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Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

23/2/2026

Dia 23 de fevereiro de 2026, segunda-feira

- MMGD (distribuição)

O Brasil está muito próximo de alcançar a marca de 45 GW em potência instada na modalidade de geração distribuída. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica, atualizados na tarde desta sexta-feira, 20 de fevereiro. Apesar de chegar a esse patamar, um estudo feito a pedido da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) aponta que ainda há espaço para a expansão da modalidade. Segundo os dados do levantamento, apenas 3% a 4% das redes secundárias do país, que são as primeiras afetadas pelos sistemas, precisam de investimentos para serem adequadas à injeção de energia. Essa é a principal conclusão obtida e apresentada à Agência Nacional de Energia Elétrica.

> Saiba mais na matéria “Estudo conclui que MMGD ainda tem impacto limitado no país”: https://bit.ly/4rxs7ax

- REGRAS PARA ARMAZENAMENTO (política)

A definição de novas regras para o armazenamento de energia poderá ser postergada novamente. O diretor Fernando Mosna pedirá na reunião desta terça-feira, 24 de fevereiro, mais 30 dias para concluir sua análise da CP 39/2023. Esse tempo será usado para avaliar documentação encaminhada pelas áreas técnicas da agência ao seu gabinete. As novas análises foram realizadas ante as mudanças nas regras do segmento decorrente da Lei 15.269/2025. O tema consta do bloco de pauta da reunião de diretoria.

> Leia mais em “Definição de regras para armazenamento poderá ser postergada por 30 dias”: https://bit.ly/4aKAS9L

- CARGA DO SIN (geração)

A carga no Sistema Interligado Nacional deve ter um recuo de 3,7% em fevereiro. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o subsistema Sudeste/ Centro-Oeste terá a maior queda na carga, de 6,7%. Em seguida, vem a região Sul, com variação negativa de 2,9%. Assim, a região Norte terá a maior alta na carga, de 4,7% . No Nordeste, a carga sobe 2,4%. Na semana anterior, a expectativa era de queda de 3,8%.

> Continue a leitura na notícia “ONS: SIN deve ter queda de 3,7% na carga em fevereiro”: https://bit.ly/4qUWK8L

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html

Aproveite o DESCONTO EXCLUSIVO para assinantes!

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MEETUP | O futuro da matriz elétrica para além de 2030

Data: 26 de fevereiro

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/meetup-ce-fev26”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Enel SP deve ganhar mais tempo em processo na Aneel: https://bit.ly/4c5lNC8

Empresa enviou nova carta à Aneel questionando legalidade de incorporar eventos climáticos de dezembro em processo de caducidade.

Estudo da RSM coloca Brasil na liderança da transição em 2026: https://bit.ly/46oJu4N

País será um dos principais polos globais de atração de investimentos sustentáveis, como bioenergia e projetos eólicos e solares.

CCEE: mais de 21 mil unidades migraram para o ACL em 2025: https://bit.ly/46nEXiX

Estudo mostra que expectativa para 2026 é de mais de nove mil migrações no primeiro semestre. Serviços e comércio puxam números.”

Fonte: CanalEnergia

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FRASE DA SEMANA

23/2/2026

“As pessoas superestimam aquilo que podem fazer em um ano, mas subestimam aquilo que podem fazer ao longo da vida.”

Autor: Bill Gates

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Confira a consulta pública terminando na semana que vem

23/2/2026

Data final: 04/03/2026

- Consulta 039/2025

Obter subsídios e informações adicionais para a revisão do Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico - MCPSE.

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública

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PARA LER COM CALMA

21/2/2026

- Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, aqui vai um resumo:

LRCAP

- Revisão de preços: Ajustes nos preços-teto para térmicas foram bem recebidos pelo mercado, com expectativa de maior competitividade nos leilões de 18 e 20 de março.  https://bit.ly/4aIpYBH

- Baterias (BESS): Receita fixa estimada entre R$ 1,2 mi e R$ 1,7 mi/MW.ano, com armazenamento visto como solução mais viável para ponta noturna.  https://bit.ly/3MIVkQm

- Disputa setorial: Térmicas defendem certame específico para serviços ancilares, enquanto baterias afirmam que os valores revisados poderiam ser atendidos pela modalidade.  https://bit.ly/3ZIxUh8

