Portal de Notícias sobre o
Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

Resumo das Notícias de Hoje

17/9/2025

Dia 17 de setembro de 2025, quarta-feira

- LEILÃO DO GSF (geração)

A diretoria da Aneel aprovou a extensão das outorgas das usinas vencedoras do leilão do GSF (fator que mede o risco hidrológico). Os autos do processo serão enviados para avaliação do Tribunal de Contas da União.

> Saiba mais na notícia “Aneel aprova extensão das outorgas do leilão do GSF”: https://bit.ly/4mdvfoh

- RENOVAÇÃO DAS DISTRIBUIDORAS (distribuição)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acusou a Aneel de morosidade na análise dos processos de renovação das concessões das distribuidoras. Ele cobrou publicamente maior velocidade da agência e disse que não vai deixar que politicagem e pressões políticas impeçam o ministério de avançar nos contratos das empresas.

> Continue a leitura na matéria “Silveira critica morosidade na renovação das distribuidoras”: https://bit.ly/4mdvfoh

- DESCARBONIZAÇÃO DO BRASIL (expansão)

O processo de descarbonização da Petrobras precisa mudar para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais. O alerta é do Observatório do Clima. De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas da entidade, Suely Araújo, a petroleira deveria internalizar mais a questão da crise climática pela importância que possui. E assim tomar medidas estratégicas e efetivas até pensando em sua futura sustentabilidade financeira.

> Leia mais em “Petrobras precisa mudar para Brasil cumprir compromissos de descarbonização”: https://bit.ly/4mv9fFS

- EVENTOS (canalenergia)

Webinar ESS | Economia que gera valor: Eficiência Energética no Mercado Livre

Data: 24 de setembro

Local: Online via Zoom

Horário: 10h

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

WhatsApp Silmara - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511989155084

WhatsApp Bruno - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511932738511”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Silveira defende aprovação da MP 1300: https://bit.ly/4nsjYBI

Ministro foi à Câmara nesta terça-feira para tratar do tema. Projeto de conversão da MP foi incluído na pauta da reunião deliberativa.

Com 8 pareceres de acesso, DataSpots foca nos próximos passos: https://bit.ly/46aLQEA

Empresa de Data Centers vê Redata como Fundamental e pede mais integração de informações por agentes do setor, além de investimentos em infraestrutura.

Fort Atacadista corta custos com transição para o mercado livre de energia: https://bit.ly/3K6BpJJ

Cerca de 91% das unidades da rede de atacarejo já são abastecidas por energia renovável, com 28 usinas fotovoltaicas em operação e planos de expansão para os próximos anos.

Fonte: CanalEnergia

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O DIA D DOS JUROS

17/9/2025

“Nesta quarta-feira, 17, os investidores voltam seus olhos para Washington e Brasília, onde a Super Quarta do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central (BC) promete ser um divisor de águas para a economia global. Após meses de expectativa e pressões políticas intensas, os investidores aguardam com fervor a decisão crucial dos bancos centrais, em especial a do Fed: é o momento de cortar ou não as taxas de juros?

Depois de meses de especulações e pressões políticas, a expectativa é de que o Fed reduza a taxa de juros em 0,25 pontos percentuais (25 pontos-base), e que a autarquia sinalize um possível ciclo de alívio monetário. Porém, alguns analistas ainda apostam em um corte mais agressivo de 50 pontos-base, o que indicaria uma resposta mais forte a um risco iminente de recessão. As recentes quedas no mercado de trabalho e os dados de crescimento fraco nos EUA tornaram a decisão ainda mais urgente. Por outro lado, o BC enfrenta em um cenário um pouco diferente. A política monetária no Brasil ainda mantém os juros altos, com expectativas sobre manutenção da Selic a 15%, e não há expectativas de mudança até, ao menos, 2026. A inflação brasileira, embora mais controlada, ainda exige cautela, com o Banco Central sinalizando que não fará cortes no curto prazo.

