Portal de Notícias sobre o
Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

FRASE DA SEMANA

24/11/2025

“Esse mundo que aí está foi feito por nós, portanto, pode ser por nós reinventado.”

Autor: Mário Sérgio Cortella, filósofo e escritor

Gostou deste conteúdo?

PARA LER COM CALMA

22/11/2025

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, aqui vai um resumo:

COP 30 e Transição Energética

- Roadmap global: Proposta brasileira para reduzir combustíveis fósseis ganhou apoio de 80+ países durante a COP 30.  https://bit.ly/3K2hNqw

- Estratégia de Descarbonização: Lançada a ENDI (Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial), com metas até 2050 para reduzir emissões de gases de efeito estufa a zero na indústria.  https://bit.ly/48mTFrN

- Investimentos: Presidente da COP 30 sugeriu aumentar aportes em transição energética de US$ 300 bi para US$ 1,3 tri/ano.  https://bit.ly/49WKM9y

- Relatório global: Investimentos globais na transição energética atingiram um novo recorde de US$ 2,4 trilhões em 2024 (20% acima da média 2022/23). https://bit.ly/4849rX8

Geração e Operação de Energia

- Ressarcimento de cortes: Abeeólica calcula R$ 2,8 bi para compensar cortes de geração, sem impacto tarifárias. https://bit.ly/4r5JaAr

- Angra 1 e 2: Aneel propôs novo rateio de custos baseado em cotas firmes, em consulta pública. https://bit.ly/4oaXy7Q

- Carga nacional: Previsão revisada para alta de 0,9% no Sudeste/Centro-Oeste em novembro (contra 0,1% anterior). https://bit.ly/3K7v94K

- Projeto Satoshi (Renova): Data center no complexo eólico Alto Sertão III (BA) deve entrar em operação ao longo do quarto trimestre com potencial de 700 MW.  https://bit.ly/4piwdSd

Leilões e Mercado

- LRCAP (Março/2026): Cadastrados 330 projetos (120,3 GW), com destaque para 311 usinas a gás (112,87 GW).  https://bit.ly/3K7Dsxq

- Leilões recentes: Preço médio de R$ 207,81/MWh em contratos de energia existente. https://bit.ly/4hZSku8

Regulação

- Cortes de geração: Aneel determinou que 12 distribuidoras apresentem um plano, para o corte de geração de usinas conectadas à rede de distribuição, em 20 dias. ttps://bit.ly/48oiS5a

Destaques Adicionais

- Copel: Anunciou 4 GW em usinas reversíveis para futuros leilões.  https://bit.ly/4icXaob

- Greve na EPE: Ganhou caráter indeterminado, mas liminar garante funcionamento mínimo.  https://bit.ly/487VY0B

- Baterias (BESS): Estudo do Instituto E+ aponta que 4 GW no Sudeste poderiam reduzir custos do SIN em R$ 360 mi (2024-2038) e R$ 14/MWh no CMO regional.  https://bit.ly/4o4y7Fc

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Panorama do Mercado - Renda fixa: Lições com a liquidação do Banco Master

21/11/2025

Sergio Biz
Analista CNPI – Grupo GuiaIvest

Você provavelmente já ouviu falar que renda fixa é "segura" e renda variável é "arriscada".

É o tipo de conselho que todos dão, aquela frase que parece tão óbvia que ninguém questiona. Mas deixa eu te mostrar por que essa simplificação pode custar muito caro no seu bolso.

Na terça-feira passada, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Para quem não está familiarizado com o termo, isso significa que o banco deixou de operar imediatamente e será desmontado de forma controlada pelo Sistema Financeiro Nacional.

O caso Master não é um risco teórico. É real e aconteceu. O Banco Central identificou indícios de emissão fraudulenta de títulos, o dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso, e estima-se que o rombo chegue a R$ 50 bilhões. Para você ter dimensão, isso representa cerca de um terço de todo o Fundo Garantidor de Crédito, o fundo que protege os investidores nesse tipo de situação.

Aqui devemos considerar um ponto central: renda fixa é uma classe de ativo, não uma garantia de segurança absoluta. A confusão acontece porque muitos investidores tratam renda fixa como se fosse sinônimo de "sem risco".

