Portal de Notícias sobre o
Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

20/4/2026

Dia 20 de abril de 2026, segunda-feira

- TRADENER ENTRA EM REGIME DE OPERAÇÃO BALANCEADA (comercialização)

A situação da Tradener avançou mais um capítulo na tarde de sexta-feira, 17 de abril. A diretoria da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) se reuniu em caráter extraordinário e aprovou a inclusão da comercializadora no regime de operação balanceada. Na operação balanceada, os novos registros, ajustes e validações de contratos de compra e venda de energia elétrica podem ser realizados após verificação da CCEE, a fim de evitar exposição financeira negativa.

> Saiba mais na notícia “Tradener entra em regime de operação balanceada na CCEE”: https://bit.ly/4exj4m6

- PROGRAMA MENSAL DA OPERAÇÃO (mercado)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico atualizou a previsão de carga para abril. A estimativa é de que o Sistema Interligado Nacional (SIN) alcance crescimento de 0,7%, esse índice representa nova desaceleração expressiva. A previsão era de crescimento de 1,9% na semana passada. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 17 de abril, pela revisão do Programa Mensal da Operação.

> Continue a leitura em “Carga do SIN desacelera novamente e alta de abril é calculada em 0,7%”: https://bit.ly/3OQRxld

- DONA FRANCISCA ENERGÉTICA S.A. (negócios e empresas)

A Gerdau apresentou proposta vinculante para a aquisição da totalidade da participação de 23,03% na Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), detida pela Celesc. A operação avalia o ativo em R$ 150 milhões _(enterprise value)_. A proposta foi aceita pela estatal catarinense.

> Leia mais na notícia “Gerdau fecha acordo para aquisição de hidrelétrica no RS”: https://bit.ly/3OfcXZb

AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

MEETUP | Crie seu meetup dos sonhos

Acesse o link para propor o tema dos nossos próximos meetups: https://forms.office.com/r/YetQEh6LUf”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Engie anuncia repactuação do UBP para Cana Brava e Ponte de Pedra: https://bit.ly/4sJnSZ6

A antecipação de parcelas a serem pagas à União pela companhia será de R$ 2,4 bilhões, considerando as duas hidrelétricas.

Despacho térmico faz geração da Eneva disparar no 1o trimestre: https://bit.ly/4cw2twl

Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025: https://bit.ly/3QmawEH

Geração bruta total das usinas da empresa  atingiu 3.942 GWh, despacho médio de UTEs a gás próprio ficou em 55% nos três primeiros meses do ano.

Consumo de gás natural cresce 3,8 em 2025

Indústria lidera avanço, geração elétrica também contribuiu, enquanto setor automotivo recua.

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DO ELECTRA CLIPPING – ED. 08/26 DE 17/04/2026

20/4/2026

TCU nega cautelar para suspender trâmites do leilão de reserva de capacidade

O Tribunal de Contas da União (TCU) negou pedido de medida cautelar para suspender os trâmites do 2º leilão de reserva de capacidade, realizado em março, que contratou usinas para garantir segurança no fornecimento de energia elétrica. A representação havia sido apresentada pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, em razão de possíveis irregularidades relacionadas ao processamento do certame, que foi realizado em duas etapas.

Em breve, seu carro irá ao posto por conta própria para abastecer e ainda pagará a conta

O comércio feito por agentes de inteligência artificial está se tornando uma realidade e trazendo oportunidades e desafios para a indústria de meios de pagamentos. Um exemplo que pode parecer uma realidade distante, mas já está próximo de ocorrer, é a possibilidade de carros elétricos irem sozinhos a postos de ener gia para se abastecer por indução e pagarem sozinhos pela operação, usando softwares autônomos que executam tarefas de gestão financeira sem intervenção manual.

Aneel se reúne com a Abraceel e CCE após casos com comercializadoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) convocou reuniões com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em meio à crescente preocupação com a liquidez e a segurança das operações no mercado livre. O objetivo é aprofundar o debate sobre o momento vivido pelas comercializadoras e avaliar possíveis medidas para preservar a estabilidade do mercado, especialmente diante de sinais de estresse financeiro em diferentes perfis de agentes.

Nordeste tem mais de 26 horas de corte de renováveis no fim de semana

A região Nordeste registrou restrição de 18.157 MW de geração de energia renovável, na soma do último sábado e domingo, 11 e 12 de abril, e por mais de 26 horas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a restrição é decorrente de controle de frequência e de restrições operativas.

