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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

11/11/2025

Dia 11 de novembro de 2025, terça-feira

- LEILÃO DE CAPACIDADE PARA BATERIAS  (expansão)

O Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria no 878/2025, que abre Consulta Pública para tratar das diretrizes do leilão de capacidade específico para baterias. A previsão é de que o certame seja realizado em abril de 2026. O foco será a negociação do Produto Potência Armazenamento, em que o compromisso de entrega consiste em disponibilidade de potência, em MW com contratos de 10 anos. Os sistemas precisam ter pelo menos 30 MW.

> Leia mais na notícia ”Leilão de capacidade para baterias deve ocorrer em abril”: https://bit.ly/485Cvie

- BANDEIRAS TARIFÁRIAS  (consumidor)

O sistema de bandeiras tarifárias deve contribuir com um acréscimo de 2,8 pontos percentuais nas contas de luz dos consumidores residenciais brasileiros este ano, segundo projeções da TR Soluções.

> Continue a leitura na matéria “Bandeiras tarifárias devem adicionar 2,8 p.p. às contas de luz”: https://bit.ly/3JVLtW4

- MONITORAMENTO DO MERCADO  (comercialização)

A Aneel abriu a Consulta Pública 033/2025 para aprimorar os procedimentos de monitoramento do mercado de energia elétrica após o “período sombra”. Conforme a divulgação, entre novembro de 2023 a novembro de 2024, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e agentes do mercado participaram do teste de Monitoramento Prudencial em ambiente simulado para praticar mecanismos de segurança com o objetivo de implantar melhorias de procedimentos. As contribuições poderão ser enviadas até 22 de dezembro para o e-mail cp033_2025@aneel.gov.br.

> Saiba mais em “Aneel abre CP sobre monitoramento do mercado”: https://bit.ly/485Gz1Y”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

COP 30: transição energética e financiamento são confirmados na agenda: https://bit.ly/3LUeOkd

As pautas com maior potencial de discordância estão na agenda do evento e foram classificados como um trabalho fantástico executado pelas partes envolvidas na definição dos temas prioritários.

União pela Energia defende vetos a sete dispositivos da MP 1304: https://bit.ly/4nUElaz

Entre as alterações a serem vetadas estariam a solução para o curtailment e a contratação compulsória de térmicas a carvão e a biomassa e de PCHs.

Neoenergia anuncia R$ 350 mi para descarbonizar Noronha até 2027: https://bit.ly/4p7Esk7

Projeto em parceria com a Weg prevê instalação de mais de 30 mil painéis fotovoltaicos integrados a sistemas de armazenamento por baterias.

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

11/11/2025

Data final: 16/11/2025

Consulta Pública n° 200 de 17/10/2025

Proposta de metas de aproveitamento energético de óleos e gorduras residuais (OGR) na produção de biodiesel, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde.

Data final: 17/11/2025

Consulta 031/2025

Obter subsídios para o aprimoramento da proposta para as Regras de Comercialização de Energia Elétrica, versão 2026, considerando-se a minuta de Resolução Normativa, disposta no Anexo I, o Descritivo de Alterações, as minutas das novas versões dos módulos enviados pela CCEE, dispostos nos Anexos II a XX, todos da Nota Técnica nº 151/2025-SGM/ ANEEL, de 6 de outubro de 2025.

Consulta Pública n° 196 de 02/09/2025

Consulta Pública sobre a regulamentação da abertura do mercado de energia elétrica para os consumidores atendidos por tensão inferior a 2,3 kV e das regras de exercício do Supridor de Última Instância (SUI).

Fonte: CanalEnergia

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ESG: de diferencial competitivo a obrigação regulatória e mercadológica

11/11/2025

O ESG evoluiu rapidamente de um conceito voluntário para uma exigência formal e estratégica. Hoje, empresas que ignoram suas diretrizes enfrentam não apenas críticas sociais, mas também sanções legais, exclusão de carteiras de investimento e perda de valor de mercado.

A agenda ambiental, social e de governança passou a integrar diretamente as decisões de financiamento, contratação e consumo — e não mais como um bônus, mas como pré-requisito.

No plano normativo, o ESG já figura como obrigação concreta. No Brasil, a Lei nº 13.303/2016 (Lei das Estatais) impõe práticas de governança para empresas públicas e sociedades de economia mista, exigindo transparência, controles internos e ética na gestão.

A Resolução CVM nº 193/2023 também avançou nesse sentido ao exigir que companhias abertas divulguem informações ESG nos moldes internacionais estabelecidos pelo ISSB, promovendo alinhamento global e integridade nos relatórios corporativos.

No cenário internacional, as Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais orientam práticas responsáveis em áreas como meio ambiente, direitos humanos e integridade corporativa. Já a União Europeia exige, por meio da CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), que grandes empresas publiquem relatórios periódicos com dados ambientais, sociais e de impacto sobre suas atividades.

Essas exigências têm reflexos concretos no dia a dia empresarial. Licenciamento ambiental, controle de emissões, descarte de resíduos, programas anticorrupção, auditoria interna e relatórios de sustentabilidade são hoje parte integrante do planejamento e da operação de qualquer empresa que pretenda manter credibilidade, captar recursos e se posicionar de forma competitiva.

Ignorar essas diretrizes implica riscos legais, financeiros e reputacionais. Empresas que negligenciam práticas ESG tendem a enfrentar barreiras na obtenção de crédito, na formação de parcerias e no acesso a investidores institucionais. Nesse contexto, o ESG funciona como um escudo contra crises e um passaporte para mercados mais exigentes e sustentáveis.