Quando você investe em um CDB, uma LCI ou qualquer título de crédito privado, você está basicamente emprestando dinheiro para um banco ou empresa. E quando você empresta dinheiro para alguém, existe um risco muito real: o devedor não conseguir pagar você de volta.

A Bolsa cai 30% e você continua com suas ações, elas só mudaram de preço. Mas um banco quebra, e seu dinheiro pode simplesmente desaparecer. Ou mais precisamente: vai para uma fila de liquidação onde você compete com outros credores para receber o que sobra. Não há garantia de que vai receber 100% do que investiu. Às vezes, você recebe 50%. Às vezes, recebe bem menos.

No caso do Master, quem tinha CDBs protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito está coberto até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Isso funciona como um seguro. Mas quem tinha valores acima disso? Agora estão na fila de liquidação, dentro da massa falida da instituição, conversando com seus advogados e rezando para que sobre alguma coisa quando tudo for liquidado.

Deixa eu te explicar como funciona o FGC, porque esse é um ponto que muitos investidores não entendem completamente.

O Fundo Garantidor de Crédito é, basicamente, um seguro privado gerenciado pelas próprias instituições financeiras. Todos os bancos que participam do Sistema Financeiro Nacional contribuem mensalmente para esse fundo. Em setembro de 2025, o FGC tinha R$ 160 bilhões em patrimônio, sendo R$ 122 bilhões em caixa.

Agora vem a parte importante: o FGC não protege você de tudo.

A cobertura máxima é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Vamos pôr em números claros: se você tem R$ 300 mil em um CDB do Banco Master, o FGC cobre R$ 250 mil. Os R$ 50 mil restantes? Você entra na fila de credores da liquidação, e provavelmente vai receber uma fração disso, com a melhor das intenções.

O FGC também cobre: depósitos em conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio. Mas não cobre: debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento, e qualquer título emitido fora do sistema de proteção.

O Fundo Garantidor de Crédito vai desembolsar entre R$ 40 e R$ 50 bilhões para resolver a crise do Master. Por enquanto, não há falta de dinheiro para pagar. Mas isso ainda assim deixa o FGC com menos poder de fogo para futuras crises.

Agora que você entende o que é o FGC e suas limitações, deixa eu te mostrar o que acontece quando um banco quebra.

Assim que a liquidação é decretada, todas as contas são bloqueadas. Você não consegue sacar, transferir ou movimentar nada. O Banco Central nomeia um liquidante, uma empresa especializada em desmontar instituições financeiras.

O liquidante tem a responsabilidade de:

  1. Fazer um inventário completo dos bens, direitos e dívidas do banco
  2. Vender os ativos para gerar caixa
  3. Elaborar a lista oficial de credores
  4. Coordenar os pagamentos na ordem legal

Os pagamentos começam tão logo o liquidante prepare a base de dados dos credores. O FGC estima que todo o processo até chegar ao pagamento dos credores demore em média uns 60 dias.

O recado é o seguinte: renda fixa não é segura quando o devedor tem dificuldades para honrar seus compromissos, ou seja quando não consegue pagar de volta os credores.

Pense assim: você está emprestando dinheiro. Quando você empresta para seu irmão R$ 1 mil, ele pode gastar tudo e não ter como devolver. Quando você empresta para um banco por meio de um CDB, a mesma coisa pode acontecer. A diferença é escala. Pode ser R$ 300 mil em vez de R$ 1 mil.

No caso do Master, a segurança aparente dos títulos de crédito privado desapareceu quando o banco começou a emitir títulos fraudulentos.

Então, como você investe em renda fixa sem entrar nessa armadilha? Avalie a qualidade financeira de quem está pegando dinheiro emprestado com você.

Aqui está a metodologia simples:

1. Procure CDB de bancos com solidez comprovada. Embora muitos investidores ignoram isso buscando 1% a mais de rendimento.

2. Verifique a nota de crédito do banco. Agências como S&P, Moody's e Fitch classificam os bancos. Se a nota é ruim, a taxa é alta porque o risco é alto.

3. Diversifique entre instituições. Lembre-se do limite do FGC: R$ 250 mil por CPF, por banco. Se você tem R$ 1 milhão para investir em renda fixa, distribua entre 4 ou 5 bancos grandes e bem-capitalizados.

