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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

8/1/2026

Dia 08 de janeiro de 2026, quinta-feira

- COMPENSADORES PARA REDUZIR CURTAILMENT NO NE  (expansão)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomenda a instalação de quatro compensadores síncronos de 300 MVA no Nordeste. Conforme estudo publicado nessa quarta-feira, 7 de janeiro, essa medida agrega maior margem de segurança para a operação do sistema e mitiga o risco de colapso de tensão. A entidade entende ainda que as instalações poderão contribuir com a redução do curtailment no horizonte de curto prazo.

> Saiba mais na notícia “EPE recomenda quatro compensadores para reduzir curtailment no NE”: https://bit.ly/4pt6xlo

- MERCADO EÓLICO GLOBAL (geração)

Após um desempenho recorde em 2025, o mercado global de energia eólica deverá enfrentar um cenário misto em 2026. A estimativa é de uma redução nas instalações onshore na China, parcialmente compensada pelo crescimento expressivo da capacidade offshore. E ainda, a expansão em mercados como Europa e Estados Unidos. As informações são do relatório “Energia eólica: O que observar em 2026”, divulgado pela consultoria Wood Mackenzie.

> Continua a leitura na matéria “Mercado eólico global deve enfrentar cenário misto em 2026, aponta Wood Mackenzie”: https://bit.ly/4qDm0QY

- CRESCIMENTO DA GD NO BRASIL EM 2026 (consumidor)

A geração distribuída deve crescer cerca de 15% em 2026 no Brasil. tualmente, quase 7 milhões de unidades consumidoras recebem créditos de energia. A potência instalada soma 43,5 GW. O modelo beneficia cerca de 21 milhões de pessoas. Dessa forma, se a projeção se confirmar neste ano, a perspectiva é atingir 50 GW de potência instalada.  A estimativa é da Associação Brasileira de Geração Distribuída.

> Leia mais em “GD no Brasil deve crescer 15% em 2026, projeta ABGD”: https://bit.ly/49I7txI

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Cesbe inicia PDI para reduzir custos e aumentar vida útil na transmissão: https://bit.ly/49wEyeN

Projeto com a UFPR utiliza técnicas de análise de dados e aprendizado de máquina para manutenção preditiva e promete incremento de 25% na disponibilidade de atvos.

Desempenho de eólica e solar cresce em novembro, mostra ranking da ePowerBay: https://bit.ly/4jz8yLR

Levantamento mostra crescimento da capacidade instalada e redução pontual dos cortes de geração, apesar de gargalos estruturais no sistema elétrico.

Projeto de R$ 33 mi prevê sistema de H2 para transporte em Pecém: https://bit.ly/3Nc0QLl

Iniciativa do Grupo Cordeiro e da Unilink vai implementar microcadeia operacional do energético voltada ao transporte pesado dentro do complexo industrial cearense”

Fonte: Canal Energia

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SINAL DE ALERTA ELÉTRICO 3 - um setor de ponta-cabeça?

8/1/2026

Edvaldo Santana – Diretor executivo da NEAL, Negócios de Energia Associados

Alguns números-críticos:

- Hoje, às 8h10, aconteceu como em todo feriado. Com um detalhe inédito, mas esperado: para uma carga de 66,2 GW, a solar já produzia um montante superior ao das hidros, ou seja, 26 GW contra 25 GW. Isso nunca aconteceu antes das 10 horas.

- Duas horas depois, a solar, com 31 GW, mas um crescimento bem menor que nos dois dias anteriores, já supria mais de 45% da carga total (que era 1 GW menor), um feito também pouco visto em todo mundo.

- Ontem, no mesmo horário, a solar já gerava 35 GW. O senhor das chuvas, ganhou a parada que disputou com Apolo, o senhor da luz, o que foi bom para a segurança do sistema.

- Hoje, às 11h20 a solar gerava 33 GW, correspondente a 48% da demanda. No dia 30/12, nesse horário, a solar produziu 40 GW. Se esse número tivesse se repetido, 65% da carga seriam atendidos só pela solar.

- Como os 40 GW (ou até mais) ocorrerão com certa frequência, é esse o fator que merece toda atenção nos feriados, coisa que o ONS já tem feito.

- Observe que repetida a carga de hoje às 11h20 (67 GW), com a solar em 40 GW, as hidros gerariam no máximo 20 GW, dada a inflexibilidade das UTEs e a produção das nucleares.

- Veja esse detalhe: hoje, às 5h10 as hidros produziam 54,5 GW, que caiu para 24,3 GW às 8h10. Talvez tenha sido a maior rampa negativa de todos os tempos: 30 GW em três horas. No gráfico esse efeito é chocante.

- Por fim, desde meados dos anos 1980 as hidros não geram tão pouco. Apenas 24 GW no período úmido é evento inédito, mas, nos feriados, será o padrão de agora em diante, como se o setor estivesse de ponta-cabeça. Mas não está.

Feliz 2026 minha gente!

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Resumo das Notícias de Hoje

7/1/2026

Dia 07 de janeiro de 2026, quarta-feira

- MINERAIS CRÍTICOS (negócios e empresas)

O sucesso do Brasil na agenda dos minerais críticos dependerá da capacidade de equilíbrio entre aportes estrangeiros e o fortalecimento do ecossistema de inovação. Essa visão consta no último Energy Report da PSR, o qual dedica um capítulo sobre a reconfiguração do setor mineral global sob a égide da transição energética e descarbonização. E que destaca ainda a necessidade de o país efetuar a convergência entre geologia, finanças e digitalização.

