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INDICE DE MODULAÇÃO DA DCIDE E OS DESCONTOS TARIFÁRIOS DAS FONTES DE ENERGIA
14/9/2026
Por: Antonio Araújo da Silva
A crescente importância da formação horária do preço da energia elétrica no Brasil tornou necessário distinguir dois fenômenos que, embora relacionados à comercialização de energia, possuem naturezas distintas: de um lado, os descontos tarifários regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), incidentes principalmente sobre as Tarifas de Uso dos Sistemas de Transmissão e Distribuição (TUST/TUSD); de outro, o Índice de Modulação da Dcide (IMD), que representa o efeito econômico decorrente do perfil horário de geração em comparação com uma geração hipoteticamente distribuída de maneira uniforme ao longo das horas.
Desde a adoção do PLD horário, em janeiro de 2021, a hora em que a energia é produzida passou a ter impacto crescente sobre o resultado econômico dos agentes. A Dcide desenvolveu, nesse contexto, seus Índices de Modulação por fonte e submercado. O indicador compara o valor econômico da geração efetivamente realizada a cada hora, considerando o PLD horário, com o valor que seria obtido caso a mesma quantidade de energia fosse gerada em um perfil denominado flat, isto é, uniformemente distribuído pelas horas do período. O resultado é expresso em R$/MWh.
Assim, quando o IMD é positivo, a fonte apresenta um prêmio de modulação, pois sua geração tende a ocorrer em horários nos quais o PLD é relativamente mais elevado. Quando o IMD é negativo, verifica-se um desconto de modulação, porque a geração está concentrada em períodos de preços menores. O indicador igual a zero significa, em termos econômicos, que não existe prêmio ou desconto relevante em relação ao perfil flat.
É importante destacar que o IMD da Dcide não representa um desconto tarifário estabelecido pela ANEEL. O indicador é uma referência analítica de mercado. Seu cálculo utiliza, fundamentalmente, a geração horária das usinas disponibilizada pelo ONS e os valores horários do PLD divulgados pela CCEE. Atualmente, a metodologia da Dcide contempla as fontes solar, eólica e hidráulica, nos quatro submercados do Sistema Interligado Nacional — Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte.
A diferença entre os dois conceitos torna-se especialmente importante quando se analisam as chamadas fontes incentivadas. A legislação brasileira criou mecanismos de redução das tarifas de uso dos sistemas elétricos para estimular determinadas fontes de geração. A Lei nº 9.427/1996, juntamente com sua regulamentação, fundamenta a concessão de descontos na TUST/TUSD para empreendimentos enquadrados nas hipóteses legais. A ANEEL disciplina a aplicação desses benefícios, inclusive por meio da Resolução Normativa nº 1.031/2022 e das regras de comercialização correspondentes.
Na prática, os percentuais de desconto tarifário associados à energia incentivada podem variar conforme o enquadramento da usina e do contrato. A documentação regulatória da ANEEL registra, entre outros, descontos de 50%, 80% e 100%, conforme a situação específica do empreendimento e da energia comercializada. A própria base de dados da CCEE para 2026 identifica montantes de energia incentivada com descontos de 50%, 80% e 100%, além de energia convencional com desconto de 0%.
Dessa forma, pode-se estabelecer uma distinção simplificada:
Categoria| Desconto regulatório TUSD/TUST| Relação com o IMD da Dcide Energia convencional| 0%| O IMD pode gerar prêmio ou desconto econômico Energia incentivada| 50%, 80% ou 100%, conforme enquadramento| O desconto tarifário é independente do IMD Cogeração qualificada| Há hipóteses de 50%, conforme enquadramento| Pode apresentar prêmio/desconto de modulação Solar| Conforme enquadramento regulatório do empreendimento| IMD tende a ser negativo quando a geração ocorre em horas de PLD baixo Eólica| Conforme enquadramento regulatório do empreendimento| IMD pode ser positivo quando a geração coincide com preços elevados Hidráulica| Conforme enquadramento regulatório do empreendimento| IMD pode ser positivo pela capacidade de geração em horários de maior valor
Portanto, não se deve interpretar um desconto de 50%, 80% ou 100% da energia incentivada como sendo o mesmo que o desconto de modulação calculado pela Dcide. O primeiro é um benefício tarifário regulatório, relacionado à utilização da rede de transmissão e/ou distribuição; o segundo é um resultado econômico associado ao comportamento horário da geração diante do PLD.