Operação do Sistema Elétrico

- Carga do SIN: Previsão de queda de 3,8% em fevereiro, com recuo maior no Sudeste/Centro-Oeste (-7,5%) e alta no Norte (+2,8%).  https://bit.ly/4aFyYYa

- Apagão no Paraguai: Causado pela queda de duas linhas de transmissão que saem da UHE Itaipu (220 kV e 500 kV), afetando Assunção e o sistema Norte/Oeste.  https://bit.ly/4kVwDgn

- Risco de armazenamento: ONS alerta para possíveis desafios nos níveis de armazenamento até julho.  https://bit.ly/4aXUg4t

Mercado e Investimentos

- Eneva: Ações subiram 8% após revisão do LRCAP, recuperando parte da queda de 17% na semana anterior.  https://bit.ly/4aIpYBH

- Energisa: Previsão de investir R$ 7 bilhões em 2026.  https://bit.ly/4rp0Maf

- CCEE: Liquidou R$ 2,97 bilhões do MCP de dezembro.  https://bit.ly/4rX1P14

Outros destaques

- Corte físico da MMGD: AGU emitiu parecer favorável, desde que tecnicamente viável e justificado à luz da isonomia no uso da infraestrutura.  https://bit.ly/4c5jFdz

- Anace: Criticou a obrigatoriedade da Tarifa Branca.  https://bit.ly/46fUqBH

- TCU: Proposta de acordo entre MME e MEZ Energia sobre concessões, com prazo de 15 dias para manifestações.  https://bit.ly/4tKn9sm

Fonte: CanalEnergia

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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DO ELECTRA – COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA – EDIÇÃO 04/26 DE 20/02/2026

- Governo monitora reservatórios do setor elétrico, mas especialistas dizem que situação requer cautela

Apesar da melhora na situação dos reservatórios do setor elétrico com as chuvas registradas nas últimas semanas, o governo e órgãos do setor seguem monitorando com atenção o cenário hídrico do país. A avaliação é de que a situação ainda requer cautela, sobretudo do ponto de vista da gestão dos reservatórios. Apesar de distante de um cenário de crise, níveis baixos de reservatórios neste momento, quando o país ainda está no período de chuvas, podem resultar em menor disponibilidade de potência hídrica no período seco. As medidas adotadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) buscam preservar mais água agora, sobretudo para reduzir a necessidade de complementação com usinas termelétricas nos próximos meses, cuja geração é mais cara.

- Leilão de baterias pode ter 5 GW, mas trava em tarifa dupla e alocação de custos

A demanda para o primeiro leilão de reserva de capacidade para baterias pode chegar a 5 GW, na avaliação de agentes do setor, mas entraves regulatórios — especialmente em torno da chamada “tarifa dupla” e da alocação de custos prevista na lei nº 15.269/2025 — ainda geram incerteza e risco de judicialização. O presidente da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (Absae), Markus Vlasits, lembra que o ministro Alexandre Silveira já declarou que o leilão deve contratar cerca de 2 GW, montante que coincide com os cálculos da entidade.

- COP 30 impulsiona agenda de negócios da transição

Uma das pautas centrais das COPs tem sido justamente o financiamento climático. O desafio é mobilizar US$ 300 bilhões por ano, com a ambição de atingir US$ 1,3 trilhão em aportes de países desenvolvidos, do setor privado e de países emergentes para viabilizar a mitigação e a adaptação climática. O estudo “Benefícios da Transição para uma Economia de Baixo Carbono”, publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com apoio do Itaú Unibanco, reforça o potencial desse movimento ao demonstrar que a expansão das fontes renováveis pode adicionar entre R$ 337 bilhões e R$ 465 bilhões ao PIB até 2035, além de gerar entre 1,2 e 1,9 milhão de empregos. O que explica tamanho impacto? Soluções de mitigação reduzem emissões ao mesmo tempo em que impulsionam a economia.

- Mercado reage bem a revisão de preços e prevê competição no LRCAP

O mercado reagiu bem à elevação dos preços-teto do LRCAP 2026. Agora a expectativa é de aumento na competitividade dos certames programados para os dias 18 e 20 de março. Como aguardava o mercado, os valores foram reajustados para os produtos térmicos, enquanto permaneceram estáveis para as hidrelétricas. Especialistas apontaram que o principal motivo para a necessidade de aumento nos preços-teto foi a elevação do CAPEX. Para o consultor Edvaldo Santana, os dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicavam valores muito abaixo da realidade do mercado.

