um Encargo de Potência para Reserva de Capacidade (ERCAP) referencial na faixa de R$ 78,00/MWh em 2032.Dessa forma, a tendência é de que esse encargo seja maior que a própria Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), considerado, até então, o maior de todos no país por abarcar diversas contas que precisam ser pagas por conta de políticas pública.
> Saiba mais em “TR Soluções calcula encargo do LRCAP mais elevado que a CDE em 2032”: https://bit.ly/4e4m5dA
- REAJUSTES TARIFÁRIOS PARA 8 DISTRIBUIDORAS (distribuição)
A diretoria da Aneel aprovou nesta terça-feira, 22 de abril, os reajustes tarifários de oito distribuidoras dos grupos CPFL, Neoenergia, Enel e Energisa. De acordo com a agência, as concessionárias representam mais de 20 milhões de unidades consumidoras.
> Leia mais na notícia “Aneel aprova reajustes tarifários para oito distribuidoras”: https://bit.ly/4sStOz5
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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE
Associações defendem pacto para salvar setor elétrico: https://bit.ly/4u99QBk
Entidades defendem um novo acordo entre os agentes o setor no modelo adotado no projeto que culminou na Lei 10.848 para que o setor elétrico possa promover competitividade à economia.
Diretora do ONS destaca descompasso entre preços e operação no setor elétrico: https://bit.ly/4cqidSW
Segundo Elisa Silva, esse desalinhamento reflete a complexidade crescente do setor, que passa por uma transformação estrutural impulsionada pela tecnologia e pela maior participação de fontes renováveis.
Há Vagas: Eneva abre inscrições para Programa de Estágio 2026: https://bit.ly/48g7RT7
Ao todo serão disponibilizadas 40 vagas em seis cidades.
FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – EDIÇÃO DE 23/04/2026
23/4/2026
- Eficiência energética industrial na era da digitalização: dados, algoritmos e decisões em tempo real
Por: Felipe Volkmer e Marco Aurélio Gianesini
Um pilar da sustentabilidade é o uso responsável dos recursos naturais, diretamente ligado às fontes de energia. A Eficiência Energética ganha relevância porque garante o bom uso da energia sem perda de conforto, apoiando atividades humanas e preservação ambiental. Assim, assume papel central no desenvolvimento econômico e social.
Na indústria, que representa cerca de um quinto a um quarto do PIB e parcela relevante do consumo de energia, a eficiência energética deixa de ser apenas questão técnica e passa a ser vetor direto da competitividade. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por custos menores, previsibilidade de insumos e descarbonização, em um cenário em que a digitalização começa a transformar a forma como as plantas planejam e operam seus ativos energéticos. Em Santa Catarina, por exemplo, a indústria responde por 42,5% do consumo de energia do Estado e, segundo a FIESC, embora 70% dos industriais tenham metas de redução, 23% apontam a falta de financiamento como principal entrave para avançar em eficiência.
Figura 01 – Participação por classe de consumo no Brasil (2024)
A integração de sensoriamento, dados, automação avançada e inteligência artificial desponta como a principal fronteira ainda pouco explorada da eficiência energética industrial. Há uma mudança de paradigma: em vez de ações pontuais em equipamentos, a eficiência passa a ser tratada como um processo contínuo, apoiado em informação de qualidade e em capacidade analítica desenvolvida dentro das próprias organizações.
1. Importância econômica da indústria e da eficiência energética
A indústria é central economicamente para o país: responde por cerca de 21% do valor adicionado do PIB (Trading Economics) e 12% na manufatura, ancorando cadeias de valor e exportações. Em 2025, gerou 21% dos empregos formais (Portal da Indústria).
Energeticamente, concentra grande parcela do consumo final e de eletricidade, com processos térmicos, motores, bombeamento, compressão e refrigeração como principais usos. Historicamente, priorizou confiabilidade sobre otimização fina. Com PIB crescendo 2–2,4% ao ano até 2027, a eficiência é essencial para competitividade, reduzindo intensidade energética e atendendo tarifas pressionadas.
Figura 02 – Distribuição por consumo final da industria
2. Maturidade digital da indústria brasileira
A capacidade de capturar ganhos de eficiência energética depende, cada vez mais, da maturidade digital das empresas. O Brasil é 44º no Network Readiness Index 2024, equilibrado em tecnologia/pessoas/governança, mas distante de líderes. Países como Singapura, Finlândia e nórdicos combinam alta digitalização com ganhos de produtividade via dados e IA.
