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Setor Elétrico

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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

7/4/2026

Dia 08 de abril de 2026, terça-feira

- RENOVAÇÃO DE CONCESSÕES (distribuição)

O Ministério de Minas e Energia convocou distribuidoras para a assinatura da renovação do contrato de distribuição. O despacho foi assinado pelo ministro Alexandre Silveira e publicado nesta segunda-feira, 6 de abril, no Diário Oficial da União. A medida é uma um passo no processo legal desse processo ao atender a pedidos apresentados pelas concessionárias. Assim, o governo federal deferiu a extensão dos prazos de contratos de distribuição firmados com a União por mais 30 anos.

> Saiba mais na notícia “MME convoca 14 distribuidoras para assinar renovação de concessões”: https://bit.ly/4mja6Ld

- ENEL SP NA ANEEL (distribuição)

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica Fernando Mosna recebeu nesta segunda-feira, 6 de abril, representantes da Enel São Paulo. O encontro ocorreu na sede da autarquia. As partes discutiram o termo de intimação nº 49/2024, lavrado pela fiscalização da Aneel. O termo trata da fiscalização na distribuidora por falhas na prestação de serviço e pode basear uma recomendação de caducidade da concessão pelo poder concedente.

> Leia mais em “Mosna recebe representantes da Enel SP na Aneel”: https://bit.ly/4c9nooZ

- AUTORIZAÇÃO PARA INSTALAÇÃO DE BATERIAS (expansão)

A Aneel emitiu na quinta-feira (2) a primeira autorização para inserção de um Sistema de Armazenamento de Energia colocalizado (associado a um empreendimento de geração) no país. O SAE será instalado no sítio da usina fotovoltaica Sol de Brotas 7, da Statkraft. O empreendimento está localizado no município baiano de Uibaí.

> Continue a leitura na matéria Aneel assina primeira autorização para instalação de baterias em usina fotovoltaica”: https://bit.ly/41npRXQ

- EVENTOS (CanalEnergia)

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

- O que mais é destaque hoje

Abrate celebra resultado de leilão, mas alerta sobre relicitação de ativos: https://bit.ly/47KLjto

Presidente da associação vê setor pronto para atender demanda cada vez maior e aposta no sucesso das baterias.

Willamy Frota será relator dos recursos da J&F sobre LRCAP: https://bit.ly/4cbCV7F

O novo relator foi escolhido para substituir o diretor Fernando Mosna, que declarou suspeição para instruir a matéria,

Cemig e Radix levam IA generativa para centros de operação de transmissão: https://bit.ly/41eusvv

Ferramenta visa auxiliar operadores na tomada de decisão em ocorrências no sistema de transmissão e  ajudar a manter a operação do Sistema Interligado Nacional.

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

7/4/2026

Data final: 13/04/2026

Consulta Pública 002/2026

Obter subsídios para a regulamentação do Projeto Energias da Floresta.

Data final: 15/04/2026

Consulta Pública n° 218 de 02/03/2026

Diretrizes para implementar a contabilização dupla no Mercado de Curto Prazo – MCP e para a transição nas ofertas de quantidade de energia elétrica nos processos de otimização e formação de preço.

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergia

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PAUTA DA 7ª REUNIÃO PÚBLICA ORDINÁRIA DA DIRETORIA DE 2026

07/04/2026

RELAÇÃO DOS ASSUNTOS RELATIVOS AOS AGENTES DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.

