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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

O QUE SÃO USINAS REVERSÍVEIS

12/6/2026

Usinas reversíveis (ou usinas hidrelétricas de bombeamento) são instalações que funcionam como uma espécie de "bateria gigante" para o sistema elétrico.

O princípio é simples:

  1. Quando há excesso de energia elétrica (por exemplo, durante a madrugada ou quando há muita geração solar/eólica), a usina usa essa eletricidade para bombear água de um reservatório inferior para um reservatório superior. 
  2. Quando a demanda por energia aumenta, a água armazenada no reservatório superior é liberada para descer através de turbinas, gerando eletricidade, como em uma hidrelétrica convencional. 

Por que elas são importantes?

  • Armazenam energia em larga escala. 
  • Ajudam a equilibrar a rede elétrica. 
  • Complementam fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. 
  • Podem responder rapidamente a picos de consumo. 

Eficiência

Nem toda a energia usada para bombear a água é recuperada depois. Em geral, a eficiência global fica entre 70% e 85%.

Exemplo prático

Imagine que durante o meio-dia há muita geração solar e sobra energia. Em vez de desperdiçá-la, essa energia é usada para elevar água ao reservatório superior. À noite, quando o Sol se põe e o consumo aumenta, a água retorna pelas turbinas e gera eletricidade.

No Brasil

O Brasil possui grande potencial para esse tipo de empreendimento devido à sua geografia e experiência em hidrelétricas. Projetos de usinas reversíveis vêm sendo estudados para aumentar a capacidade de armazenamento do sistema elétrico e facilitar a integração de fontes renováveis.

Em resumo, uma usina reversível não cria energia, mas armazena energia elétrica na forma de energia potencial da água, liberando-a quando necessário.

A 23º EDIÇÃO DO ENASE CHEGOU AO FIM

- Painel dos CEOs no ENASE 2026: Digitalização, IA e Competitividade Definem Futuro da Demanda Energética

Executivos debatem atração de data centers, novos investimentos industriais e evolução dos sinais econômicos do setor elétrico

O futuro da demanda de energia no Brasil passa cada vez mais pela digitalização da economia, pela inteligência artificial e pela atração de novos investimentos industriais.

Brasil em Posição Privilegiada

No "Painel dos CEOs" do ENASE 2026, Maurício Godoi, editor-chefe do CanalEnergia, moderou o debate com Rui Chammas (ISA Energia), Adriana Waltrick (SPIC), Lucas Witzler (Ultragaz) e Fabio Bortoluzo (Atlas Renewable Energy).

Os executivos destacaram que o Brasil reúne condições únicas para atrair data centers, novas indústrias e projetos ligados à transição energética. A combinação de recursos renováveis, potencial de expansão da oferta e capacidade de atender grandes consumidores coloca o país em posição privilegiada em um cenário global marcado pelo crescimento da inteligência artificial e da eletrificação.

Competitividade Além da Energia

Ao mesmo tempo, os participantes alertaram que transformar potencial em investimentos exige mais do que energia disponível. Competitividade, segurança regulatória, infraestrutura adequada e previsibilidade econômica serão fatores decisivos para que o Brasil aproveite essa oportunidade histórica.

Durante o debate, os especialistas destacaram que o país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e atributos importantes para receber projetos ligados à economia digital. No entanto, ressaltaram que outros mercados também disputam esses investimentos e avançam rapidamente para criar ambientes mais atrativos.

Corrida Global por Investimentos

A corrida global por data centers e inteligência artificial abriu uma janela de oportunidade para o Brasil — mas também aumentou a concorrência entre países por investimentos.

Questões como tributação, infraestrutura de transmissão, disponibilidade de equipamentos, financiamento e ambiente de negócios foram apontadas como fatores fundamentais para acelerar a chegada de novos empreendimentos. Para os painelistas, o Brasil precisa construir uma agenda de competitividade capaz de transformar suas vantagens naturais em crescimento econômico, inovação e geração de empregos.

A mensagem foi clara: energia competitiva é um diferencial importante, mas não basta sozinha para atrair os investimentos que vão moldar a economia do futuro.

Evolução dos Sinais Econômicos

Os participantes do "Painel dos CEOs" defenderam a evolução dos sinais econômicos do setor, com mecanismos que valorizem a flexibilidade, o armazenamento de energia e a resposta da demanda.

O entendimento é que consumidores, comercializadores, geradores e operadores precisarão atuar de forma cada vez mais integrada para acompanhar o crescimento da eletrificação, da digitalização e das novas cargas associadas à inteligência artificial. Também foram debatidas medidas que permitam ao consumidor responder de forma mais eficiente aos sinais de preço, contribuindo para um sistema mais equilibrado e sustentável.

Desafio da Utilização Inteligente

Os executivos reforçaram que o desafio já não é apenas expandir a oferta de energia, mas criar condições para que ela seja utilizada de forma mais inteligente, eficiente e competitiva. Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, a capacidade de adaptar o setor às novas demandas será um dos fatores centrais para garantir segurança energética e crescimento econômico.

- Desenvolvimento de Talentos para a Transição Energética: ENASE 2026 Debate Formação, Requalificação e Novas Competências

Entrevista destaca necessidade de aproximar empresas e universidades para acelerar qualificação profissional no setor energético

"Desenvolvimento de Talentos e Força de Trabalho para a Transição Energética" foi o tema da entrevista conduzida por Gabriela Desiré, Diretora de Operações da Two Square, com a participação de Marina Pimenta Gazeti Scartozzoni (CHRO da Vibra Energia/COMERC), Eduardo Rossi (Diretor de Segurança de Mercado da CCEE) e Priscila Monteiro (Gerente Sênior de RH da Michael Page).

Talentos como Estratégia

O debate destacou que a transição energética não depende apenas de tecnologia, investimentos e infraestrutura, mas também da formação de profissionais capazes de atender às novas demandas do setor.

Os participantes discutiram como a expansão das energias renováveis, a digitalização das redes, o armazenamento de energia e a crescente complexidade do sistema elétrico estão transformando o perfil dos profissionais da área, exigindo novas competências técnicas, digitais e comportamentais.

A principal mensagem foi que desenvolver talentos será tão estratégico quanto expandir a infraestrutura energética. O futuro da transição energética dependerá da capacidade de atrair, capacitar e requalificar profissionais para um setor em rápida transformação.

Aproximação entre Empresas e Universidades

Um dos temas centrais foi a necessidade de aproximar empresas, universidades e centros de formação para acelerar a qualificação de profissionais voltados às novas demandas do setor energético.

Os especialistas destacaram que muitas das funções que ganharão relevância nos próximos anos ainda estão em construção, impulsionadas por tecnologias como armazenamento em baterias, inteligência artificial, digitalização, hidrogênio de baixo carbono e novas soluções para a gestão dos sistemas elétricos.

Competências para Evolução Constante

O debate reforçou que a formação profissional precisa acompanhar a velocidade das transformações do mercado, combinando conhecimento técnico, capacidade analítica e adaptação contínua às mudanças.

Mais do que preparar profissionais para empregos específicos, o desafio passa por desenvolver competências que permitam acompanhar a evolução constante da transição energética.

Requalificação da Força de Trabalho Tradicional

A requalificação da força de trabalho tradicional foi outro destaque da entrevista. Os participantes ressaltaram que a transformação do setor energético não acontece apenas com a chegada de novos profissionais. Ela também exige a atualização contínua de trabalhadores que já atuam na indústria e que precisarão incorporar novas tecnologias, ferramentas digitais e modelos operacionais cada vez mais sofisticados.

Pessoas como Protagonistas

A discussão mostrou que o desafio é combinar experiência acumulada com novas competências, criando equipes preparadas para atuar em um ambiente marcado pela inovação, pela integração de diferentes tecnologias e pela crescente complexidade do sistema energético.

A transição energética, concluíram os especialistas, será construída não apenas por equipamentos e infraestrutura, mas principalmente pelas pessoas que irão planejar, operar e transformar o setor nos próximos anos.

- Reindustrialização Verde no ENASE 2026: Debate Aborda Curtailment, Competitividade e Aproveitamento de Energia Renovável

Painel destaca necessidade de integrar planejamento energético e política industrial para transformar potencial em desenvolvimento econômico

"Reindustrialização Verde: Curtailment, Escoamento de Energia, GD e Demanda" foi o tema do debate moderado por Clauber Leite (Instituto E+), com a participação de Antonio Carlos Vilela (FIRJAN), Lorena Melo Silva Perim (MME), Mariana Amim (ANACE) e Rodrigo Sauaia (ABSOLAR).

Energia Renovável como Vetor de Desenvolvimento

O painel discutiu como transformar a abundância de energia renovável do Brasil em desenvolvimento econômico, competitividade industrial e geração de empregos. Entre os temas abordados estiveram o curtailment, a expansão da demanda, a reindustrialização verde, os sinais econômicos para novos investimentos e o papel da energia como vetor de crescimento.

Os especialistas defenderam uma maior integração entre planejamento energético e política industrial, destacando que o desafio não é apenas produzir energia limpa, mas criar condições para que ela impulsione cadeias produtivas, atraia investimentos e fortaleça a competitividade da indústria brasileira.

Potencial Energético como Vantagem Competitiva

Um dos principais debates foi a necessidade de transformar o potencial energético brasileiro em vantagem competitiva real para a indústria. Os participantes destacaram que o país possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades para converter esse diferencial em crescimento econômico e atração de investimentos.

