Portal de Notícias sobre o
Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

Resumo das Notícias de Hoje

2/6/2026

Dia 02 de junho de 2026, terça-feira

- DATA CENTER REFRIGERADO POR ENERGIA SOLAR (geração)

A Axia Energia aprovou a construção de um data center e de um sistema de chiller de absorção em Petrolina (PE). Essa é mais uma etapa de seu projeto de inovação em geração renovável. A iniciativa pretende utilizar a energia produzida por uma usina heliotérmica para refrigerar a infraestrutura digital. Dessa forma, permite reduzir o consumo elétrico associado ao resfriamento dos equipamentos.

> Saiba mais na notícia “Axia desenvolve modelo de data center refrigerado por energia solar térmica”: https://bit.ly/3PyWYpu

- LEILÃO DE TRANSMISSÃO (expansão)

A Agência Nacional de Energia Elétrica marcou para o dia 3 de julho a segunda sessão pública do primeiro leilão de transmissão de 2026. O certame vai ofertar instalações dos Lotes 7 a 10, que incluem concessões da MEZ Energia revogadas após acordo amigável com o Ministério de Minas e Energia. A sessão terá início às 14 horas, na sede da B3, em São Paulo.

> Leia mais em “Aneel anuncia leilão de transmissão com ex-ativos da MEZ em 3 de julho”: https://bit.ly/4o3nAM0

- LEILÕES DE ENERGIA EXISTENTE (distribuição)

O Ministério de Minas e Energia (MME) estabeleceu as diretrizes para a realização dos Leilões de Energia Existente de 2026. A portaria foi divulgada nesta segunda-feira, 01 de junho, no Diário Oficial da União. A portaria estabelece a realização de três certames programados para ocorrerem sequencialmente em 13 de novembro de 2026. O Leilão A-1 iniciará o fornecimento em 1º de janeiro de 2027, estendendo-se até 31 de dezembro de 2028, seguido pelo Leilão A-2, que cobrirá o biênio 2028-2029, e finalmente o Leilão A-3, responsável pelo abastecimento entre 2029 e 2030.

> Continue a leitura na matéria “Leilões de Energia Existente ocorrerão em 13 de novembro”: https://bit.ly/4ehVM31

- AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

“Fiscalização da Aneel rejeita revisão de relatório sobre apagão de agosto de 23: https://bit.ly/49B3rXL

Solicitação foi feita por Abeeólica e Absolar. Associações também sugeriram reavaliação da RAP, para eventual arquivamento de autos de infração emitidos contra usinas eólicas e solares,

Enase 2026 lança pesquisa para apoiar debate sobre governança do setor elétrico: https://bit.ly/4uFspNW

Levantamento será realizado com participantes do evento e dará origem a documento com propostas para o governo e agentes do mercado.

Calor extremo ameaça crescimento e pode reduzir PIB em até 7% até 2030, aponta estudo: https://bit.ly/4oml57P

Estudo da Allianz Research mostra que além de afetar a produtividade, ondas de calor elevam o custo, pressionam a inflação e comprometem investimentos.”

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando na próxima semana:

2/6/2026

Data final: 08/06/2026

Consulta Pública 009/2026

Obter subsídios para aprimoramentos regulatórios para tratamento de excedentes de energia e maior flexibilidade operativa na Rede de Distribuição.

- *Consulta Pública 010/2026*

Obter subsídios para aprimorar a proposta referente à Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Energisa Sul-Sudeste - Distribuidora de Energia S.A. – ESS, a vigorar a partir de 12 de julho de 2026.

Data final: 11/06/2026

Consulta Pública n° 220 de 27/04/2026

Proposta de aprimoramento das diretrizes para a exportação de energia elétrica interruptível sem devolução, destinada à República Argentina ou à República Oriental do Uruguai, proveniente de excedente de geração de energia elétrica de usinas hidrelétricas despachadas centralizadamente pelo ONS, disponíveis para atendimento ao SIN, cuja geração seja transmissível e não alocável na carga.

