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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

23/10/2025

Resumo das Notícias de Hoje

Dia 23 de outubro de 2025, quinta-feira

- FONTE SOLAR  (expansão)

A expectativa da Wood Mackenzie é que a tecnologia solar fotovoltaica manterá sua posição como a fonte de geração mais competitiva do mundo em termos de custo até 2025, com sistemas de rastreadores de eixo único no Oriente Médio e na África liderando com US$ 37/ MWh. O cenário global para o custo nivelado de eletricidade (LCOE) continua a refletir avanços significativos em tecnologias renováveis. A consultoria espera que as melhorias contínuas na eficiência dos módulos e a estabilização da cadeia de suprimentos impulsionem novas reduções de custos em todas as principais regiões.

> Saiba mais em “Para Wood Mackenzie, fonte solar continuará sendo a mais competitiva”: https://bit.ly/3L4O28u

- GESTÃO DE RESERVATÓRIOS DO SIN  (política)

O Ministério de Minas e Energia publicou, na última semana, o relatório Diagnóstico da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Sistema Interligado Nacional que propõe medidas para modernizar e fortalecer a coordenação entre os órgãos responsáveis pela operação e pelo uso das águas no país. O estudo integra o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização de Usinas Hidrelétricas do País. A busca é por garantir uma gestão mais eficiente, sustentável e alinhada à segurança hídrica e energética nacional.

> Continue a leitura na notícia “Relatório propõe medidas para aprimorar gestão de reservatórios do SIN”: https://bit.ly/42U1bHG

EVENTOS  (canalenergia)

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

Aproveite o DESCONTO EXCLUSIVO para assinantes!

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Encontro da Comunidade

29 de outubro - 17h00

Durante o Brazil Windpower

Confirme a sua participação no evento do grupo”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Eletrobras muda de nome e agora é Axia Energia: https://bit.ly/47mZ9B8

Mudança representa evolução para atuação com agilidade, inovação e foco no cliente.

Mauricio Godoi é premiado por reportagem especial sobre Angra 3: https://bit.ly/47lMdeG

Subeditor do CanalEnergia recebeu medalha de honra da Abadan. Análise dos impactos que o acordo entre União e Eletrobras teria sobre o avanço das obras foi eleita a melhor entre três concorrentes.

Lucro da WEG sobe 4,5% e vai a R$ 1,65 bilhão no terceiro trimestre: https://bit.ly/43ziNbX

No ano, lucro teve alta de 10,1%, indo a R$ 4,78 bilhões.

SENAI participa do BWP 2025 e reforça liderança em inovação e formação para o setor eólico: https://bit.ly/4hkxKUY

Com estante unificado, instituição mostra como a colaboração entre unidades potencializa inovação, qualificação e competitividade industrial.”0

Fonte: CanalEnergia

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Explicando como queria que me explicassem...

23/10/2025

Leandro Mota Ribeiro

1.1.CONCEITOS GERAIS DO CONTROLE DE ATIVOS

O que pode ser um ativo?

Ativo é algo que pode ser tangível (físico) ou intangível (não físico) que tem a função de gerar valor para o detentor.

Físicos: transformador, poste, computador, mesa...

Não físicos: Patentes, software, bens e direitos...

Como estamos falando em sua grande maioria de ativos físicos e o negócio é o sistema elétrico brasileiro, vamos nos ater a eles.

Como é a composição do valor do ativo do sistema elétrico?

Va = CA + COM + UC, onde:

Va é o valor do ativo

CA = CAd (custos adicionais diretos) + CAi (custos adicionais indiretos)

COM são os componentes menores

UC unidade de cadastro principal

Exemplos: Um registro de ativo POSTE.

O CAd são os custos de instalação do poste

O CAi são os custos com o veículo, o telefone do eletricista, administração...

COM é a cruzeta, o parafuso, a cinta, arruela, mão francesa...

UC é o próprio poste.

Então, se:

CAd = R$400,00

CAi = R$50,00

COM = R$150,00

UC = R$600,00

Va = (400 + 50) + 150 + 600 = 1.200

Isso é o que chamamos de VOC (Valor Original Contábil). É o valor que o ativo é contabilizado no momento da capitalização (processo de unitização).

O que chamamos de VNR (Valor novo de reposição) é esse mesmo VOC atualizado no tempo por algum índice determinado, pode ser o IPCA, o IGPM, por exemplo. Atualmente atualizamos por determinação da ANELL pelo IPCA.

Tá entendi o que seria CA, mas quem define o que é COM e UC?

A regra é a seguinte: Quem define o que é UC é a ANEEL por meio do MCPSE. Lá tem 105 tipos de UC (chamamos de TUC) definidas como tal. Tudo que não estiver contido ali como UC ou UAR, é automaticamente COM.

Essa sopa de letrinhas, iremos explicar ao longo dos post.

Quando comecei a escutar sobre isso parecia que estava na Grécia falando com um japonês. Mas relaxa, você se acostuma.

Fonte: LINKEDIN

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Resumo das Notícias de Hoje

22/10/2025

Dia 22 de outubro de 2025, quarta-feira

- CONSENSO DAS ASSOCIAÇÕES POR MPS  (política)

Um Position Paper do Fórum das Associações do Setor Elétrico conduzido pela Volt Robotics avaliou que foi construído um consenso em torno de pautas que estão no conteúdo das Medidas Provisórias 1.300 e 1.304. Historicamente fragmentado, bases como a abertura de mercado, a criação de tarifas modernas, o fortalecimento das agências reguladoras e o redesenho o financiamento setorial tiveram amplo apoio do setor. O relatório da MP 1.304 deve ser apresentado no próximo dia 28.