Essa distinção é particularmente relevante no ambiente de contratação livre. Uma energia incentivada pode possuir, por exemplo, determinado percentual de desconto na TUSD/TUST e, simultaneamente, apresentar prêmio ou desconto de modulação. Os dois efeitos podem coexistir e influenciar a avaliação econômica do contrato, mas são calculados por metodologias distintas.
Os dados mais recentes divulgados pela Dcide demonstram a relevância econômica desse fenômeno. Em maio de 2026, a geração solar apresentou índices negativos em todos os submercados: -R$ 89,94/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, -R$ 60,41/MWh no Norte, -R$ 54,87/MWh no Nordeste e -R$ 52,86/MWh no Sul. Em sentido oposto, a geração eólica apresentou índices positivos nos quatro submercados, enquanto a hidráulica também apresentou prêmios positivos.
No caso da energia solar, o fenômeno está relacionado à concentração da geração durante o período diurno, justamente quando a elevada oferta fotovoltaica pode contribuir para reduzir o preço horário da energia. Em maio de 2026, o desconto de modulação da solar no Sudeste/Centro-Oeste chegou a aproximadamente 40,9% do PLD médio daquele submercado.
A geração hidráulica apresentou comportamento oposto: no mesmo mês, o prêmio de modulação variou de R$ 14,20/MWh no Norte a R$ 34,08/MWh no Sul. A explicação econômica está relacionada à maior flexibilidade operacional das hidrelétricas, que permite maior contribuição nos períodos em que a geração solar diminui e o sistema necessita de outras fontes para atendimento da carga.
A fonte eólica também apresentou prêmio positivo em todos os submercados em maio de 2026, variando de R$ 6,24/MWh no Sul a R$ 33,80/MWh no Norte. No Nordeste, região de grande concentração da geração eólica brasileira, o prêmio foi de aproximadamente R$ 9,93/MWh, equivalente a cerca de 6% do PLD médio do submercado.
Os dados evidenciam, portanto, que a simples comparação do preço médio da energia de diferentes fontes pode ser insuficiente. Para uma avaliação econômica mais completa, é necessário considerar pelo menos quatro componentes: (1) preço da energia; (2) desconto regulatório de TUSD/TUST; (3) perfil de geração e seu efeito de modulação; e (4) localização da geração e do consumo nos diferentes submercados.
Em síntese, a regulação da ANEEL cria os mecanismos de incentivo tarifário destinados a determinadas fontes e empreendimentos, enquanto o Índice de Modulação da Dcide procura mensurar o efeito econômico do perfil horário de geração diante do PLD horário. A combinação desses fatores é fundamental para a correta avaliação de contratos de energia no mercado livre. Uma fonte pode possuir significativo benefício regulatório de TUSD/TUST e, ainda assim, sofrer perda econômica decorrente de sua modulação horária; da mesma forma, uma fonte pode apresentar menor ou nenhum benefício tarifário e obter prêmio econômico decorrente da produção em horários de preços elevados.
Por essa razão, na análise de uma operação de compra e venda de energia, o percentual de desconto regulatório não deve ser utilizado isoladamente como medida de vantagem econômica. O valor efetivo da energia depende da interação entre benefício tarifário, preço contratado, perfil de geração, PLD horário, submercado, sazonalidade, flexibilidade contratual e riscos de exposição à CCEE. O Índice de Modulação da Dcide constitui, nesse contexto, importante instrumento complementar para identificar quanto o perfil temporal da geração agrega ou subtrai valor da energia comercializada.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. Resolução Normativa nº 1.031, de 26 de julho de 2022. Estabelece procedimentos para aplicação dos descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição.
BRASIL. Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996. Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e disciplina o regime das concessões de serviços públicos de energia elétrica.
CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – CCEE. Dados abertos: Energia Incentivada. São Paulo: CCEE, 2026.
DCIDE. Índices de Modulação. Campinas: Dcide, jun. 2026.
