- Demanda por minerais estratégicos para geração de energia vai crescer 54% em dez anos, estima EPE
A demanda por minerais estratégicos e críticos pelo setor energético deve crescer nos próximos dez anos, especialmente na geração renovável e nos veículos elétricos, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Estudos de planejamento da empresa apontam que a capacidade instalada de geração elétrica no país vai crescer 35% até 2034, ao passo que a composição mineral da matriz elétrica deve aumentar 54%. Eólicas e solares são as fontes com maior uso de minerais e devem manter essa composição em 2034.
- Setembro registra expansão de 1,4 GW na matriz elétrica somente com fontes renováveis
Em setembro, entraram em operação 27 novas usinas de geração de energia elétrica no país, somando 1,4 GW, incluindo 17 solares e 08 eólicas. Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também mostram que, no ano, houve uma expansão de 5,9 GW no parque gerador brasileiro, com a inauguração de 97 usinas. Desse total, 12 são termelétricas (2,5 GW), 35 solares (1,7 GW) e 37 eólicas (1,5 GW). Dentre os estados que mais receberam projetos estão Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte.
- Silveira diz que abertura do mercado livre beneficia classe média
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD/MG), defendeu que a abertura do mercado livre de energia elétrica vai beneficiar a classe média ao “acabar com o monopólio das distribuidoras” na venda ao consumidor final. Silveira defendeu o avanço no Congresso das discussões da medida provisória 1304/2025, a MP dos Vetos. “Quem comprar energia no mercado livre compra 20% mais barato”, disse.
- Brasil ignora seu maior trunfo energético
O mundo já escolheu sua principal aposta para o armazenamento de energia em larga escala: as usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs), responsáveis por mais de 94% de toda a capacidade global de armazenamento. Mas o Brasil, que detém expertise mundial em hidroeletricidade, não conta hoje com nenhuma UHR em operação. Estudos recentes identificaram cerca de 5.500 aproveitamentos viáveis para usinas do tipo no território nacional, muitos dos quais poderiam utilizar reservatórios já existentes. Essa abundância de alternativas reforça o potencial técnico e geográfico do Brasil para liderar globalmente na adoção dessa tecnologia.
- Aneel muda regra para reduzir desconto bilionário a geradores de energia renovável
A Aneel aprovou uma mudança nas regras para a concessão de benefícios tarifários a usinas de geração renovável: apenas empreendimentos de até 300 MW de potência injetada passam a ter direito ao benefício tarifário. A alteração cumpre determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Com a mudança, o órgão regulador passou a adotar nas outorgas o conceito de “complexo de geração”, que considera tanto o compartilhamento de infraestrutura (ponto de conexão com a rede elétrica) pelas usinas quanto uma avaliação societária de seus donos.
- MP 1300 e MP 1304: o impacto das medidas provisórias no setor elétrco
As discussões sobre as mudanças no setor elétrico não se encerram com a aprovação da MP 1300, mas se projetam sobre a 1304, que carrega os pontos de maior impacto para a modernização do setor. Considerando o cenário atual, será necessário um esforço expressivo de articulação entre os atores setoriais para construir consensos relevantes. Sem isso, corre-se o risco de perpetuar o status quo e, pior, de ver o sistema elétrico colapsar diante de uma realidade operacional cada vez mais complexa, marcada pela inserção exponencial de fontes renováveis e pela urgência em modernizar redes físicas e digitais. A avaliação é de Wagner Ferreira, sócio do Caputo, Bastos e Serra Advogados.
- Babilônia e Electra inauguram sistema de carregamento para carros elétricos
O Grupo Electra, referência em soluções inteligentes de energia, e o Babilônia, referência na cena gastronômica de Curitiba, inauguraram um sistema de carregamento de veículos elétricos no estacionamento do restaurante. A iniciativa conecta a preocupação de ambas as empresas com a inovação, a sustentabilidade e a prestação de serviços diferenciados para seus clientes.
- Sem mercado de capacidade, bateria não é viável para reduzir curtailment
Os sistemas de baterias no Brasil se tornarão viáveis principalmente com o empilhamento de receitas e do mercado de capacidade, por meio de leilões. Para Matheus Dias, da Aurora Energy Research, mesmo diante de um contexto de alto curtailment e risco de modulação para energia solar, as baterias ainda não são viáveis no modelo merchant. Estudo da consultoria a pedido da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) demonstrou que a contratação de 1 GW em baterias em um leilão de reserva de capacidade pode gerar uma economia de até R$ 4,6 bilhões em comparação com mesmo volume contratado em usinas termelétricas a gás natural.
- Senado discute se prejuízo do curtailment deve ir para a conta de luz
A discussão sobre os cortes de geração de energia precisa ser feita com cautela e profundidade para evitar que os custos bilionários sejam repassados aos consumidores de energia, que já pagam os subsídios que resultaram no crescimento acelerado da geração. O alerta foi feito em audiência pública sobre o tema na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. No evento, foram feitas ponderações sobre os motivos dos cortes e tentativas de minimizar o problema, incluindo mudanças nas regras de ressarcimento e possibilidade de dividir o custo com a MMGD.
- Produção de energia limpa é atrativo para empresas investirem no Brasil
A energia renovável é um grande valor agregado para empresas que querem entrar no Brasil, segundo Thomas Kwan, vice-presidente do Instituto de Pesquisas de Sustentabilidade da Schneider Electric. “Isso é uma espécie de ímã”, afirmou. Mas ainda existe um gargalo para distribuição de energia limpa, devido ao fato de que há muitos parques geradores eólicos e solares no Nordeste do Brasil, enquanto o consumo de energia elétrica se concentra na região Sudeste e o sistema de transmissão não atende toda a oferta.
- Companhia oferece energia limpa para empresas e residências
O objetivo do Grupo Electra é transformar energia em oportunidades, por meio da oferta de soluções inteligentes para que empresas e pessoas tenham acesso à energia de forma limpa, acessível e estratégica. “Estruturados em diferentes segmentos de mercado, nos posicionamos como uma companhia de soluções completas no setor, unindo economia, sustentabilidade e inovação”, disse o presidente do Grupo, Claudio F. Alves. A Electra Comercializadora, especializada no atendimento de consumidores de média e alta tensão, é a espinha dorsal do grupo. Somadas a ela, estão Electra Illian (painéis solares fotovoltaicos), Electra Hydra (responsável por 24 pequenas centrais hidrelétricas) e Electra Wind (projetos eólicos), além da Electra Soluções, que atua em infraestrutura energética.
Fonte: ELECTRA ENERGY/CLIPPING Ed. 20/2025 de 10/10/2025