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Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

5/1/2026

Dia 05 de janeiro de 2026, segunda-feira

Hoje o nosso resumo está com as últimas notícias publicadas entre 30 e 31 de dezembro, mas amanhã retornarmos ao nosso resumo diário.

- CP SOBRE O RESSARCIMENTO DO CURTAILMENT (política)

O Ministério de Minas e Energia abriu Consulta Pública no 210 para discutir as regras para ressarcimento do curtailment. O período de contribuições é de 15 dias. A expectativa do governo é de que até o final de janeiro tenha a publicação da Portaria com os termos finais do acordo com os geradores. A medida segue o rito já estabelecido pela Lei 15.269/2025, resultado da MP 1304.

Leia mais na notícia “Ressarcimento do curtailment entra em consulta pública”:

https://bit.ly/49ChGM6

- RESERVATÓRIOS E CARGA EM JANEIRO (geração)

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem terminar janeiro com 52%. De acordo com dados do Programa Mensal da Operação, divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico nesta terça-feira, 30 de dezembro, o maior volume de armazenamento deve ficar na região Sul, com 75,3%. Já o Nordeste pode chegar a 53,2%, enquanto o submercado Norte aparece com 60,1% no término do mês.

Continue a leitura em “Reservatórios do SE/CO devem terminar janeiro com 52%”:

https://bit.ly/3YX58sA

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

KPMG: Rentabilidade do setor elétrico diminuiu em 2024: https://bit.ly/4pjV3kb

EPE: Consumo de energia fica estável em novembro: https://bit.ly/4qIQDEN

Mudanças climáticas elevam picos de demanda e pressionam planejamento, diz EPE: https://bit.ly/4qBhbYn

Alubar consolida liderança ao atingir 500 mil toneladas de cabos liga 1120 e acelerar expansão: https://bit.ly/3LwLaBV

Fonte: CanalEnergia

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FRASE DA SEMANA

5/1/2026

“A simplicidade é o último grau da sofisticação.”

Autor: Leonardo a Vinci

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Resumo das Notícias de Hoje

30/12/2025

Dia 10 de dezembro de 2025, terça-feira

- Orçamento da CDE pode chegar a R$ 53 bi em 2026

Valor representa um impacto tarifário de 0,71% para os consumidores ativos em baixa tensão das regões Norte e Nordeste.

- Modernização de tarifas horárias entra em Consulta Pública

Contribuições serão aceitas até 9 de março de 2026. Aneel também deverá realizar workshops sobre Tarifa Branca no ano que vem.

- Quotas de custeio e de energia do Proinfa diminuem 15% para 2026

Montante total do custeio foi homologado em R$ 5,23 bilhões pela Aneel.

- Critérios para cálculo do Uso de Bem Público entram em consulta

Proposta em debate busca atualizar metodologia que irá definir UBP a ser repactuado e que traz impacto nos processos tarifários.

- Regras para conexão de carregadores viram tema de CP da Aneel

Agência quer tornar o processo de conexão alinhado com aumento do uso de veículos elétricos no país.

- Janeiro de 2026 será a data oficial de interligação de Roraima

Linhão Manaus-Boa Vista, que integrou o estado ao restante do país, entrou em operação comercial em setembro desse ano.

Fonte: CanalEnergia

Dia 11 de dezembro de 2025, quarta-feira

- Estúdio CanalEnergia: Luiz Barroso avalia Lei 15.269 como positiva, na média

Entre os pontos positivos, ele cita a abertura de mercado livre que deverá ser feita com responsabilidade e garantia da sustentabilidade do setor. No lado negativo está a extensão do carvão, mas que poderia ser pior do que veio.

- Brasil pode ter dois artigos conflitantes na lei 15.269 caso veto caia

Congresso Nacional não poderá definir novas datas ou retirar artigo que foi sancionado pela Presidência da República na lei de ressarcimentos ás renováveis.

- Arcelor Mitral conclui complexo solar em MG e alerta para curtailment na autoprodução

Empreendimento construído em parceria com Atlas Renewable Energy teve investimentos de R$ 815 milhões e ficou pronto 90 dias antes do previsto.

- Fonte solar deve crescer 7% menos em 2026, indica Absolar

Fonte solar deve cair para a instalação de 10,6 GW em novos projetos e investimentos devem recuar 27%, para R$ 31,8 bilhões.

- Indicadores de desempenho do programa de performance do ONS serão aprimorados

Ciclo 2026-2028 terá 13 indicadores e informações sobre curtailment entrarão em nova resolução.

- Regras para comercialização 2026 são aprovadas pela Aneel

Vigência inicia em janeiro do ano que vem.”

Fonte: CanalEnergia

Dia 12 de dezembro de 2025, sexta-feira

- Abertura do mercado deverá levar à consolidação de comercializadoras

Segundo Wilson Ferreira Jr, em entrevista no Estúdio CanalEnergia.

- Alupar prevê R$ 9,1 bi em projetos na América Latina até 2029

Novo ciclo conta com três projetos no Brasil e oito em outros países da região, enquanto companhia avalia novas possibilidades de M&As após compra da Rialma.