- CCEE apresenta estudo detalhado das migrações para o mercado livre

Desde a abertura do mercado livre para todos os consumidores conectados em alta tensão, 21.707 unidades consumidoras aderiram ao segmento. Estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostra que, entre os setores com maior volume de migrações, estão o de serviços (6.648) e de comércio (4.098). No recorte geográfico, os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais concentram o maior número de novas unidades consumidoras no mercado livre.

- Governo estima investir até R$ 2 tri na matriz elétrica até 2055

O Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançaram as consultas públicas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 e do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que servem de base para decisões de investimento, regulação e políticas públicas na área de energia. O PNE 2055 prevê investimentos de até R$ 2 trilhões na expansão da matriz elétrica e R$ 600 bilhões em transmissão. O plano também projeta que a demanda total de energia pode dobrar até 2055, enquanto o consumo de eletricidade pode crescer até 4,2 vezes no período.

- Carro a hidrogênio vira problema no Japão com escassez de postos de abastecimento

As vendas de veículos a células de combustível caíram mais de 80% desde 2021 no Japão. A falta de postos de abastecimento representa um desafio para quem já dirige carros do tipo. O número de postos de abastecimento de hidrogênio chegou a 149 no ano fiscal de 2025, uma queda de 10% em relação a 2021, segundo o Centro de Promoção de Veículos de Próxima Geração (NGVPC). Esse número está bem abaixo da meta do governo de 320 postos até 2025, e a tendência é de queda.

- Energia solar lidera expansão da matriz elétrica em janeiro

A matriz elétrica brasileira registrou um crescimento de 543 MW em janeiro, impulsionado principalmente pela entrada em operação de usinas solares. Ao todo, 13 empreendimentos iniciaram operação comercial no mês, sendo 11 solares, que somaram 509 MW. Também entraram em funcionamento uma termelétrica, com 20 MW, e uma pequena central hidrelétrica, com 14 MW. Minas Gerais liderou a expansão, com 409 MW provenientes de nove usinas.

- Brasil entra em novo patamar de consumo elétrico

O Brasil passou a operar em um novo regime estrutural de energia elétrica: dados do ONS indicam que a demanda máxima horária do Sistema Interligado Nacional (SIN) deixou o antigo intervalo entre 80 mil e 90 mil MW e passou, desde meados de 2023, a orbitar a faixa de 100 mil MW — com pico superior a 105 mil MW em 2025. Em relação a 2021, quando a carga máxima girava perto de 82 mil MW, o avanço acumulado chega a 30%. Quanto mais alta a ponta, maior a pressão sobre redes, subestações e geração despachável.

- Contas de luz vão subir até o triplo do IPCA em 2026

As contas de luz devem ter reajuste médio de quase o dobro dos índices de inflação em 2026, segundo projeções da Thymos Energia. Na média nacional, o reajuste deve ficar em 7,64%. A fatura chegará ainda mais salgada na Neoenergia Pernambuco (13,12%), na CPFL Paulista (12,50%) e na Enel Ceará (10,66%) – os três maiores aumentos estimados pela consultoria. O movimento é associado a custos maiores de geração, perdas e valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

- Aumento dos riscos elevam preço e encurtam prazos de contratos de compra e venda de energia

Os contratos no mercado livre têm se tornado mais caros e mais curtos em função de mudanças da matriz elétrica e do regramento setorial, com o consequente aumento dos riscos, atualmente assumidos sobretudo pelos geradores, como os cortes de geração renovável e modulação. Para especialistas, a mudança “veio pra ficar” e exigirá modificações na forma de os agentes fecharem negócios. O diretor de estratégia e negócios para Energia e Serviços de Utilidade Pública da Deloitte, Jovanio Santos, afirmou que tem observado um maior “balanceamento de riscos” entre gerador e consumidor nas recentes negociações, especialmente no que diz respeito aos cortes de geração.

Fonte: ELECTRA – COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA – EDIÇÃO 04/26 DE 20/02/2026

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