Data final: 12/06/2026

Consulta Pública n° 222 de 29/04/2026

Consulta Pública, minuta do Plano Nacional de Transição Energética - Plante

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergia

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A GD e o furto da energia, a indenização das transmissoras e a crise das comercializadoras

2/6/2026

Por: Edvaldo Santana | Conselho de empresas e de entidades de filantropia, consultor...

O furto de energia é insuperável. Ano passado, em um dos dias do Enase, perguntaram o que eu achava da instalação clandestina de painéis solares. Achei estranha a pergunta. E fiz outra: é uma espécie de migração dos “gatos”? A resposta veio com um sorriso irônico: “não. É a evolução de um “negócio” que segue as brechas legais, usa os avanços da tecnologia e se aproveita do padrão de desrespeito ao direito dos demais usuários da rede.” Hoje, na página 2 do Estadão, tem lá os casos concretos, que são traduzidos em um número: em inspeções realizadas pelas distribuidoras (Ds), para identificar irregularidades na instalação de painéis solares, foram encontrados “gatos” em 69% dos casos. Inacreditável! O desdobramento será interessante. Se alguém instala um painel solar em sua residência sem autorização da D é pq não precisa dos subsídios tão almejados pelos lobbies da GD e da solar. Até onde se sabe, uma condição para adquirir o direito ao subsídio é o “de acordo” da D. Conclusão 1: como é óbvio, a conta de luz é tão cara e os painéis caíram tanto de preço que a GD ficou imbatível e irresistível. Ora! Se essa conclusão é verdadeira, por que a clandestinidade? Acho que não é só pela aventura de ser clandestino. É para fugir da avaliação técnica da D, e aí mora o maior perigo. Se a moda pega, as Ds perderão o controle da confiabilidade de suas redes. E o ONS terá mais dificuldade para especificar a demanda líquida. É inquietante os efeitos disso para o sistema como um todo. Será que a clandestinidade também é subsidiada? Não duvide. A indenização das transmissoras (Ts), com decisão judicial, finalmente, em favor do consumidor, foi um dos maiores erros (propositais) já cometido no SEB. Foram R$ 65 bilhões lá em 2017. Claro que as Ts, com os absurdos da MP 579, tinham direito à indenização. Mas o MME, com uma Portaria “providencial”, e a Aneel, na época, com suas magias de cálculo, fizeram até o “valor novo de reposição”, uma técnica contábil consagrada, ser transformado em “valor velho de ocasião”. Esse cálculo truculento, “visto” pelas grandes auditorias, fez com que os ativos mais antigos fossem corrigidos monetariamente por 30 anos. Ex: em lugar de tornar os conversores da LT de corrente contínua de Itaipu equivalentes aos da LT do rio Madeira, muito mais modernos e baratos, o regulador optou pela correção monetária, que resultou num valor de 10 a 20 vezes maior. Tudo isso foi mostrado ao TCU em 2017. E teve bem mais absurdos. E a crise se agrava no mercado livre e, em consequência, entre as comercializadoras. A notícia é de que outras “grandes casas” também pedirão o socorro da recuperação judicial. Conclusão 2: o modelo matemático deu uma surra dolorosa nos seus adoradores. Insisto: até o fim deste ano, pelo menos 20 comercializadoras deixarão de existir. E o mercado livre, queira ou não a CCEE, a Aneel e o MME, terá um novo desenho, com menos ficções.

Fonte: Linkedin

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Resumo das Notícias de Hoje

1/6/2026

Dia 01 de junho de 2026, segunda-feira

- COMERCIALIZADORA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL (política)

A Electra é a segunda comercializadora a pedir Recuperação Judicial nesta semana. A primeira foi a Diferencial. Antes a Tradener e a IBS seguiram esse mesmo caminho. A medida foi protocolada na quarta-feira (27). A solicitação foi encaminhada à1ª Vara Estadual de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba (PR). O processo envolve a Electra Comercializadora e a Electra Comercializadora Varejista, além das holdings Intrepid Investimentos e Participações S.A e Prime Participações S.A. O passivo da empresa é de R$ 1,3 bilhão.