1. Processo: 48500.004996/2026-65 Assunto: Proposta de abertura de Consulta Pública com vistas a colher subsídios e informações adicionais para aperfeiçoar o Edital do Leilão nº 4/2026, destinado à contratação de serviço público de transmissão de energia elétrica. Área Responsável: Secretaria de Leilões - SEL, Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior

2. Processo: 48500.028437/2025-60 Assunto: Resultado da Revisão Tarifária Periódica da Companhia Jaguari de Energia – CPFL Santa Cruz, a vigorar a partir de 22 de março de 2026, após análise das contribuições recebidas na Consulta Pública nº 41/2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Gentil Nogueira de Sá Júnior

3. Processo: 48500.003997/2025-10 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA, a vigorar a partir de 13 de dezembro de 2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Gentil Nogueira de Sá Júnior

4. Processo: 48500.030639/2025-71 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A. – EMT, a vigorar a partir de 8 de abril de 2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
O processo foi retirado de pauta

5. Processo: 48500.030641/2025-41 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Energisa Mato Grosso do Sul – Distribuidora de Energia S.A. – EMS, a vigorar a partir de 8 de abril de 2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
O processo foi retirado de pauta

6. Processo: 48500.030643/2025-30 Assunto: Reajuste Tarifário Anual da Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, a vigorar a partir de 8 de abril de 2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

7. Processo: 48500.030069/2025-10 Assunto: Proposta de abertura de Consulta Pública com vistas a colher subsídios e informações adicionais para a Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS, a vigorar a partir de 24 de junho de 2026. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

8. Processo: 48500.004885/2020-63 Assunto: Resultado da Consulta Pública nº 39/2023, instituída com vistas a colher subsídios e informações adicionais para o aprimoramento da regulação para o armazenamento de energia elétrica. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR, Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - STD, Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica - SGM, Superintendência de Inovação e Transição Energética - STE.
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

9. Processo: 48500.037166/2025-33 Assunto: Resultado da Consulta Pública nº 47/2025, instituída com vistas a colher subsídios e informações adicionais para a definição do critério de rateio dos recursos arrecadados na Conta de Desenvolvimento Energético – CDE de que tratam o § 8º e o § 9º do art. 4º da Lei nº 15.235/2025, relativos à repactuação de parcelas vincendas devidas a título de Uso de Bem Público – UBP. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa

10. Processo: 48500.005054/2019-75 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Oliveira Energia S.A. contra o Despacho nº 2.331/2022, emitido pela então Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG, que aplicou a penalidade de multa em decorrência do atraso na implantação da Usina Termelétrica – UTE Monte Cristo Sucuba. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
*Processo destacado do 4º Circuito Deliberativo Público Ordinário
Minutas de voto e ato

11. Processo: 48500.037174/2025-80 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Associação de Jovens Indígenas Nambiquaras – Ajina contra os Despachos nº 1.419/2025, nº 3.752/2024 e nº 805/2022, emitidos pela Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica – SCE, por meio dos quais os Aproveitamentos Hidrelétricos – AHE JUI-029b, JUI-008 e PPG-147 foram respectivamente reenquadrados e disponibilizados para solicitação de Despacho de Registro de Intenção à Outorga de Autorização – DRI-UHE. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
*Processo destacado do 4º Circuito Deliberativo Público Ordinário
*Atualizado em 6/4/2026, às 11h20
Minutas de voto e ato

12. Processo: 48500.022155/2025-59 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Usina Termelétrica Lençóis Paulista SPE S.A. contra o Despacho nº 3.472/2025, emitido pela Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica – SCE, que deu provimento ao pleito da Usina Termelétrica Lençóis Paulista SPE S.A., reconhecendo-se 448 dias de excludente de sua responsabilidade pelo atraso no cronograma de implantação da Usina termelétrica – UTE Cidade do Livro, localizada no município de Lençóis Paulista, estado do São Paulo. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
*Processo destacado do 4º Circuito Deliberativo Público Ordinário
Minutas de voto e ato

13. Processo: 48500.003331/2024-72 Assunto: Termo de Intimação nº 49/2024, lavrado pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, que trata do Relatório de Falhas e Transgressões à legislação e ao Contrato de Concessão da Enel Distribuição São Paulo – Enel SP (Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.). Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Diretor(a)-Relator(a) do Voto-Vista: Gentil Nogueira de Sá Júnior