Economias como Singapura, Finlândia, Dinamarca, Suécia e outros países nórdicos da União Europeia conseguem combinar alta intensidade digital nas empresas com uma melhor capacidade de captura de ganhos de produtividade e eficiência energética por meio de dados e automação. Nesses países, é crescente o uso de sistemas de gestão de energia em tempo real com processos industriais e modelos de inteligência artificial para otimização de operação e manutenção.
No Brasil, avanços em TICs contrastam com lacunas em habilidades digitais, integração de sistemas e tecnologias emergentes, limitando a otimização energética. Sem submedição, telemetria e integração ERP/MES/energia adequados, indicadores agregados mascaram desperdícios e dificultam gestão precisa..
3. Digitalização como alavanca de eficiência energética
Sem infraestrutura digital, as perdas energéticas ficam invisíveis, impedindo distinção entre ineficiências de processo, manutenção ou resposta à demanda. Mesmo com modernização de equipamentos, faltam visibilidade, automação e análise de métricas.
Estudos do MME mostram que digitalização multiplica potencial de eficiência: de <10% (lenta) a 30–40% (rápida), com sensores, automação e analytics, aplicável à indústria (motores, bombeamento, compressores, fornos).
Nessas aplicações, a digitalização permite o controle fino, operação otimizada e coordenação com preços elétricos, tornando sensores/dados/algoritmos tão cruciais quanto equipamentos. Eficiência vira processo contínuo, não pontual.
4. A responsabilidade do profissional de agora
O profissional de hoje vai além de especificar equipamentos: interpreta dados, parametriza sistemas digitais e integra TI/automação. Torna-se orquestrador de sensoriamento, software e decisões baseadas em evidências.
Ele também precisa desenvolver competências em processos industriais, leitura crítica de dados e tradução em ações/contratos/metas, frentes que até então não eram tão necessárias. Como bem dito por Santos et al (2022) sem essa ponte humana, a digitalização gera dashboards sem impacto real.
Por fim, o profissional de agora precisa ser protagonista e influenciar estratégias: avaliar ciclo de vida, integração digital e aderência a normas; questionar medição setorial em novos processos e revisão de rotinas por dados. Ignorar a digitalização pode atrasar a transição energética e competitividade.
5. Implicações internacionais e competitividade
A Agência Internacional de Energia estima que a eficiência energética precisará responder por 35% das reduções de emissões até 2050, com a indústria no foco dessas reduções. Países com políticas digitais/financiamento capturam ganhos mais rapidamente aumentando sua competitividade em setores intensivos em energia (siderurgia, química, cimento, papel, alimentos).
Para o Brasil, não observar as inovações em digitalização industrial gerará atraso com perda estrutural em produtividade e acesso a mercados exigentes em termos de pegada de carbono. A convergência entre digitalização e eficiência energética não é apenas uma necessidade ambiental, mas um diferencial competitivo em escala global e influencia na atratividade do país para investimentos externos.
6. Conclusão
A digitalização deixa de ser uma moda vinculada à “Indústria 4.0” para virar pilar de eficiência energética e competitividade. Sensores, dados, algoritmos e decisões em tempo real potencializam as novas tecnologias dos equipamentos ao longo de todo o ciclo de vida, transformando eficiência em processo contínuo de ganhos.
Em um país que quer crescer e voltar a ter uma indústria forte, é preciso digitalizar de fato os processos produtivos e aprender a tirar valor dos dados que já existem dentro das fábricas. Quanto mais cedo essa informação virar decisão, ajuste de rota e inovação, maior será o ganho.
Política industrial e regulação do setor elétrico precisam andar juntas. Só assim a digitalização deixa de ser um discurso tecnológico e passa a funcionar, na prática, como um novo vetor de eficiência energética para a indústria brasileira.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Energy efficiency policies for the industrial sector in Brazil. Paris: OECD, 2025.
BRASIL. Ministério de Minas e Energia; GIZ. Digitalization and energy efficiency in the building sector in Brazil: potential for 2050. Brasília, 2023.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. The importance of industry for Brazil. Brasília, 2025.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Atlas of Energy Efficiency – Brazil 2023. Rio de Janeiro: EPE, 2023.
