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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

27/11/2025

Dia 27 de novembro de 2025, quinta-feira

- ABERTURA INTEGRAL DO MERCADO  (comercialização)

Durante o Encontro Anual do Mercado Livre de Energia, realizado nesta quarta-feira, 26 de novembro, em Campinas (SP), o presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos, destacou a importância da abertura integral do mercado de energia elétrica no Brasil, classificando-a como um marco histórico para o setor e um avanço essencial para a economia nacional. Durante o evento, Ramos enfatizou que a liberalização do mercado não apenas beneficia os consumidores, mas também impulsiona investimentos, estimula a competitividade e acelera a transição energética do país.

> Saiba mais na matéria “Presidente da CCEE reforça compromisso com a abertura integral do mercado”: https://bit.ly/4pxO1sD

> Sobre o mesmo assunto, leia também ““Abertura do mercado tem que ser eficiente e gerar satisfação aos consumidores”, diz Wilson Ferreira Jr”: https://bit.ly/4ojFRD6

- GNA SE PREPARA PARA DISPUTAR LRCAP  (expansão)

A GNA (Gás Natural Açu) já estruturou sua estratégia para o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), previsto para o primeiro semestre de 2026. A companhia confirmou a submissão de projetos e avalia oportunidades para ampliar o uso da infraestrutura existente no Porto do Açu, onde opera as térmicas GNA I e GNA II.

> Leia mais em “GNA prepara expansão para disputar LRCAP”: https://bit.ly/4p9N0qY”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Lei 15.269: agentes reagem a custos com vetos e aprovações: https://bit.ly/4imfefr

Agentes destacam impactos financeiros por falta de solução para cortes e manutenção de contratações obrigatórias no texto final.

Absae considera reforma um avanço, mas faz ressalva a encargo apenas para geradores: https://bit.ly/4iqKoCr

O presidente da entidade, Markus Vlasits, afirma que o Bess tem utilidade também para os consumidores.

RJ acelera projetos da transição energética em parceria com Gesel: https://bit.ly/4p1eqz9

Acordo avança em Pilatos de mobilidade elétrica offshore e regulação para data centers.”

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

26/11/2025

Dia 26 de novembro de 2025, quarta-feira

- LEI 15.269  (política)

A lei 15.269, publicada da MPV 1304, poderá levar a um aumento da judicialização do setor. Desta vez, por conta do veto ao ressarcimento do curtailment a geradores renováveis que estão sendo impactados. A legislação publicada nesta terça-feira, 25 de novembro, considerou a proposta do senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre o tema e não a medida aglutinativa apresentada pelo deputado Danilo Forte (União Brasil-CE). Este foi o ponto que mais chamou a atenção em uma análise jurídica preliminar da lei, que tem seus pontos positivos.

> Saiba mais em “Lei 15.269: veto ao curtailment poderá elevar judicialização do setor”: https://bit.ly/48BG7Zu

> Ainda sobre o assunto, leia também “Passado ficou incompleto e futuro totalmente incerto’, diz ABEEólica sobre lei 15.269”: https://bit.ly/4imNesd e “MP 1304 vira lei, abre o mercado e traz ressarcimento parcial”: https://bit.ly/48zyYc9

- CADA R$ 1 EM MMGD ADICIONA R$ 1,60 NO PIB BRASILEIRO  (expansão)

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) divulgou nesta terça-feira, 25 de novembro, os resultados de um estudo técnico que demonstra os benefícios da micro e minigeração distribuída (MMGD) para o sistema elétrico brasileiro. Os números apresentados mostram que cada R$ 1,00 investido em MMGD adiciona R$ 1,60 ao PIB brasileiro, demonstrando um multiplicador econômico.