> Continue a leitura na matéria “Aportes e inovação determinarão sucesso do Brasil em minerais críticos, diz PSR”: https://bit.ly/4svo2V8

- PEDIDOS DE ACESSO À REDE (operação)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico estabeleceu 29 de maio de 2026 como prazo final para o recebimento de solicitações de acesso permanente de agentes geradores e consumidores à Rede Básica. A partir dessa data, novos pedidos de acesso ou de ampliação do Montante de Uso do Sistema de Transmissão (MUST) deverão ser feitos exclusivamente por meio das chamadas Temporadas de Acesso. esse mecanismo criado no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST).

> Saiba mais na notícia “ONS estabelece prazo para pedidos de acesso à rede”: https://bit.ly/3LiKCQ8

- TARIFAS DE ENERGIA EM 2026 (consumidor)

As tarifas residenciais de energia devem registrar alta média de 5,4% em 2026, segundo projeções da TR Soluções. As estimativas indicam que, individualmente, as variações vão de uma redução de 22% a um aumento superior a 30%.

> Leia mais em “Tarifas de energia devem subir 5,4% em média em 2026, aponta TR Soluções”: https://bit.ly/4juRuGv

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Créditos de carbono devem ultrapassar US$ 1,45 trilhão até 2033: https://bit.ly/4sLZGGX

Relatório da Market Intelo revela que mercado deve crescer 18,5% ao ano impulsionado por compromissos de descarbonização, investimentos em fontes renováveis e plataformas digitais de verificação.

Aneel revoga mais de 500 outorgas solares e eólicas em 2025: https://bit.ly/4qFjBoK

Revogações ocorreram por pedidos ordinários feitos por empreendedores que consideraram os projetos inviáveis.

Justiça estipula multa diária de R$ 200 mil até Light restabelecer serviço: https://bit.ly/3NzGBHu

Liminar obtida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro vem após moradores e comerciantes do Leme e Copacabana estarem há 4 dias sem energia.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

6/1/2026

Dia 06 de janeiro de 2026, terça-feira

- CONSULTA PÚBLICA SOBRE O CURTAILMENT (negócios e empresas)

A ePowerBay aponta que a cláusula 5 do termo de compromisso, prevista pela Lei nº 15.269/2025, traz avanços no processo de discussão do ressarcimento do curtailment. Além disso, acredita que pode gerar ganhos reais para os agentes do setor. Uma análise da empresa destaca que a proposta, atualmente em discussão na Consulta Pública nº 210/2025 do Ministério de Minas e Energia (MME). A proposta foi lançada na semana passada e estabelece um mecanismo de compensação retroativa para cortes na geração eólica e solar ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025.

> Continue a leitura na matéria “Curtailment: ePowerBay vê avanço na cláusula 5 do termo de compromisso”: https://bit.ly/3NxELa4

- SECA NO BRASIL (expansão)

A seca aumentou no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Conforme atualização do monitor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o fenômeno avançou de 59% para 68% do território brasileiro entre outubro e novembro de 2025. Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas, o Sul teve a condição mais branda do fenômeno, enquanto o NE teve a situação mais severa. Assim, 21% da sua área registra seca extrema, pior situação da região desde março de 2019.

> Saiba mais em “Seca aumenta no SE/CO e Nordeste, aponta ANA”: https://bit.ly/3LpG0rf

- PREÇOS DE ENERGIA NA BBCE (comercialização)

O mercado de energia na BBCE começou 2026 com uma tendência de alta nos preços. Entre os destaques do período estão os contratos de energia convencional para março, que registraram uma valorização de 13,36%, fechando a R$ 336,63/MWh, e para fevereiro, com alta de 10,38%, encerrando a R$ 326,45/MWh.

> Leia mais na notícia “Preços de energia na BBCE iniciam 2026 em alta”: https://bit.ly/3N5gM22

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

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AGENDA SETORIAL

19 março/2026

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

AIE: Demanda por carvão bate recorde em 2025: https://bit.ly/3LdSfHx

Expansão renovável, nuclear e de gás natural competem com o energético que deve ter inflexão em 2026. Índia aparece com maior aumento absoluto no consumo carbonífero em cinco anos.

Light restabelece energia após furto subterrâneo: https://bit.ly/49IiwqI

Companhia afirma que segue atuando em casos pontuais, com mais de 100 profissionais, trabalhando de forma contínua. Relatos de moradores da região indicam mais de 48 horas de interrupção.

ONS e Axia firmam acordo para modernizar gestão hídrica e energética: https://bit.ly/4qzbWIG

Previsão é que o sistema esteja disponível no início de 2028.

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

6/1/2026

Data final: 05/01/2026

Consulta 037/2025

Obter subsídios e informações adicionais com vistas à definição do Rateio do custo e da geração de Angra 1 e 2 entre os usuários finais de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional - SIN, de que trata o Art. 11-A da Lei nº 12.111/2009, incluído pela Lei nº 15.235/2025.

Data final: 12/01/2026

Consulta 045/2025

Obter subsídios visando ao aprimoramento da metodologia de cálculo do Saldo do Uso de Bem Público (UBP) a ser repactuado, conforme disposto no art. 4º da Lei nº 15.235, de 2025.

Consulta Pública n° 203 de 14/11/2025

Proposta de Resolução CNPE que estabelece como de interesse da Política Energética Nacional que todo o biodiesel comercializado em território nacional para fins de atendimento ao percentual obrigatório de mistura ao diesel B seja oriundo exclusivamente de unidades produtoras autorizadas pela ANP e dá outras providências.

Data final: 16/01/2026

Consulta Pública n° 210 de 31/12/2025

Compensação por cortes de geração de energia eólica ou solar fotovoltaica conforme previsto no art. 1º-B da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004.

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: Canal Energia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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