- Aneel coloca novamente a Enel SP no radar de monitoramento

Agência reguladora enviou ofício questionando a aplicação do plano de emergência para recomposição da energia aos clientes afetados por ventos causados por ciclone extratropical.

- Aneel aprova bandeira verde para janeiro de 2026

Adoção reflete cenário de segurança energética, sem acionamento intensivo de termelétricas apesar de período chuvoso abaixo da média.

- P&D da Aneel foi responsável pela instalação de 216 eletropostos no país

A iniciativa lançada em 2018 teve 25 propostas concluídas, com R$ 271 milhões aplicados.

- Aneel recomenda prorrogação de concessões da Cosern, Coelba e Energisa MT

Decisão sobre o processo da Enel CE foi adiado para o ano que vem, após pedido de vistas na reunião última terça-feira, 9.

- ABGD rebate críticas da Anace sobre efeitos da GD

Entidade afirma que resultados foram obtidos a partir de evidências técnicas, econômicas e elétricas analisadas pelas MRTS/4intelligence, e que a GD reduz perdas técnicas em praticamente todos os cenários reais de rede.

Fonte: CanalEnergia

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Brasil liderou o clima e enfrentou suas contradições

23/12/2025

- O ano de 2025 consolidou o Brasil como protagonista da agenda climática global, ao sediar a COP30 em Belém, dez anos após o Acordo de Paris. O país atraiu atenção internacional ao liderar propostas sobre florestas, bioeconomia e fim dos combustíveis fósseis, mas também enfrentou críticas por contradições internas, como a liberação de petróleo na Margem Equatorial e o recuo do Congresso em políticas ambientais.

Com a saída dos EUA do Acordo de Paris e o avanço das tensões globais entre China e EUA, o Brasil emergiu como liderança climática relevante. A COP30 reforçou o papel das florestas tropicais, da bioeconomia e da ciência na transição energética. No entanto, os conflitos entre política ambiental e interesses econômicos internos destacaram os limites do protagonismo brasileiro — e o desafio de implementar compromissos assumidos.

- COP30 aprovou o “Pacote Belém”, com 29 documentos e foco em implementação e participação científica.

- Brasil lançou roteiro duplo para zerar o desmatamento e os combustíveis fósseis, mas fora do texto final.

- Plano Clima foi aprovado em dezembro, com meta de redução de até 67% das emissões até 2030.

- Restauração de ecossistemas cresceu 158%, e país ampliou destaque em biodiversidade e bioeconomia.

- Mercado de carbono foi estruturado, com nova secretaria e projetos como o Ecoinvest em leilão.

- Fundo Amazônia bateu recorde com R$ 2 bi aprovados no ano.

- Eventos extremos custaram R$ 730 bilhões e alertaram para urgência da adaptação.

- Exploração de petróleo e licenciamento ambiental geraram tensões e críticas de ONGs.

- Leilões de baterias e data centers sustentáveis foram adiados

para 2026.

SAIBA MAIS

Fonte: Desperta | exame de 23/12/2025

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MODERNIZAÇÃO TARIFÁRIA

23/12/2025

Lindemberg Reis

Gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado na ABRADEE | Regulação | Pesquisa & Inovação | Eficiência Energética | Transição energética | Sustentabilidade

Durante muito tempo, a tarifa de energia no Brasil foi pensada como um modelo único, aplicado da mesma forma a todos os consumidores. Mas e se a energia pudesse seguir o mesmo caminho de outros serviços de infraestrutura?

E se, assim como acontece com os planos de telefonia, fosse possível escolher a tarifa mais adequada ao estilo de vida, ao padrão de consumo e à demanda de cada usuário?

Essa reflexão orientou minha contribuição no Seminário de Mobilidade Elétrica da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, onde participei dos debates e representei o Instituto ABRADEE no painel dedicado à agenda de modernização tarifária.

No âmbito das frentes de pesquisa que conduzimos nos sandboxes tarifários, buscamos entender como esses modelos podem operar no Brasil.

Hoje, estão em teste diferentes estruturas: tarifas horárias com configurações distintas, parcelas fixas mensais, componentes de demanda, pré-pagamento, tarifas específicas para usuários de veículos elétricos e modalidades de fatura fixa, que ampliam a previsibilidade para o consumidor.

Na prática, esses experimentos mostram que tarifa não é apenas preço. É sinalização, escolha e experiência do usuário de energia. No caso da mobilidade elétrica, por exemplo, o comportamento mais comum é conectar o veículo à tomada assim que se chega em casa.

O que começa a se desenhar é um setor em que o usuário deixa de ser apenas quem paga a conta e passa a ter mais autonomia sobre como, quando e quanto consome energia. Modernizar tarifas é, acima de tudo, aproximar o setor elétrico da realidade das pessoas.

Agradeço à ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica pelo convite, ao Leandro Caixeta pela moderação do debate e aos colegas Flávia Liz, Ricardo Rosa e Andre Foster pelas contribuições ao painel.

Fonte: Linkedin

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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