BLOCO DA PAUTA

Os itens de 14 a 32 serão deliberados em bloco, conforme os arts. 42 e 49 da Norma de Organização ANEEL nº 1, aprovada pela Resolução Normativa nº 1.133/2025

14. Processo: 48500.003802/2024-42 Assunto: Emissão de outorgas de autorização para a Proponente Vencedora do Lote I do Leilão nº 1/2025. Área Responsável: Secretaria de Leilões - SEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

15. Processo: 48500.001691/2026-00 Assunto: Transferência de ativos classificados como Demais Instalações de Transmissão – DIT, atualmente detidos pela transmissora Light Energia S.A., em favor da distribuidora Light Serviços de Eletricidade S.A., atual usuária das instalações. Área Responsável: Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica - STD.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

16. Processo: 48500.001513/2024-17 Assunto: Recursos Administrativos interpostos pela Enel Distribuição Ceará – Enel CE e pelo Município de Barbalha, estado do Ceará, contra decisão emitida pela Agência Reguladora do Estado do Ceará – ARCE, referente aos procedimentos de recontagem de Iluminação Pública realizados no município recorrente pela distribuidora. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

17. Processo: 48500.002088/2024-75 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Enel Distribuição Ceará – Enel CE contra a decisão emitida pela Agência Reguladora do Estado do Ceará – ARCE, no Processo VIPROC 02382352/2023, referente à devolução de valores faturados incorretamente ao Município de Mombaça, estado do Ceará. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

18. Processo: 48500.005531/2016-50 Assunto: Recurso Administrativo, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela Breitener Tambaqui S.A. contra o Despacho nº 1.454/2023, emitido pela Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado – SFF, que determinou a devolução de montante pago à Recorrente ao Fundo Conta de Combustíveis Fósseis – CCC. Área Responsável: Diretoria - DIR.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
O processo foi retirado de pauta

19. Processo: 48500.000811/2022-10 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Linha Onze Oeste Energia Ltda. contra o Despacho nº 2.530/2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, por meio do qual foi aplicada multa editalícia em desfavor da Recorrente, em decorrência do descumprimento do cronograma de implantação da Pequena Central Hidrelétrica – PCH Linha Onze Oeste. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

20. Processo: 48500.004016/2020-39 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela Ipira Energia S.A. contra os Despachos nº 3.156/2025 e nº 3.157/2025, emitidos pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica – SFT, que, respectivamente, indeferiu o pleito de reconhecimento de excludente de responsabilidade pelo atraso na implantação da Pequena Central Hidrelétrica – PCH Pira e aplicou a penalidade de multa à recorrente em decorrência do descumprimento do cronograma de implantação da PCH Pira. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica - SFT, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

21. Processo: 48500.000500/2025-01 Assunto: Recurso Administrativo interposto pelo Hospital Haroldo Juaçaba contra o Despacho nº 2.509/2025, emitido pela Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo – SMA, que negou provimento à reclamação referente ao não pagamento de compensação financeira por descumprimento de prazos. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

22. Processo: 48500.000007/2026-64 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Interligação Elétrica Serra do Japi S.A. contra a Resolução Autorizativa nº 16.597/2026, que autorizou a Recorrente a implantar os Reforços de Grande Porte em instalação de transmissão de energia elétrica sob sua responsabilidade e estabeleceu os valores das parcelas de Receita Anual Permitida – RAP e o cronograma para a entrada em operação comercial das instalações de transmissão de energia elétrica referentes ao Contrato de Concessão nº 26/2009. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

23. Processo: 48500.000380/2026-15 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Interligação Elétrica Ivaí S.A. contra a Resolução Autorizativa nº 16.602/2026, que autorizou a Recorrente a implantar os Reforços de Grande Porte em instalações de transmissão de energia elétrica sob sua responsabilidade e estabeleceu os valores das parcelas de Receita Anual Permitida – RAP e o cronograma para a entrada em operação comercial das instalações de transmissão de energia elétrica referentes ao Contrato de Concessão nº 22/2017; e Requerimento Administrativo interposto pela Interligação Elétrica Ivaí S.A. referente à Resolução Autorizativa nº 16.602/2026, com vistas à alteração na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e do adicional de Periculosidade. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