> Continue a leitura na matéria “Cada R$ 1 em MMGD adiciona R$ 1,60 no PIB brasileiro, revela estudo da ABGD”: https://bit.ly/3M0hNb4”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Eletronuclear adia avanço do hidrogênio e foca na retomada de Angra 3: https://bit.ly/4oufJWw

Tarifas no Piauí terão aumento médio de 13,57%: https://bit.ly/4ojoJ0n

Fonte: CanalEnergia

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Electra Comercialização de Energia – Edição 23/25 de 21/11/2025

26/11/2025

- Grupo Electra Energia acelera a expansão com foco em inovação, tecnologia e energia inteligente para o futuro

Ao completar 24 anos, o Grupo Electra Energia vive um novo momento de transformação e expansão, preparado para receber clientes residenciais e comércios. “A perspectiva é continuar expandindo tanto o volume de energia negociada como a oferta de soluções que tornem o consumo de energia mais simples, sustentável e inteligente para os clientes, sem perder o foco na inovação”, resume Franklin Miguel, diretor-presidente da Electra Comercializadora. O avanço da empresa no ranking das 500 Maiores do Sul do Brasil e a diversificação das atividades do grupo demonstram essa expansão.

- Electra participa de evento sobre inovação no setor de energia em Cascavel

O CEO da Electra Comercializadora, Franklin Miguel, participa como painelista da 1ª Conferência de Energia do Oeste Paranaense, que reúne especialistas em energia para discutir soluções voltadas à sustentabilidade e à inovação no setor na região. O evento acontece no dia 25 de novembro, em Cascavel (PR). A conferência visa fortalecer o diálogo entre empresas, pesquisadores e consumidores de energia, de modo a alinhar estratégias regionais, conectar atores-chave e criar uma agenda conjunta para enfrentar os desafios energéticos que afetam diretamente o crescimento da região.

- Frota eletrificada vai demandar 78TWh em 2035, projeta EPE

Em 2035, os veículos leves eletrificados no Brasil devem ser de 3,7 milhões unidades, sendo 784 mil puramente elétricos. Considerando também caminhões, a demanda por eletricidade apenas para a frota eletrificada no país deve saltar dos atuais 627 GWh (2025) para 7,8 TWh em uma década, conforme projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em 2024, as vendas de automóveis elétricos cresceram 89% em relação ao ano anterior, e a frota nacional se aproximou de 180 mil unidades.

- ONS: Afluências seguem acima de 80% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste e Sul

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para a semana operativa até 28 de novembro apresenta perspectivas para a Energia Natural Afluente (ENA) acima de 80% no subsistema Sul (93% da MLT) e Sudeste/Centro-Oeste (81%). No Nordeste, deve ficar em 29% da MLT. Quanto à Energia Armazenada (EAR), o subsistema Sul tem a maior projeção, de 89,6%, seguido pelo Norte, com 57,9%.

- Aneel abre consulta pública para leilão de térmica a gás, carvão, óleo e hidrelétricas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura das consultas públicas que vão orientar os leilões de potência previstos para 2026. Os leilões buscam contratar usinas capazes de entregar potência firme em momentos críticos do sistema. Segundo dados da EPE, o cadastramento do leilão de reserva de capacidade recebeu 368 projetos, que somam 126,3 GW de potência instalada. A maior parte dos empreendimentos é de usinas termelétricas a gás natural, reforçando a tendência de expansão dessa fonte no curto e médio prazo.

- Novo bipolo deve ter tecnologia avançada e investimento de R$ 26,5 bi, indica EPE

Estudo da EPE indicou a implementação de transmissão de energia elétrica em corrente contínua (HVDC, na sigla em inglês) do tipo VSC (Voltage Source Converter) como a opção mais vantajosa para ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil entre 2033 e 2035. O estudo considera o contexto de elevada participação de fontes renováveis conectadas por inversores e a necessidade de mitigar problemas de multi-infeed, que representa múltiplas alimentações em corrente contínua com subestações inversoras eletricamente próximas.