A expectativa para o Fed é de corte de juros pela primeira vez em nove meses. Segundo economistas e analistas de mercado, a decisão de reduzir a taxa de juros em 0,25 pontos percentuais (25 pontos-base) deve ser anunciada após uma série de dados econômicos preocupantes

No Brasil, a Selic deve ser mantida em 15%, em um cenário amplamente antecipado por economistas e analistas de mercado. A decisão, que deve ser unânime pela terceira reunião consecutiva, é vista por analistas e economistas como essencial para garantir a convergência da inflação para a meta estabelecida pelo Banco Central.”

Fonte: Desperta | exame de 17/09/2025

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AS CONCLUSÕES DO REGULADOR – OFGEM E DO GOVERNO BRITÂNICO

16/9/2025

Por Sandoval Feitosa
Diretor - Geral na Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica

As conclusões do Regulador - Ofgem e do Governo Britânico podem ser utilizadas para discutirmos as necessárias e urgentes mudanças no sistema elétrico brasileiro.

A expansão de renováveis continuará a pressionar as tarifas não pelo custo de produção que é cada vez menor, mas sim pelos desnecessários subsídios que distorcem o custo final ao consumidor que se vê em um paradoxo - reescrever a lei geral da economia : maior oferta, maiores preços.

Além de preços maiores o consumidor ainda corre o risco de ser chamado a pagar pelo excesso da oferta.

O setor elétrico inglês já possui um sinal de preços melhor que o sistema elétrico brasileiro- tarifas horárias, sinal de preço, mas ainda assim está buscando melhorar o sinal de preço. No Brasil, com tarifa monômia e volumétrica na baixa tensão há mais de 100 anos, terá de acelerar sinais de preço de mercado eficientes para demanda, redução dos subsídios desnecessários na geração, otimizar a expansão da transmissão para reduzir custos, além de aprimorar os sinais de preço para expansão da geração.

Enfim, a reforma do setor elétrico brasileiro nos anos 90 teve o setor elétrico inglês como referência. Essa nova reforma do setor elétrico brasileiro, em face a um ambiente de tantas mudanças tecnológicas, poderia avaliar os eixos principais da reforma do setor inglês. Agradeço a Luiz C G Silva, PhD pelos insights!!

Luiz CG Silva – PhD

A geração e o armazenamento de energia distribuído, junto a carga, trazem benefícios para consumidores C&I (Commercial and Industrial), sem onerar o consumidor residencial. Essa arquitetura endereça parte das preocupações do regulador no Reino Unido (Ofgem) e no Brasil (ANEEL).

As preocupações da ANEEL com o equilíbrio de mercado estão nas páginas amarelas de Veja dessa semana, entrevista do Sandoval Feitosa ( https://lnkd.in/d7aPzs6t )

O REMA (Review of Electricity Market Arrangements: revisão das regras do mercado de eletricidade), no Reino Unido, (https://lnkd.in/dfyq8k5v) tira foco de “preço por região”. O alvo virou custo total ! Menos distorção na conta, mais planejamento do local de geração e flexibilidade remunerada.

O Reino Unido foi atrás do porquê a conta não baixava mesmo com mais renováveis. Em vez de criar zonas de preço, manteve preço nacional e mexeu onde afeta preço final.

Os princípios:

— Sinais de localização para nova geração via rede e conexão (não no preço do atacado).

— Planejamento espacial obrigatório (SSEP) dizendo onde faz sentido gerar, e não guiada pelas facilidades de desenvolvimento dos projetos de geração.

— Operação do sistema centrada na flexibilidade (baterias e resposta da demanda gera receita).

Resultado esperado: menos curtailment, menos custo de restrição, mais previsibilidade para investir.

1. Motivação do REMA: reduzir custos sistêmicos (restrições/curtailment), acabar com filas de conexão, dar sinais locacionais previsíveis e integrar mais flexibilidade; tudo mirando um sistema justo, acessível, seguro e eficiente.