A discussão reforçou a importância de aprimorar os sinais de preço, reduzir distorções regulatórias e criar mecanismos que estimulem o consumo produtivo da energia disponível, especialmente em regiões com excedentes de geração e restrições de escoamento.

Para os especialistas, energia limpa, sozinha, não garante competitividade. É preciso conectá-la a uma estratégia de desenvolvimento industrial de longo prazo.

Armazenamento, Resposta da Demanda e Sinais Ambientais

O painel também destacou o papel do armazenamento, da resposta da demanda e dos sinais ambientais como ferramentas para aumentar a eficiência do setor elétrico e apoiar a neoindustrialização brasileira.

Os debatedores defenderam avanços em temas como mercado de carbono, valorização dos atributos ambientais da matriz elétrica nacional e ampliação do uso de baterias, apontadas como uma das soluções para reduzir desperdícios energéticos e ampliar a flexibilidade do sistema.

Coordenação para Resultados Concretos

Ao final, prevaleceu a avaliação de que o Brasil reúne condições únicas para liderar uma economia de baixo carbono, mas que isso exigirá coordenação entre governo, setor produtivo e agentes do mercado para transformar potencial em resultados concretos.

Sinais Econômicos e Planejamento Integrado

Os debatedores reforçaram que a transição energética e a neoindustrialização brasileira dependem de uma discussão mais ampla sobre competitividade, formação de preços e aproveitamento eficiente da energia produzida no país.

O debate defendeu a necessidade de repensar os sinais econômicos do setor, avançar na solução dos cortes de geração renovável (curtailment), ampliar o uso do armazenamento e modernizar os modelos de planejamento e formação de preços.

Desenvolvimento Sustentável e Estratégia Integrada

Nas considerações finais, os participantes destacaram que o desafio não é apenas expandir a oferta de energia, mas garantir que essa energia gere desenvolvimento econômico, competitividade industrial e riqueza para o Brasil. Também houve consenso sobre a importância de promover um diálogo amplo entre governo, reguladores, consumidores e agentes do setor para construir soluções estruturais e de longo prazo.

O consenso é que, para transformar o potencial energético brasileiro em crescimento sustentável, será necessário alinhar planejamento, sinais de preço, inovação e política industrial em uma estratégia integrada de desenvolvimento.

- Armazenamento e BESS no ENASE 2026: Debate Aborda Viabilização, Valoração e Flexibilidade Energética

Painel destaca necessidade de avanços regulatórios e precificação adequada para consolidar mercado de baterias no Brasil

O painel "Armazenamento e BESS: Viabilização e valoração real da flexibilidade energética" reuniu Daniel Carneiro, sócio da Câmara Falcão & Gava Sociedade de Advogados, e os especialistas Bruno Monte (CPFL), Wilson Assofra (Santander), Markus Vlasits (ABSAE) e Rui Altieri (APINE) para discutir um dos temas mais estratégicos para o futuro do setor elétrico brasileiro.

Flexibilidade como Requisito Essencial

Com o crescimento acelerado das fontes renováveis, a flexibilidade passou a ser um requisito essencial para garantir segurança, eficiência e confiabilidade ao sistema. Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias (BESS) foram apontados como uma solução capaz de ampliar o aproveitamento da geração renovável, reduzir restrições operacionais e apoiar o equilíbrio da rede elétrica.

Os participantes destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para o desenvolvimento desse mercado, mas que a consolidação do setor dependerá de avanços regulatórios, sinais econômicos adequados e modelos de negócio capazes de atrair investimentos em larga escala.

Reconhecimento Econômico dos Benefícios

Um dos principais debates foi a necessidade de reconhecer economicamente os benefícios que as baterias entregam ao sistema elétrico.

Os especialistas ressaltaram que o armazenamento não beneficia apenas os proprietários dos projetos, mas toda a cadeia do setor. As baterias podem reduzir cortes de geração renovável, aliviar congestionamentos na rede, aumentar a confiabilidade da operação e oferecer respostas rápidas em momentos críticos do sistema.

Nesse cenário, os participantes defenderam o avanço de mecanismos regulatórios e de precificação capazes de valorizar esses atributos. A avaliação foi de que a tecnologia já atingiu um nível elevado de maturidade técnica e que o próximo desafio está na criação de condições que permitam sua expansão comercial em larga escala.

Potencial de Crescimento do Mercado

O painel também trouxe reflexões sobre o potencial de crescimento do mercado brasileiro de baterias nos próximos anos.

Os debatedores destacaram que o armazenamento deverá avançar tanto em grandes projetos conectados à rede quanto em aplicações junto aos consumidores, por meio de sistemas instalados atrás do medidor. Experiências internacionais mostram que a combinação entre energia solar e baterias tende a ganhar espaço à medida que evoluem os sinais tarifários e os mecanismos de remuneração.

Ferramenta Estratégica para Transformação

A discussão reforçou que o armazenamento não deve ser visto apenas como uma tecnologia complementar, mas como uma ferramenta estratégica para apoiar a integração das renováveis, aumentar a flexibilidade do sistema e reduzir custos operacionais ao longo do tempo.

Para os especialistas, a tendência é que as baterias desempenhem um papel cada vez mais relevante na transformação do setor elétrico brasileiro.

Momento Decisivo para Consolidação

Nas considerações finais, Bruno Monte (CPFL), Wilson Assofra (Santander), Markus Vlasits (ABSAE) e Rui Altieri (APINE) destacaram que o setor vive um momento decisivo para a consolidação do armazenamento de energia no Brasil.

Os participantes avaliaram que existe uma convergência inédita entre agentes do setor elétrico, investidores, fabricantes e instituições financeiras sobre a importância de ampliar as soluções de flexibilidade para atender às novas demandas do sistema. Também ressaltaram que o capital, a tecnologia e o interesse empresarial já estão disponíveis para impulsionar novos projetos.

Infraestrutura Estratégica

O consenso do painel foi que os próximos avanços dependerão da evolução regulatória, da correta precificação dos atributos das baterias e da construção de um ambiente capaz de oferecer previsibilidade aos investidores.

Os participantes defendem que o armazenamento está deixando de ser uma aposta para se tornar uma infraestrutura estratégica, fundamental para garantir segurança energética, integração das renováveis e modernização do sistema elétrico brasileiro.

- Mudanças Climáticas e COP30 no ENASE 2026: Debate Aborda Mercado de Carbono, Resiliência e Transição Energética

Painel destaca implementação do SBCE, adaptação climática e papel estratégico do setor elétrico na descarbonização da economia

No painel "Mudanças Climáticas e a Operação do Sistema: Legado da COP30 e Próximos Passos", Thiago Barral, Subsecretário de Implementação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, apresentou um panorama das políticas e marcos regulatórios que vêm sendo estruturados para apoiar a transição energética brasileira.

Agenda Integrada entre Energia e Sustentabilidade

A discussão, moderada por Laiz Hérida (HL Soluções), reuniu Lucas Costamilan (CEBDS), Alexandre Uhlig (Instituto Acende Brasil) e Ricardo Cyrino (Evoltz) para debater os impactos das mudanças climáticas sobre o setor elétrico, a implementação do mercado regulado de carbono e os desafios de construir uma agenda integrada entre energia, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Para os participantes, os compromissos assumidos pelo Brasil exigirão planejamento de longo prazo, coordenação entre diferentes políticas públicas e uma visão cada vez mais estratégica da energia como vetor de competitividade e desenvolvimento.

Agenda Climática como Tema Central

Especialistas destacaram que a agenda climática deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar um tema central de desenvolvimento econômico, industrial, segurança energética e competitividade.

Ao analisar o legado da COP30, os debatedores ressaltaram a importância da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e da harmonização entre as diversas políticas aprovadas nos últimos anos, como os marcos do hidrogênio de baixo carbono, do combustível do futuro e da abertura do mercado elétrico.

Implementação Coordenada

O consenso do painel foi que o desafio agora não é criar novas leis, mas garantir uma implementação coordenada, capaz de transformar os avanços regulatórios em investimentos, inovação e oportunidades para o país.

Eventos Climáticos Extremos e Infraestrutura

Os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a infraestrutura energética ganharam destaque durante o painel.

Os especialistas lembraram que secas severas, enchentes, ventos extremos e queimadas têm se tornado mais frequentes, exigindo novos investimentos em resiliência, adaptação e gestão de riscos. O debate mostrou que a infraestrutura do futuro já começa a incorporar essas variáveis, mas que também será necessário adequar ativos existentes e aprimorar mecanismos regulatórios para enfrentar uma realidade climática cada vez mais desafiadora.

Adaptação como Condição Essencial

A discussão reforçou que adaptação climática não é apenas uma necessidade ambiental, mas uma condição essencial para garantir segurança energética, confiabilidade operacional e sustentabilidade econômica no longo prazo.

Papel Estratégico na Descarbonização

Nas considerações finais, Thiago Barral, Lucas Costamilan, Alexandre Uhlig e Ricardo Cyrino reforçaram que o setor elétrico brasileiro tem papel estratégico na descarbonização da economia e na construção de um modelo de desenvolvimento mais resiliente.

Os especialistas destacaram que, mais do que reduzir suas próprias emissões, o setor pode impulsionar a transição energética por meio da eletrificação da indústria, dos transportes e de novas cadeias produtivas associadas à energia limpa. Também defenderam avanços em planejamento, gestão de riscos, adaptação climática e sinalização econômica para ampliar a competitividade do país em um cenário global cada vez mais desafiador.

Harmonização Regulatória

O debate reforçou ainda a importância de harmonizar os diversos marcos regulatórios em implementação, incluindo o mercado de carbono, os programas de combustíveis de baixo carbono e a modernização do setor elétrico, para garantir segurança jurídica e atrair investimentos.