- Aneel propõe mudanças nos CCEAR e mecanismos de registros para reduzir exposições ao MCP

A Aneel aprovou a abertura de uma consulta pública para receber subsídios e informações adicionais sobre alterações nas regras e nos procedimentos de comercialização de energia elétrica. O objetivo é operacionalizar a exigência de aporte de garantias financeiras relativas ao registro dos contratos, a fim de evitar que os compradores (distribuidoras) acabem expostos ao mercado de curto prazo, com consequências adversas aos consumidores finais. Estão em análise módulos das regras que tratam dos contratos da receita de venda de contratos no Ambiente de Contratação Regulada (CCEAR).

- Setor elétrico investe em rastreabilidade de energia, diz CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) lançou neste ano uma plataforma de certificação que permite garantir a origem renovável da energia gerada e consumida no país. Isso permite que produtores possam comprovar aos seus consumidores que seus produtos foram fabricados com energia renovável, agregando valor à cadeia produtiva. A certificação se apresenta como uma ferramenta estratégica para empresas que precisam cumprir metas de descarbonização, refletindo também uma crescente conscientização dos consumidores brasileiros sobre sustentabilidade. O sistema permite o registro e acompanhamento dos certificados desde sua origem até sua "aposentadoria".

- MME pretende remodelar formação de preços de energia

A formação do preço da energia no curto prazo é um dos maiores desafios do setor elétrico, na avaliação do secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia (MME), Fernando Coli. A Medida Provisória 1.304 indica o caminho por onde a pasta deverá seguir nessa direção. A formação de preços vem sendo discutida desde 2023 pelo Projeto Meta II, cujos resultados foram apresentados em workshop promovido neste mês.

- Matriz elétrica limpa ao alcance do Brasil

O debate sobre transição energética deve transcender a questão técnico-operacional. A próxima fronteira do setor elétrico brasileiro não deveria ser apenas uma matriz renovável de alta penetração, mas sim uma matriz totalmente limpa, um diferencial único que nos colocaria na vanguarda mundial. Nossa vantagem competitiva é clara: abundância de recursos naturais, infraestrutura integrada de redes de transmissão e distribuição, e oferta crescente de energia renovável, com fatores de carga superiores à média internacional. Alcançar esse objetivo exige uma multiplicidade de instrumentos e políticas públicas.

- Governo propõe leilão de baterias em abril de 2026, com contratos iniciando em 2028

O MME abriu nova consulta pública para o primeiro leilão que contratará sistemas de armazenamento em baterias para o setor elétrico brasileiro, prevendo a realização do certame inédito em abril de 2026. O certame oferecerá contratos de 10 anos com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Pela proposta, as baterias serão contratadas para disponibilizarem potência ao ONS, recebendo em troca uma receita fixa. Haverá um compromisso de entrega da disponibilidade de potência máxima de quatro horas por dia.

- Brasileiros valorizam energia renovável

O estudo “ESG Trends 2025” identificou que, embora 76% dos brasileiros considerem importante o uso de energia renovável, apenas 26% realmente a implementam – uma diferença de 50 pontos percentuais que representa a maior lacuna entre os 24 hábitos sustentáveis analisados em 13 países. Essa diferença é associada ao acesso limitado a fornecedores de energia limpa, custo percebido como mais alto e falta de informação sobre alternativas viáveis para residências e pequenas empresas.

- Matriz elétrica brasileira cresce 65 GW em 2025

A matriz elétrica brasileira cresceu 6.564,81 MW entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Aneel. No período, 113 novas usinas entraram em operação, impulsionadas principalmente pelas fontes solar (48 usinas), termelétrica (13 usinas) e eólica (37 usinas). Somente em outubro, 19 novas usinas começaram a operar, somando 643,46 MW de potência adicional. Ao longo de 2025, 17 estados passaram a abrigar novas usinas.