4. Prefira Tesouro Direto para a parcela de maior segurança. O Tesouro Direto é emitido pelo governo federal.

5. CRA e CRI apenas de empresas bem estabelecidas e com ratings altos. Debêntures? Avalie muito bem a qualidade de crédito do emissor e o prazo de vencimento. Não se deixe atrair por taxas excessivamente altas que podem esconder riscos elevados.

Em termos de fluxo de caixa, a renda fixa é geralmente mais previsível que a renda variável, pois o investidor tem clareza sobre o valor e a data do recebimento. Contudo, no que tange ao risco de crédito, a renda fixa pode apresentar um nível de risco considerável a depender da qualidade do emissor.

A liquidação do Banco Master não é uma tragédia para quem estava bem diversificado e atento ao risco de crédito. É uma oportunidade de aprender. Mas para quem colocou tudo, ou quase tudo, nos CDBs do Master, a lição pode ter custado muito caro.  

Esse é o aviso que você precisa levar para casa: renda fixa é tão segura quanto o devedor que está pegando dinheiro emprestado com você. Nunca esqueça disso.

Fonte: GuiaInvest Wealth Panorama de Mercado – edição de 21/11/2025

Gostou deste conteúdo?

PAUTA DO 5º CIRCUITO DELIBERATIVO PÚBLICO ORDINÁRIO DA DIRETORIA DE 2025

21/11/2025

25/11/2025

RELAÇÃO DOS ASSUNTOS RELATIVOS AOS AGENTES DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.

1. Processo: 48500.003994/2025-78 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Piauí Distribuidora de Energia S.A., a vigorar a partir de 2 de dezembro de 2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato
*Atualizado em 21/11/2025, às 11h48.

2. Processo: 48500.003849/2025-97 Assunto: Homologação dos Processos Tarifários das permissionárias com aniversário em novembro de 2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

3. Processo: 48500.004163/2014-61 Assunto: Cálculo da Receita Anual pela prestação de serviços ancilares de Autorrestabelecimento, Controle Secundário de Frequência e Sistema Especial de Proteção. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

4. Processo: 48500.021194/2025-39 Assunto: Flexibilização do Requisito de Implantação de Compensação Reativa Adicional para emissão de Declaração de Atendimento aos Requisitos dos Procedimentos de Rede Definitiva – DAPR-D dos Conjuntos Eólicos Serra do Mel A, Serra do Mel B, Serra do Mel II A e Serra do Mel II B e do Conjunto Fotovoltaico Serra do Mel C. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

5. Processo: 48500.003665/2022-84, 48500.007230/2025-51 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Diamante Geração de Energia Ltda. em face do Despacho nº 379/2025, emitido pela Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica – SGM, que aprovou os Custos Variáveis Unitários – CVU do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, para operação em carga plena e em carga reduzida, a serem aplicados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS para fins de planejamento e programação da operação eletroenergética do Sistema Interligado Nacional – SIN, a partir da primeira revisão do Programa Mensal de Operação – PMO, e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato                      Minutas de voto-vista e ato

6. Processo: 48500.000022/2025-21 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Ancora Distribuição de Alimentos Ltda. em face do Despacho nº 174/2025, que indeferiu o Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Recorrente com vistas à devolução de valores cobrados indevidamente pela Enel Distribuição Ceará – Enel CE. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

7. Processo: 48500.035017/2025-30 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS com vistas à aplicação dos requisitos referentes à apresentação das garantias para o consumidor Polaris SPE Ltda – Data Center Polaris, estendendo a exigência de garantia para as solicitações de acesso à rede de distribuição por unidades consumidoras de forma análoga aos parâmetros vigentes para o acesso à Rede Básica, nos termos da Resolução Normativa nº 1.122/2025 e do Módulo 5 das Regras de Transmissão. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

8. Processo: 48500.033939/2025-11 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pelo Município de Icó, estado do Ceará, representado por sua Prefeitura Municipal, com vistas a determinar que a Enel Distribuição Ceará – Enel CE desfaça a compensação de débitos efetuada nas faturas do Requerente, refazendo-a nos termos do art. 347 da Resolução Normativa nº 1.000/2021. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