DCIDE. Índices Mensais de Modulação – Análise Maio de 2026. Campinas: Dcide, 2026.
ONS – OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO. Dados de geração do Sistema Interligado Nacional. Rio de Janeiro: ONS.
Antonio Araújo da Silva Consultor da TATICCA / Tax / Corporate Finance / Advisory
Desafios da conservação das florestas tropicais no Brasil
27/8/2026
Por Carlos Nobre | 25/08/2026
Vista aérea da Amazônia
Os desafios ambientais contemporâneos são problemas complexos, caracterizados por múltiplas causas, elevada incerteza e soluções que envolvem diferentes escolhas e compromissos. Esses problemas são reconhecidos como wicked problems, traduzidos aqui como problemas complexos ou indomáveis, que apresentam características fundamentais, tais como:
Envolvem múltiplos atores com valores, interesses e objetivos frequentemente conflitantes
Não há uma única causa: aspectos econômicos, culturais, políticos, ambientais e históricos se influenciam mutuamente
Não há uma solução única, correta ou definitiva: há possibilidades de melhoria, que precisam ser continuamente avaliadas, adaptadas e ajustadas
Transformam-se à medida que tentamos enfrentá-los, pois as próprias intervenções podem alterar o problema, seus atores, relações e condições
Os desafios da conservação das florestas tropicais brasileiras exemplificam esses problemas porque envolvem sistemas complexos nos quais fatores ecológicos, econômicos, políticos e sociais estão profundamente interconectados.
A conservação das florestas envolve múltiplos atores, tais como governos, empresas, comunidades locais, organizações não-governamentais (ONGs), cientistas e povos indígenas, que frequentemente possuem visões de conservação e prioridades distintas. As florestas desempenham papéis diversos e, por vezes, conflitantes nos sistemas socioeconômicos contemporâneos.
As florestas conectam a sociedade aos ecossistemas, constituindo territórios vivos que sustentam os meios de vida de diferentes grupos sociais, incluindo povos indígenas e comunidades locais. Ao mesmo tempo, funcionam como infraestrutura natural, sustentando processos biofísicos que regulam o clima e a água e fortalecem a resiliência frente a perturbações externas, incluindo instabilidade política e eventos climáticos extremos. As florestas também são vistas como base territorial para a expansão de sistemas energéticos e atividades produtivas, incluindo abastecimento de água, produção de alimentos e de biocombustíveis. Essas diferentes formas de valorar os ecossistemas florestais influenciam decisões sobre o uso da terra e modelos de governança, com consequências profundas para a integridade dos ecossistemas e a resiliência socioecológica de longo prazo.
O Código Florestal Brasileiro ilustra essas diferentes interpretações. A legislação surgiu em meio a disputas políticas e passou a ser apropriada de formas distintas por diferentes grupos sociais. Enquanto setores técnicos a consideraram um instrumento de ordenamento territorial baseado em evidências científicas para proteger funções ecológicas, setores do agronegócio a perceberam como uma restrição à expansão produtiva. Pequenos agricultores e assentados, por sua vez, utilizaram autorizações para supressão de vegetação como mecanismos associados a futuras reivindicações de posse ou regularização fundiária.
As divergências não se restringem ao Código Florestal. A criação de unidades de conservação, por exemplo, pode ser interpretada por cientistas e organizações ambientais como uma estratégia essencial para conservar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, enquanto populações locais podem percebê-la como uma limitação ao acesso a recursos naturais e às atividades tradicionais quando não participam do processo de decisão. Da mesma forma, a demarcação de Terras Indígenas é entendida pelos povos originários como um direito territorial e um instrumento de proteção de seus modos de vida, enquanto outros grupos frequentemente a interpretam como uma restrição à expansão agrícola, mineral ou da infraestrutura.
Os mecanismos econômicos de conservação também revelam essas diferentes formas de atribuir valor às florestas. Mercado de carbono e pagamentos por serviços ecossistêmicos são vistos por muitos como oportunidades para valorizar economicamente a floresta em pé e ampliar os incentivos à conservação. Entretanto, outros atores alertam que esses instrumentos podem transformar a natureza em um ativo financeiro, intensificar disputas pelo controle da terra e gerar novos conflitos caso não sejam acompanhados por mecanismos robustos de governança e salvaguardas sociais.
