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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

O QUE SÃO USINAS REVERSÍVEIS

12/6/2026

Usinas reversíveis (ou usinas hidrelétricas de bombeamento) são instalações que funcionam como uma espécie de "bateria gigante" para o sistema elétrico.

O princípio é simples:

  1. Quando há excesso de energia elétrica (por exemplo, durante a madrugada ou quando há muita geração solar/eólica), a usina usa essa eletricidade para bombear água de um reservatório inferior para um reservatório superior. 
  2. Quando a demanda por energia aumenta, a água armazenada no reservatório superior é liberada para descer através de turbinas, gerando eletricidade, como em uma hidrelétrica convencional. 

Por que elas são importantes?

  • Armazenam energia em larga escala. 
  • Ajudam a equilibrar a rede elétrica. 
  • Complementam fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. 
  • Podem responder rapidamente a picos de consumo. 

Eficiência

Nem toda a energia usada para bombear a água é recuperada depois. Em geral, a eficiência global fica entre 70% e 85%.

Exemplo prático

Imagine que durante o meio-dia há muita geração solar e sobra energia. Em vez de desperdiçá-la, essa energia é usada para elevar água ao reservatório superior. À noite, quando o Sol se põe e o consumo aumenta, a água retorna pelas turbinas e gera eletricidade.

No Brasil

O Brasil possui grande potencial para esse tipo de empreendimento devido à sua geografia e experiência em hidrelétricas. Projetos de usinas reversíveis vêm sendo estudados para aumentar a capacidade de armazenamento do sistema elétrico e facilitar a integração de fontes renováveis.

Em resumo, uma usina reversível não cria energia, mas armazena energia elétrica na forma de energia potencial da água, liberando-a quando necessário.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – 02/07/2026

7/7/2026

- Distribuidoras investem em microrredes para aumentar confiabilidade do fornecimento

Por: Matheus de Paula

Com a integração entre armazenamento, renováveis e inteligência de dados, distribuidoras aceleram a transição para o modelo de gestão ativa (DSO), mas esbarram em gargalos normativos, tecnológicos e econômicos

Com pouco mais de 800 habitantes, Serra da Saudade é a menor cidade de Minas Gerais e também o cenário de um dos projetos mais avançados de microrrede do Brasil. Inaugurado em 2026 pela Cemig, o sistema combina baterias de grande porte e geração solar para garantir até 48 horas de autonomia energética para toda a cidade. Em situações de falha no fornecimento ou de manutenção programada, o município desliga-se temporariamente do Sistema Interligado Nacional (SIN) e opera de forma 100% isolada, sem que os consumidores percebam qualquer interrupção no fornecimento.

O caso mineiro não é isolado, outras distribuidoras adotaram também esse modelo que muda a forma como as concessionárias de energia elétrica se comportam no setor. As microrredes são sistemas que integram recursos energéticos distribuídos (REDs), como geração renovável e armazenamento, a soluções de monitoramento, automação e controle de cargas, permitindo que operem conectadas à rede principal ou de forma independente, quando necessário.

Para Wagner Veloso, Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig, as microrredes se tornaram um modelo concreto para a distribuidora e que transformaram a forma como a companhia realiza suas operações no município. “Já houve eventos em que a microrrede foi acionada. As principais situações ocorreram durante a realização de manutenções programadas na rede. Nesses casos, a microrrede sustentou o abastecimento da cidade por aproximadamente 5 a 6 horas, permitindo a execução das intervenções sem interrupção do fornecimento de energia — uma das principais vantagens operacionais desse tipo de solução”, afirma o executivo.

Apesar dos resultados já observados em campo, a ampliação das microrredes em larga escala ainda depende de planejamento estratégico e de uma análise criteriosa da viabilidade econômica dos projetos. “Neste primeiro momento, o foco está em aplicações semelhantes ao caso de Serra da Saudade: regiões menores, com limitações no fornecimento e onde as soluções convencionais apresentam custos elevados. Além disso, também estão sendo avaliados novos cenários, incluindo aplicações em áreas urbanas e atendimento a cargas específicas, ampliando o escopo de uso da tecnologia”, projeta Wagner Veloso.