Potencial em Ações Concretas

A avaliação dos participantes foi que o Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética global, mas precisará transformar seu potencial em ações concretas, com visão integrada, planejamento de longo prazo e capacidade de execução.

- Resposta da Demanda no ENASE 2026: Debate Aborda Flexibilidade, Segurança Energética e Déficit de Potência

Painel destaca papel estratégico dos consumidores, agregadores e tecnologias digitais na modernização do setor elétrico brasileiro

O painel "RESPOSTA DA DEMANDA - Como combater o déficit de potência e reforçar a segurança energética?" reuniu Lorena Borges (LB Energy Advisory), Gustavo Ponte (EPE), Camilo Reis (AXIA Energia), Gustavo Checcuchi (Braskem/ABRACE) e Tatiane Moraes Pestana Cortes (ONS) para discutir um dos temas mais relevantes para o futuro do setor elétrico brasileiro: a flexibilidade do sistema.

Flexibilidade como Novo Desafio

Os participantes destacaram que o desafio energético do país não está mais apenas na expansão da oferta de energia, mas também na capacidade de atender às rápidas variações de carga ao longo do dia. Com o crescimento das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, a operação do sistema exige instrumentos capazes de equilibrar geração e consumo de forma cada vez mais dinâmica.

Nesse contexto, a resposta da demanda foi apontada como uma ferramenta estratégica para reforçar a segurança energética, reduzir custos e ampliar a eficiência do SIN. A possibilidade de consumidores ajustarem seu consumo em momentos específicos pode contribuir para reduzir a necessidade de investimentos mais caros em geração de ponta e infraestrutura adicional.

Flexibilidade como Ativo Estratégico

O consenso do painel foi que a flexibilidade passará a ser um dos principais ativos do setor elétrico nos próximos anos, exigindo novas soluções regulatórias, tecnológicas e de mercado para ampliar a participação dos consumidores na operação do sistema.

Consumidor como Recurso Operacional

Os especialistas defenderam uma mudança de visão sobre o papel do consumidor no setor elétrico.

Tradicionalmente, quando surgem desafios de suprimento ou necessidade de capacidade adicional, a principal resposta do mercado costuma ser a expansão da oferta por meio de novas usinas ou investimentos em infraestrutura. Os debatedores argumentaram que existe uma alternativa complementar e muitas vezes mais econômica: utilizar a flexibilidade do consumo como recurso operacional.

Redução de Picos e Equilíbrio do Sistema

A discussão mostrou que a resposta da demanda pode contribuir tanto para reduzir picos de carga quanto para enfrentar os desafios trazidos pela crescente participação das fontes renováveis na matriz elétrica. Ao deslocar ou reduzir o consumo em horários específicos, consumidores industriais, comerciais e futuramente até residenciais podem ajudar a equilibrar o sistema e diminuir custos para toda a cadeia.

Os participantes também destacaram que experiências internacionais demonstram o potencial desse modelo quando associado a sinais econômicos adequados e mecanismos capazes de remunerar corretamente a flexibilidade oferecida pelos consumidores.

Papel dos Agregadores

O papel dos agregadores foi um dos temas centrais do painel.

Os especialistas destacaram que a ampliação da resposta da demanda dependerá da capacidade de integrar consumidores de diferentes portes ao mercado de flexibilidade. Nesse cenário, os agregadores surgem como agentes fundamentais para reunir pequenas cargas, coordenar ofertas e representar consumidores perante os operadores do sistema.

Recursos Distribuídos e Tecnologias Digitais

A discussão mostrou que essa atuação será especialmente importante à medida que o mercado passa a incorporar recursos distribuídos, como geração distribuída, baterias, veículos elétricos e consumidores conectados por meio de tecnologias digitais. Com isso, será possível ampliar significativamente o universo de participantes aptos a contribuir para a segurança da operação.

Os debatedores ressaltaram ainda que tecnologias como medidores inteligentes, plataformas digitais, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial terão papel decisivo para viabilizar essa transformação, aumentando a confiabilidade das informações e permitindo respostas cada vez mais rápidas e precisas às necessidades do sistema elétrico.

Desafios para Aproveitamento Pleno

Os participantes destacaram que o potencial da resposta da demanda no Brasil ainda está longe de ser plenamente aproveitado.

Entre os principais desafios apontados estiveram a evolução dos modelos de linha de base, o aprimoramento dos sinais econômicos e a criação de novos produtos que permitam ampliar a participação dos consumidores. A avaliação dos especialistas foi de que muitos agentes possuem capacidade de flexibilizar seu consumo, mas ainda encontram barreiras regulatórias, operacionais e econômicas para transformar essa flexibilidade em um serviço efetivamente valorizado pelo sistema.

Integração e Digitalização

Outro ponto de destaque foi a necessidade de fortalecer a integração entre operadores, distribuidoras, agregadores e consumidores, criando mecanismos que ampliem a previsibilidade e a confiança dos agentes envolvidos. A qualidade dos dados, a evolução das metodologias de medição e a digitalização dos processos também foram apontadas como fatores essenciais para garantir a expansão desse mercado.

Os debatedores reforçaram que a resposta da demanda não deve ser vista apenas como uma ferramenta emergencial para períodos de escassez, mas como um componente permanente da modernização do setor elétrico brasileiro.

Flexibilidade como Pilar da Segurança Energética

Nas considerações finais, Lorena Borges, Gustavo Ponte, Camilo Reis, Gustavo Checcuchi e Tatiane Moraes Pestana Cortes convergiram em uma mensagem clara: a flexibilidade será um dos pilares da segurança energética brasileira nas próximas décadas.

Os participantes defenderam que o setor precisa avançar na construção de um ambiente capaz de estimular a participação ativa dos consumidores, criando mecanismos que valorizem economicamente a redução ou o deslocamento do consumo em momentos estratégicos para o sistema. Entre os fatores considerados essenciais para destravar esse potencial estão o aprimoramento da linha de base, a ampliação da disponibilidade e qualidade dos dados, a criação de novos produtos para diferentes perfis de consumidores e o fortalecimento dos sinais de preço.

Operação Colaborativa e Descentralizada

Também foi destacada a importância de incorporar novos agentes e tecnologias ao processo, incluindo agregadores, recursos energéticos distribuídos, plataformas digitais, inteligência artificial e sistemas de armazenamento. Para os especialistas, o futuro da operação elétrica será cada vez mais colaborativo, conectado e descentralizado.

O consenso do painel foi que a resposta da demanda está deixando de ser uma alternativa complementar para se tornar um recurso estratégico, capaz de contribuir para a confiabilidade do sistema, reduzir custos e apoiar a transição energética brasileira.

- Recuperação Energética e Resíduos no ENASE 2026: Debate Aborda Biogás, Biometano e Waste-to-Energy

Painel destaca aproveitamento energético de resíduos urbanos como oportunidade para segurança energética, descarbonização e economia circular

O aproveitamento energético dos resíduos urbanos foi apontado como uma das oportunidades mais promissoras para conciliar segurança energética, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental no Brasil. Durante o painel "Recuperação Energética e Resíduos", mediado por Hélène Plaisance (EREN), os painelistas Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion) discutiram como transformar um dos maiores desafios das cidades em uma fonte confiável de energia.

Resíduos como Fonte de Energia Firme

Os especialistas destacaram que o país gera diariamente milhares de toneladas de resíduos sólidos urbanos, que ainda têm destinação inadequada em muitas regiões. Nesse contexto, tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) surgem como alternativas capazes de reduzir impactos ambientais, gerar energia firme e contribuir para a descarbonização da economia. O debate também ressaltou a importância da integração entre políticas energéticas, ambientais e urbanas para que o potencial dos resíduos seja plenamente aproveitado.

Energia Firme e Previsível

A capacidade dos resíduos urbanos de fornecer energia firme e previsível foi um dos destaques do painel. Em um cenário de crescente eletrificação da economia e expansão das fontes renováveis intermitentes, os especialistas defenderam que tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) podem desempenhar papel estratégico para garantir confiabilidade ao sistema energético brasileiro.

Aproveitamento em Múltiplos Setores

Além da geração de eletricidade, essas soluções permitem o aproveitamento energético dos resíduos em diferentes setores, como transporte, indústria e agronegócio. Os debatedores ressaltaram que o Brasil possui um potencial expressivo ainda pouco explorado e que a valorização dos atributos ambientais dessas fontes será essencial para ampliar sua competitividade e acelerar sua inserção na matriz energética nacional.

Viabilidade Econômica e Benefícios Múltiplos

A viabilidade econômica dos projetos foi apontada como um dos fatores centrais para a expansão da recuperação energética no Brasil. Durante o debate, os especialistas destacaram que esses empreendimentos entregam benefícios que vão muito além da energia gerada, incluindo redução das emissões de metano, destinação ambientalmente adequada dos resíduos, geração de empregos e melhoria das condições sanitárias dos municípios.

Mecanismos Regulatórios e Financiamento

Os painelistas defenderam a criação de mecanismos regulatórios e de mercado capazes de reconhecer e monetizar esses atributos ambientais e sociais. A segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e modelos de financiamento de longo prazo também foram apontados como elementos fundamentais para atrair investimentos e viabilizar projetos de maior escala em todo o país.

Agenda Integrada para Desenvolvimento Sustentável

Encerrando o painel, os participantes reforçaram que o aproveitamento energético dos resíduos deve ser encarado como uma agenda integrada, que reúne desenvolvimento econômico, gestão ambiental, planejamento urbano e segurança energética. O Brasil possui grande disponibilidade de resíduos urbanos e agroindustriais, além de demanda crescente por soluções capazes de fornecer energia firme e reduzir emissões.

