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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

PARA LER COM CALMA

19/1/2026

Para quem esteve na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos da comunidade na semana passada, aqui vai um resumo:

Projeções de Energia Natural Afluente (ENA)

Queda em todos os submercados em janeiro/2026:  https://bit.ly/3LIgXjp

- Sudeste/Centro-Oeste: 65% da MLT (vs. 82% na 1ª revisão)

- Sul: 102%

- Nordeste: 41%

- Norte: 59%

Expansão da Capacidade Instalada https://bit.ly/3Ntcwtc

- Previsão de +9,1 GW em 2026 (23,4% acima de 2025)

- Em 2025: 136 usinas entraram em operação (63 fotovoltaicas, 15 térmicas, 43 eólicas).

Micro e Minigeração Distribuída (MMGD)  https://bit.ly/4jDh4Jq

Aneel discute duas alternativas para regulamentação a partir de 2029:

1) Tarifas diferenciadas para consumidores com geração própria.

2) Valoração explícita dos benefícios com abatimento direto nas faturas.

Mercado e Comercialização

- Preços na BBCE: Alta generalizada devido às chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas.  https://bit.ly/49B55aO

- Segurança do Mercado: CCEE lança Guia de Segurança com práticas para operações de compra/venda de energia no país.  https://bit.ly/4qtQpBO

Políticas e Regulação

- Fiscalização em Renováveis: MPF identificou nulidade em contratos fundiários de projetos renováveis, recomendando maior fiscalização por Aneel e Incra.  https://bit.ly/45Cg7LM

- Complexo Jorge Lacerda (SC): MME prorrogou por 15 anos a outorga da térmica a carvão (740 MW).  https://bit.ly/4syoS3k

- Curtailment: Aneel suspendeu por 90 dias o ressarcimento a geradores eólicos/solares, aguardando conclusão de consulta Pública 210. https://bit.ly/4sHVDeB

- Falhas no Fornecimento (SP): Lula acionou MME, AGU e CGU após interrupções, exigindo medidas para garantir serviço contínuo.  https://bit.ly/4sEl7cM

Hidrogênio Verde (H2)

- Setor global em fase mais racional e seletivo, com US$ 110 bi em aportes (500 projetos em FID, construção ou operação).  https://bit.ly/3NOLUD2

- Solatio alterou projeto no Piauí de H2 para data center devido a restrições de rede.  https://bit.ly/3LiXndz

Outras notícias

- Ciclone em SP: Enel revisou número de afetados para 4,4 milhões de clientes (dobro do inicial). https://bit.ly/4sIqJm6

- Cooperação Internacional: Brasil e Arábia Saudita firmaram MoU para intercâmbio em recursos minerais e tecnologias estratégicas.  https://bit.ly/4qpgn9o

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

15/1/2026

Dia 15 de janeiro de 2026, quinta-feira

- 4,4 MI DE CLIENTES AFETADOS POR CICLONE (distribuição)

A Enel São Paulo revisou o número de clientes afetados pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão no dia 10 de dezembro. Os dados atualizados apontam o dobro de impactados quando comparado ao informado à época do evento. Ou seja, os desligamentos afetaram 4,4 milhões de unidades consumidoras. A empresa explica em nota à imprensa, que esse aumento corresponde à soma de unidade afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de fortes ventos.

> Continue a leitura na matéria “Enel revisa dados e indica 4,4 mi de clientes afetados por ciclone”: https://bit.ly/4sIqJm6

> Sobre o mesmo assunto, leia também “Procon-SP multa Enel em R$ 14 milhões”: https://bit.ly/4aXbYFT

- COMPLEXO TÉRMICO JORGE LACERDA (política)

O Ministério de Minas e Energia prorrogou por 15 anos a outorga de térmicas a carvão em Santa Catarina. Conforme Portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira. 14 de janeiro, a autorização refere-se ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. O empreendimento de 740 MW em potência instalada, está dividido em quatro unidades e usa o carvão mineral como combustível principal.