Embora novos incentivos à restauração possam aumentar o valor econômico da conservação florestal e mobilizar recursos para a recuperação dos ecossistemas, eles também podem gerar efeitos não intencionais. Ao criar novos mercados e aumentar o valor de paisagens restauradas, esses mecanismos podem modificar as dinâmicas de uso da terra, potencialmente deslocando pressões agrícolas ou intensificando disputas territoriais.
Esses conflitos tornam-se ainda mais evidentes sob uma perspectiva territorial. No Cerrado, por exemplo, a demanda por recuperação da vegetação nativa é estimada em aproximadamente 20 milhões de hectares, correspondendo a cerca de 10% do bioma. Dessa área a ser restaurada, 35% são de pastagens. Ao mesmo tempo, cerca de 16 milhões de hectares apresentam alta aptidão para expansão da soja, criando uma competição direta entre restauração ecológica e produção agrícola. Muitas dessas áreas possuem elevada importância para biodiversidade e serviços ecossistêmicos, onde a restauração poderia gerar ganhos expressivos para esses atributos.
Esses conflitos tornam-se ainda mais evidentes sob uma perspectiva territorial. No Cerrado, por exemplo, a demanda por recuperação da vegetação nativa é estimada em aproximadamente 20 milhões de hectares, correspondendo a cerca de 10% do bioma. Dessa área a ser restaurada, 35% são de pastagens. Ao mesmo tempo, cerca de 16 milhões de hectares apresentam alta aptidão para expansão da soja, criando uma competição direta entre restauração ecológica e produção agrícola. Muitas dessas áreas possuem elevada importância para biodiversidade e serviços ecossistêmicos, onde a restauração poderia gerar ganhos expressivos para esses atributos.
Esse conflito pelo uso da terra demonstra como diferentes objetivos ambientais, sociais e econômicos podem se sobrepor no mesmo território, exigindo planejamento espacial capaz de equilibrar custos e benefícios. Portanto, uma governança efetiva é necessária para garantir que investimentos se complementem, e não comprometam, a conservação florestal de longo prazo. A efetividade das políticas de conservação depende não apenas do desenho legal, mas também das dinâmicas políticas, econômicas e sociais que determinam sua implementação. Enfrentar esses desafios requer uma integração mais profunda entre ciência e políticas públicas, permitindo identificar soluções resilientes e construir estratégias de governança capazes de lidar com a complexidade dos sistemas socioecológicos.
Não existem soluções perfeitas para problemas complexos, mas podemos construir consensos entre diferentes atores, integrar conhecimentos científicos e saberes locais, desenvolver políticas adaptativas que possam ser ajustadas ao longo do tempo, promover governança participativa e monitorar continuamente os resultados a fim de gerenciar a complexidade em vez de eliminá-la completamente. Comitês, coalizões multissetoriais e outros mecanismos de governança colaborativa podem aproximar governos, comunidades, setor privado, academia e sociedade civil na construção de soluções compartilhadas. Nesse contexto, instrumentos de governança integrada emergem como mecanismos institucionais e regulatórios concebidos para articular políticas que incidem sobre os mesmos territórios e ecossistemas, promovendo maior coerência entre a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico.
Baseado no capítulo Arieira, J. et al. Forest at the Core: Advancing a Forest–Water–Energy–Food Nexus to Avert Tipping Points in Brazilian Biomes. Forest Science and Ecosystem Sustainability [Working Title] https://doi.org/10.5772/INTECHOPEN.1016807 (2026) doi:10.5772/INTECHOPEN.1016807.
Por Edvaldo Santana | Conselho de empresas e de entidades filantrópicas ...
Temos nos saído bem no quesito “conexão dos data centers à rede de transmissão”. O ONS, bravamente, tem conseguido escapar do lobby. Mas já há notícias de que, para fugirem das exigências técnicas do operador, esses grandes usuários de água e energia buscam guarida no colo das distribuidoras, e conseguem.