24. Processo: 48500.029413/2025-28 Assunto: Pedidos de Reconsideração interpostos pelas empresas Foz do Chapecó Energia S.A. e Companhia Energética Rio das Antas – Ceran contra o Despacho nº 668/2026, que aprovou os valores de Saldo do Uso de Bem Público – UBP a serem repactuados, nos termos do art. 4º da Lei nº 15.235/2025, e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

25. Processo: 48500.002640/2026-97 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pelas empresas Energética Uvaiá Ltda., Cristalcopo S.A., Textilfio Malhas, Catarinense Distribuidora de Produtos Congelados Ltda., Fibraoeste Indústria de Comercio Ltda., Esdel Comércio de Produtos Alimentares Ltda., Brisa Comércio de Alimentos Ltda., Maxi Color Empreendimentos e Participações Ltda., Sociedade Hospitalar São Miguel do Oeste Ltda. e High Tech Equipamentos Industriais Ltda. contra o Despacho nº 723/2026, que indeferiu o Pedido de Medida Cautelar protocolado pelas Recorrentes com vistas ao prosseguimento de processo de registro e ao enquadramento, como autoprodutor, da Central Geradora Hidrelétrica – CGH Uvaiá, que possibilitaria o aproveitamento da modalidade de autoprodutor pelas interessadas, e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

26. Processo: 48500.007900/2026-11 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Transmissora SP-MG S.A. com vistas a impedir a aplicação de desconto de Parcela Variável por Indisponibilidade – PVI em decorrência do desligamento intempestivo da Função Transmissão da Linha de Transmissão Estreito-Cachoeira Paulista C2, ocorrido em 8 de dezembro de 2025, atribuído pela Requerente a condições sistêmicas de operação e condições atmosféricas adversas, até a análise de mérito do requerimento. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

27. Processo: 48500.003836/2026-07 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Brasol Soluções Energéticas Ltda. com vistas a determinar que a Energisa Tocantins – Distribuidora de Energia S.A. – ETO aplique o regime de compensação GD I à Unidade Consumidora nº 3431709, suspenda retroativamente os prazos regulatórios referentes ao processo de conexão da Usina Fotovoltaica – UFV Miracema e efetue o refaturamento da Unidade Consumidora da Requerente. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

28. Processo: 48500.021385/2025-09 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela ISA Energia Brasil S.A. com vistas à anuência prévia para a exploração de atividades atípicas, além daquelas outorgadas pelos Contratos de Concessão de Transmissão de Energia Elétrica nº 59/2001, nº 12/2023, nº 8/2022, nº 6/2023. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF.
Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

29. Processo: 48500.029631/2025-62 Assunto: Anuência Prévia à Transferência do Controle Societário Direto da Roraima Energia detido pela Oliveira Energia S.A. em favor da Futura Venture Capital Participações Ltda. e do Controle Societário Indireto em favor da JJMB Participações Ltda. e da WWMB Participações Ltda. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF.
Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

30. Processo: 48500.005422/2026-12 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Rialma Transmissora de Energia VI S.A., das áreas de terra necessárias à ampliação da Subestação Recife II, localizada no município de Recife, estado do Pernambuco. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

31. Processo: 48500.006886/2026-38 Assunto: Autorização e estabelecimento da Parcela da Receita Anual Permitida – RAP referente à Melhorias de Grande Porte em instalações de transmissão, em instalações de transmissão sob responsabilidade da Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil – CGT Eletrosul, Contrato de Concessão nº 57/2001. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

32. Processo: 48500.031515/2025-11 Assunto: Ratificação da decisão proferida no 4º Circuito Deliberativo Público de 2026 referente ao Pedido de Reconsideração interposto pela Parintins Amazonas Transmissora de Energia S.A. contra o Despacho nº 3.344/2025, que negou provimento ao Requerimento Administrativo protocolado pela Recorrente com vistas à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão nº 16/2019. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.
Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva

Minutas de voto e ato

Fonte: Aneel

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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DO ELECTRA CLIPPING ED. 07/26, DE 02/04/2026

6/4/2026

- Preços e energia variam 2.000% num mesmo dia. Tem algo artificial?