> Saiba mais na notícia “MME prorroga outorga do Complexo Térmico Jorge Lacerda”: https://bit.ly/4syoS3k

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Tecnologia torna solar viável em regiões de baixa irradiação: https://bit.ly/4jDXDjQ

Painéis eficientes e gestão energética estão viabilizando projetos solares em regiões com menor incidência de luz solar.

Nível dos reservatórios do SIN recua para 46,1%: https://bit.ly/3Nkp5am

Somente no Sul houve queda, de 0,5 p.p, Sudeste e Nordeste apresentaram estabilidade enquanto no Norte houve alta de 0,1 p.p.

Tradener fecha acordo para importar gás da Bolívia: https://bit.ly/3Nmx0nB

Comercializadora paranaense saiu vencedora de licitação realizada pela estatal YPFB e venderá o insumo nos mercados livre e regulado.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

14/1/2026

Dia 14 de janeiro de 2026, quarta-feira

- AUMENTO DA CAPACIDADE INSTALADA (geração)

A Aneel prevê um crescimento de 9,1 GW em nova capacidade instalada no país em 2026. Conforme projeção apresentada, a estimativa supera em 23,4% o resultado obtido no ano passado, de 7,4 GW acrescentados ao sistema elétrico. Em 2025 foram colocadas em operação comercial 136 usinas. Desse montante, 63 são de centrais fotovoltaicas (2,8 GW), 15 térmicas (2,5 GW), 43 eólicas (1,8 GW), 11 PCHs (199,3 MW), uma hidrelétrica (50 MW) e três CGHs (6,70 MW).

> Leia mais na matéria “Aneel projeta aumento da matriz em 9,1 GW em 2026”: https://bit.ly/3Ntcwtc

- GUIA DE SEGURANÇA DO MERCADO (comercialização)

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica lança o Guia Segurança do Mercado. A publicação reúne as principais práticas de monitoramento adotadas pela organização. Essa medida é feita para fortalecer a segurança e a confiabilidade das operações de compra e venda de energia no país.

> Saiba mais na notícia “CCEE lança guia de segurança do mercado”: https://bit.ly/4qtQpBO

- ACORDO BRASIL E ARÁBIA SAUDITA (política)

O Brasil e a Arábia Saudita fortaleceram a cooperação no setor de recursos minerais. Os dois países assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) nesta terça-feira, 13 de janeiro, em Riade. O acordo foi formalizado pelo ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, e pelo ministro da Indústria e Recursos Minerais saudita, Bandar Al-Khorayef, durante a missão brasileira no Oriente Médio. A iniciativa visa promover o intercâmbio técnico, estimular investimentos e desenvolver tecnologias voltadas para minerais estratégicos.

> Continue a leitura em “Brasil e Arábia Saudita firmam acordo para cooperação em recursos minerais”: https://bit.ly/4qpgn9o

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

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AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Noruega investiu US$ 1,8 bi em renováveis no Brasil entre 2023-2024: https://bit.ly/4jF2uRG

Estudo da Menon Economics mostra país como principal destino dos aportes noruegueses depois da Europa e Estados Unidos. Além de eólica e solar, bioenergia, hidrogênio e soluções industriais de baixo carbono são destaques.

Importação de painéis solares da China diminui 20% em 2025: https://bit.ly/3NgcyVr

Dados do CEBC também apontam que volume de compra de carros híbridos chineses para o Brasil em 2025 chegou a movimentar US$ 1,87 bilhão, subindo 25%.

Emprego em renováveis cresce 2,3% em 2024, aponta Irena: https://bit.ly/4qilkAH

Publicação da Irena foi desenvolvida em parceria com a OIT e mostra liderança da China, Brasil vem em 3º lugar, atrás da União Europeia.