Economia Circular e Transição Energética

Com mediação de Hélène Plaisance (EREN) e participação de Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion), o debate destacou que transformar resíduos em energia significa também gerar valor econômico, promover a economia circular e contribuir para uma transição energética mais eficiente e sustentável. Os especialistas defenderam que o avanço dessa agenda dependerá da combinação entre inovação tecnológica, educação ambiental, regulação adequada e cooperação entre os setores público e privado.

- Transformação Digital do Setor Elétrico no ENASE 2026: Debate Aborda Redes Inteligentes, Gêmeos Digitais e Tecnologias Emergentes

Painel destaca modernização das redes, análise de dados, inteligência artificial e colaboração entre agentes para viabilizar transição energética

No ENASE 2026, o painel "Transformação Digital do Setor Elétrico: Redes Inteligentes, Gêmeos Digitais e Tecnologias Emergentes", mediado por Maria Tereza Vellano, Consultora de Smart Grid e Transformação Digital - Vellano Smart Energy Consultoria, e com participação de Ricardo Brandão (Diretor Executivo de Regulação - ABRADEE), João Carlos de Souza Marques (Head de Digital Grid - Schneider Electric), Guilherme Sanz (Head da Siemens Power Academy Brazil - Siemens) e Zilda Costa (VP - ABGD), discutiu os caminhos para acelerar a modernização das redes elétricas brasileiras.

Digitalização como Realidade

Durante o debate, os especialistas destacaram que a transformação digital já é uma realidade no setor, com tecnologias como smart grids, IoT, automação e análise de dados contribuindo para redes mais eficientes, inteligentes e preparadas para os desafios de um sistema elétrico cada vez mais descentralizado.

O avanço, porém, depende de uma atuação coordenada entre empresas, reguladores, fornecedores e governo, garantindo investimentos, segurança regulatória e uma infraestrutura capaz de suportar essa nova era da energia.

Dados como Informações Estratégicas

Os participantes discutiram um dos grandes desafios do setor: transformar a enorme quantidade de dados gerados pelas novas tecnologias em informações estratégicas para a operação das redes.

A implementação de sensores, medidores inteligentes, automação e sistemas de monitoramento em tempo real permite uma gestão mais precisa dos ativos, antecipação de falhas e respostas mais rápidas aos eventos que impactam o fornecimento de energia.

Regulação e Capacitação

O debate reforçou que a tecnologia, sozinha, não é suficiente. É necessário avançar em regulação, modelos de negócio, capacitação profissional e planejamento para que a digitalização aconteça de forma estruturada e gere benefícios para consumidores e empresas.

Gêmeos Digitais e Inteligência Artificial

O painel trouxe reflexões sobre como os gêmeos digitais e a inteligência artificial podem transformar a operação das empresas do setor elétrico.

Os especialistas destacaram que os gêmeos digitais deixam de ser apenas ferramentas de engenharia e passam a atuar como uma plataforma estratégica para integrar informações de ativos, clima, operação, mercado e consumidores, apoiando decisões mais rápidas e eficientes.

Resiliência e Confiabilidade

Com redes mais conectadas e inteligentes, o setor ganha capacidade de prever problemas, otimizar a manutenção e aumentar a confiabilidade do fornecimento, fortalecendo a resiliência necessária diante dos novos desafios energéticos e climáticos.

Digitalização como Pilar da Transição Energética

A discussão mostrou que uma rede elétrica moderna precisa ser mais resiliente, conectada e capaz de integrar novas fontes de energia, geração distribuída, armazenamento e novas demandas dos consumidores.

Os participantes reforçaram que o futuro do setor depende da colaboração entre todos os agentes, da evolução regulatória e de investimentos contínuos em tecnologia para construir um sistema elétrico mais seguro, eficiente e preparado para os próximos desafios.

- Encerramento do ENASE 2026: Evento Consolida Aprendizados e Reforça Urgência de Decisões Concretas para o Futuro Energético

Wrap-up destaca oportunidades estruturais, desafios regulatórios e necessidade de planejamento integrado para liderar transição energética

O encerramento do ENASE consolidou os principais aprendizados de dois dias de debates sobre os caminhos do setor energético brasileiro, reunindo reflexões sobre expansão, modernização, regulação e os desafios para transformar oportunidades em decisões concretas.

Brasil Pronto para Liderar Transição Energética

A síntese das discussões reforçou uma mensagem central: o Brasil tem recursos, tecnologia e capital para liderar a próxima fase da transição energética, mas precisa avançar em segurança regulatória, planejamento e velocidade de implementação. O mercado já se movimenta em ritmo acelerado, enquanto a regulação precisa acompanhar essa transformação para garantir competitividade e sustentabilidade.

Data Centers e Novas Demandas Estratégicas

Entre os temas destacados esteve o papel estratégico de novas demandas, como os data centers, que representam uma oportunidade estrutural para o país, mas exigem antecipação de infraestrutura, sinalização adequada e planejamento integrado. Também ganhou espaço o debate sobre inteligência artificial, eficiência energética e o desafio de equilibrar inovação com aumento da demanda por energia.

Pontos Críticos e Soluções Necessárias

Durante o wrap-up de encerramento, foram destacados pontos críticos discutidos ao longo do evento, como a necessidade de aprimorar sinais de preço, modernizar modelos de operação, endereçar os impactos da geração distribuída e acelerar soluções como resposta da demanda, agregadores e maior integração entre agentes.

Janela de Oportunidade Aberta

Com a participação de Amanda Fernandes, Head de Estudos Econômicos (Transmissão e Distribuição) - PSR, e Camila Ramos, CEO e Fundadora - CELA, o fechamento do ENASE reforçou que a janela de oportunidade está aberta — e que o próximo passo depende de decisões capazes de transformar os debates realizados em avanços concretos para o futuro energético do Brasil.


- Principais Mensagens do Encerramento

Recursos e Capacidade

  • Brasil possui recursos naturais, tecnologia e capital disponível
  • Necessidade de transformar potencial em ações concretas

Regulação e Planejamento

  • Urgência de segurança regulatória e velocidade de implementação
  • Mercado avança rapidamente; regulação precisa acompanhar

Novas Demandas

  • Data centers como oportunidade estrutural
  • Inteligência artificial e eficiência energética como desafios emergentes

Modernização Operacional

  • Aprimoramento de sinais de preço
  • Modernização de modelos de operação
  • Resposta da demanda e agregadores como soluções estratégicas

Integração e Colaboração

  • Maior integração entre agentes do setor
  • Planejamento integrado como requisito essencial

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

24/6/2026

Dia 24 de junho de 2026, Quarta-feira

- AVANÇO DOS DATA CENTERS (expansão)

O Brasil reúne os principais atributos buscados pelos grandes operadores globais de data centers: energia abundante, renovável e competitiva. Ainda assim, enfrenta um gargalo que ameaça limitar novos investimentos. O problema está na transmissão, afinal, ainda há poucos pontos de conexão para atender a nova demanda criada pela inteligência artificial (IA).

> Continue a leitura na matéria "Transmissão trava avanço dos data centers no Brasil": https://shorturl.at/4TPuL

- MONITOR DE SECAS (geração)

A Agência Nacional de Águas divulgou a última atualização do Monitor de Secas com dados referentes ao período entre abril e maio de 2026. O documento mostra que a seca ficou mais branda no Nordeste, Sudeste e Sul do país. Por outro lado, o fenômeno se intensificou no Centro-Oeste e Norte conforme os dados apresentados.

> Leia mais em "Seca se intensifica no Centro-Oeste e Norte, aponta ANA": https://shorturl.at/muX0H

- TRANSIÇÃO ENERGÉTICA (negócios e empresas)

Um novo estudo publicado pelo Instituto de Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centre for Economic Transition Expertise (CETEx) da London School of Economics and Political Science revela o potencial do Brasil para se tornar um dos principais destinos globais de investimentos na transição energética, com oportunidades que podem alcançar entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões anuais.

> Continue a leitura na matéria "Brasil pode atrair até US$ 800 bi com transição energética, aponta estudo": https://shorturl.at/cU67X

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE 

Light deixa RJ após aumento de capital de R$ 1,24 bi: https://shorturl.at/lwZcW

Captação fortalece balanço, reduz alavancagem e marca virada operacional. Empresa prevê retomada de investimentos e volta ao crédito.

Aneel aprova revisão da Copel com aumento médio de 20,51%: https://shorturl.at/H5DNf

Novas tarifas da distribuidora paranaense serão aplicadas a partir dessa quarta-feira, 24 de junho.

Comitê Técnico PMO-PLD ganha novo portal com mais funções: https://shorturl.at/TADFM

Segundo grupo, nova interface de comunicação centraliza a agenda de reuniões, relatórios, material de discussões dos grupos técnicos e workshops, além de notícias  relevantes, entre outras ações.

Fonte: CanalEnergia

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CFC propõe ao Ministério da Fazenda soluções para superar impasse com a CVM

24/6/2026

Em manifestação técnica encaminhada ao ministro Dario Durigan, o Conselho Federal de Contabilidade propõe medidas para ampliar o prazo de adaptação das empresas, sem abrir mão da obrigatoriedade futura dos reportes de sustentabilidade.

Diante do impasse provocado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao tornar facultativos os reportes de sustentabilidade das companhias abertas, o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra, encaminhou na quinta-feira (18) ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma proposta técnica que busca destravar o debate regulatório sobre o tema.