> Saiba mais na matéria “Electra é a segunda comercializadora a pedir recuperação judicial na semana”: https://bit.ly/49zbZyb

> Sobre o mesmo assunto, leia também “Diferencial Comercializadora entra com pedido de recuperação judicial”: https://bit.ly/43rkecl

- CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO (geração)

Novo relatório da Agência Internacional de Energia mostra que os efeitos do conflito no Oriente Médio estão levando países e empresas a repensarem suas estratégias de investimento em energia. A decisão é uma resposta às crescentes preocupações com a segurança energética e a confiabilidade dos fluxos comerciais. Relatório divulgado em fevereiro sinalizou que a demanda global de energia deve crescer 3,5% até 2030.

> Continue a leitura em “AIE: conflito no Oriente Médio leva a revisão nos investimentos em energia”: https://bit.ly/4x2Pqfn

- AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Bandeira tarifária permanece amarela em junho: https://bit.ly/4dZf5Nq

IA pode acelerar transição energética global, mostra estudo da Deloitte: https://bit.ly/437YbqM

Período seco reduz geração hidrelétrica e exige acionamento de termelétricas mais caras.

Assaí terá 48% do consumo de energia atendido por autoprodução renovável a partir de 2028: https://bit.ly/4u6slFM

Aprovação do Cade permite avanço da operação firmada entre Assaí, BCP Global e European Energy para fornecimento de energia renovável em modelo de autoprodução.

Fonte: CanalEnergia

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O setor elétrico na era da IA: eficiência, segurança e novos paradigmas

1/6/2026

A Utilities-X, a Empresa Inteligente do Presente

Assinado e escrito por Leo Almeida

    Vou começar de forma bem diferente esse artigo, pois confesso que nos últimos tempos está difícil de dormir. A quantidade de inovações e soluções sendo lançadas, me traz uma inquietude no que devemos fazer, e não só isso, pois me traz a sensação de que estou ficando para trás na corrida de mercado, e nas janelas de oportunidades que estão acontecendo. Ora, de forma silenciosa, pois a engenharia de software vem sendo acelerada de forma contundente, risos. A Lei de Moore não está conseguindo acompanhar tamanha velocidade, por exemplo.

    Ainda no campo das inovações, recentemente eu fiquei bem impressionado com as soluções de produtividade que foram lançadas pela Anthropic, Google e OpenAI. Isso na minha visão representa que o Hype, não é tão hype assim, e que a IA Generativa pode ser aplicada de fato em resoluções reais de produtividade.

    Por último, no campo da engenharia de software as formas de desenvolvimento estão de fato tendo um choque real de ganho de produtividade, consequentemente de entrega, e de realização para os negócios. Perceba, que pessoas que não são desenvolvedores estão criando aplicações de software, isso fará com que o negócio tome a frente do desenvolvimento de aplicações não complexas num futuro não tão distante. Mas onde entra a "Empresa Inteligente" nessa corrida? A resposta não está apenas na produtividade individual, mas na Autonomia. Estamos saindo de uma era de IAs que apenas respondem a chatbots passivos para a era da IA Agêntica. Imagine não apenas um assistente, mas agentes que planejam, executam fluxos de trabalho e interagem com sistemas legados do setor de Utilities em tempo real. A Utilities-X não é um conceito futurista; ela é a convergência de dados de campo (IoT/SCADA) combinando com sistemas de corporativos (ERP, sistemas técnicos, ADMS), e com sistemas de agentes que, juntos, tomam decisões complexas, reduzem perdas não técnicas, detectam desvios nos processos e otimizam a rede com apoio da inteligência humana, que podemos destacar como Inteligência Híbrida, conceito que ouvi pela primeira vez do Prof. José Carlos Teixeira Moreira [1] . O desafio, agora, não é apenas "adotar IA", mas adotar o conceito dos três R’s: Redesenhar, Repensar, e Reconstruir o nosso modelo operacional para essa nova força de trabalho digital.

