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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – Edição de 18/03/2026

18/3/2026

O setor elétrico na era da IA: eficiência, segurança e novos paradigmas

A transformação digital no setor elétrico brasileiro: evolução estrutural, paradigmas tecnológicos e a ascensão da inteligência artificial (2016-2026)

Sob a coordenação de Leo Almeida, Head of Sales, Energy & Industries do Google, este fascículo aborda como a inteligência artificial está impulsionando uma nova fase de transformação no setor elétrico, com impactos na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. Neste primeiro capítulo, escrito por Leo Almeida e Alexandre Faustino, engenheiro eletricista e executivo de Tecnologia da Informação com 23 anos de trajetória na Eletrobras (Axia Energia), o texto analisa a digitalização do setor elétrico brasileiro entre 2016 e 2026, destacando o papel das mudanças regulatórias, da expansão das redes inteligentes, da infraestrutura de dados e da aplicação de tecnologias como IoT, gêmeos digitais e análise avançada de dados.

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Mulheres que inspiram: conheça histórias de quem transforma o setor elétrico e industrial

Ao longo das últimas décadas, as mulheres têm desempenhado trabalhos essenciais em setores de engenharia, indústria e tecnologia, áreas historicamente predominadas por homens. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2022), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que apenas 20,9% dos empregos formais na indústria são ocupados por mulheres. Embora a presença feminina ainda seja menor em comparação à masculina, o número representa um avanço significativo em relação ao que se observava em tempos anteriores.

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Energia, ambiente & sociedade

Danilo de Souza

A sexta revolução energética dos sapiens: o domínio da eletricidade

Chegamos, assim, à sexta revolução energética dos Sapiens: o domínio da eletricidade. Diferentemente das revoluções anteriores, a eletricidade não se estabelece como uma fonte primária de energia, mas como uma forma singular de representar, converter e transportar energia. O papel histórico da eletricidade foi atuar como intermediária altamente eficiente entre diferentes fontes primárias e seus usos finais, reorganizando profundamente a forma como a energia é produzida, distribuída e utilizada.

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Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – NEWSLETTER – Edição de 18/03/2026

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Super Quarta: o que esperar das decisões de juros no Brasil e nos EUA

18/3/2026

A Super Quarta acontece em meio a elevada incerteza global, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela disparada do petróleo, que saiu de cerca de US$ 73 para próximo de US$ 100. No Brasil, o mercado, que esperava um corte de 0,50 p.p. na Selic, agora vê um cenário incerto, com projeções entre redução de 0,25 p.p. ou manutenção em 15%. A alta de cerca de 60% no Brent desde janeiro, somada ao reajuste do diesel pela Petrobras (+11,6%), reforçou as pressões inflacionárias. Nos EUA, o Fed deve manter os juros e pode adiar o início dos cortes.

O avanço do petróleo pressiona custos de energia, transporte e produção, elevando a inflação e dificultando a atuação dos bancos centrais. No Brasil, o impacto é mais sensível devido à forte influência dos combustíveis e do câmbio nos preços, o que aumenta a cautela sobre o início e o ritmo de cortes de juros.

O QUE ACONTECE AGORA:

  • Copom deve priorizar sinalizações sobre o início e ritmo dos cortes.
  • Possibilidade de corte menor ou manutenção da Selic.
  • Fed tende a adotar postura cautelosa e adiar flexibilização.
  • Petróleo e cenário geopolítico ganham peso nas decisões.
  • BC pode interromper cortes se a inflação seguir pressionada.

Fonte: Desperta | exame de 18/03/2026

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Resumo das Notícias de Hoje

18/3/2026

Dia 18 de março de 2026, quarta-feira

- EMISSÃO DE DEBÊNTURES PELA ELETRONUCLEAR (negócios e empresas)

A Diretoria da Aneel autorizou a Eletronuclear a emitir R$2,4 bilhões em debêntures conversíveis em ações. Os papéis terão prazo de vencimento de dez anos e serão obrigatoriamente adquiridos pela Axia Energia (antiga Eletrobras).

> Continue a leitura na notícia “Aneel autoriza emissão de debêntures pela Eletronuclear”: https://bit.ly/4dsKYiC

- LRCAP (expansão)

Um parecer elaborado pelo Tribunal de Contas da União sobre o Leilão de Reserva de Capacidade, indica fragilidades na metodologia dos preços-teto. Contudo, o TCU recomenda que o certame agendado para quarta-feira, 18 de março, seja realizado. Além disso, a Unidade de Auditoria Especializada AudElétrica recomendou que nenhuma medida fosse adotada antes da realização do leilão.

> Saiba mais em “TCU vê fragilidades no LRCAP, mas recomenda não adiar certame”: https://bit.ly/4rOiSSI

- TARIFAS (consumidor)

As tarifas reguladas devem subir em média 8% em 2026. Dessa forma ficam acima da inflação projetada para o IGP-M (3,1% ) e o IPCA (3,9%). A estimativa foi divulgada pela Aneel, na primeira edição do ano do Boletim Infotarifas.

> Leia mais na matéria “Aneel estima aumento médio das tarifas em 8% em 2026”: https://bit.ly/40GNlXB

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

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AGENDA SETORIAL

19 março/2026

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MEETUP | Sistema em Crise: entre a Escassez Hídrica e aumento da Demanda de Energia

Foco da discussão

Data: 31 de março

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://events.teams.microsoft.com/event/4881bdc8-49cc-4518-9164-10a837a5b8ff@2567d566-604c-408a-8a60-55d0dc9d9d6b”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

CanalEnergia Entrevista: Manuel Fernandes da KPMG fala do caminho para transição energética: https://bit.ly/4sMLGeX

Executivo da consultoria explica que o Brasil enfrenta gargalos significativos, especialmente na infraestrutura de transmissão e na modernização de rede elétrica.