2. Decisão (jul/2025): manter preço nacional e seguir com “preços nacionais reformados” (sinais fora do preço + planejamento espacial + reformas de balanceamento/contratos).

3. Trâmite atual: governo prepara um Delivery Plan do “Reformed National Pricing” (2025); a 1ª versão do SSEP sai em 2026 pela NESO; parte das mudanças exige lei e alterações de regulamentos com a Ofgem.

(REMA no GOV.UK: https://lnkd.in/dfyq8k5v)

Fonte: Linkedin

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Resumo das Notícias de Hoje

16/9/2025

Dia 16 de setembro de 2025, terça-feira

- MP 1300 (política)

A votação da MP 1300 deve ocorrer no limite do prazo antes de perder a vigência. A perspectiva é de que o texto seja votado já nesta terça-feira, 16 de setembro, no plenário da Câmara dos Deputados. De lá, segue para o Senado, onde vai ser discutida na tarde da próxima quarta-feira, 17 de setembro, data limite da medida. No foco da medida estará apenas a Tarifa Social, ponto que sempre foi bem-visto pelos parlamentares e que já passou a ser aplicado pela Aneel.

> Continue a leitura na matéria “Câmara e Senado votam MP 1300 na terça e na quarta-feira”: https://bit.ly/4gwAU7Y

DESAFIOS PARA SOLAR E EÓLICA (expansão)

Não bastasse o problema do curtailment, os geradores solares e eólicos também precisam se preocupar com o contexto das mudanças do clima. De acordo com novo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o grande desafio será equilibrar os riscos climáticos com os investimentos necessários para as soluções que garantam a continuidade das produções sem comprometer a modicidade tarifária.

> Saiba mais em “EPE: Equilíbrio entre risco climático e adaptação desafia solar e eólica”: https://bit.ly/42orvJC

- INFRAESTRUTURA DE RECARGA DE VEÍCULOS ELÉTRICOS (negócios e empresas)

O Brasil tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos, segundo dados da Tupi Mobilidade, em parceria com a ABVE. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga pública e semipública do país.

> Leia mais na notícia “Infraestrutura de recarga rápida cresce 59% em seis meses no Brasil”: https://bit.ly/4mhLII4

- EVENTOS (canalenergia)

Webinar ESS | Economia que gera valor: Eficiência Energética no Mercado Livre

Data: 24 de setembro

Local: Online via Zoom

Horário: 10h

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

WhatsApp Silmara - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511989155084

WhatsApp Bruno - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511932738511”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Cemig fecha acordo sindical de R$ 1,25 bi por plano de saúde: https://bit.ly/4gqsL4N

Pagamento será feito até 2030 e negociação ainda depende de aval do TST.

Piauí garante acordo de solar e hidrogênio com chineses: https://bit.ly/4nBJq7P

Memorando de entendimento com o grupo TBEA vem após missão internacional do governador para atrair novos investimentos ao estado.

Castrol promove pesquisa que comprova impacto positivo dos lubrificantes na eficiência energética de turbinas eólicas: https://bit.ly/3K6zjcE

Estudo com duração de dois anos comprova que lubrificantes de baixo atrito fabricados pela empresa podem melhorar o desempenho operacional das turbinas e ampliar a rentabilidade na geração de energia por fonte renovável.

Fonte: CanalEnergia

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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA VOLTS BY CANALENERGIA – 176ª EDIÇÃO DE 16/09/2025