Fonte: Electra Comercialização de Energia – Edição 23/25 de 21/11/2025

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Resumo das Notícias de Hoje

25/11/2025

Dia 25 de novembro de 2025, terça-feira

- MP 1304 vira lei, abre o mercado e traz ressarcimento parcial: https://bit.ly/48zLvwc

- ACORDO SOBRE FINANCIAMENTO  (cop 30)

A COP 30 fechou acordo no sábado, 22 de novembro, um dia depois do previsto originalmente. O adiamento era mais do que previsível, ainda mais depois do incêndio na Blue Zone, que obrigou a evacuação da área onde o acordo é negociado. Depois de quase duas semanas, os 195 países aprovaram o documento intitulado como “Pacote de Belém”. Dois pontos marcaram esse documento, o aumento do financiamento climático que foi triplicado. Contudo, pelo outro lado, a ausência de citações ao chamado Mapa do Caminho para deixar os combustíveis fósseis, mesmo com o apoio de de mais de 80 países à inclusão.

> Saiba mais na notícia “COP 30 fecha acordo sobre financiamento, combustíveis ficam para a próxima”: https://bit.ly/4rm5cz1

- SOBRE NOVAS CONSULTAS PARA O LRCAP (expansão)

O Tribunal de Contas da União recomendou que o Ministério de Minas e Energia evite submeter as regras do 2º Leilão de Capacidade a novas consultas públicas. O TCU aponta o risco de morosidade do processo administrativo, que pode comprometer os objetivos da contratação de potência para atendimento ao Sistema Interligado.

> Leia mais na notícia “TCU recomenda ao MME evitar novas consultas sobre o LRCAP”: https://bit.ly/4prslyf

- RECORDE DE PEDIDOS PARA DATA CENTERS  (expansão)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está acelerando seu planejamento de rede após o recorde de pedidos para conexão de data centers na Rede Básica. De acordo com os dados apresentados, foram 6,4 GW em novos projetos protocolando pedidos de estudo de mínimo custo global junto ao Ministério de Minas e Energia. Isso em pouco mais 60 dias da publicação do REDATA, que reduziu a carga tributária na importação e aquisição de equipamentos de TI (como GPUs, switches e racks).

> Continue a leitura em “Recorde de pedidos para data centers faz EPE acelerar planejamento”: https://bit.ly/3XBumfH”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

G20 fala em apoio para transição energética e plano para minerais críticos: https://bit.ly/3XONQNL

G20: Lula quer protagonismo para países em desenvolvimento nos minerais críticos: https://bit.ly/3M0XCd0

Estúdio CanalEnergia no Brazil Windpower: setor é chave para descarbonização: https://bit.ly/44lLREg”

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

24/11/2025

Dia 24 de novembro de 2025, segunda-feira

- MAPA DO CAMINHO  (cop 30)

A COP 30 entra em seus últimos momentos. A presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no evento de Belém (PA) acendeu a expectativa quanto aos avanços das negociações. A ação seria voltada, principalmente, sobre o impasse da adoção do Mapa do Caminho para deixar os combustíveis fósseis. Contudo, os discursos tanto de Lula, quanto da ministra de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, indicaram que não se terá uma solução prática. O presidente voltou à Conferência na última quarta-feira, 19 de novembro.

> Leia mais em “‘Não impor nada, nem prazo’, diz Lula sobre negociações em Belém”: https://bit.ly/47ZARin

> Ainda sobre esse assunto, leia também “Rascunho continua sem Mapa do Caminho, mas traz apelo por mais financiamento”: https://bit.ly/4plCw7q

- PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS DA NEOENERGIA ELEKTRO E CPFL PAULISTA (distribuição)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) a prorrogação dos contratos de concessão das distribuidoras Neoenergia Elektro e CPFL Paulista.

> Saiba mais na notícia “Aneel recomenda prorrogação de contratos da Neoenergia Elektro e CPFL Paulista”: https://bit.ly/4oZbMKt”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

COP 30: Corrêa do Lago começa dia pedindo consenso e apostando em negociações: https://bit.ly/3M3E3Rg

Axia Energia lança operação de computação em escala: https://bit.ly/4rjs02t

Encontro Anual do Mercado Livre reunirá líderes do setor em Campinas: https://bit.ly/47YfKNh

Fonte: CanalEnergia

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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