9. Processo: 48500.033989/2025-90 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Cooperativa de Consumidores de Energia – Enercred Coop. com vistas a determinar que a Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D proceda ao ressarcimento dos valores ou à realocação dos créditos de energia advindos da unidade consumidora de nº 3014703779 da Requerente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

10. Processo: 48500.034005/2025-98 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Cooperativa de Consumidores de Energia – Enercred Coop. com vistas a determinar que a Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D proceda ao ressarcimento dos valores ou à realocação dos créditos de energia advindos da unidade consumidora de nº 3014811462 da Requerente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

11. Processo: 48500.033991/2025-69 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Cooperativa de Consumidores de Energia – Enercred Coop. com vistas a determinar que a Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D proceda ao ressarcimento dos valores ou à realocação dos créditos de energia advindos da unidade consumidora de nº 3014725610 da Requerente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

12. Processo: 48500.034000/2025-65 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Cooperativa de Consumidores de Energia – Enercred Coop. com vistas a determinar que a Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D proceda ao ressarcimento dos valores ou à realocação dos créditos de energia advindos da unidade consumidora de nº 3014668899 da Requerente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

13. Processo: 48500.005168/2025-63 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela São Pedro e Paulo I SPE S.A. com vistas ao ajuste do prazo da outorga da Central Geradora Fotovoltaica – UFV São Pedro e Paulo I, localizada no município de Flores, estado de Pernambuco. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

14. Processo: 48500.000316/2012-39, 48500.004092/2002-37 Assunto: Ajuste do prazo de outorga das Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs César Filho e Primavera, em decorrência da Lei nº 14.120/2021. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

15. Processo: 48500.006754/2019-87 Assunto: Revogação, a pedido, da outorga de autorização para implantação e exploração da Pequena Central Hidrelétrica – PCH Bom Jesus, outorgada à Bom Jesus S.A., localizada no município de Bom Jesus do Norte, estado do Espírito Santo. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

16. Processo: 48500.031681/2025-18 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Mata de Santa Genebra Transmissão S.A., das áreas de terra necessárias à ampliação da Subestação Fernão Dias, localizada no município de Atibaia, estado de São Paulo. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

17. Processo: 48500.022414/2025-41 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação Araguari 6, localizada no município de Araguari, estado de Minas Gerais. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

18. Processo: 48500.025476/2025-13 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de instituição de servidão administrativa, em favor da Cemig Distribuição S.A. – Cemig-D, das áreas de terra necessárias à passagem da Linha de Distribuição Paraopeba – Curvelo 3, que interligará a Subestação Paraopeba à Subestação Curvelo 3, localizada nos municípios de Paraopeba, Caetanópolis e Curvelo, estado de Minas Gerais. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

19. Processo: 48500.006039/2022-40 Assunto: Alteração, a pedido, da Resolução Autorizativa nº 12.314/2022, que trata da Declaração de Utilidade Pública, para fins de instituição de servidão administrativa, em favor da SSP Transmissora de Energia S.A., das área de terra necessárias à passagem da Linha de Transmissão Venda das Pedras – Sete Pontes, que interligará a Subestação Venda das Pedras à Subestação Sete Pontes, localizada nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá, estado do Rio de Janeiro. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

20. Processo: 48500.006049/2022-85 Assunto: Alteração, a pedido, da Resolução Autorizativa nº 12.450/2022, que trata da Declaração de Utilidade Pública, para fins de instituição de servidão administrativa, em favor da SSP Transmissora de Energia S.A., das áreas de terra necessárias à passagem da Linha de Transmissão Comperj – Venda das Pedras, que interligará a Subestação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj à Subestação Venda das Pedras, localizada nos municípios de Itaboraí e Cachoeiras de Macacu, estado do Rio de Janeiro. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

21. Processo: 48500.033364/2025-28 Assunto: Autorização e estabelecimento de Parcela da Receita Anual Permitida – RAP referente a Melhorias de Grande Porte em instalações de transmissão sob responsabilidade da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

22. Processo: 48500.001367/2016-10 Assunto: Prorrogação do prazo de pedido de vista referente ao Resultado da Consulta Pública nº 20/2023, instituída com vistas à revisão da Resolução Normativa nº 1.031/2022 e à revisão de módulos de Regras de Comercialização, em razão do art. 4º da Lei nº 14.120/2021, que versa sobre o término dos descontos na Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição e Transmissão – TUSD/TUST para fontes incentivadas. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM.