Formação de preços está em lista de prioridades do MME, diz secretário

A consulta pública do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a formação de preços foi prorrogada até maio, vislumbrando algum tipo de direcionamento para esse gargalo ainda neste ano. “Formação de preço é uma pauta importante que a gente está trabalhando ao longo desse ano”, explicou o secretário da pasta João Daniel Cascalho. O secretário também citou encargos e subsídios como gargalos do setor.

Tradener: ‘instabilidade sem precedentes’ atinge o mercado livre de energia

A Tradener, que obteve uma medida cautelar na Justiça para suspender a execução de suas dívidas, afirma que o mercado atravessa um período de instabilidade sem precedentes. Conforme a empresa, mudanças regulatórias nos modelos setoriais, expansão solar superior ao planejamento e restrições na capacidade de entrega de fontes renováveis alteraram profundamente a lógica econômica dos contratos de energia.

Pequenas notáveis

O desenvolvimento de centrais geradoras (CGHs) e pequenas hidrelétricas (PCHs) pode recolocar a água entre os protagonistas da expansão do setor elétrico brasileiro nos próximos anos, com vantagens técnicas, econômicas e ambientais, escreve o vice-presidente da Electra Hydra, Daniel Faller. Para o especialista, a legislação recente criou um ambiente mais favorável para a viabilização do potencial ainda não aproveitado dessas pequenas notáveis. “O desafio agora é colocar as mudanças em prática, com a regulamentação e a aplicação efetiva das leis”, conclui.

Silveira sinaliza ‘mais leilões de baterias, enquanto Aneel diz não ter recebido diretriz

O ministro Alexandre Silveira voltou a garantir a realização do leilão de baterias. Mas o certame, que foi tema de consulta pública do MME no ano passado, ainda não teve portaria com as diretrizes publicadas. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, informou que a autarquia ainda não recebeu qualquer comunicação do ministério sobre o assunto.

Choque de combustíveis eleva CVU e pode pressionar preços de energia

A atualização do custo variável unitário (CVU) das usinas térmicas para abril levou o Itaú BBA a elevar suas projeções de preços para despachos acima de 4 GW, com diferenças mais acentuadas a partir de 10 GW. A instituição identificou que os impactos mais elevados devem ocorrer em plantas com custos de combustível indexados a referências internacionais como Brent e JKM, utilizadas em contratos ligados ao mercado global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

Segundo leilão de transmissão de energia ao ano entra em consulta

A Aneel aprovou a abertura de consulta pública sobre o segundo leilão de transmissão de energia deste ano, com previsão de oferta de nove lotes ao mercado e investimentos totais estimados em R$ 11,3 bilhões. O leilão é considerado estratégico para ampliar a infraestrutura do setor elétrico e garantir o escoamento da energia produzida no país. O maior lote a ser oferecido reúne as obras para viabilizar a conexão entre sistemas de energia do Brasil e da Colômbia.

Aneel avalia novo dia do perdão que pode chegar a 9,5 GW

A Aneel pretende abrir novo prazo para que projetos de geração inviáveis desistam da transmissão. A ideia é abrir uma consulta pública com prazo de 15 dias para discutir a revogação. Dados da agência apontam que há 9,5 GW nessa condição. A medida está descrita na Nota Técnica nº 56/2026-STD/ANEEL, que propõe a adoção do mecanismo regulatório excepcional que permitirá aos empreendedores desistirem de projetos sem a aplicação de penalidades previstas em lei.

Fonte: ELECTRA CLIPPING – ED. 08/26 DE 17/04/2026

Gostou deste conteúdo?

FRASE DA SEMANA

20/4/2026

"Se você quer ser bem sucedido precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.”

Autor: Ayrton Senna

Gostou deste conteúdo?

PARA LER COM CALMA

18/4/2026

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, aqui vai um resumo:

Regulação e Política

- Lei de Responsabilidade Tarifária: Projeto de Lei Complementar 100 proposto pelo deputado Arnaldo Jardim estabelece normas gerais de direito financeiro, governança e responsabilidade na gestão dos fundos extraorçamentários, encargos e subsídios do setor elétrico. https://bit.ly/4cE7yEa

- Formação de Preços: MME prorroga consulta pública até maio vislumbrando algum tipo de direcionamento para esse gargalo ainda esse ano. https://bit.ly/4u6vFS3

*Armazenamento de Energia e Curtailment*

- Baterias como Solução Parcial: Diretor da Aneel, Fernando Mosna, destaca que armazenamento reduz curtailment, mas não é solução definitiva. https://bit.ly/4cgGR7a

- Leilões de Baterias: Empresas como Scatec e Elera Renováveis avaliam participação, essa última com foco em superar desafios de curtailment. https://bit.ly/481mjOG / https://bit.ly/4cotnrr