Projeto tem investimento de R$ 7 milhões, o sistema instalado em Serra da Saudade tem capacidade de 2,0 MWh 

A consolidação desse modelo em larga escala, no entanto, ainda depende de avanços regulatórios que ofereçam maior previsibilidade para os investimentos. “Do ponto de vista regulatório, iniciativas como a inclusão de diretrizes específicas para armazenamento no MCPSE (Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico da ANEEL) trazem maior clareza e segurança jurídica para essas aplicações”, pontua o Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig.

O Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico (MCPSE) é uma norma e manual de procedimentos da ANEEL que padroniza o controle dos ativos imobilizados das empresas de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição). Faz parte da Resolução Normativa nº 674/2015.

Outras experiências

Embora o avanço de microrredes no Brasil ainda seja apontado como incipiente, algumas iniciativas já demonstram, na prática, o potencial da tecnologia para ampliar o acesso à energia e promover o desenvolvimento socioeconômico em regiões remotas. Um dos exemplos é o projeto implantado pela Neoenergia na comunidade de Xique-Xique, no município de Remanso (BA).

Inaugurada em 2023, a iniciativa é considerada a primeira microrrede do país operando com energia 100% renovável. O sistema atende cerca de 400 moradores, distribuídos em 100 residências, além de uma escola, um poço artesiano comunitário e uma associação de moradores.

“Com energia disponível 24 horas por dia, a comunidade passou a contar com um nível de serviço significativamente superior ao das soluções tradicionalmente utilizadas em regiões isoladas. A escola passou a oferecer aulas noturnas e os estabelecimentos comerciais ampliaram seus horários de funcionamento, criando novas oportunidades econômicas para a população local”, explica Gustavo Travassos, especialista de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Neoenergia.

A solução é composta por uma usina fotovoltaica de 243 kWp e um sistema de armazenamento em baterias com capacidade total de 928 kWh. A infraestrutura inclui uma rede de distribuição em 13,8 kV com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, responsável pelo atendimento de 113 unidades consumidoras.

Microrrede de Xique-Xique, na Bahia

De acordo com Travassos, todos os equipamentos operam de forma integrada por meio de sistemas avançados de monitoramento e automação. As informações da usina solar e das baterias são transmitidas em tempo real ao Centro de Operações da Neoenergia Coelba, permitindo acompanhamento contínuo da operação, maior confiabilidade do fornecimento e resposta rápida a eventuais ocorrências. “Em determinadas situações, a microrrede pode oferecer um fornecimento de energia com elevada qualidade e confiabilidade. O conhecimento adquirido nesse projeto amplia as possibilidades de aplicação dessa solução e contribui para a modernização e a resiliência do setor elétrico”, conclui o especialista.

Sistemas de microrredes em operação da Copel

Mais ao Sul do país, a Copel, distribuidora do estado do Paraná, tem atualmente cerca de 20 microrredes em sua área de concessão, além de aproximadamente 200 sistemas isolados de atendimento com armazenamento de energia e outros projetos em fase de testes.

Para o diretor comercial da distribuidora, Júlio Omori, uma das prerrogativas para a adoção de sistemas de microrredes é que eles sejam totalmente integrados aos sistemas de automação, sensoriamento e monitoramento em tempo real. “A instalação de uma microrrede ou de um sistema de armazenamento tem que estar totalmente integrada a um sistema de automação e controle. No nosso entendimento, mesmo em áreas isoladas, você não pode abrir mão de ter todas as informações chegando para alguém capaz de avaliar a situação e, se necessário, tomar uma ação de controle”, afirma o executivo.

A fronteira de testes da Copel vai além das baterias químicas tradicionais e chega a usar o biogás como “estoque” de energia. O laboratório prático para essa premissa foi São Miguel do Iguaçu, no oeste paranaense, em que a forte atividade suinícola transformou o que seria um passivo ambiental em um reforço para o sistema elétrico.