Diretor(a)-Relator(a): Hélvio Neves Guerra

Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

Fonte: Aneel

Gostou deste conteúdo?

Resumo das Notícias de Hoje

21/11/2025

Dia 21 de novembro de 2025, sexta-feira

- ROADMAP PARA LONGE DE FÓSSEIS  (cop 30)

A proposta do Brasil para que o mapa do caminho, ou Roadmap, na tradução em inglês, visando deixar os combustíveis fósseis, ganhou apoio de mais de 80 países. A manifestação ocorreu na terça-feira, 18 de novembro, durante a COP 30. A declaração foi dada durante o evento Mutirão Call for a Fossil Fuel Roadmap, que reuniu uma coalizão de países do Norte e do Sul Global.

> Leia mais em “Roadmap para longe de fósseis ganha força na COP30”: https://bit.ly/3K2hNqw

> Ainda sobre Roadmaps e a COP 30, leia também “Descarbonização do cimento passa pelas emissões diretas do setor”: https://bit.ly/4pgXlkC

- NOVO RATEIO DO CUSTO DE ANGRA  (geração)

A proposta da Aneel para o rateio do custo de geração de Angra 1 e 2 entre os usuários de energia do Sistema Interligado vai entrar em consulta pública nesta quinta-feira, 20 de novembro. Ela prevê a divisão em cotas firmes, proporcionais ao consumo. A cobrança será feita na liquidação das cotas das nucleares, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

> Saiba mais na notícia “Novo rateio do custo de Angra será discutido em consulta pública”: https://bit.ly/4oaXy7Q

- CARGA DE NOVEMBRO  (operação)

A reversão na previsão de queda da carga no Sudeste/Centro-Oeste mostra um aumento da expectativa do fechamento de novembro. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a estimativa é de alta de 0,9% no período. Uma semana antes a previsão apontava para alta de apenas 0,1%. O maior submercado do país passou de uma retração de 1% para alta de 0,2% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. No Sul ainda é prevista queda, agora de 4,1%. No Norte está a maior expansão, com 9,3%, e no Nordeste o índice é positivo em 3,5%.

> Continue a leitura na matéria “Carga de novembro deve fechar em alta de 0,9%, aponta ONS": https://bit.ly/3K7v94K”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Copel anuncia 4 GW em usinas reversíveis para futuros leilões: https://bit.ly/4icXaob

Companhia apresenta projeto inicial de 70 MW com aporte  mínimo de R$ 400 milhões no litoral paranaense e que irá sugerir inclusão da tecnologia no LRCAP de 2026.

Delta Energia preparada para a nova era do mercado livre com foco na baixa tensão: https://bit.ly/3XFMMLZ

Com empresa LUZ, o grupo aposta em tecnologia, personalização e energia renovável para democratizar o acesso ao ambiente livre e atender o novo perfil de clientes que surgirá com a abertura total do setor elétrico.”

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

Soluções no Setor Elétrico

Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

Por que escolher a TATICCA?

O objetivo de nosso time é apresentar insights relevantes para o seu negócio e apoiá-lo em seu crescimento!

  • Equipe personalizada para cada projeto

  • Adequação caso a caso

  • Abordagem flexível

  • Envolvimento de Executivos Sêniores nos serviços

  • Expertise

  • Independência

  • Recursos locais globalmente interconectados

  • Equipe multidisciplinar

  • Capacitação contínua

  • Métodos compartilhados com os clientes

  • Amplo conhecimento dos setores

  • Mais modernidade, competência, flexibilidade, escalabilidade e foco no cliente

Nossa equipe

Profissionais especialistas no setor elétrico
Você possui alguma dúvida?

Envie-nos uma mensagem

por favor, preencher o campo.

Obrigado por entrar em contato! Recebemos sua mensagem e em breve retornaremos!
Infelizmente não foi possível enviar sua solicitação, tente novamente mais tarde.