Fonte: Canal Energia

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Resumo das Notícias de Hoje

13/1/2026

Dia 13 de janeiro de 2026, terça-feira

- LULA ACIONA MME, AGU E CGU (distribuição)

O presidente Lula acionou o Ministério de Minas e Energia, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral após as falhas no fornecimento de energia em São Paulo. O despacho publicado no Diário Oficial dessa segunda-feira, 12 de janeiro, diz que os órgãos deverão promover junto à Aneel “as medidas cabíveis e necessárias”. A meta é garantir a prestação adequada, contínua e eficiente do serviço público de distribuição.

> Saiba mais na notícia “Lula aciona MME, AGU e CGU após falhas de energia em SP”: https://bit.ly/4sEl7cM

- ALTERNATIVAS PARA REGULAMENTAÇÃO DA MMGD  (geração)

A Agência Nacional de Energia Elétrica discutirá duas alternativas para regulamentar, a partir de 2029, a compensação da micro e minigeração distribuída (MMGD). A primeira opção visa a criação de tarifas diferenciadas para consumidores com geração própria. Já a segunda opção é a valoração explícita dos benefícios da geração distribuída, com abatimento direto nas faturas. A escolha entre os modelos definirá como os custos da rede serão repartidos entre consumidores e terá impacto direto sobre o futuro do mercado de geração distribuída no país.

> Continue a leitura na matéria “Aneel avalia duas alternativas para regulamentar MMGD”: https://bit.ly/4jDh4Jq

- PREÇOS DE ENERGIA NA BBCE (comercialização)

O mercado de energia elétrica registrou uma forte alta nos preços na BBCE, encerrando a semana passada com valorização em todos os contratos. A plataforma explica que esse movimento foi impulsionado pela expectativa de chuvas muito abaixo da média e temperaturas acima do normal em grande parte do país.

> Leia mais em “Preços de energia disparam na BBCE com impacto de condições climáticas”: https://bit.ly/49B55aO

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

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AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

CCEE retoma processo de indicação a novo Conselho de Administração: https://bit.ly/49lezZ2

CCEE retoma processo para modernizar a forma de administração da entidade cuja meta é ter uma abordagem próxima ao de corporações.

Carga de energia no SIN recua 0,1% em novembro: https://bit.ly/4qqLyRQ

Nos últimos 12 meses, houve um crescimento de 1,3% em comparação ao período anterior com avanço em todos as regiões.

Brasil atinge 20 GW em geração solar centralizada: https://bit.ly/4qk92ru

Desde 2012, o segmento atraiu mais de R$ 87,7 bilhões em investimentos e gerou mais de 600 mil empregos no país.

Fonte: Canal Energia

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Reforma Tributária deve elevar custos de obras em até 20%, diz estudo

13/1/2026

Um estudo da BSSP Consulting revelou que a Reforma Tributária, a partir da regulamentação da Lei Complementar 214/2025, pode aumentar o custo final das obras em até 20%. A mudança no modelo de cobrança de impostos sobre consumo, com a substituição de PIS/Cofins por CBS e IBS, marca uma das maiores transformações na cadeia da construção civil em décadas. Segundo os tributaristas, haverá impactos diretos na margem operacional, principalmente para empresas que contratam mão de obra diretamente ou possuem pouca integração produtiva.

A construção civil responde por 3% do PIB brasileiro e movimenta cerca de R$ 580 bilhões por ano. A reforma, embora prometa simplificação e transparência, tende a pressionar margens e elevar custos tributários ao consumidor. O setor, intensivo em serviços e mão de obra, será um dos mais impactados, exigindo reorganização fiscal e digitalização da governança tributária.

O QUE ACONTECE:

  • Obras podem ficar até 20% mais caras até 2029 com o fim do Regime Especial de Tributação (RET)
  • Insumos industriais devem ter alívio tributário de até 4%
  • Materiais de construção terão variações: cerâmica (-25%) vs. plásticos (+26%)
  • Zona Franca de Manaus perde atratividade com nova lógica tributária

SAIBA MAIS

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Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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