“Eu diria que talvez a primeira microrrede que usa a instalação do próprio cliente para ajudar o sistema elétrico tenha sido feita por nós, numa instalação de baixa tensão, só para mostrar o conceito. Os dejetos dos suínos geram gás metano e, sempre que há uma interrupção no fornecimento de energia, esse sistema de geração é usado para atender tanto a parte interna da propriedade quanto, eventualmente, a rede”, relata o diretor.

A não utilização de combustíveis fósseis também dita o ritmo de operação na Ilha das Cobras. Isolada no litoral, a localidade abriga a Escola do Mar, um centro de ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental, e centros de treinamentos do governo estadual paranaense. A microrrede local foi desenhada com 250 kWp (quilowatt-pico) de geração solar e baterias de lítio capazes de suportar até dois inteiros sem sol.

Microrrede de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná

Para garantir o funcionamento das operações, a distribuidora manteve um motogerador a diesel para recarregar a bateria de forma rápida, sendo desligado assim que o banco de lítio recuperasse a estabilidade. “Durante o dia, a energia solar carrega as baterias; quando o sol deixa de estar presente, as baterias passam a fornecer energia. Se elas caem a um nível mínimo, o gerador entra — mas entra justamente para recarregar a bateria. Quando a bateria se restabelece, o gerador sai novamente, e o ciclo se repete até o sol voltar”, explica o diretor.

O caminho para o DSO

Embora as microrredes ainda avancem de forma gradual no Brasil, especialistas avaliam que a tecnologia já atingiu um estágio de maturidade suficiente para aplicações em larga escala. O principal desafio, porém, está em criar condições regulatórias e comerciais que viabilizem sua expansão.

De acordo com Leonardo Melo da Silva, pesquisador e secretário do Comitê de Estudos do Cigre, o Brasil ainda está atrás de mercados mais maduros, mas os projetos demonstram que as barreiras tecnológicas já foram superadas. “No Brasil, as microrredes ainda avançam de forma incipiente quando comparadas a mercados maduros como Estados Unidos, Austrália e Alemanha. Contudo, a tecnologia já está consolidada e os projetos reais demonstram que o gargalo atual não é mais tecnológico, mas sim regulatório e comercial”, aponta o especialista.

Nesse contexto, a evolução das microrredes impulsiona as distribuidoras a assumirem gradualmente o papel do Operador do Sistema de Distribuição (Distribution System Operator – DSO), marcando uma transformação em seus modelos de negócio. Na prática, a concessionária deixa de atuar apenas como transportadora de energia e passa a coordenar fluxos bidirecionais de geração, armazenamento e consumo de forma dinâmica, conforme as necessidades da rede.

A transição para a era das microrredes impulsiona as distribuidoras a assumirem o papel de Operador do Sistema de Distribuição (Distribution System Operator – DSO), marcando uma virada histórica em seus modelos de negócios. Na prática, a concessionária deixa de ser uma entregadora passiva de energia e passa a orquestrar fluxos bidirecionais, despachando geração, armazenamento e consumo de forma ativa conforme a necessidade da rede.

Para exercer esse novo papel, a coleta de dados na ponta exige um “cérebro” central robusto capaz de processá-los. Com investimento superior a R$ 100 milhões, a Cemig conclui, ainda em 2026, a implantação de seu ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma que permite o monitoramento, a análise e o controle em tempo real de toda a malha mineira, integrando de forma inteligente as novas fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema.

“A automação avançada é fundamental para a operação da microrrede, pois viabiliza sua integração com o sistema ADMS da Cemig, permitindo a supervisão e o controle remoto da planta”, afirma Wagner Veloso, Gerente de Engenharia, Automação e Sistemas da Cemig.

A materialização dessa infraestrutura conectada já ganha escala comercial na Copel. Apoiada em uma base de 2 milhões de medidores inteligentes, a empresa utiliza sua malha digital para monitorar remotamente a carga das baterias de seus clientes, abrangendo desde residências urbanas até estufas de produtores rurais.