16/9/2025

EXCLUSIVO

A gestão de ativos desponta como um dos maiores desafios estratégicos para a transição energética brasileira. Isso atraiu a atenção da repórter Michele Rios a um mergulho nesse universo para elaborar a reportagem especial desta semana do CanalEnergia . Com uma infraestrutura que combina equipamentos de diversas gerações tecnológicas, o país busca modernizar, otimizar e expandir seu parque de geração e transmissão para garantir segurança energética e uma matriz mais limpa e renovável. A entrada acelerada de fontes intermitentes, como a solar e eólica, que já representam mais de 30% da matriz elétrica nacional, intensifica a necessidade de uma gestão eficaz. Tecnologias de digitalização, como Internet das Coisas (IoT) e análise preditiva, tornam-se essenciais para estender a vida útil dos equipamentos e reduzir custos. A coordenação entre operadores, reguladores e agentes torna-se essencial para investimentos eficientes, maximizando o aproveitamento dos ativos e preparando a infraestrutura para o futuro. É, enfim, leitura obrigatória para quem quer estar sempre por dentro do que de mais recente chama a atenção da “comunidade elétrica”

ECONOMIA

Não houve explicações por parte do ONS, mas vale informar que novos recordes de demanda foram registrados na semana passada no submercado Norte. De certa forma isso preocupa porque o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência) só vai rolar em 2026. Em 11 de setembro houve pico de demanda média (9.028 MW med). No mesmo dia também aconteceu um recorde de demanda máxima (9.891 MW).  É torcer para isso não escalar demais.

A propósito do LRCAP, a Aneel aprovou regras de comercialização aplicáveis a contratos do certame. Houve a criação de um módulo que trata da Contratação de Reserva de Capacidade. A agência também homologou o módulo de Reajuste dos Parâmetros da Receita de CCEARs (Contratos de Comercialização de Energia Regulados). São mais peças agregadas ao quebra-cabeça que vem dominando debates entre os interessados.

Na CCEE enquanto isso, foi concluída a primeira liquidação do MCP (Mercado de Curto Prazo) após o controverso “leilão do GSF”. A operação de julho liquidou R$ 2,54 bilhões. Os valores represados caíram cerca de 72%. Passaram de R$ 1,09 bilhão em junho para R$ 310,46 milhões. Para providencial alívio aos agentes de mercado, esse valor é o menor desde 2015.

E a Iberdrola foi lá e comprou, por R$ 11,9 bi, a fatia da Previ na Neoenergia. Com essa aquisição, o grupo espanhol terá cerca de 83,8% do capital social da empresa. Esse movimento também liquidou o respectivo acordo de acionistas firmado em 2017.

Em tempo, para concluir a nossa ronda, a diretoria da Anel aprovou os termos do acordo para a transferência de controle da Amazonas Energia para a Âmbar Energia. O entendimento, costurado a partir de proposta apresentada pela empresa do Grupo J&F, envolve aporte de capital imediato de R$ 9,85 bilhões na distribuidora. Só falta agora a empresa bater o martelo.

POLÍTICA

O drama ainda está longe de terminar, mas uma decisão da Aneel praticamente firmou o epitáfio da Gold Energia. A agência revogou por unanimidade a autorização de operação da empresa, que deixou muita complicação pelo caminho ao longo de sua trajetória. Não deu outra. A medida foi motivada por grave inadimplência e descumprimento de contratos, com impacto tarifário até no ambiente regulado. Avaliação da CCEE apontou exposição negativa superior a R$ 220 milhões (maio–novembro de 2025) e risco de calote superior a R$ 1 bilhão. A Gold deixou de entregar energia a cooperativas (Cedrap e Coopernorte) e a distribuidoras, gerando custos no MCP. Ocorreu, além disso, rescisão unilateral de contratos sem autorização da Aneel e falta de apresentação de balanço patrimonial auditado. Outro problema é que houve acúmulo de penalidades não pagas (mais de R$ 2 milhões) o que a levou à situação de operação assistida e limitação de registro por parte da CCEE. A Aneel também autorizou a Procuradoria a avaliar ação civil pública e processo punitivo para responsabilizar sócios e administradores. Triste fim.

CONSUMO E COMPORTAMENTO

Há no Brasil cerca de 1,2 milhão de pessoas sem acesso regular à energia em áreas rurais e remotas e que sequer sabem por onde começar para pedir o serviço. Por isso, o governo federal anunciou o desenvolvimento de um aplicativo digital para o programa Luz para Todos , que deve facilitar o cadastro e acompanhamento das solicitações de atendimento em regiões como a Amazônia Legal, por exemplo.