A iniciativa é resultado de processo de articulação liderado pelo CFC com as demais entidades integrantes do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), responsável pela emissão dos pronunciamentos técnicos brasileiros de sustentabilidade alinhados às normas internacionais emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB). Instituído em 2022, o Comitê reúne entidades representativas da contabilidade, da academia, da auditoria, da governança corporativa, do mercado de capitais, dos investidores e das próprias companhias abertas.

Na manifestação, o CFC propõe um modelo de convergência gradual assistida. Na prática, a medida adia por dois anos a obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade, sem eliminar essa exigência. As companhias abertas continuariam podendo aderir voluntariamente ao modelo em 2026 e 2027 e passariam a seguir a regra de forma obrigatória a partir de 2028. Segundo o Conselho, a solução busca equilibrar o tempo necessário para adaptação das empresas com a necessidade de preservar a comparabilidade das informações e a credibilidade do mercado de capitais brasileiro.

O Conselho Federal de Contabilidade destaca ainda que a medida contribui para assegurar previsibilidade regulatória e a segurança jurídica no ambiente de negócios, além de fortalecer a confiança dos investidores e manter a convergência do Brasil aos padrões internacionais de sustentabilidade.

“Trata-se, em essência, de converter um recuo em adiamento qualificado visando preservar a proporcionalidade pretendida pela autarquia sem sacrificar a comparabilidade, a conectividade com as demonstrações financeiras e o capital reputacional do mercado de capitais brasileiro”, justificou Joaquim Bezerra no ofício.

O documento reafirma a disposição do CFC e do CBPS para colaborar tecnicamente com o Ministério da Fazenda, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos envolvidos na construção de soluções que promovam transparência, desenvolvimento sustentável e geração de valor para o mercado e para a sociedade.

Clique aqui e confira a nota técnica na íntegra.

Por Ana Paula Leitão
Comunicação CFC

Fonte: Conselho Federal de Contabilidade – CFC

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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA NEWSLETTER OSE (O SETOR ELÉTRICO) DE 10/06/2026

23/6/2026

- Portaria nº 111/2025 MME e os desafios para digitalização da medição no Brasil

Por: Tibúrcio Valeriano Dantas Gurgel

Um dos temas mais discutidos atualmente no setor elétrico brasileiro é a adoção de medidores inteligentes (smart meters) e seus potenciais benefícios para o mercado de distribuição de energia. Esse movimento é impulsionado por transformações estruturais, como a abertura do mercado de baixa tensão a partir de 2027 (Lei nº 15.269/2025), a intenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em implementar a tarifa branca compulsória para consumidores com consumo superior a 1 MWh (Consulta Pública 046/2025), a crescente penetração da geração distribuída, o avanço dos sistemas de armazenamento de energia (BESS) e o aumento das vendas de veículos elétricos.

Com a operação das redes de distribuição mais complexas, é exigido das distribuidoras o avanço acelerado da medição inteligente, sendo indispensável para a integração com sistemas avançados de automação, como o ADMS. Essa conectividade em tempo real permite que as distribuidoras gerenciem a crescente complexidade operacional com maior precisão, otimizando o controle do nível de tensão, o despacho de equipes e a detecção automatizada de falhas.

Além dos ganhos operacionais, os sistemas de medição inteligente proporcionam benefícios diretos aos consumidores como o monitoramento em tempo real do consumo por meio de aplicativos, alertas de uso de energia e entrega digital das faturas.

Apesar desses avanços potenciais, a realidade brasileira ainda está distante de um cenário de ampla digitalização. Estima-se que cerca de 5% dos medidores de baixa tensão no país sejam inteligentes. Entre os principais entraves identificados está o custo maior do ativo em relação aos medidores convencionais e a atualização das regras tarifárias, permitindo o reconhecimento anual nas tarifas, dos investimentos em digitalização das redes.

Nesse cenário, a COPEL se destaca com o maior programa de instalação de medição inteligente do Brasil, abrangendo 157 municípios do sul do estado do Paraná e totalizando cerca de 2 milhões de medidores instalados, o que corresponde a quase 40% dos consumidores de baixa tensão de sua área de concessão.

A realidade europeia é bastante distinta, de acordo com a Agência da União Europeia para a Cooperação dos Reguladores de Energia (ACER), em seu Relatório de Monitoramento de Mercado, 54% das residências europeias já possuíam medidores inteligentes de eletricidade ao final de 2021, em alguns países a taxa de penetração havia ultrapassado 80%, com destaque para a Itália, Espanha, Portugal, Finlândia e Reino Unido.

Diretrizes definidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) por meio da Portaria nº 111/2025

Com o objetivo de promover a modernização do sistema de medição no Brasil, o MME publicou a Portaria nº 111/2025 (atualizada pela Portaria nº 126/2026) que estabelece diretrizes gerais para a digitalização gradual das redes e do serviço de distribuição de energia elétrica em baixa tensão.

A portaria define uma meta de implantação, em 24 meses, de 4% de medidores inteligentes de forma incremental em todas as concessões do Brasil. Ela também determina que as distribuidoras apresentem à ANEEL, até 29 de fevereiro de 2028, uma Análise de Custo-Benefício (ACB) referente à implementação dos sistemas de medição inteligente e que elaborem planos de implementação quando a ACB resulte em valores positivos. A portaria também estabelece as funcionalidades mínimas que os sistemas de medição inteligente devem conter.

Requisitos mínimos dos medidores

A portaria estabeleceu um conjunto de funcionalidades obrigatórias mínimas para caracterizar os sistemas de medição como inteligentes. Esses requisitos encontram-se atualmente em processo de detalhamento no âmbito da Consulta Pública nº 01/2026 da ANEEL, que deverá consolidar as especificações técnicas aplicáveis aos medidores, orientando fabricantes e distribuidoras quanto à sua implementação.

As principais funcionalidades previstas na referida portaria incluem:

  • leitura de dados, suspensão e religamento remotos;
  • preservação de registros durante as interrupções de energia e registro com data e hora das interrupções;
  • registro de ocorrências de alterações realizadas na programação do medidor;
  • mecanismos de segurança cibernética e de interoperabilidade;
  • alarme antifraude;
  • gestão de consumo por interface em aplicativo disponibilizado pela distribuidora;
  • comunicação remota via interface com o sistema de medição Advanced Metering Infrastructure (AMI).

Dentre essas funcionalidades, destaca-se a interoperabilidade do sistema de medição, que se refere a uma camada de aplicação padronizada, responsável por estabelecer os requisitos funcionais, as estruturas de dados, os comandos e as regras de integração do ecossistema de medição inteligente. Em outras palavras, o sistema deve garantir que a comunicação e os comandos funcionem mesmo quando ocorrer a substituição de um medidor por outro de fabricante distinto.

A experiência internacional comprova que padrões abertos são vitais para a medição inteligente em larga escala, pois evitam a dependência tecnológica (vendor lock-in) e a fragmentação do mercado. Contudo, essa autonomia exige a padronização da comunicação entre os medidores e as camadas de software, abrangendo o gerenciamento da rede (NMS), a coleta de dados (MDC) e a gestão da medição (MDM). Superar esse desafio é o que garante a plena interoperabilidade.

Atualmente, a predominância de protocolos proprietários entre os principais fabricantes de medidores no Brasil inviabiliza a interoperabilidade na camada de rede. Isso impede que um único sistema de gestão (NMS/MDC) colete e gerencie dados de forma padronizada dos medidores inteligentes instalados, quando os fornecedores forem distintos.

Nessa linha, a ANEEL e a ANATEL precisam definir claramente os protocolos e padrões de comunicação, especificando como os equipamentos e sistemas devem se comunicar entre si, independentemente das tecnologias utilizadas nas camadas inferiores de softwares ou hardwares, garantindo assim que fabricantes e distribuidoras desenvolvam sistemas efetivamente interoperáveis.

Para a substituição do medidor convencional por um medidor inteligente, as concessionárias precisam comprovar a viabilidade do investimento, ou seja, os benefícios da troca precisam superar os investimentos e despesas associados à substituição.

A CP nº 001/2026 da ANEEL, também avaliará as contribuições sobre os critérios para definição do modelo de análise do custo-benefício e a definição dos planos para implementação dos medidores inteligentes, regulamentando as demais diretrizes da Portaria nº 111/2025 do MME.

Entre os principais benefícios da instalação dos medidores inteligentes considerados pela ANEEL, destacam-se a redução das perdas não técnicas, a redução da inadimplência, a diminuição dos custos operacionais e a melhoria da qualidade do serviço, especialmente pela redução do tempo de interrupção de energia. No que se refere aos custos operacionais, os principais ganhos estão associados à leitura remota, à entrega de fatura digital e à suspensão e religação do fornecimento de forma remota.

Do lado dos custos, destacam-se a significativa diferença de preço entre os equipamentos inteligentes e os medidores convencionais — de três a cinco vezes mais caros —, o custo de substituição dos equipamentos, os investimentos necessários para expansão da infraestrutura de TI e telecomunicações, e o aumento dos custos de comunicação (dados e mensagens).

- Santo André/SP sedia principal Congresso de Iluminação do país

Debatendo temas como telegestão, faturamento de energia na iluminação pública e reforma tributária, CPIIC ocorrerá entre os dias 9 e 10 de junho, no Parque Tecnológico

Santo André se prepara para ser a capital da iluminação pública. Referência nacional no assunto, a cidade receberá o Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro (CPIIC), entre os dias 9 e 10 de junho, no Parque Tecnológico. O evento contará com palestras de especialistas – inclusive internacionais – painéis e muita troca de experiência. As inscrições são gratuitas para integrantes do poder público.