“Essa capacidade de despacho ativo pavimenta o mercado de serviços ancilares que ainda esbarra no vácuo normativo brasileiro”, aponta o diretor comercial Júlio Omori. Serviços ancilares são ações do setor elétrico que auxiliam e garantem a estabilidade, a segurança e a qualidade da transmissão e distribuição de energia.

“Nos Estados Unidos, os consumidores recebem descontos na tarifa ao permitirem o controle remoto de seus ares-condicionados pelas concessionárias para aliviar o sistema nos horários de pico. É esse tipo de flexibilidade que precisamos viabilizar aqui”, defende Omori.

O desafio, porém, não é apenas operacional, mas também contábil. Omori alerta que a expansão comercial esbarra em critérios de depreciação defasados pela ANEEL. Atualmente, a regra exige que um ativo de bateria autônoma tenha uma vida útil regulatória de 18 anos na base de remuneração das distribuidoras. “Isso é irreal, ninguém investe nessas condições. Seria necessária uma atualização regulatória, semelhante ao que ocorreu com os medidores, estabelecendo regras mais claras sobre esse tipo de investimento na distribuição”, alerta o executivo.

Microrredes versus geradores a diesel

Enquanto distribuidoras buscam utilizar microrredes para aumentar a confiabilidade do fornecimento e flexibilizar a operação da rede elétrica, na Amazônia a tecnologia atende a uma necessidade ainda mais fundamental: garantir energia a comunidades que permanecem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Brasil conta atualmente com cerca de 200 sistemas isolados de geração de energia, concentrados principalmente na região Norte. Nessas áreas, o fornecimento de eletricidade depende majoritariamente de usinas termelétricas movidas a diesel.

Nesse contexto, a Huawei e a Aggreko estruturaram um projeto para a implantação de 24 microrredes híbridas na região amazônica, combinando geração solar fotovoltaica, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e geração convencional.

Segundo Bárbara Pizzolatto, diretora de Off-Grid da Huawei no Brasil, a proposta é inverter a lógica tradicional de operação desses sistemas. Em vez de atuar como principal fonte de energia, o gerador passa a exercer uma função complementar, entrando em operação apenas quando necessário.

“A ideia é que o gerador entre como backup, e não como fonte primária. O sistema conta com um controlador inteligente. Em determinados momentos, a geração fotovoltaica consegue atender a carga da cidade e, ao mesmo tempo, carregar as baterias. Como a demanda varia ao longo do dia, o BESS absorve essas oscilações e permite que o gerador opere, quando necessário, na sua faixa de maior eficiência, entre 60% e 80%”, explica.

A implantação das microrredes, entretanto, exigiu adaptações específicas para a realidade amazônica. O principal desafio foi a logística de transporte dos equipamentos pelos rios da região.

“O BESS é um equipamento robusto e pesado. Durante os períodos de seca severa, as embarcações conseguem transportar apenas cerca de 10 toneladas por viagem. Um contêiner Utility para uma demanda de 2 MW pesa aproximadamente 28 toneladas, o que inviabiliza sua movimentação em boa parte do ano”, relata a executiva.

Para contornar essa limitação, o projeto foi modularizado. “Optamos por equipamentos da linha Commercial and Industrial (C&I), com capacidades entre 215 kW e 241 kW. Eles pesam cerca de 2,8 toneladas e podem ser transportados durante todo o ano. Os contêineres maiores ficam restritos às localidades onde as condições de navegação permitem esse tipo de operação”, afirma.

Diferentemente dos projetos conectados à rede, as microrredes instaladas em sistemas isolados contam com uma equação econômica mais direta. A substituição parcial do diesel reduz custos operacionais e minimiza a dependência de uma cadeia logística complexa, especialmente em períodos de estiagem, quando o transporte fluvial é comprometido.