> Saiba mais na matéria “Fase: agentes deixam fragmentação e conseguem construir consenso por MPs”: https://bit.ly/3JgVq02

- ANEEL DEFENDE MOSNA (política)

O colegiado da Agência Nacional de Energia Elétrica recusou o pedido da Enel para declarar o impedimento do diretor Fernando Mosna em relatar qualquer processo referente à empresa. Por unanimidade os diretores concordaram com a argumentação do diretor alvo da ação sobre não se declarar impedido de julgar processos da empresa. E mais, afirmaram que se aprovado poderia representar uma ameaça à independência da agência.

> Leia mais em “Aneel defende Mosna em pedido de impedimento da Enel”: https://bit.ly/43lR3Yk

- EVENTOS (canalenergia)

Energy TechTALKS oferecido pela IBM

Tema: Energia em Transformação: Inovação Redefinindo o Setor

Data: 23 de outubro

Local: Online via Zoom  

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/47veQ9J

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

Aproveite o DESCONTO EXCLUSIVO para assinantes!

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Encontro da Comunidade

29 de outubro

17h00

Durante o Brazil Windpower

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Enel Rio tem pedido de refinanciamento de contratos frustrado: https://bit.ly/4qsCMDi

Decisão envolve um processo polêmico de operações de empréstimo à distribuidora por empresas do grupo, entre 2018 e 2021, no valor total de R$ 5,8 bilhões.

Regulamentação da lei derivada da MP1300 entra em consulta: https://bit.ly/42UBnLz

Segundo voto, a perspectiva de um impacto potencial de R$ 620 milhões, contribuições serão recebidas por 15 dias devido a urgência do tema.

EDP vende lote de LT por R$ 510 milhões para fundo da Actis: https://bit.ly/3L3f1Bk

EDP Transmissão Litoral Sul fica nos estados do RS e SC e tem RAP de R$ 66 milhões.

BBF é multada em R$ 27,3 mi por atraso em termelétrica em RR: https://bit.ly/4o09FFx

Aneel reconheceu 254 dias de excludente de responsabilidade da empresa, o que reduziu o valor inicial da multa, calculado em R$ 36.6 milhões.”

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

21/10/2025

Dia 21 de outubro de 2025, terça-feira

- CORTE DE GERAÇÃO E MMGD POR DISTRIBUIDORAS (geração)

A Aneel acendeu o alerta entre associações do setor ao ratificar, na semana passada, o entendimento de que as distribuidoras têm não apenas o poder, mas o dever, de realizar corte de carga de consumidores (micro e mini GD) e de usinas conectadas diretamente à suas redes. O corte deve ser feito sempre que que houver um comando do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

> Saiba mais na matéria “Aneel acende alerta ao ratificar corte de geração e MMGD por distribuidoras”: https://bit.ly/43raOxF

- APAGÃO DO DIA 14 (operação)

Uma falha no sistema de proteção da subestação Bateias, da Copel, ocasionou o apagão da madrugada do dia 14 de outubro. Durante a primeira reunião para a elaboração do Relatório de Análise de Perturbação, no dia 17 de outubro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico e os agentes envolvidos apresentaram análises preliminares sobre a perturbação. Foram aprofundadas as avaliações sobre os fatos subsequentes ao incêndio no reator de linha da LT 500kV Ibiúna – Bateias C2, da Eletrobras, considerado como evento zero da ocorrência.

> Leia mais em “Falha em proteção da SE Bateias causou apagão do dia 14”: https://bit.ly/4qhgjsJ

- CUSTO DO H2V NO BRASIL (negócios e empresas)

O Índice LCOX Brasil, desenvolvido pela Clean Energy Latin America, aponta custo nivelado de produção de hidrogênio verde no Brasil entre US$ 2,94/kg e US$ 7,38/kg, dependendo da localidade e das condições energéticas. Apesar do aumento global nos custos de produção do hidrogênio verde e seus derivados ao longo do último ano, o Brasil mantém uma posição de destaque em competitividade no cenário internacional.

> Continue a leitura na matéria “Cela: índice coloca custo do H2V no Brasil entre US$ 2,94/kg e US$ 7,38/kg”: https://bit.ly/4oubudE

- EVENTOS (canalenergia)

Energy TechTALKS oferecido pela IBM

Tema: Energia em Transformação: Inovação Redefinindo o Setor

Data: 23 de outubro

Local: Online via Zoom  

Horário: 10h

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Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

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29 de outubro

17h00

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Motiva cria comercializadora de energia para acelerar redução de custos internos: https://bit.ly/4o0IIl4

Estrutura deve iniciar atividade até o final do primeiro trimestre de 2026.

Funcionários rejeitam proposta e EPE tem nova paralisação: https://bit.ly/43w6soV

Novas paralizações estão previstas ao longo do mês de outubro e novembro.

Braskem inicia operação que reduz 50% das emissões em Alagoas: https://bit.ly/43tkBDi

Petroquímica reduz em 50% as emissões com a produção de vapor por meio de biomassa, caldeiras que usavam gás natural serão desmontadas.”

Fonte: CanalEnergia

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Confira a consulta pública terminando nos próximos dias

21/10/2025

Data final: 26/10/2025

Consulta Pública n° 197 de 11/09/2025

Proposta de metas globais de descarbonização da matriz de combustíveis - Ciclo 2026-2035, submetida à consulta pública, no âmbito da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Saiba mais no site: https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergia

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Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

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