A REVOLUÇÃO NO SETOR COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

    A teoria da IA Agêntica ganha contornos práticos quando observamos a operação real do setor de Utilities. Não estamos mais falando de otimizações marginais, mas de uma reconfiguração profunda da maneira como equilibramos redes e negociamos energia. Gostaria de trazer como a aplicação estratégica de modelos de linguagem e aprendizado de máquina está transformando dois pilares críticos: o trading de energia e a estabilidade da infraestrutura, demonstrando que a inteligência artificial, quando integrada, atua como o sistema nervos o central de uma operação moderna.

Machine Learning para Estabilidade da Rede (Grid Analytics)

• O Caso de Uso: Diferente de uma microgrid isolada, aplica a IA em larga escala na sua rede de distribuição. Os modelos de machine learning que analisam cruzamentos de dados históricos e sensoriais para prever a degradação de equipamentos críticos, como transformadores e isoladores na rede.

• Impacto de Negócios: Permite agir antes que ocorra uma falha de energia. A capacidade de usar IA como o "cérebro" da operação moderna transforma um volume massivo de dados brutos (que excede a capacidade humana de monitoramento) em decisões estratégicas, resultando na diminuição de custos com equipes de emergência e aumentando a qualidade do fornecimento (índices DEC/FEC)

Pleno Reconhecimento de Ativos e Otimização do CAPEX

     Para que um ativo entre na BRR e gere lucro, a distribuidora precisa provar para a ANEEL que ele existe, está operando e foi um investimento prudente.

    • Inteligência Analítica e tecnologias digitais para fazer o mapeamento, conciliação físico-contábil e a gestão inteligente de seus ativos. Modelos de IA e visão computacional (muitas vezes acoplados a imagens de satélite ou drones) ajudam a catalogar e auditar a infraestrutura em campo de forma automatizada. Isso evita "perdas regulatórias" – ou seja, garante que nenhum equipamento ou obra fique de fora do cálculo da tarifa por falta de comprovação. Ganhos de Eficiência no PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros)

    A regulação da ANEEL recompensa empresas que conseguem ser mais eficientes do que os custos operacionais padrão estipulados pela agência.

• O uso de IA Generativa e Agentes Autônomos em processos de back-office (como ciclo comercial, automação de atendimento, contas a pagar e auditoria de contratos). Com operações mais enxutas e velozes — como a redução do tempo de contratação e conclusão de obras de grande porte, é possível acelerar o ROI e impacto nos indicadores econômicos da empresa. Quando o custo efetivo da obra é menor que o custo regulatório estipulado pela agência, a empresa captura essa diferença como margem de lucro.

    Reflita que o campo onde a Inteligência Artificial Generativa tem alta aplicabilidade é dentro das abordagens ou análises probabilísticas, o que isso significa que todos os processos que o possuímos onde a tomada de decisão é subjetiva o uso dessa tecnologia é altamente eficiente e eficaz.

OS VETORES DA TRANSFORMAÇÃO NA VISÃO MCKINSEY

    Recentemente eu li o artigo da McKinsey [2] que explora como as empresas líderes estão obtendo vantagem competitiva real e remodelando seus negócios através da Inteligência Artificial e da tecnologia na nova Era de Transformação. Decidi trazê-lo para o meu artigo para deliberarmos sobre seus temas de transformação. E, tentarei ser sucinto para que consigamos falar sobre as aplicações ao negócios, dentro desse artigo. Mas, lembrem-se que no primeiro artigo primeiro que escrevi, eu trago alguns exemplos do que estamos vivendo neste momento no setor [3].

    As empresas que realmente inovam com Inteligência Artificial fazem algo muito diferente de seus pares: elas concebem e desenvolvem capacidades de IA que remodelam seus produtos, serviços, processos principais e sistemas organizacionais.

    Para guiar essa jornada de valor, existem 12 temas fundamentais que separam as empresas que estão se transformando com sucesso daquelas que ficam para trás na corrida de mercado, eu vou destacar seis temas dos doze:

1 - A tecnologia por si só não cria vantagem; capacidades duradouras sim. As empresas que saem na frente constroem capacidades internas que permitem aproveitar qualquer inovação de forma eficaz. Com o tempo, são essas novas competências que se tornam a verdadeira vantagem competitiva, acelerando a transformação dos negócios de forma contundente.