“A monetização é muito mais clara. O retorno sobre o investimento é bastante atrativo porque substitui diretamente o diesel, um combustível caro e cuja logística é extremamente complexa. Em períodos de seca, o abastecimento pode levar até 45 dias. Nesse segmento, o desafio já não é comprovar a viabilidade da tecnologia, mas ampliar sua escala de aplicação”, conclui Bárbara Pizzolatto.

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – 02/07/2026

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Resumo das Notícias de Hoje

7/7/2026

Dia 07 de julho de 2026, terça-feira

- PDE 2036 (expansão)

A Empresa de Pesquisa Energética lançou o Caderno de Contexto, Perspectivas e Premissas do Plano Decenal de Expansão 2036. A publicação está baseada no contexto geopolítico internacional no momento de elaboração do plano. O cenário de referência considera crescimento médio de 2,5% ao ano para a economia brasileira no horizonte decenal. A expectativa no curto prazo é de convergência gradual da inflação para níveis mais compatíveis com as metas estabelecidas. Essa trajetória deve ser acompanhada pela redução gradual das taxas de juros e pela expansão da demanda interna.

> Continue a leitura na matéria “PDE 2036: cenário de referência considera crescimento médio de 2,5% ao ano”: https://shorturl.at/ECgSS

- PREÇOS NA BBCE (comercialização)

A BBCE encerrou a última semana com queda nos preços dos contratos de energia para entrega futura. Os vencimentos em 2026 concentraram as maiores perdas, após a divulgação do Custo Marginal de Operação (CMO) zerado para a semana operativa de 4 a 10 de julho nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste.

> Saiba mais na notícia “CMO zerado derruba preços na BBCE”: https://shorturl.at/9Fcmy

- ALESSANDRO CANTARINO (negócios e empresas)

A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou nesta segunda-feira, 6 de julho, a exoneração a pedido do servidor Alessandro Cantarino. O especialista em regulação é mais um funcionário de carreira a deixar a agência para assumir cargo na iniciativa privada, na Abraceel. Na associação ele ocupará o cargo de vice-presidente executivo a partir desta segunda-feira, 6 de julho.

> Leia mais em “Aneel publica exoneração a pedido de Alessandro Cantarino”: https://shorturl.at/5bfEj”

- OUTAS NOTÍCIAS DE HOJE

Eliminação do Brasil na Copa trouxe subida de rampa de 7 GW em 30 minutos: https://shorturl.at/avIkQ

Engie anuncia oferta de ações que pode chegar a R$ 10,5 bilhões: https://shorturl.at/cJxDq

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando na próxima semana

6/7/2026

Data final: 13/07/2026

- Consulta Pública 014/2026

Obter subsídios para aprimorar a proposta referente à Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Celesc Distribuição S.A. – Celesc-DIS, a vigorar a partir de 22 de agosto de 2026.

- Consulta Pública 015/2026

Obter subsídios para o aprimoramento do Relatório de Análise de Impacto Regulatório e da minuta de Resolução Normativa que altera o Anexo VIII da Resolução Normativa nº 948, de 16 de novembro de 2021.

ATENÇÃO: Considerando que a data final para envio das contribuições indicada no aviso de abertura publicado no DOU não é um dia útil, o prazo fica automaticamente prorrogado até as 23h59 do dia 13/7/2026.

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

6/7/2026

Dia 06 de julho de 2026, segunda-feira

- LEILÃO DE TRANSMISSÃO (expansão)

Após 40 minutos de disputa, o segundo leilão de transmissão de 2026 terminou. Todos os quatro lotes colocados à disposição dos investidores foram licitados. Sendo que a Axia Energia Sul foi a vencedora de três destes empreendimentos que foram devolvidos pela MEZ Energia.

> Continue a leitura na notícia “Axia Energia Sul leva três dos quatro lotes do leilão de transmissão”: https://shorturl.at/3w4M6

- LEILÃO DE BATERIAS (expansão)

O Ministério de Minas e Energia (MME) acredita que aumentará a flexibilidade do sistema elétrico já no primeiro leilão de armazenamento por baterias. O certame é previsto para ocorrer em 2 e 4 de dezembro. A avaliação é da secretária nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Mariana Espécie. Segundo ela, o leilão inaugura uma nova etapa para o setor elétrico ao permitir incorporar essa tecnologia no país.