A abertura da programação terá como tema “Criamos pontes para as cidades do futuro: governança, cooperação e infraestrutura”. A continuação do evento vai trazer o case de Santo André como infraestrutura digital e resiliente. A cidade vai ter áreas dedicadas para apresentar suas soluções como o sistema de gestão da iluminação pública, chaves de controle e automação, telegestão, redes LoRa IoT, projetos de eficiência energética, bocas de lobo inteligentes e outros dispositivos que fizeram o município se tornar referência no que diz respeito às cidades inteligentes.

Serão abordados ainda temas ligados a telegestão e faturamento de energia na iluminação pública, reforma tributária e seus impactos no setor, transformação digital, conectividade, IoT (Internet das Coisas) e AIoT (Inteligência Artificial das Coisas), eficiência energética, planejamento energético urbano e infraestrutura da qualidade na iluminação pública.

De acordo com o engenheiro eletricista e coordenador do comitê de Telegestão da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Iluminação Pública (ABCIP), Luciano Rosito, o evento é uma grande oportunidade para a troca de conhecimentos e aprimoramento do segmento no estado de São Paulo. “É o momento de compartilharmos experiência e avanços dos sistemas com o poder público que vai poder usufruir e entregar melhores resultados para a população através do uso da tecnologia de forma consciente” ressalta o especialista, que participará do painel sobre Telegestão.

Para  Gilvan Ferreira, prefeito de Santo Andre (SP), receber esse congresso reforça o protagonismo do município na construção de políticas públicas inovadoras e sustentáveis. “Nossa cidade vem investindo em tecnologia, eficiência energética e modernização da iluminação pública como ferramentas para melhorar a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida da população. Sediar um evento deste porte, com especialistas do Brasil e do Exterior, também fortalece o Parque Tecnológico como espaço de inovação, conhecimento e desenvolvimento de soluções para as cidades do futuro”, destaca o prefeito Gilvan Ferreira.

“Temos a honra de contar com Santo André como grande parceiro nesta discussão tão importante ao futuro das cidades brasileiras. A expansão do uso do COSIP e melhor aproveitamento da infraestrutura da iluminação pública se tornam portas para transformação digital de centros urbanos, de todos os portes, vetor de mais políticas públicas e qualidade de vida a todos nós, brasileiros. Teremos uma edição propícia a esse debate, unindo agentes públicos, especialistas e players de mercado num ambiente de muito conhecimento agregado, a serviço da gestão pública”, destaca Juliana Ulian, idealizadora do CPIIC.

O Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro é realizado pela GHM Solutions, conta com o Parque Tecnológico de Santo André e a Prefeitura de Santo André como apoiadores anfitriões e patrocínios de Embrastec, M2M, REEME, Exatron, Ixion Soluções Urbanas, UL Solutions, Vitális Soluções em Energia, Ilumina Lux Energia, IluminSystem, Repume Iluminação, Tecnowatt Iluminação, Smart Green, Unidesk, Bright Cities, Energy Pass, FCITYS Future City Solutions, IPGC, OSPA, Soneres Brasil, I4 Brasil, Ledstar, Exper Soluções Luminotécnicas, NET Telecom e Grupo Zopone.

- Aplicações de Sistemas de Armazenamento no setor Elétrico Brasileiro e exterior

Por Michele dos Reis Pereira

QUANDO A TECNOLOGIA PASSA A CRIAR VALOR PARA O SISTEMA 

Nos fascículos anteriores, foram apresentados os fundamentos físicos do armazenamento de energia e o panorama das principais tecnologias disponíveis, evidenciando que não existe uma solução única capaz de atender a todas as necessidades do sistema elétrico. Cada tecnologia ocupa um nicho bem definido, condicionado por características como tempo de resposta, duração de descarga, eficiência, vida útil e custo.

A compreensão dessa diversidade leva, de forma natural, a uma questão central: onde, efetivamente, o armazenamento cria valor no sistema elétrico real? 

É a partir dessa pergunta que se desenvolve este artigo. O foco deixa de ser a tecnologia em si e passa a ser os serviços que os sistemas de armazenamento prestam ao sistema elétrico, com ênfase em aplicações práticas já observadas no Brasil e em experiências internacionais, que vêm servindo de referência para o planejamento setorial. 

Mais do que “energia guardada”, o armazenamento de energia constitui um recurso ativo de flexibilidade do sistema elétrico, capaz de dissociar, no tempo e no espaço, o momento da geração e o momento do consumo. Ao fornecer flexibilidade operacional, esses sistemas permitem absorver excedentes energéticos, suprir déficits temporários e responder rapidamente a variações de carga e geração, devolvendo ao operador do sistema graus de liberdade que se reduzem progressivamente com o aumento da participação de fontes renováveis intermitentes. Nesse contexto, o armazenamento passa a ser um elemento central para a operação segura, eficiente e resiliente do sistema elétrico moderno.

REGULAÇÃO DE FREQUÊNCIA: UM NOVO PAPEL EM UM SISTEMA CADA VEZ MAIS ELETRÔNICO

A frequência elétrica é um dos principais indicadores da saúde de um sistema elétrico. Pequenos desvios refletem desequilíbrios instantâneos entre geração e carga; desvios mais significativos podem levar à atuação de proteções automáticas e, em situações extremas, a apagões sistêmicos. 

Historicamente, a regulação da frequência no Brasil e no mundo foi garantida pela inércia natural das grandes máquinas síncronas das usinas hidrelétricas e termelétricas. Com o crescimento acelerado de fontes conectadas por inversores eletrônicos — como a solar fotovoltaica e a eólica — essa inércia mecânica vem sendo progressivamente substituída por controles eletrônicos, exigindo novas estratégias de estabilidade.

Nesse contexto, os sistemas de armazenamento, especialmente baterias e volantes de inércia, assumem papel central. Seu tempo de resposta da ordem de milissegundos torna esses recursos particularmente adequados para o controle primário e secundário de frequência, a resposta rápida a contingências e o amortecimento de oscilações eletromecânicas. 

No Brasil, esse papel começa a ser formalmente reconhecido com o Leilão de Reserva de Capacidade – modalidade Armazenamento, previsto para 2026. Os requisitos técnicos estabelecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), incluindo a exigência de operação como fonte formadora de rede (grid-forming), sinalizam uma inflexão relevante no paradigma operacional: os sistemas de armazenamento deixam de atuar apenas como recursos seguidores da rede, limitados a responder passivamente a desvios de frequência, e passam a exercer papel ativo na formação da referência elétrica do sistema, contribuindo diretamente para a sustentação da frequência, para o controle dinâmico do ângulo e da magnitude da tensão e para o fornecimento de inércia sintética e amortecimento eletromecânico em condições normais e pós-perturbação. 

Experiências internacionais reforçam esse movimento. No Reino Unido, a National Grid utiliza baterias de grande porte para o serviço de Enhanced Frequency Response, reduzindo a necessidade de geração térmica em espera. Na Austrália, a bateria de Hornsdale tornou-se referência mundial ao demonstrar redução mensurável de custos sistêmicos e maior velocidade de resposta em eventos críticos.

SUPORTE DE TENSÃO E CONTROLE DE POTÊNCIA REATIVA NAS REDES

Outro desafio crescente, especialmente nas redes de distribuição, está associado ao controle de tensão. A presença massiva da geração fotovoltaica distribuída, combinada com redes originalmente projetadas para fluxo unidirecional de potência, intensificou problemas de sobretensão em horários de baixa carga, subtensão em períodos de pico e violações recorrentes de limites regulatórios de qualidade da energia. 

Equipados com eletrônica de potência avançada, os sistemas de armazenamento podem operar com controle dinâmico de potência reativa, por meio de funções como Volt-VAr e Volt-Watt. Essa capacidade permite estabilizar a tensão em alimentadores críticos, reduzir a necessidade de bancos de capacitores e reguladores eletromecânicos e responder de forma contínua às variações rápidas de carga e geração. 

No Brasil, o projeto de microrrede com armazenamento implementado em Minas Gerais, no município de Serra da Saudade, visa proporcionar ganhos concretos de qualidade do fornecimento, redução de compensações financeiras por violação de indicadores regulatórios e melhoria da resiliência local. Em mercados mais maduros, como o da Califórnia, sistemas de armazenamento conectados à distribuição já substituem reforços tradicionais em subestações urbanas densas, oferecendo maior rapidez de implantação e menor impacto ambiental.

MICRORREDES E RESILIÊNCIA EM OPERAÇÃO ISOLADA

A intensificação de eventos climáticos extremos vem reforçando a necessidade de sistemas elétricos mais resilientes. Nesse contexto, microrredes associadas a sistemas de armazenamento desempenham papel fundamental ao possibilitar operação ilhada, recomposição autônoma do sistema (black start) e atendimento contínuo a cargas críticas. 

Aplicações típicas incluem microrredes urbanas e rurais, atendimento a hospitais, sistemas de telecomunicações e saneamento, além da continuidade do fornecimento em regiões remotas. No Brasil, projetos conduzidos por distribuidoras em localidades isoladas, ou de difícil acesso como a Amazônia, demonstram que o armazenamento, quando associado à geração local, pode substituir com vantagens grupos geradores a diesel, reduzindo custos operacionais, emissões e riscos logísticos.