ESG como critério de permanência no mercado

Mais do que cumprir normas, as organizações estão sendo julgadas diariamente pelo mercado. Investidores priorizam empresas que adotam boas práticas ESG, pois elas tendem a ser mais resilientes, éticas e lucrativas no longo prazo. Fundos sustentáveis já superam os tradicionais em volume e rentabilidade em diversos mercados — reflexo da demanda por negócios com menor exposição a riscos sociais, ambientais e regulatórios.

Essa transformação é impulsionada por um novo perfil de consumidor, que valoriza empresas alinhadas com seus valores. Atualmente, o comportamento do público influencia diretamente o desempenho de marcas. Responsabilidade ambiental, diversidade, transparência e engajamento social passaram a ser critérios reais de decisão de compra.

Dessa forma, o ESG deixou de ser diferencial e passou a ser condição mínima para relevância e continuidade. Empresas que o integram à cultura organizacional ganham vantagem competitiva: atraem talentos, fidelizam clientes e se posicionam como protagonistas na transição para uma economia de baixo carbono e maior justiça social.

Benefícios para empresas

Investir na formação especializada de colaboradores agrega de muitas maneiras e resulta em benefícios, incluindo:

  • Melhoria na gestão de riscos e na tomada de decisões estratégicas;
  • Aumento da eficiência operacional e redução de custos;
  • Fortalecimento da imagem institucional e atração de investidores;
  • Maior engajamento dos stakeholders e vantagem competitiva no mercado.

A capacitação contínua é, portanto, um diferencial estratégico que contribui para a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo das organizações.

Fonte: IDP NEWS # 27 de 10/11/202

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O que é ESG e qual é a sua importância atualmente?

11/11/2025

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Representa um conjunto de práticas que avaliam o comprometimento de empresas com a sustentabilidade em suas operações e políticas. Mais do que uma tendência, o ESG tornou-se um critério essencial para investidores, consumidores e órgãos reguladores.

  • Ambiental: o pilar ambiental avalia como a empresa lida com os impactos que causa no meio ambiente. Isso inclui ações para combater o aquecimento global, reduzir emissões, controlar a poluição, gerir resíduos e promover o uso consciente de recursos naturais.
  • Social: o aspecto social foca na forma como a empresa se relaciona com colaboradores, clientes, comunidades e demais partes interessadas. Envolve práticas de inclusão, respeito aos direitos humanos, segurança no trabalho, diversidade e responsabilidade social.
  • Governança: a governança trata da maneira como a empresa é administrada. Inclui transparência, ética, prestação de contas, estrutura de decisão, controles internos e conformidade com leis e normas. Uma boa governança reduz riscos e fortalece a confiança dos stakeholders.

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Resumo das Notícias de Hoje

10/11/2025

Dia 10 de novembro de 2025, segunda-feira

- MP 1304  (política)

A Agência Nacional de Energia Elétrica calcula que a MP 1304 demandará alterações em cerca de 40 regras. Segundo o diretor Gentil Nogueira de Sá, não será necessária a abertura de um processo para cada um desses pontos. É possível aglutinar determinados itens, contudo, a previsão é de concorrência de tempo na agência. Essa é a conclusão de uma avaliação preliminar da agência, ainda dependerá de como será convertido em lei o texto da MP aprovado no Congresso Nacional na semana passada.

> Saiba mais na notícia “Aneel mapeia 40 alterações a serem feitas com a MP 1304”: https://bit.ly/3LTu0y0

- TARIFA BRANCA  (distribuição)

Uma nota técnica divulgada pela Aneel nesta quinta-feira (06/11) sugere a aplicação automática da Tarifa Branca. Essa medida valeria para consumidores em baixa tensão com consumo mensal igual ou superior a 1 MWh. A proposta pretende incluir na modalidade tarifária a 2,5 milhões de unidades industriais, comerciais, rurais e residenciais até o fim de 2026. Para 2027, a meta é alcançar mais 2,5 milhões de unidades consumidoras com carga mensal igual ou superior a 600 kWh.

> Continue a leitura na matéria “NT da Aneel sugere aplicação automática da tarifa branca a consumidores”: https://bit.ly/4qORft8

- PL DE MINERAIS CRÍTICOS  (política)

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – SP) deve apresentar na próxima semana ao colégio de líderes da Câmara dos Deputados uma proposta do que envolve o PL 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Jardim participou de painel no ‘Pre COP 30 Global Summit’, realizado nesta sexta-feira, 07 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com ele, a Câmara decidiu dar total prioridade ao tema, que ganha cada vez mais relevância por conta da transição energética e da digitalização. Jardim é o relator do PL.

> Leia mais em “Conteúdo do PL de minerais críticos deverá ser apresentado a líderes na semana que vem”:”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Abradee elogia discussão pela Aneel de regras para corte de geração: https://bit.ly/4nRq26C

Distribuidoras pedem que a agência aprove procedimentos para a eventual desconexão de geração distribuída a pedido do ONS, para evitar contestações.

Alupar mantem disposição para leilões de LTs na AL e Brasil: https://bit.ly/47PJx9B

No terceiro trimestre do ano, companhia viu entrada em operações de projeto na Colômbia, de linhão Manaus – Boa Vista e obteve vitória em Leilão no Peru.

EDP investirá apenas em redes no Brasil nos próximos anos: https://bit.ly/43jfNAz

Brasil continua a ser um destino importante de recursos da empresa. Contudo, conjuntura macroeconômica não coloca o país como uma geografia ótima para investimentos.”

Fonte: CanalEnergia

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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