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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

O que cada país quer na COP30

12/11/2025

A COP30 começou nesta segunda-feira, 10, com negociações marcadas por disputas geopolíticas. O Brasil aprovou a agenda em tempo recorde, mas as posições dos países revelam divisões profundas sobre quem paga, o que medir e como avançar na

transição climática.

O sucesso da COP depende do equilíbrio entre interesses de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Enquanto uns pedem mais ambição, outros cobram apoio financeiro e reconhecimento da responsabilidade histórica.

O QUE CADA GRUPO DEFENDE:

Brasil: quer mediar acordos e impulsionar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

União Europeia e EUA: exigem mais ambição climática, com foco na eliminação de fósseis.

Índia e LMDC: cobram financiamento robusto, mas rejeitam novas exigências de transparência.

AOSIS: pedem métricas para vulnerabilidades específicas e ações contra o nível do mar.

AILAC: quer incluir a crise da dívida nas discussões de financiamento.

G77+China: defende apoio financeiro amplo para uma transição justa.

Grupo Árabe: protege interesses do petróleo e quer recursos para diversificação.

Países africanos e LDCs: pedem facilidade no acesso a recursos e alívio da dívida externa.

O QUE ACONTECE AGORA:

Disputa sobre o Roadmap Baku-Belém de US$ 1,3 trilhão continua fora da pauta oficial.

Pressão para definir indicadores de adaptação e ampliar compromissos climáticos até 2035.

Negociações devem se intensificar sobre financiamento, transparência e transição justa.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

11/11/2025

Dia 11 de novembro de 2025, terça-feira

- LEILÃO DE CAPACIDADE PARA BATERIAS  (expansão)

O Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria no 878/2025, que abre Consulta Pública para tratar das diretrizes do leilão de capacidade específico para baterias. A previsão é de que o certame seja realizado em abril de 2026. O foco será a negociação do Produto Potência Armazenamento, em que o compromisso de entrega consiste em disponibilidade de potência, em MW com contratos de 10 anos. Os sistemas precisam ter pelo menos 30 MW.

> Leia mais na notícia ”Leilão de capacidade para baterias deve ocorrer em abril”: https://bit.ly/485Cvie

- BANDEIRAS TARIFÁRIAS  (consumidor)

O sistema de bandeiras tarifárias deve contribuir com um acréscimo de 2,8 pontos percentuais nas contas de luz dos consumidores residenciais brasileiros este ano, segundo projeções da TR Soluções.

> Continue a leitura na matéria “Bandeiras tarifárias devem adicionar 2,8 p.p. às contas de luz”: https://bit.ly/3JVLtW4

- MONITORAMENTO DO MERCADO  (comercialização)

A Aneel abriu a Consulta Pública 033/2025 para aprimorar os procedimentos de monitoramento do mercado de energia elétrica após o “período sombra”. Conforme a divulgação, entre novembro de 2023 a novembro de 2024, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e agentes do mercado participaram do teste de Monitoramento Prudencial em ambiente simulado para praticar mecanismos de segurança com o objetivo de implantar melhorias de procedimentos. As contribuições poderão ser enviadas até 22 de dezembro para o e-mail cp033_2025@aneel.gov.br.

> Saiba mais em “Aneel abre CP sobre monitoramento do mercado”: https://bit.ly/485Gz1Y”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

COP 30: transição energética e financiamento são confirmados na agenda: https://bit.ly/3LUeOkd

As pautas com maior potencial de discordância estão na agenda do evento e foram classificados como um trabalho fantástico executado pelas partes envolvidas na definição dos temas prioritários.

União pela Energia defende vetos a sete dispositivos da MP 1304: https://bit.ly/4nUElaz

Entre as alterações a serem vetadas estariam a solução para o curtailment e a contratação compulsória de térmicas a carvão e a biomassa e de PCHs.

Neoenergia anuncia R$ 350 mi para descarbonizar Noronha até 2027: https://bit.ly/4p7Esk7

Projeto em parceria com a Weg prevê instalação de mais de 30 mil painéis fotovoltaicos integrados a sistemas de armazenamento por baterias.

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

11/11/2025

Data final: 16/11/2025

Consulta Pública n° 200 de 17/10/2025

Proposta de metas de aproveitamento energético de óleos e gorduras residuais (OGR) na produção de biodiesel, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde.

Data final: 17/11/2025

Consulta 031/2025

Obter subsídios para o aprimoramento da proposta para as Regras de Comercialização de Energia Elétrica, versão 2026, considerando-se a minuta de Resolução Normativa, disposta no Anexo I, o Descritivo de Alterações, as minutas das novas versões dos módulos enviados pela CCEE, dispostos nos Anexos II a XX, todos da Nota Técnica nº 151/2025-SGM/ ANEEL, de 6 de outubro de 2025.