Outra notícia boa é que o bônus de Itaipu ajudou no cálculo da inflação de agosto. O IPCA do mês passado recuou 0,11%. Foi no grupo Habitação, que abriga a despesa com energia, que o impacto foi bem significativo. Houve o menor resultado para o mês de agosto desde o Plano Real. Para se ter uma ideia, o peso da conta de luz caiu 4,21%. Anote aí porque é um fato histórico e deve demorar muito para acontecer de novo, tipo cometa de Halley.

CEMIG

Historicamente, a Cemig sempre foi muito ativa na captação de novos clientes para o mercado livre de energia. A carteira da empresa mineira acaba de ultrapassar a marca de 10 mil consumidores . Cálculos indicam que são mais de 7 mil unidades consumidoras no atacado e 3 mil no varejo, onde a companhia lidera o ranking com 192 contrapartes. Ou seja, está à frente da Matrix e Ultragaz.

GRUPO ENEL

O Grupo Enel segue colecionando antagonistas quando o assunto é distribuição de energia. Além do prefeito de São Paulo, que está no pé da filial local da empresa italiana, agora o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entrou com ação pública. Pede que a Aneel reconsidere a decisão de recomendar à União a prorrogação da concessão da Enel Rio. O MP quer que a agência se abstenha de prorrogar o contrato e que a diretoria realize nova deliberação. A conferir.

LEILÃO DO GSF

Nesta terça-feira, 16 de setembro, a diretoria da Aneel vai decidir sobre a extensão das concessões das usinas vencedoras do leilão do GSF, um tema cercado de expectativa pelo mercado. O julgamento definirá prazos adicionais de exploração que variam de três a sete anos, conforme cálculo da CCEE, e pode encerrar meses de dúvidas sobre a legalidade da taxa de desconto aplicada no certame — questionada pelo diretor Fernando Mosna. A decisão será a primeira com o colegiado completo da agência, após as recentes nomeações, e é considerada fundamental para dar segurança jurídica ao setor.

O histórico do leilão do GSF reforça essa importância. Autorizado pela MP 1300 e realizado em 1º de agosto na plataforma da CCEE, o mecanismo negociou débitos de geradores que contestavam judicialmente o pagamento do risco hidrológico. Em troca, os compradores dos passivos obtiveram a extensão das outorgas das usinas. Oito dos 11 empreendimentos participantes saíram vencedores. A liquidação financeira ocorreu em 13 de agosto, garantindo a quitação parcial das dívidas, embora ainda reste cerca de R$ 300 milhões em aberto. Haja coração!

INTERLIGAÇÃO MANAUS BOA VISTA

Aconteceu na última quarta-feira, dia 10, com direito a uma performance incomum do presidente Lula. Ele literalmente ancorou a cerimônia que marcou o início de energização da Interligação Manaus-Boa Vista , colocando Roraima finalmente no mapa do SIN (Sistema Interligado Nacional). Também conhecida como “Linhão de Tucuruí”, a obra demorou quase 15 anos para ser concluída. A Transnorte Energia, consórcio formado pela Eletronorte e Alupar, enfrentou vários percalços ao longo desse período. A coisa pegou mesmo no licenciamento ambiental, mas no que se refere à componente indígena. Não foi fácil chegar num acordo com os Waimiri-Atroari. Depois veio a negociação com a Aneel para buscar uma atualização da RAP (Receita Anual Permitida). Ao final de tudo, pelo menos serão economizados R$ 540 milhões anuais na compra de combustíveis fósseis usados até então para alimentar várias usinas térmicas. Outro ponto positivo é que o novo linhão deve possibilitar no futuro a interligação com outros países da América do Sul, via Venezuela.

Fonte: VOLTS BY CANALENERGIA – 176ª EDIÇÃO DE 16/09/2025

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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