Segundo relato de Joaquim Coronado, aqui mesmo no LinkedIn, o sistema elétrico da Virgínia/USA, no dia 22, sofreu uma falha de grande proporção. Em razão de uma queda de tensão, dezenas de data centers se desligaram instantaneamente da rede e passaram a ser atendidos por seus geradores e baterias. Até aí, OK.
O problema é que a saída de cargas tão grande provocou um desequilíbrio instantâneo entre oferta e demanda, o que levou a frequência (Hz) para fora do limite. 3 GW de corte de carga, como se todo Paraná ficasse um tempo sem luz. São assustadores os gráficos da tensão e da frequência mostrados por Coronado. E eventos semelhantes já tinham acontecido no Texas e na Irlanda.
Pelos comentários ao post de Coronado, me parece que muita gente boa estava desprevenida, “de quatro”.
Disso fica uma lição, que Joaquim Coronado nos deu de graça: para cargas como os data centers, sensíveis e de uso intensivo, não basta saber se tem energia ou espaço na rede. É essencial analisar o comportamento dinâmico diante de perturbações, como as do dia 22 na Virgínia.
Já olhei uma proposta de parecer de acesso de um enorme data center. Não sei se era suficiente, mas estava por lá o embrião do que seriam as exigências do ONS em relação à dinâmica de operação daquele tipo de equipamento. Excelente.
Minha dúvida: as distribuidoras também têm em mente esse tipo de exigência? Acho que não? Será que também estamos na posição “doggy style”? Penso que sim. E com as calças na mão.
Por Edvaldo Santana | Conselho de empresas e de entidades filantrópicas ...
Você, antes do dia 17, sabia a atividade da Thopen? Sabe qual entidade do SEB regula a Thopen? As respostas estão mais adiante. Hoje, 19 de agosto, 6h50 a solar já produzia 10 GW. A taxa de crescimento da geração dessa fonte, entre esse horário e 10h30, é de 6,5 GW por hora. A eólica, da madrugada até o nascer do sol, é só alegria. A geração média, até às 6h, era 20 GW. E, ontem, era mais de 22 GW. As UHEs seguem como um pêndulo. Entre 0h e 6h30, vai de 45 a 38 GW e volta para 40 GW. No NE, as UHEs produzem 5,5 GW na madrugada, mas despenca para 3,3 GW ou até menos. Às 9h, os números eram excepcionais. A GD produzia 33 GW, o que indica que chegará a 40 GW antes das 10h30. Pelo mapa solar, é grande a chance de recorde. Chama a atenção a geração das UHEs do SE, que, às 9h, geravam menos de 17 GW, para um disponibilidade de cerca de 60 GW. A carga, no horário, no SE, era 48 GW. Esse é o efeito da geração compulsória, que a GD representava com 19 GW, só no SE, Pense no quadro às 11h! O lado positivo é que os reservatórios agradecem, apesar das restrições de segurança e confiabilidade e custos excessivos. Volto ao caso da Thopen Energy, que entrou em recuperação judicial com desequilíbrio financeiro bilionário. A primeira pergunta da introdução eu fiz para pessoas com mais 20 anos no SEB. Ninguém conhecia a empresa. Procurei no site da Aneel se por lá tinha alguma resolução autorizativa. Não encontrei. Também nada achei no Banco Central. E não vi em que segmento da legislação estariam as “plataformas de energia”. Como uma plataforma que fazia transações de compra e venda de energia não era autorizada por ninguém? O que explica os créditos obtidos com instituições financeiras? E as transações com grandes empresas do SEB, como eram justificadas? Pois é! Mas a Thopen não surgiu do nada. Faz parte da onda da MMGD, que, de fato, foi uma transformação positiva, só que desgovernada, a ponto fazer o pobre pagar pelo rico, Semana passada, depois de publicados os relatórios da queda do avião da Voepass, que matou 62 pessoas, várias eram as indagações dos indignados. A mais importante era: como as entidades de regulação sabiam de tudo isso e nada fizeram? Aliás, fizeram. Demitiram o fiscal que não foi ouvido e, por isso, alertou às autoridades internacionais. Infelizmente, tem sido assim também no SEB. Os alertas são desprezados. Tenho outra pergunta: você sabe quantas Thopen ainda tem por aí? Obs.: A GD, AO MEIO DE HOJE, PRODUZIU 44 GW. UM RECORDE? OU NÃO?