GreenYellow implementa solução híbrida para mineradora no Mato Grosso: https://bit.ly/479vFYi

Projeto combina energia solar e baterias para cortar até 80% do uso de diesel, além de ajudar na descarbonização.

Governo lança Plano Clima com diretrizes para atuação até 2035: https://bit.ly/47CzHbM

Iniciativa traz um roteiro para cumprimento da meta voluntária do Brasil de redução das emissões de gases de efeito estufa.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

17/3/2026

Dia 17 de março de 2026, terça-feira

- CURTAILMENT (negócios e empresas)

O impacto dos cortes na geração de energia renovável no Brasil escalou no Brasil. Dados apresentados pela Volt Robotics indicam que os volumes de cortes dobraram em 2026 quando comparado a 2025. Entretanto, em termos financeiros o impacto é ainda maior, triplicou e a causa é o aumento do preço da energia na mesma base de comparação.

> Continue a leitura na matéria “Curtailment escala e preço da energia triplica impacto no setor”: https://bit.ly/3NJ4SeK

- ACORDO BRASIL E BOLÍVIA PARA INTERCONEXÃO ELÉTRICA (política)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou da cerimônia de assinatura do acordo bilateral para interconexão elétrica entre Brasil e Bolívia. O ato ocorreu nesta segunda-feira, 16 de março, em Brasília (DF) e integrou a programação oficial da visita de Rodrigo Paz Pereira, presidente do país andino. O acordo estabelece as bases para a interconexão elétrica entre os dois países. O objetivo é permitir o intercâmbio de energia entre os sistemas elétricos brasileiro e boliviano e fortalecer a integração energética regional.

> Saiba mais na notícia “Brasil e Bolívia assinam acordo para interconexão elétrica”: https://bit.ly/47xTjOg

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Eficiência energética avança nas residências com alta da tarifa: https://bit.ly/4sl9Hdm

Entre as medidas mais adotadas estão a troca de lâmpadas convencionais por LED, melhorias no isolamento térmico e a instalação de equipamentos mais eficientes.

ANP autoriza Galp a importar gás da Argentina: https://bit.ly/417ihAn

Operação autorizada é de 20 milhões de m3 ao dia e visa segmentos termelétrico, das distribuidoras e consumidores livres.

Energisa capta R$ 1 bi com BNDES para financiar 3 distribuidoras: https://bit.ly/4uzWm2q

Recursos serão usados na substituição de equipamentos, conexão de novos consumidores e instalação de medidores em três distribuidoras do grupo com sede em Cataguazes-MG.

Âmbar conclui compra de UTE Norte Fluminense: https://bit.ly/4sdWC5o

Operação também envolveu aquisição de projeto Norte Fluminense 2, que prevê usina de 1.800 MW junto à EDF.”

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

16/3/2026

Dia 16 de março de 2026, segunda-feira

- ELEIÇÃO DA CCEE (distribuição)

A eleição para o novo Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica foi marcada, mais uma vez, por denúncias de interferência do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele é apontado como responsável pela indicação de Olavo Bilac Pinto Neto para a vaga das distribuidoras no colegiado.

> Continue a leitura em “Setor aponta interferência de Silveira na eleição da CCEE”: https://bit.ly/4sSFv9r

- PDE 2035 (expansão)

A chegada de Data Centers e a perspectiva do H2 Verde traz perspectivas de expansão do consumo no Brasil. No PDE 2035, que está em consulta pública, o cenário de referência traçado pela EPE varia de 82GW e passa a 115 GW. Entretanto, há possibilidade de que esses dois grandes consumidores possam elevar esse volume a 138 GW, que representa o cenário mais otimista projetado no plano.

> Saiba mais na matéria “Avanço do consumo está associado à tecnologia no Brasil”: https://bit.ly/4cPXxnU

- CARGA NO SIN EM MARÇO (mercado)

A carga no Sistema Interligado Nacional em março deve ter um recuo de 0,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 13 de março, pela revisão do Programa Mensal da Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico. No Sudeste/ Centro-Oeste, a carga tem queda de 2,7%. Na região Norte, a carga tem o seu melhor desempenho, subindo 5,5%. Em seguida vem o Nordeste, com alta de 2,5% na carga. No Sul, a carga tem variação mínima, de 0,1%. Na semana anterior, a projeção era de recuo de 0,5%.

> Leia mais em “ONS: carga no SIN deve recuar 0,6% em março”: https://bit.ly/47y4VAO

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Data: 31 de março

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Mercado livre cresceu 8% em volume e movimentou R$ 283 bi em 2025: https://bit.ly/3PaZHVy

Dados da Abraceel mostram que o ambiente livre passou a representar 42% do mercado de energia elétrica no ano passado.

Energisa descarta investir em transmissão no curto prazo: https://bit.ly/3N6dkVn

Com juros elevados, empresa vê retornos menos atrativos no segmento e estuda oportunidades em leilões de baterias.

Raízen tem recuperação extrajudicial aceita pela Justiça: https://bit.ly/4ry0I7q

Decisão suspende execuções contra a companhia por 180 dias e dá prazo para adesão de credores ao plano.

Fonte: Canal Energia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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