ARMAZENAMENTO COMO ALTERNATIVA À EXPANSÃO DA REDE

A expansão convencional das redes de transmissão e distribuição — por meio de novas linhas, transformadores e subestações — envolve elevados investimentos, longos prazos de licenciamento e, muitas vezes, baixa utilização fora dos períodos críticos. Além disso, essas soluções nem sempre são flexíveis frente a mudanças no perfil de carga e geração. 

Nesse cenário, os sistemas de armazenamento introduzem o conceito de Non-Wires Alternatives (NWA), no qual problemas locais de capacidade, confiabilidade e congestionamento são resolvidos sem a necessidade de obras tradicionais extensas. Instalados em pontos estratégicos, esses sistemas podem aliviar sobrecargas temporárias, atender picos sazonais de demanda e prover suporte a contingências do tipo N-1. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do fornecimento de energia, através da melhoria do perfil da tensão de atendimento e do controle do fator de potência. 

No setor de distribuição brasileiro, estudos comparativos já indicam que, em regiões remotas ou com crescimento pontual de carga, o armazenamento pode apresentar menor custo global quando comparado à expansão tradicional da rede, sobretudo quando se consideram reduções de DEC/FEC e de penalidades regulatórias, como no projeto Serra da Saudade, já citado anteriormente. Internacionalmente, mercados como Nova York e Califórnia já reconhecem formalmente essas soluções como alternativas regulatórias legítimas à expansão física da infraestrutura.

INTEGRAÇÃO DE RENOVÁVEIS E REDUÇÃO DE CURTAILMENT

À medida que a participação da geração solar e eólica aumenta, o sistema elétrico passa a conviver com situações cada vez mais frequentes de excedente energético. Nessas condições, a produção renovável precisa ser cortada em função de restrições elétricas ou da ausência de carga, resultando no chamado curtailment. 

Os sistemas de armazenamento atuam diretamente nesse paradoxo ao permitir o deslocamento temporal da energia. Excedentes produzidos, em períodos de baixa demanda, podem ser armazenados e posteriormente injetados nos horários de maior valor sistêmico, aumentando o fator de capacidade das usinas e reduzindo perdas econômicas. 

No Brasil, a hibridização de parques fotovoltaicos com baterias ainda se encontra em estágio predominantemente piloto. Do ponto de vista técnico, os resultados são consistentes e indicam eficácia na mitigação do curtailment. A viabilidade econômica em larga escala, por sua vez, depende de evolução regulatória e da contínua queda dos custos das baterias. Em países como Espanha e Chile, projetos solares com armazenamento já operam comercialmente, entregando energia nos horários de maior valor e aumentando a previsibilidade operacional.

BEHIND-THE-METER: O CONSUMIDOR COMO AGENTE DE FLEXIBILIDADE

Atrás do medidor, o armazenamento passa a atender diretamente o consumidor final, abrindo uma nova fronteira de aplicações. Entre os principais usos destacam-se a redução de demanda na ponta (peak shaving), o deslocamento de consumo (load shifting) e o aumento do autoconsumo em sistemas fotovoltaicos. 

No contexto tarifário brasileiro, essas aplicações já se mostram atrativas para consumidores em média tensão e para projetos de geração distribuída que buscam maximizar o valor da energia produzida nos horários críticos. Apesar das limitações regulatórias ainda existentes, o armazenamento behind-the-meter desponta como um importante vetor de flexibilidade distribuída e de participação ativa do consumidor no sistema elétrico.

DO POTENCIAL À CONSOLIDAÇÃO

O armazenamento de energia deixou de ser uma promessa tecnológica distante para se tornar um componente estratégico do sistema elétrico moderno. Seu valor não está em substituir as infraestruturas existentes, mas em complementá-las, oferecendo flexibilidade, estabilidade e eficiência, em um ambiente de rápida transformação da matriz elétrica. 

No Brasil, a combinação entre avanços regulatórios, experiência prática acumulada em projetos piloto e referências internacionais consolidadas indica que o armazenamento caminha rapidamente de uma solução experimental para um ativo estruturante do setor elétrico. Assim como os reservatórios hidrelétricos moldaram o sistema brasileiro ao longo do século XX, os sistemas de armazenamento tendem a ocupar, no século XXI, um papel central na integração das renováveis, na segurança operativa e na resiliência frente às incertezas climáticas e sistêmicas.

- Valor Gerado e Retorno dos Projetos de PDI

Por: Tenorio Barreto

 Os Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) regulados pela ANEEL configuram-se como um dos mais sofisticados instrumentos de indução tecnológica no setor elétrico brasileiro, transcendendo a lógica meramente compulsória para se afirmarem como vetores estratégicos de transformação organizacional e sistêmica. Nesse contexto, a discussão acerca da geração de valor e do retorno desses projetos exige uma abordagem analítica mais densa, capaz de abarcar não apenas os resultados tangíveis, mas também os ativos intangíveis e as externalidades positivas que emergem ao longo de seu ciclo de vida.

A mensuração do valor econômico em projetos de PDI exige a superação de uma abordagem estritamente financeira, tradicionalmente ancorada em indicadores como retorno sobre investimento (ROI) e payback, para um olhar de retornos por vezes indiretos e intangíveis. Embora tais métricas sejam relevantes, elas se mostram insuficientes para capturar a complexidade dos resultados advindos da inovação, que possuem um tempo de maturação pela característica da resistência inicial ao “novo”. O valor real de um projeto de PDI reside, em grande medida, na sua capacidade de gerar ativos intangíveis sim, como conhecimento técnico, capacitação organizacional, propriedade intelectual e redução de incertezas, que, por sua vez, podem influenciar positivamente na competitividade futura da empresa.

O aparente paradoxo entre eficiência operacional e inovação disruptiva revela-se, como uma complementaridade necessária. Projetos orientados à redução de custos operacionais tendem a oferecer ganhos mais imediatos e previsíveis, sendo particularmente relevantes em um ambiente regulado que valoriza a modicidade tarifária e a eficiência sistêmica. Por outro lado, a exploração de novos modelos de negócio, desde que alinhado a estratégia organizacional e um bom nível de maturidade em realizar negócio, podem trazer novos serviços importantes frente às transformações estruturais do setor elétrico. A gestão estratégica do portfólio de PDI deve assim buscar um equilíbrio entre iniciativas incrementais e projetos de caráter mais disruptivo, mitigando riscos e ao mesmo tempo ampliando horizontes de oportunidade.

Nesse contexto, a mera classificação de projetos de PDI que não resultam em produtos ou serviços comercializáveis como “fracassos”, revela uma compreensão muito limitada da natureza do processo inovador. A inovação é, por definição, um empreendimento permeado por incertezas, no qual o insucesso de determinadas iniciativas constitui parte integrante do aprendizado organizacional. Projetos que não atingem seus objetivos finais podem, ainda assim, gerar insights valiosos, validar hipóteses, identificar limitações tecnológicas e evitar a alocação futura de recursos em trajetórias inviáveis. Quando esse aprendizado é devidamente sistematizado e incorporado às rotinas organizacionais, ele se converte em um ativo estratégico, fortalecendo a capacidade de inovação da empresa.

Nos projetos de PDI, o valor gerado distribui-se de forma difusa entre múltiplos stakeholders, refletindo a própria natureza pública e regulada do setor elétrico. As concessionárias capturam benefícios associados à melhoria de eficiência, à otimização de processos e ao fortalecimento de sua posição estratégica. Os consumidores, por sua vez, tendem a se beneficiar por meio da modicidade tarifária, da melhoria da qualidade do serviço e do acesso a soluções mais modernas e eficientes. Já a sociedade, em sentido mais amplo, apropria-se dos ganhos decorrentes do avanço tecnológico, da promoção da sustentabilidade e do desenvolvimento econômico. O desafio central reside em assegurar que essa distribuição de valor ocorra de maneira equilibrada e transparente, evitando assimetrias que comprometam a legitimidade dos investimentos em PDI.

Outro ponto relevante é a maturidade em gestão de projetos, que constitui um dos principais fatores determinantes do sucesso dos investimentos em PDI, onde empresas que dispõem de estruturas de governança consolidadas, processos decisórios bem definidos e metodologias consistentes são mais aptas a selecionar projetos alinhados à sua estratégia, e como contraponto, as organizações com baixa maturidade na gestão de projetos, tendem a conduzir projetos de forma fragmentada, com dificuldades de integração e captura de resultados. É na interseção desses diversos pontos apresentados, que se encontrará o verdadeiro potencial transformador da inovação no setor elétrico brasileiro.

Sobre o autor: Tenorio Barreto é Mestre pela PUC-Rio em Metrologia, Inovação e Qualidade, Engenheiro Eletricista. É Sócio-Diretor da B&S Consultoria em Projetos.

- Sem Balanço Energético, não há planejamento energético

Por: Danilo de Souza

O Brasil construiu, ao longo das últimas décadas, uma imagem sólida no cenário energético internacional. Somos frequentemente citados como um país com elevada participação de fontes renováveis, com uma matriz diversificada e relativamente limpa quando comparada à de outras grandes economias. Essa leitura, embora correta em muitos aspectos, esconde uma fragilidade estrutural que raramente surge no debate público. Ela se apoia em uma visão agregada do sistema energético, mas revela pouco sobre o que, de fato, acontece no território brasileiro. Quando abandonamos a escala nacional e passamos a observar o país a partir dos seus estados, surge uma realidade muito mais desigual, fragmentada e, em muitos casos, preocupante.