> Saiba mais em “MME acredita que leilão de baterias ampliará flexibilidade do sistema”: https://shorturl.at/5uySR

> Sobre o mesmo assunto leia também “Leilão de baterias já traz movimentações por conteúdo local”: https://shorturl.at/QCLsb

- PROJETO PIRAQUÊ (expansão)

O Projeto Piraquê, da Isa Energia Brasil, entrou em operação para contribuir com a redução do curtailment da geração renovável no Norte de Minas Gerais e ampliar o escoamento de energia para o Sudeste. A infraestrutura já transporta cerca de 2 gigawatts (GW) e poderá elevar essa capacidade para 6 GW à medida que novos projetos de geração e transmissão se conectarem ao sistema.

> Leia mais na matéria “Piraquê amplia transmissão de renováveis e reduz restrições no Norte de MG”: https://shorturl.at/KghAb”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Axia acredita que LRCAP de baterias pode ser aprimorado: https://shorturl.at/BH82G

Renováveis evitaram custos de US$ 480 bi com combustíveis fósseis em 2025, indica Irena: https://shorturl.at/LRkD0”

Fonte: CanalEnergia

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PARA LER COM CALMA

4/7/2026

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos da comunidade dessa  semana, aqui vai um resumo:

Mineração e Recursos Críticos

- O BNDES analisa 56 projetos de minerais críticos, totalizando R$ 45,8 bilhões. https://shorturl.at/h9sxC

- O CNPM aprovou resolução para criar grupo de trabalho sobre o uso do urânio no Programa Nuclear Brasileiro. https://shorturl.at/Q7S4A

Geração e Operação de Energia

- O ONS prevê necessidade de complemento térmico no SIN em julho, com otimização de UHEs no rio São Francisco e Itaipu.  https://shorturl.at/GO3Mj

- O PMO de julho indica afluência equivalente a 96% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste e a 151% da MLT no Sul.  https://short-url.cc/1sFRf

- A produção de gás natural em maio cresceu 19,6% ante 2025, com 206,06 milhões de m³/d.  https://bit.ly/44DgqFg

Regulação e Tarifas

- A Aneel aprovou repactuação do UBP, com potencial redução de até 5% nas tarifas para distribuidoras de 19 estados. https://short-url.cc/1sFQV

- Cocel recebeu tratamento regulatório excepcional, com aumento tarifário de 14,97% devido à crise da Electra. https://shorturl.at/aHn7r

- Consumidores receberão R$ 872 milhões em bônus de Itaipu, com reserva técnica de R$ 419,5 milhões aprovada pela Aneel.  https://shorturl.at/QCc3t

Armazenamento

- Baterias em usinas solares podem aumentar créditos de GD em 60% ao injetar energia na rede durante horários de ponta. https://shorturl.at/pUfZQ

- EPE publica memória de cálculo da metodologia locacional do LRCAP Armazenamento 2026 https://short-url.cc/1yeBM

Mercado e Comercialização

- Preços de energia caíram na BBCE após divulgação do PMO de julho, com perspectivas hidrológicas favoráveis. https://shorturl.at/59FOC

- Aneel revogou contratos de distribuidoras com a Gold Comercializadora, que está em processo de recuperação judicial.  https://shorturl.at/KdmnW

Projetos e Investimentos

- Axia Energia Sul venceu três dos quatro lotes do leilão de transmissão.  https://shorturl.at/kVnYB

- Rio Grande do Sul tem R$ 60 bilhões em projetos de transição energética.  https://shorturl.at/qmXBO

Tecnologia e Inovação

- Elea e Axia anunciaram instalação de data center para IA em Belém. https://short-url.cc/1yaD2

- P&D da Echoenergia desenvolveu solução para reparo de pás de turbinas danificadas.  https://shorturl.at/K7qJq

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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