No mercado de energia de curto prazo no Brasil, os preços passaram de R$ 57,00/MWh pela manhã para R$ 1.611,00/MWh no fim da tarde, uma variação de cerca de 2.700% num único dia, o que tem sido visto por especialistas como um comportamento “bizarro” do sistema de formação de preços. Essa volatilidade tem beneficiado geradores com hidrelétricas não contratadas, que lucram muito nos picos, enquanto usinas solares — que geram energia barata durante o dia e quase nada à noite — e comercializadoras estão enfrentando dificuldades e até quedas no mercado. A combinação de excesso de geração renovável durante o dia, necessidade de fontes caras à noite e mudanças em parâmetros de cálculo de preços tem levado a preços considerados artificialmente altos por alguns analistas. Há um intenso debate no setor sobre a racionalidade atual do modelo de precificação, e a decisão sobre possíveis ajustes caberá ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

- Energia mais cara no mercado livre acirra debate sobre modelo de preço.

A discussão sobre o preço de energia esquentou nas últimas semanas no mercado livre: o preço não para de subir, e há até falta de oferta para contratos de longo prazo. As comercializadoras afirmam que não falta energia, mas sim que há redução na disponibilidade porque os grupos geradores que detêm a produção resistem em vender no longo prazo.

- Governo corre com MP para liberar crédito do BNDES e frear conta de luz em 2026.

A solução do Ministério de Minas e Energia (MME) para reduzir os reajustes tarifários de 2026 deve envolver a edição de uma Medida Provisória (MP) para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) crie uma linha de crédito com juros equivalente à Selic, sem spread, para bancar os diferimentos tarifários. O foco é nas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

- Energia que nasce da água: por que a matriz elétrica brasileira depende dos recursos hídricos e como o grupo Electra contribui nessa edição.

“A atuação do Grupo Electra no mercado de energia está diretamente conectada à mitigação de riscos e à construção de soluções e produtos sustentáveis para seus clientes. Nossas PCHs, além de representarem uma fonte limpa e renovável, funcionam como um lastro energético fundamental, trazendo previsibilidade e segurança em cenários de maior estresse hídrico. Essa base permite uma gestão mais estratégica dos contratos no ambiente de comercialização, onde temos forte presença e protagonismo — inclusive com o pioneirismo no registro de contratos de energia limpa no Mercado Livre. Ao mesmo tempo, a longevidade e a confiabilidade da fonte hidráulica reforçam seu papel histórico no desenvolvimento do país (...)”, afirma Claudio Fabiano Alves, CEO do Grupo Electra Energia.

- ABSAE cobra rapidez na publicação das diretrizes do LRCAP

O diretor Executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE), Fábio Lima, cobrou do governo uma definição sobre as diretrizes do leilão de capacidade para a fonte. Lima lembrou que falta um mês para fechar o prazo dado para a publicação da portaria com as diretrizes do certame. “É essencial que esse prazo seja cumprido para que esses sistemas estejam operando em 2028, como indicam os dados do planejamento,” argumentou Lima.

- Até 2050, a capacidade de data centers no Brasil pode variar de 26 GW a 45 GW, avalia Schneider.