MITIGATION ACTION FACILITY. Digital platform for industrial energy efficiency investments (PotencializEE). 2023.
NETWORK READINESS INDEX. Brazil – Country Report 2024.
OECD. Going digital in Brazil. Paris: OECD Publishing, 2020.
SANTOS, C. A. et al. Eficiência energética nas indústrias: uma revisão bibliográfica sobre práticas, indicadores e sistemas de gestão de energia. Revista FT, [S. l.], 2022.
TRADING ECONOMICS. Brazil – Industry, value added (% of GDP). 2024.
Sobre os autores:
*Felipe Volkmer é Mestrando em Planejamento e Controle de Gestão (PPGCG/UFSC) e Administrador, também pela UFSC, com especializações em Gestão Corporativa Estratégica e Engenharia e Gestão do Conhecimento. Atualmente é Assessor da Diretoria de Regulação na Celesc, com mais de 10 anos de experiência no setor de energia.
*Marco Aurélio Gianesini, Engenheiro Eletricista (UTFPR), pós graduado em gerenciamento de projetos e gestão de negócios pela FGV, trabalha há 19 anos na Celesc Distribuição, onde já foi diretor de distribuição. Atualmente ocupa o cargo de gerente da unidade de implantação dos novos sistemas ADMS e WFM e coordenador dos projetos de mobilidade elétrica e do projeto de armazenamento de energia elétrica (BESS) na Celesc.
- Armazenamento de energia e o futuro do setor elétrico
Capítulo 2: Tecnologias de Armazenamento: Deep dive
Quando se fala em armazenamento de energia, é normal haver associação imediata do termo com baterias ou reservatórios de acumulação de hidrelétrica. Na prática, porém, existe hoje um espectro muito mais amplo de tecnologias de acumulação de energia disponíveis, cada uma com características, aplicações e níveis de maturidade distintos. Dito isto, a pergunta que invariavelmente segue é: qual a melhor tecnologia de armazenamento de energia? A resposta não é única e nem simples.
Assinado por Miriam Penna Diniz e Michele dos Reis; escrito por Jairo Terra, Thais Sobrosa e Fernanda Thompson
Matriz energética renovável de baixo custo: um desafio técnico, econômico e sistêmico
A transição energética costuma ser apresentada como uma trajetória linear rumo a um futuro inevitavelmente mais limpo e, supostamente, mais barato. No entanto, quando deslocamos o debate do plano ambiental para o plano econômico, surge uma pergunta incômoda: existem hoje exemplos consolidados de matrizes amplamente “descarbonizadas” que sejam, ao mesmo tempo, estruturalmente baratas? Se formos rigorosos, a resposta é desconfortável. Não há, entre as grandes economias do G20, um modelo inequívoco que combine alta penetração de fontes de baixo carbono com tarifas sistematicamente baixas ao consumidor final.
A segurança ao longo do ciclo total de vida das instalações em atmosferas explosivas
Pode ser considerada comum, dentre as empresas e indústrias que possuem instalações contendo atmosferas explosivas de gases inflamáveis ou poeiras combustíveis, a preocupação em assegurar que os equipamentos de instrumentação, automação, instrumentação, telecomunicações, elétricos e mecânicos que são instalados em áreas classificadas possuam os respectivos certificados de conformidade, emitidos por Organismos de Certificação “nacionais”.
O OLTC no novo regime operacional: falhas, normas e manutenção baseada em condição
A inserção massiva de geração renovável, fluxos reversos e variações rápidas de carga alterou o regime de operação dos transformadores de potência. Nesse cenário, o comutador de derivações sob carga (OLTC – On-Load Tap Changer) passou a operar com frequência significativamente superior à prevista em muitos projetos originais. Historicamente, o OLTC realizava algumas centenas de manobras anuais sob variação previsível de tensão. Em barramentos com alta penetração fotovoltaica, entretanto, já se observam milhares de operações por ano, impulsionadas por oscilações rápidas de geração e atuação intensificada do AVR para atendimento aos limites regulatórios.