Consulta Pública n° 196 de 02/09/2025

Consulta Pública sobre a regulamentação da abertura do mercado de energia elétrica para os consumidores atendidos por tensão inferior a 2,3 kV e das regras de exercício do Supridor de Última Instância (SUI).

Fonte: CanalEnergia

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ESG: de diferencial competitivo a obrigação regulatória e mercadológica

11/11/2025

O ESG evoluiu rapidamente de um conceito voluntário para uma exigência formal e estratégica. Hoje, empresas que ignoram suas diretrizes enfrentam não apenas críticas sociais, mas também sanções legais, exclusão de carteiras de investimento e perda de valor de mercado.

A agenda ambiental, social e de governança passou a integrar diretamente as decisões de financiamento, contratação e consumo — e não mais como um bônus, mas como pré-requisito.

No plano normativo, o ESG já figura como obrigação concreta. No Brasil, a Lei nº 13.303/2016 (Lei das Estatais) impõe práticas de governança para empresas públicas e sociedades de economia mista, exigindo transparência, controles internos e ética na gestão.

A Resolução CVM nº 193/2023 também avançou nesse sentido ao exigir que companhias abertas divulguem informações ESG nos moldes internacionais estabelecidos pelo ISSB, promovendo alinhamento global e integridade nos relatórios corporativos.

No cenário internacional, as Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais orientam práticas responsáveis em áreas como meio ambiente, direitos humanos e integridade corporativa. Já a União Europeia exige, por meio da CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), que grandes empresas publiquem relatórios periódicos com dados ambientais, sociais e de impacto sobre suas atividades.

Essas exigências têm reflexos concretos no dia a dia empresarial. Licenciamento ambiental, controle de emissões, descarte de resíduos, programas anticorrupção, auditoria interna e relatórios de sustentabilidade são hoje parte integrante do planejamento e da operação de qualquer empresa que pretenda manter credibilidade, captar recursos e se posicionar de forma competitiva.

Ignorar essas diretrizes implica riscos legais, financeiros e reputacionais. Empresas que negligenciam práticas ESG tendem a enfrentar barreiras na obtenção de crédito, na formação de parcerias e no acesso a investidores institucionais. Nesse contexto, o ESG funciona como um escudo contra crises e um passaporte para mercados mais exigentes e sustentáveis.

ESG como critério de permanência no mercado

Mais do que cumprir normas, as organizações estão sendo julgadas diariamente pelo mercado. Investidores priorizam empresas que adotam boas práticas ESG, pois elas tendem a ser mais resilientes, éticas e lucrativas no longo prazo. Fundos sustentáveis já superam os tradicionais em volume e rentabilidade em diversos mercados — reflexo da demanda por negócios com menor exposição a riscos sociais, ambientais e regulatórios.

Essa transformação é impulsionada por um novo perfil de consumidor, que valoriza empresas alinhadas com seus valores. Atualmente, o comportamento do público influencia diretamente o desempenho de marcas. Responsabilidade ambiental, diversidade, transparência e engajamento social passaram a ser critérios reais de decisão de compra.

Dessa forma, o ESG deixou de ser diferencial e passou a ser condição mínima para relevância e continuidade. Empresas que o integram à cultura organizacional ganham vantagem competitiva: atraem talentos, fidelizam clientes e se posicionam como protagonistas na transição para uma economia de baixo carbono e maior justiça social.

Benefícios para empresas

Investir na formação especializada de colaboradores agrega de muitas maneiras e resulta em benefícios, incluindo:

  • Melhoria na gestão de riscos e na tomada de decisões estratégicas;
  • Aumento da eficiência operacional e redução de custos;
  • Fortalecimento da imagem institucional e atração de investidores;
  • Maior engajamento dos stakeholders e vantagem competitiva no mercado.

A capacitação contínua é, portanto, um diferencial estratégico que contribui para a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo das organizações.

Fonte: IDP NEWS # 27 de 10/11/202

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O que é ESG e qual é a sua importância atualmente?

11/11/2025

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Representa um conjunto de práticas que avaliam o comprometimento de empresas com a sustentabilidade em suas operações e políticas. Mais do que uma tendência, o ESG tornou-se um critério essencial para investidores, consumidores e órgãos reguladores.

  • Ambiental: o pilar ambiental avalia como a empresa lida com os impactos que causa no meio ambiente. Isso inclui ações para combater o aquecimento global, reduzir emissões, controlar a poluição, gerir resíduos e promover o uso consciente de recursos naturais.
  • Social: o aspecto social foca na forma como a empresa se relaciona com colaboradores, clientes, comunidades e demais partes interessadas. Envolve práticas de inclusão, respeito aos direitos humanos, segurança no trabalho, diversidade e responsabilidade social.
  • Governança: a governança trata da maneira como a empresa é administrada. Inclui transparência, ética, prestação de contas, estrutura de decisão, controles internos e conformidade com leis e normas. Uma boa governança reduz riscos e fortalece a confiança dos stakeholders.

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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