2 - Pontos de alavancagem econômica são os seus melhores pontos de foco. Em vez de perseguir longas listas de casos de uso aleatórios, as empresas bem-sucedidas concentram seus esforços de IA aonde a melhoria trará o impacto mais profundo. Elas dobram a aposta nas alavancas estratégicas e específicas do seu modelo de negócio para criar sistemas de inteligência.

3 - Se o valor criado não move o negócio, algo está errado. Os líderes não se contentam com ganhos incrementais. Em média, suas transformações geraram um aumento de 20% no EBITDA,

com o ponto de equilíbrio (breakeven) em até dois anos e retorno de US$ 3 para cada US$ 1 investido. O foco reside em domínios específicos para reinventar áreas com responsabilidade sobre métricas reais.

4 - Desenvolver o "músculo" tecnológico e de IA dos líderes de negócios deve ser prioridade. A agenda tecnológica deve ser de propriedade ativa de líderes seniores, e não apenas do departamento de TI. Esses executivos precisam combinar especialização no domínio com um sólido conhecimento em tecnologia e dados para impulsionar o desenvolvimento de soluções reais.

11 - A engenharia de agentes torna-se a próxima capacidade a ser dominada. Com modelos fundacionais capazes de realizar trabalhos autônomos, lideranças estão agindo para dominar a IA Agêntica. As empresas ágeis já estão ingerindo dados não estruturados e automatizando barreiras de segurança para criar fluxos de trabalho geridos por agentes.

12 - (Re)aprenda como se o seu negócio dependesse disso. O ritmo das inovações diminuiu drasticamente o ciclo de vida das habilidades. As organizações que aprendem e desaprendem mais rapidamente garantem vantagem. Comprometer-se com o aprendizado contínuo, começando pelo C-suite, é crucial para acelerar essa transformação.

Importante ressaltar, que o desenvolvimento desse conjunto de capacidades é a fundação para qualquer transformação robusta. Empresas podem acelerar essas habilidades, mas não podem

pular o trabalho de base, pois é a combinação desse valor que as afasta da concorrência e as insere na era da Empresa Inteligente.

    Sumarizando, o que eu tenho pensado e desenvolvido com as empresas do setor é que não existe mais espaço para o velho, e que temos que nos remodelar para abraçar o novo. O que consiste isso? Pense que existe a necessidade de revisão dos processos, e que a sua empresa está acostumada a redesenhar processos para que se aplique melhorias na cadeia de valor. Eu vou te dizer que isso não cabe mais, por quê? Recorde que no começo eu escrevi sobre o conceito dos três R’s. As tecnologias atuais “agênticas” permitem o conceito de mineração dos processos (process mining) [4] ou de eventos complexos de processos (complex event processing) [5], onde os agentes “Repensam” os sistemas e processos do presente e “Redesenham” os sistemas do futuro, ou melhor dizendo “Reconstroem” seus processos para atingir e maximizar os resultados na cadeia de valor, os três R’s na prática.

    Concluindo a minha análise eu ressalto, que é tempo de transformar para Utilities-X, a Empresa Inteligente. Obrigado!

REFERENCIAS

1 - Professor José Carlos Teixeira Moreira https://www.espm.br/ professores/jose-carlos-teixeira-moreira/

2 - https://www.mckinsey.com/capabilities/tech-and-ai/ourinsights/the-ai-transformation-manifesto

3 - https://www.osetoreletrico.com.br/capitulo-1-a-transformacaodigital-no-setor-eletrico-brasileiro-evolucao-estruturalparadigmas-tecnologicos-e-a-ascensao-da-inteligencia-artificial-2016-2026/

4 - https://www.celonis.com/insights/topics/what-is-process-mining

5 - https://en.wikipedia.org/wiki/Complex_event_processing

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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