Inovação (PDI) regulado pela ANEEL, por meio da Resolução Normativa nº 1.045/2022 e sua evolução subsequentemente consolidada nos Procedimentos do Programa de PDI (PROPDI), marcou um passo importante ao colocar inovação como a finalidade principal do programa, deixando claramente de ser apenas um mecanismo de cumprimento de obrigação regulatória tradicional. Essa mudança normativa buscou incentivar atividades científico-tecnológicas com potencial de transformação, inclusive abrindo espaço para novos instrumentos como startups e projetos cooperativos, além dos tradicionais projetos de P&D.
A demanda global de energia continuou a crescer em 2025, embora em um ritmo mais lento do que no ano anterior, segundo o novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA). O consumo de eletricidade manteve um crescimento acelerado, impulsionado principalmente pela energia solar fotovoltaica, que pela primeira vez se tornou a maior fonte de aumento na oferta global de energia.
> Saiba mais em “Demanda global de energia cresce 1,3% em 2025, liderada por solar”: https://bit.ly/41O0iQ2
- AMAZONAS ENERGIA (distribuição)
O Grupo J&F concluiu no dia 10 de abril a operação de transferência de controle da Amazonas Energia. A distribuidora agora é oficialmente controlada pela Âmbar Energia, empresa responsável pelos negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista nos setores elétrico e de gás.
> Leia mais na notícia “J&F conclui transferência de controle da Amazonas Energia”: https://bit.ly/3QBdy84
- RETROFIT DE PROJETO SAÍRA (expansão)
Arrematado pela Taesa em leilão de 2022, o Projeto Saíra (antiga Enel Cien) tem a sua primeira etapa de retrofit sendo finalizada. O projeto consiste na reforma das conversoras Garabi I e II, no Rio Grande do Sul. Saíra é o primeiro retrofit de uma instalação em High Voltage Direct Current, o HVDC. Este ativo é considerado estratégico, uma vez que atua no intercâmbio de energia entre Brasil e Argentina. Em entrevista o CanalEnergia, o diretor de implantação Jell Andrade destaca a importância do projeto para os dois países. Saíra permite a troca de energia, em especial em períodos críticos como o inverno e a transição para a estação das chuvas.
> Continue a leitura na matéria “Taesa avança no Retrofit de Saíra com desafio do HVDC”: https://bit.ly/4u6hwnO
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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE
ABEEólica avalia que fonte eólica tem boa perspectiva no longo prazo: https://bit.ly/4cpZAhZ
Relatório do GWEC mostra Brasil no Top 5 mesmo com cenário adverso. EUA, em segundo na lista, ainda colhe frutos de política de Biden.
Instalações globais de energia eólica crescem 40% em 2025: https://bit.ly/4mMErlA
Coluna Giro Energia: Cemig investe R$ 100 mi em plataforma ADMS: https://bit.ly/4cZFyeg
Por: Edvaldo Santana Conselho de empresas e de entidades de filantropia
“Os pés de barro do setor elétrico” é meu artigo de hoje no Valor
Procuro mostrar, mais uma vez, que o modelo matemático é um fardo medonho, que se acentua na medida que a oferta fica cada vez mais inflexível.
O que aconteceu dia 30 de março, quando o PLD, em menos de 12 horas, foi do mínimo ao máximo, é um sintoma de que algo precisa ser feito com urgência.
Era possível que tal variação de PLD ocorresse? Sim. Esperado, não, menos ainda no período de chuvas. Não há como se proteger contra esse tipo de situação, o que indica que não é um mero caso de fragilidade no arranjo de garantias financeiras. Algumas comercializadoras já quebraram e outras tantas quebrarão.
Aponto três pés de barros (fraqueza oculta) do modelo matemático, mas ele próprio é um pé de barro para o SEB. A regra de convergência, a premissa segundo a qual a série de vazões é estacionária e o “teorema da inflexibilidade” são discutidos no artigo, para ressaltar que o modelo introduz incertezas, quando deveria evitá-las.
Chamo sua atenção para o “teorema da inflexibilidade”, que apliquei para mostrar que quando o recurso escasso é a flexibilidade e a oferta tem déficit de potência, o custo marginal de operação pode ‘saltar’, mesmo sem crescimento ou até com decréscimo da demanda. Isso acontece porque em sistemas elétricos com severa inflexibilidade, o que interessa é a composição da oferta, e não o volume, como foi corretamente enunciado por um diretor do ONS no MinutoMega do dia 6.