O sistema energético não opera como uma abstração chamada “Brasil”. Ele se materializa nos territórios, nas cadeias produtivas regionais, nas características locais de oferta e demanda e nas decisões tomadas em nível estadual. Cada estado possui uma lógica energética própria, moldada por sua estrutura econômica, pela disponibilidade de recursos naturais, pela geografia e pelo perfil de consumo da população. Ignorar essa diversidade é, na prática, comprometer a qualidade do planejamento energético. E é justamente nesse ponto que se encontra um dos principais desafios do país: grande parte dos estados brasileiros não possui um retrato estruturado da própria realidade energética.

Os Balanços Energéticos Estaduais (BEEs) foram concebidos especificamente para desempenhar essa função. Eles organizam, de forma sistemática, as informações sobre produção, transformação e consumo de energia, permitindo compreender como a energia entra, circula e é utilizada em um território. São instrumentos que revelam os fluxos energéticos, identificam as cadeias de transformação, quantificam os estoques, apontam perdas e permitem avaliar o comportamento da demanda em diferentes setores econômicos. Em outras palavras, são ferramentas que transformam dados dispersos em conhecimento estruturado, fundamentais para a tomada de decisão.

Apesar dessa importância, observa-se no Brasil uma lacuna significativa na produção desses instrumentos. Mais da metade dos estados não possuem um balanço energético disponível, e apenas uma pequena parcela mantém esse documento atualizado de forma contínua. Isso significa que, em grande parte do território nacional, decisões energéticas são tomadas sem uma base de informações consistente, o que limita a capacidade de planejamento, reduz a eficiência das políticas públicas e aumenta o risco de investimentos mal direcionados.

Para tornar essa realidade mais clara, a Figura 1 apresenta um mapa do Brasil, classificando os estados em quatro grupos, de acordo com o nível de atualização de seus balanços energéticos. Essa classificação permite compreender, de forma direta, o grau de maturidade institucional dos estados na gestão de dados energéticos. O grupo G1 reúne aqueles que possuem balanços atualizados, com dados recentes e produção contínua, demonstrando capacidade institucional consolidada e reconhecimento da importância da informação no planejamento. O grupo G2 contempla os estados que possuem balanços com algum atraso, ainda capazes de fornecer uma leitura relativamente útil da realidade, mas que já apresentam perda de precisão ao longo do tempo. O grupo G3 representa uma situação mais crítica, com balanços significativamente defasados, frequentemente com mais de uma década de atraso, o que compromete sua utilidade prática. Por fim, o grupo G4 concentra os estados em situação mais preocupante, em que o balanço energético simplesmente não existe ou está indisponível à consulta pública.

Essa distribuição revela a geografia da informação energética no Brasil. Estados das regiões mais desenvolvidas tendem a apresentar maior regularidade na produção desses documentos, enquanto outras regiões concentram a maior parte dos casos críticos. Essa desigualdade não é apenas uma questão administrativa. Ela reflete diferenças na capacidade de planejamento, na estrutura institucional e na prioridade atribuída à gestão da informação energética.

O Brasil construiu, ao longo das últimas décadas, uma imagem sólida no cenário energético internacional. Somos frequentemente citados como um país com elevada participação de fontes renováveis, com uma matriz diversificada e relativamente limpa quando comparada à de outras grandes economias. Essa leitura, embora correta em muitos aspectos, esconde uma fragilidade estrutural que raramente surge no debate público. Ela se apoia em uma visão agregada do sistema energético, mas revela pouco sobre o que, de fato, acontece no território brasileiro. Quando abandonamos a escala nacional e passamos a observar o país a partir dos seus estados, surge uma realidade muito mais desigual, fragmentada e, em muitos casos, preocupante.

O sistema energético não opera como uma abstração chamada “Brasil”. Ele se materializa nos territórios, nas cadeias produtivas regionais, nas características locais de oferta e demanda e nas decisões tomadas em nível estadual. Cada estado possui uma lógica energética própria, moldada por sua estrutura econômica, pela disponibilidade de recursos naturais, pela geografia e pelo perfil de consumo da população. Ignorar essa diversidade é, na prática, comprometer a qualidade do planejamento energético. E é justamente nesse ponto que se encontra um dos principais desafios do país: grande parte dos estados brasileiros não possui um retrato estruturado da própria realidade energética.

Os Balanços Energéticos Estaduais (BEEs) foram concebidos especificamente para desempenhar essa função. Eles organizam, de forma sistemática, as informações sobre produção, transformação e consumo de energia, permitindo compreender como a energia entra, circula e é utilizada em um território. São instrumentos que revelam os fluxos energéticos, identificam as cadeias de transformação, quantificam os estoques, apontam perdas e permitem avaliar o comportamento da demanda em diferentes setores econômicos. Em outras palavras, são ferramentas que transformam dados dispersos em conhecimento estruturado, fundamentais para a tomada de decisão.

Apesar dessa importância, observa-se no Brasil uma lacuna significativa na produção desses instrumentos. Mais da metade dos estados não possuem um balanço energético disponível, e apenas uma pequena parcela mantém esse documento atualizado de forma contínua. Isso significa que, em grande parte do território nacional, decisões energéticas são tomadas sem uma base de informações consistente, o que limita a capacidade de planejamento, reduz a eficiência das políticas públicas e aumenta o risco de investimentos mal direcionados.

Para tornar essa realidade mais clara, a Figura 1 apresenta um mapa do Brasil, classificando os estados em quatro grupos, de acordo com o nível de atualização de seus balanços energéticos. Essa classificação permite compreender, de forma direta, o grau de maturidade institucional dos estados na gestão de dados energéticos. O grupo G1 reúne aqueles que possuem balanços atualizados, com dados recentes e produção contínua, demonstrando capacidade institucional consolidada e reconhecimento da importância da informação no planejamento. O grupo G2 contempla os estados que possuem balanços com algum atraso, ainda capazes de fornecer uma leitura relativamente útil da realidade, mas que já apresentam perda de precisão ao longo do tempo. O grupo G3 representa uma situação mais crítica, com balanços significativamente defasados, frequentemente com mais de uma década de atraso, o que compromete sua utilidade prática. Por fim, o grupo G4 concentra os estados em situação mais preocupante, em que o balanço energético simplesmente não existe ou está indisponível à consulta pública.

Essa distribuição revela a geografia da informação energética no Brasil. Estados das regiões mais desenvolvidas tendem a apresentar maior regularidade na produção desses documentos, enquanto outras regiões concentram a maior parte dos casos críticos. Essa desigualdade não é apenas uma questão administrativa. Ela reflete diferenças na capacidade de planejamento, na estrutura institucional e na prioridade atribuída à gestão da informação energética.

Sobre o autor:

Dr. Danilo de Souza é professor na Universidade Federal de Mato Grosso, sendo Coordenador do

Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético – NIEPE, Presidente da Abracopel

e é Coordenador Técnico do CINASE – Circuito Nacional do Setor Elétrico. Danilo também é

pesquisador no Instituto de Energia e Ambiente da USP | www.profdanilo.com

Fonte: NEWSLETTER OSE (O SETOR ELÉTRICO) DE 10/06/2026

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Resumo das Notícias de Hoje

23/6/2026

Dia 23 de junho de 2026, terça-feira

- REFORÇO DE 4 GW EM TRANSMISSÃO (expansão)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou uma expansão de 4 GW na rede de transmissão no Nordeste para viabilizar a conexão de grandes consumidores de energia. No foco estão data centers e plantas de hidrogênio verde. A proposta mira, sobretudo, os polos de Pecém, no Ceará, e Parnaíba, no Piauí. O estudo foi elaborado a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME).

> Saiba mais em “EPE propõe reforço de 4 GW em transmissão no Nordeste”: https://shorturl.at/OPIPf

- LEILÃO DE TRANSMISSÃO DE OUTUBRO (expansão)

A diretoria da Aneel aprovou a minuta do edital do leilão de transmissão previsto para 30 de outubro. O certame foi dividido em nove lotes de instalações concessões com investimento total de aproximadamente R$ 8,9 bilhões. A Receita Anual Máxima Permitida do certame é de R$ 1,6 bilhão.

> Continue a leitura na notícia "Aneel aprova minuta de leilão de transmissão de outubro": https://shorturl.at/TJa4k

- PREÇOS NA BBCE (comercialização)

Os preços futuros de energia negociados na BBCE encerraram a semana de 15 a 19 de junho em alta. Com isso, interromperam a sequência recente de quedas observadas no mercado. Os principais avanços ocorreram nos contratos com fornecimento no submercado Sudeste (SE). O ativo para julho subiu 12,4%, de R$ 155,25/MWh para R$ 174,50/MWh. Já o contrato para agosto avançou 5,77%, para R$ 203,60/ MWh. Além disso, ambos lideraram o volume de negociações em tela.

> Leia mais na notícia "Preços futuros de energia voltam a subir na BBCE": https://shorturl.at/vXHNf

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Com pedido de vista Aneel adia votação das regras dos cortes de geração: https://shorturl.at/AM1vR

Relatora Agnes da Costa sugere uma ordem pré-definida de blocos de usinas com prioridade de restrição de geração em cada bloco, nos cortes por sobreoferta de energia.

Carga no jogo do Brasil contra Haiti recuou 6,7 GW, aponta ONS

Operação: https://shorturl.at/1FqF7

Durante a partida contra o Haiti, o consumo de eletricidade caiu antes do apito inicial e voltou a subir no intervalo e após o fim do jogo.

CNI inclui blindagem de agências em proposta a presidenciáveis: https://shorturl.at/TO56D

A entidade sugere e no documento deixar as despesas finalísticas das agências fora do alcance da Lei de Responsabilidade Fiscal.”

Fonte: CanalEnergia

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