A capacidade instalada de data centers no Brasil pode variar de 26 GW a 45 GW até 2050, segundo estudo da Schneider Electric. Esse volume dependerá da expansão da infraestrutura elétrica renovável. Segundo o levantamento, o consumo de eletricidade dos data centers pode atingir de 160 TWh a 280 TWh até 2040. O valor máximo equivale a cerca de 10% da demanda total projetada para o país.

- Cenário para o setor elétrico será de maior pressão sobre custos e preços em 2026, projeta Fitch.

O cenário para o setor elétrico brasileiro em 2026 deve ser de maior pressão sobre os custos e os preços de energia, motivada por condições hidrológicas mais desfavoráveis do que o esperado no início do ano e pelo encarecimento do despacho térmico, diz a Fitch Ratings. Esse movimento é agravado pelo cenário geopolítico. O conflito no Irã impulsionou o preço dos combustíveis fósseis, tornando a geração térmica mais dispendiosa, o que causou uma elevação nas projeções para os preços no mercado livre até 2028, sinalizando um mercado mais apertado no médio prazo.

- Onda de leilões em março soma R$ 80 bi.

Em março foram realizados nove leilões do setor de infraestrutura no país, número que só não bateu o recorde de quatro anos atrás por conta de cancelamentos registrados no período, inclusive por problemas no desenho das modelagens. Os investimentos previstos devem chegar próximos aos R$ 15 bilhões. Mas, se considerado também o leilão de geração de energia de capacidade, realizado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o valor chega aos R$ 80 bilhões. Para especialistas, isso mostra que o país está bem-posicionado para atrair investidores estrangeiros nos projetos em meio à dinâmica global de realocação de portfólios.

- Mercado livre de energia pode contar 9,3 milhões de toneladas de CO2 por ano no Brasil, diz MIT.

A expansão do mercado livre de energia para consumidores residenciais e pequenos comércios pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. É o que revela um estudo recente apresentado pelo MIT: a medida tem potencial para evitar a emissão de 9,3 milhões de toneladas de CO2 por ano, volume equivalente à retirada de mais de 2 milhões de carros a gasolina das ruas. A análise considerou um consumo anual de cerca de 320 TWh e mostra que se trata menos de uma mudança regulatória e mais de uma "transformação no comportamento de consumo energético no país".

- ONS: volume de água que chegará às hidrelétricas ficará abaixo da média histórica em abril.

O volume de água que deve chegar aos reservatórios das hidrelétricas ficará abaixo da média histórica em abril em todo o País, segundo previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ainda assim, diante da política operativa adotada pela organização, a expectativa é de melhora do armazenamento em três dos quatro submercados. A Energia Natural Afluente (ENA) deve ficar 42.923 megawatts médios (MWmed), ou 78% da média de longo termo (MLT), no Sudeste/Centro-Oeste.

- Comercializadoras de energia avaliam acionar Cade contra geradoras.

Comercializadoras de energia avaliam acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra grandes geradoras, em meio à deterioração das condições de liquidez no mercado livre de energia. O movimento ocorre em um contexto em que agentes relatam concentração de poder de mercado nas mãos de poucos grandes geradores e restrições cada vez maiores ao crédito e à negociação de contratos, o que têm reduzido a liquidez do mercado.

- MME terá departamento dedicado à eletromobilidade.

O MME quer criar um Departamento de Eletromobilidade, vinculado à Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento. A proposta foi apresentada ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). O novo departamento deve ser responsável pela coordenação de políticas de mobilidade elétrica, adaptando a estrutura do MME à agenda de transição energética e descarbonização.

- Na contramão do setor, Electra reforça capital de comercializadora e investe em renováveis.

O Grupo Electra Energia anunciou um aumento de capital de R$ 250 milhões na Electra Comercializadora e mantém um plano agressivo de expansão em geração renovável. Com a capitalização, o capital social da comercializadora passa a R$ 290 milhões. O objetivo é reduzir o fator de alavancagem da empresa na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), ampliar os limites de crédito com contrapartes e aumentar a capacidade de garantias das operações de comercialização.