A área técnica da Aneel propôs a manutenção de geradores de todas as fontes no rateio do Encargo de Reserva de Capacidade que vai custear a contratação de armazenamento por bateria no LRCAP. A participação dos agentes, porém, será modulada em função do grau de flexibilidade do empreendimento.
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Proposta de rateio do encargo do LRCAP prevê modulação entre geradores
Nota Técnica da Aneel prevê a aplicação de custos diferenciados, de acordo com o grau de flexibilidade de cada empreendimento.
- ACORDO QUE FLEXIBILIZA CONTRATOS A ENEVA
A Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) declarou-se contrária à formação de qualquer acordo do TCU com a Eneva até que sejam explicitados todos os impactos decorrentes. O tema a que se refere é uma alteração e contratos que envolvem usinas térmicas inflexíveis para flexíveis diante do atual nível de curtailment. A entidade solicita o esclarecimento sobre os benefícios para consumidores e para o Sistema Interligado Nacional.
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FNCE pede explicação sobre acordo que flexibiliza contratos da Eneva
Entidade de defesa dos consumidores quer acesso aos termos do acordo para mudar contratos de 4 usinas inflexíveis da geradora.
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Crise de liquidez exige gestão de risco no mercado livre
Especialistas destacam necessidade de maior controle de portifólio, análise de contrapartes e mecanismos de proteção, mas alertam para custos adicionais.
Aneel reduz tarifas de 5 distribuidoras do Norte e Nordeste
Medida passa a valer a partir desta quarta-feira, 26 de agosto e alcança consumidores da Energisa Rondônia, Enel Ceará, Energisa Tocantins e Sulgipe.
Absolar insere baterias, empregos e acesso em propostas para o próximo governo
Agenda prevê contratação de 8 GW de armazenamento, 18 GW em UFVs e ampliação do acesso à energia limpa para 3 milhões de unidades até 2030.
Aneel aprova revisão provisória da Pacto Energia, enquanto avalia BESS
Resultado final depende da fiscalização que vai avaliar o investimento da distribuidora em um sistema de armazenamento por baterias.
A diretoria da Aneel rejeitou o pedido da Enel São Paulo para realização de prova pericial técnica no processo de caducidade da concessão da empresa. A agência também declarou encerrada a fase de instrução do processo, em reunião de diretoria nesta segunda-feira, 24 de agosto, e intimou a distribuidora, que terá dez dias para apresentar as alegações finais.
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Aneel rejeita perícia e encerra instrução de processo de caducidade da Enel
Empresa recebeu informação e terá dez dias, a partir esta segunda-feira, para apresentação das alegações finais.
MME pode buscar solução alternativa para Enel, diz diretor
Sandoval Feitosa citou o exemplo da Amazonas Energia, quando o MME substituiu a revogação da outorga proposta pela substituição do concessionário.
- ABERTUIRA DE CHAMADA PARA PROJETOS EM ENERGIA
Instituições de pesquisa e empresas brasileiras podem participar de chamada internacional para desenvolvimento conjunto de tecnologias nas áreas de energia, petróleo offshore e transporte marítimo de baixa emissão. A iniciativa reúne Brasil e Noruega em projetos colaborativos de pesquisa e desenvolvimento.
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Brasil e Noruega abrem chamada para projetos em energia
A chamada prevê até R$ 15 milhões do FNDCT para apoiar a parte brasileira dos projetos selecionados.
- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE
CT PMO/PLD abre consulta sobre novo modelo computacional do setor
ONS acionou Plano de Gestão de Excedentes no domingo
Recurso é indicado para manter o equilíbrio do sistema frente à geração da micro e mini GD em dias de carga baixa e temperaturas amenas em dias ensolarados.
Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador
Soluções no Setor Elétrico
Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.
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Assessoria especializada na preparação, revisão e auditoria de relatórios socioambientais, alinhados ao padrão GRI e exigências da ANEEL. Experiência com empresas do setor elétrico e suporte na implementação de controles internos, garantindo conformidade e dados completos para sustentabilidade e relato integrado.
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