Porém, nesses cenários, o uso de UTEs mais caras ocorre por razão de segurança ou confiabilidade, e não de energia, até porque o recurso escasso é a flexibilidade, e não a energia. Quando é assim, o custo dessas usinas não deveria formar o PLD. Por lei, a programação ou despacho por segurança é paga como encargo - de capacidade ou segurança. A forma equivocada de alocar os custos da inflexibilidade fez o PLD saltar mais do que deveria.
Tudo está detalhado no texto.
Este artigo é dedicado a ANA CAROLINA (CAROL) FERREIRA DA SILVA, que nos deixou no último fim de semana. Carol era uma mulher negra vencedora, com futuro muito promissor no setor elétrico. Quando a conheci, ela já era a (muito jovem) head de regulação da Thymos, de onde foi para a Abradee. Tinha profundo conhecimento dos temas e sabia como levá-los adiante. Era com quem eu mais conversava nos eventos. Tínhamos uma mútua admiração - ela da minha luta e eu do seu futuro.
Num setor elétrico de tantos, e onde somos pouquíssimos, a partida tão precoce de uma pessoa preta não representa a perda de 0,0001%, e sim de quase tudo. (Leia o coincidente último parágrafo do artigo e você entenderá.)
Ricardo A. Balsalobre Barbosa Energia | Energia | COO | Diretor O&M | Conselheiro
Parques eólicos de quase 20 anos podem operar por mais duas décadas?
Hoje foi publicada no Diário Oficial a prorrogação de diversos contratos do PROINFA administrados pela ENBPar.
No total foram 21 usinas:
9 hidrelétricas (PCH)
9 termelétricas a biomassa
3 contratos de hashtag#parques_eólicos
No caso das eólicas, estamos falando de projetos que começaram a operar por volta de 2006, como:
Parque Eólico Rio do Fogo (RN) - 49,3 MW | prorrogação por 20 anos
Parque Eólico Ventos do Sul (RS) - 50 MW | prorrogação por 16 anos
Mas algo chama atenção: outros parques eólicos do PROINFA optaram por não prorrogar seus contratos. Apenas 03 decidiram prorrogá-los.
Isso levanta uma discussão técnica interessante.
❓ Com a prorrogação, surge a pergunta: será que esses parques continuarão operando com os mesmos aerogeradores instalados há quase duas décadas ou veremos processos de substituição (repowering)?
A decisão passa por temas como extensão de vida útil, custo de manutenção, modernização de componentes e viabilidade econômica dos equipamentos atuais.
➡️ Tenho acompanhado e estudado de perto o funcionamento de parques eólicos ao longo dos últimos anos e, na prática, ainda não tenho visto aerogeradores conseguindo viabilizar operação acima de 25 anos de forma consistente.
Por isso, essa nova fase dos projetos do PROINFA será muito interessante de observar.
Pergunta que fica: será que veremos esses parques operando com as mesmas máquinas até o final desses novos contratos… ou o hashtag#repowering vai se tornar inevitável?
Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador
Soluções no Setor Elétrico
Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.
Auditoria Externa
Nossa auditoria externa combina metodologia global, análise estratégica, expertise no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico (MCSE) e foco em normas regulatórias. Oferecemos serviços especializados para geração, transmissão, distribuição e comercialização, com abordagem proativa e relatórios precisos, assegurando qualidade e satisfação aos nossos clientes.
Auditoria Interna
Nossa auditoria interna integra governança e inovação com soluções como outsourcing, criação de comitês e avaliação de riscos. Planejamos e executamos auditorias estratégicas alinhadas ao negócio, utilizando análise de dados e indicadores de desempenho. Reavaliamos estratégias continuamente, garantindo eficiência, valor e melhoria nos processos organizacionais.
Controle Patrimonial
Oferecemos soluções completas em controle patrimonial com inventários, laudos de avaliação, unitização de ativos e gestão de estoques. Nossa equipe multidisciplinar une expertise técnica, contábil e regulatória para atender concessionárias e permissionárias do Setor Elétrico, garantindo precisão, padronização e suporte estratégico em obras e fiscalizações.
Revisão de Processos
Nossa revisão de processos integra confiabilidade, eficiência e melhoria contínua. Abrangemos governança, gestão de riscos e compliance em todos os níveis, com respostas ágeis e custo-efetivo. Atualizamos normas, diagnosticamos falhas e aplicamos as melhores práticas, garantindo controles internos robustos e alinhados às necessidades estratégicas do negócio.