- Análise: leilão evita apagão, mas acende alerta de alta conta de energia.

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) cumpriu seu objetivo ao contratar mais de 19 GW de potência, majoritariamente de usinas termelétricas, reforçando a segurança do sistema elétrico em um momento de crescente dependência de fontes intermitentes. Mas talvez o governo tenha contratado algo a mais: uma conta de luz mais cara pelos próximos anos. Ao longo dos contratos, os consumidores devem arcar com mais de meio trilhão de reais, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Só em receita fixa, o custo anual gira em torno de R$ 39 bilhões.

- ‘Vale’ no consumo de energia é o maior desafio da operação do sistema elétrico, diz ONS.

O diretor de Operações do ONS, Christiano Vieira, disse que o “vale” de carga se tornou o maior desafio para a operação do sistema elétrico e, por isso, o Operador está adotando até “medidas heterodoxas” para fazer frente aos novos desafios. Uma saída adotada em países com alta capacidade instalada de renováveis é o uso de baterias para equilibrar o sistema.

Fonte: ELECTRA CLIPPING ED. 07/26, DE 02/04/2026

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Resumo das Notícias de Hoje

6/4/2026

Dia 06 de abril de 2026, segunda-feira

- RECURSOS DO GRUPO J&F NO LRCAP (expansão)

A Comissão Permanente de Leilões da Aneel rejeitou os recursos apresentados pelo Grupo J&F. Dessa forma manteve os resultados do leilão de capacidade (LRCAP) para as termelétricas Santa Cruz e Araucária II. No rito normal, os processos seguiriam para o gabinete do diretor-relator, Fernando Mosna, para julgamento definitivo pela diretoria colegiada da agência. Entretanto, ele declarou suspeição.

> Continue a leitura na notícia “Comissão de leilões da Aneel rejeita recursos do grupo J&F no LRCAP”: https://bit.ly/4cqXw9c

- DUPLA CONTABILIZAÇÃO (comercialização)

O Ministério de Minas e Energia (MME) está promovendo uma consulta pública que busca implementar a dupla contabilização e aprimorar o modelo de formação de preços, temas que há anos são debatidos no setor. De acordo com a diretora de Programa da Secretaria Executiva do MME, Bianca Alencar, a proposta de dupla contabilização representa uma evolução significativa no modelo atual de precificação.

> Continue a leitura na matéria “Dupla contabilização é avanço no modelo de precificação, diz MME”: https://bit.ly/4c3ZOtx

- MERCADO DE TURBINAS A GÁS E A VAPOR (expansão)

Relatório da Global Data estima que o mercado global de turbinas a gás e a vapor atinja US$ 23,4 bilhões até 2030. De acordo com a projeção, esse mercado está preparado para um crescimento substancial, impulsionado pela crescente demanda por soluções energéticas eficientes, regulamentações ambientais rigorosas e a transição para fontes de energia mais limpas.

> Leia mais em “Global Data projeta mercado de turbinas a gás e a vapor em US$ 23,4 bi até 2030”: https://bit.ly/48sjV3y

- EVENTOS (CanalEnergia)

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Aneel vai se submeter a qualquer decisão do TCU sobre o LRCAP, diz Feitosa: https://bit.ly/4bUh5Xx

Tribunal instaurou processo de acompanhamento do leilão para contratação de potência, realizado nos dias 18 e 20 de março.

Axia aprova migração para Novo Mercado e inicia conversão de ações: https://bit.ly/4ts7Qn0

Companhia também começou deslistagem de ADRs na bolsa de valores de Nova Iorque (NYSE).

Transição da Petrobras no momento visa apenas o consumo próprio: https://bit.ly/4m9DC5T

Empresa encara a transição energética por meio de projetos de autoprodução em duas refinarias pois carteira ainda se mostra inviável do ponto de vista econômico, presidente prega responsabilidade para investir.”

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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