Leandro Mota Ribeiro
1.1.CONCEITOS GERAIS DO CONTROLE DE ATIVOS
O que pode ser um ativo?
Ativo é algo que pode ser tangível (físico) ou intangível (não físico) que tem a função de gerar valor para o detentor.
Físicos: transformador, poste, computador, mesa...
Não físicos: Patentes, software, bens e direitos...
Como estamos falando em sua grande maioria de ativos físicos e o negócio é o sistema elétrico brasileiro, vamos nos ater a eles.
Como é a composição do valor do ativo do sistema elétrico?
Va = CA + COM + UC, onde:
Va é o valor do ativo
CA = CAd (custos adicionais diretos) + CAi (custos adicionais indiretos)
COM são os componentes menores
UC unidade de cadastro principal
Exemplos: Um registro de ativo POSTE.
O CAd são os custos de instalação do poste
O CAi são os custos com o veículo, o telefone do eletricista, administração...
COM é a cruzeta, o parafuso, a cinta, arruela, mão francesa...
UC é o próprio poste.
Então, se:
CAd = R$400,00
CAi = R$50,00
COM = R$150,00
UC = R$600,00
Va = (400 + 50) + 150 + 600 = 1.200
Isso é o que chamamos de VOC (Valor Original Contábil). É o valor que o ativo é contabilizado no momento da capitalização (processo de unitização).
O que chamamos de VNR (Valor novo de reposição) é esse mesmo VOC atualizado no tempo por algum índice determinado, pode ser o IPCA, o IGPM, por exemplo. Atualmente atualizamos por determinação da ANELL pelo IPCA.
Tá entendi o que seria CA, mas quem define o que é COM e UC?
A regra é a seguinte: Quem define o que é UC é a ANEEL por meio do MCPSE. Lá tem 105 tipos de UC (chamamos de TUC) definidas como tal. Tudo que não estiver contido ali como UC ou UAR, é automaticamente COM.
Essa sopa de letrinhas, iremos explicar ao longo dos post.
Quando comecei a escutar sobre isso parecia que estava na Grécia falando com um japonês. Mas relaxa, você se acostuma.
Fonte: LINKEDIN