Gestão de Riscos e Controles Internos
Nossa gestão de riscos e controles internos utiliza metodologia COSO-ERM e profissionais certificados para consolidar a baseline de riscos e garantir conformidade com legislações como Sarbanes-Oxley. Atuamos com governança integrada, alinhando estratégias, processos e tecnologia para identificar, avaliar e gerenciar riscos de forma eficiente, promovendo segurança e desempenho organizacional.
Compliance
O processo de Recuperação Judicial é um meio legal para preservação de empresas que, comprovadamente, cumprirem com os requisitos legais, de forma a manter sua função social, estimular a atividade econômica e garantir o pagamento de credores.
Gestão de Contratos
Nossa gestão de contratos abrange diagnóstico completo, avaliação de riscos e identificação de melhorias. Com inventário detalhado, análise de processos e matriz de critérios, aprimoramos controles internos, normas e procedimentos. Utilizamos tecnologia para monitoramento, garantindo eficiência, compliance e suporte estratégico em contratos existentes e futuros.
Centro de Serviços Compartilhados
Nosso Centro de Serviços Compartilhados (CSC) integra equipes, analisa custos e identifica gargalos para propor soluções eficientes. Desenvolvemos planos de centralização personalizados, com cenários estratégicos e cronogramas detalhados. Garantimos execução ágil, acompanhamento contínuo e suporte completo, otimizando serviços e promovendo eficiência operacional.
Revisão Tarifária Periódica – RTP e Base de Remuneração Regulatória – BRR
Com expertise em Revisão Tarifária Periódica (RTP) e Base de Remuneração Regulatória (BRR), oferecemos diagnósticos precisos, mapeamento de riscos e assessoria técnica para validação e ajustes. Atuamos na adequação ao MCPSE e PRORET, suporte em fiscalizações, projeções tarifárias e avaliações patrimoniais, garantindo eficiência, compliance e maximização de retornos para nossos clientes.
CVA e Itens Financeiros / DCF
Gestão e auditoria de itens financeiros e tarifários no setor elétrico, incluindo CVA, DCF, CDE, CCC, PROINFA, encargos setoriais e tarifas de Itaipu e rede básica. Abrange descasamentos tarifários, penalidades, compensações, garantias financeiras, recalculo tarifário e suprimento, promovendo neutralidade e conformidade regulatória.
Auditoria e Assessoria para Obras de Geração, Transmissão e Distribuição
Auditoria e consultoria para obras de geração, transmissão e distribuição no setor elétrico, com equipe multidisciplinar. Atuamos no controle físico-financeiro, gerenciamento de riscos, verificação de requisitos, licenciamento ambiental, segurança, e atendimento legal. Presença em projetos de usinas, linhas e subestações, garantindo eficiência e conformidade.
Programas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PDI e Eficiência Energética – PEE
Auditoria e suporte em PDI e PEE, incluindo análise de contratos, notas fiscais, registros contábeis e limites de gastos. Atuação regulatória com revisão de dados enviados à ANEEL, controle financeiro, verificação de saldos e otimização de processos. Foco no cumprimento de obrigações, diagnósticos, indicadores e acompanhamento técnico, contábil e financeiro.
Assessoria especializada na preparação, revisão e auditoria de relatórios socioambientais, alinhados ao padrão GRI e exigências da ANEEL. Experiência com empresas do setor elétrico e suporte na implementação de controles internos, garantindo conformidade e dados completos para sustentabilidade e relato integrado.
Auditoria do Programa Luz Para Todos – PLPT e Programa Mais Luz para a Amazônia - PMLA
Auditoria independente dos Programas Luz Para Todos e Mais Luz para a Amazônia, com foco em conformidade aos manuais de operacionalização. Inclui análise de planilhas, contratos, notas fiscais e registros contábeis, revisão de processos e controle financeiro, garantindo transparência no repasse e aplicação de recursos e na execução de projetos técnicos.
Sistema de Inteligência Analítica do Setor Elétrico - SIASE
Apoio completo para garantir a integridade das informações no SIASE, com validação de dados conforme o Submódulo 10.6 do PRORET, verificação de consistência de descontos tarifários e alinhamento com normativos. Implementação de monitoramento contínuo e geração de relatórios para identificar e corrigir inconsistências de forma proativa.
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