Mercado Livre

- Abertura do Mercado: CCEE prioriza evolução na formação de preços, segurança do mercado e preparação operacional para expansão. https://bit.ly/4tLOutd

- Crise em Comercializadoras: Tradener busca mediação judicial, enquanto IBS Energy entra com pedido de recuperação judicial.  https://bit.ly/4cst4dI / https://bit.ly/4sIZYwR

Itaipu

- Itaipu Binacional: Estuda aumentar produtividade com crescimento de eficiência nas unidades existentes e possível adição de 2 novas UGs (+10% de capacidade).  https://bit.ly/3Qr1l5P

- Tarifas de Itaipu: Negociações entre Brasil e Paraguai para tarifas em 2027, com proposta brasileira de US$ 17,66/kW/mês para menos. https://bit.ly/481Lbpy

Destaques Adicionais

- Data Centers e IA: Brasil tem potencial para ser hub global, mas enfrenta desafios regulatórios. https://bit.ly/4ti6b3Z

- Caducidade da Enel SP: eventual decretação pode resultar em indenização de R$ 10–15 bilhões devido a investimentos não amortizados. https://bit.ly/4cQ6zkh

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Resumo das Notícias de Hoje

17/4/2026

Dia 17 de abril de 2026, sexta-feira

- CADUCIDADE DA ENEL SP (distribuição)

A eventual decretação de caducidade da concessão da Enel São Paulo resultaria em uma indenização que orbita entre R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. Esse montante seria devido por investimentos não amortizados, porém, o cálculo sobre esses montantes não está pronto. A distribuidora passa por um processo de caducidade autorizado pela Aneel em decorrência da reposta da empresa aos eventos climáticos extremos. A diretoria da agência deliberou o tema em reunião colegiada de 7 de abril.

> Saiba mais na notícia “Caducidade da Enel SP pode custar R$ 15 bilhões”: https://bit.ly/4cQ6zkh

- BRASIL É HUB DE DATA CENTERS E IA? (negócios e empresas)

O Brasil tem se consolidado como um dos principais candidatos a se tornar um hub global de investimentos em data centers e inteligência artificial. Entre os pontos favoráveis ao país estão a matriz elétrica limpa e renovável. Além disso, o mercado consumidor é dinâmico e crescente. Entretanto, o research manager no BNDES, Marconi Viana, alertou que há desafios regulatórios que podem limitar o avanço desse setor estratégico.

> Continue a leitura na matéria “Brasil enfrenta desafios para despontar como hub de data centers e IA”: https://bit.ly/4ti6b3Z

AVISOS CANALENERGIA

ENASE | O Futuro da Energia - Reformas e Eleições Moldando o Setor Elétrico

17 e 18 de junho/2026

Hotel Windsor Oceânico – RJ

www.enase.com.br

MEETUP | Crie seu meetup dos sonhos

Acesse o link para propor o tema dos nossos próximos meetups: https://forms.office.com/r/YetQEh6LUf”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Modernização tarifária deve cobrar valor justo de quem pode mais, diz Feitosa: https://bit.ly/4sLIccl

Para o diretor geral da Aneel é preciso buscar um modelo de tarifas que atenda o interesse comum, cobrando valor justo de quem pode pagar mais.

Hitachi de olho nas oportunidades em reforços e melhorias da transmissão: https://bit.ly/4cj8qy1

Fabricante quer planejamento como palavra de ordem e mira leilões de transmissão e baterias que acontecerão esse ano.

Axia avalia leilão de baterias e reforça investimentos em expansão: https://bit.ly/4cxXlYA

Companhia estuda participação no certame, avança em investimentos e amplia projetos de transmissão.

MME aprova contrato de reserva para Candiota III: https://bit.ly/4tZ7FQF

Pasta também encerra concessão da UTE Figueira. Decisões incluem aval a acordo com a CCEE e fim de contrato no Paraná.”

Fonte: CanalEnergia

Gostou deste conteúdo?

Credenciada na Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para trabalhos de apoio ao órgão regulador

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

Soluções no Setor Elétrico

Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

Por que escolher a TATICCA?

O objetivo de nosso time é apresentar insights relevantes para o seu negócio e apoiá-lo em seu crescimento!

  • Equipe personalizada para cada projeto

  • Adequação caso a caso

  • Abordagem flexível

  • Envolvimento de Executivos Sêniores nos serviços

  • Expertise

  • Independência

  • Recursos locais globalmente interconectados

  • Equipe multidisciplinar

  • Capacitação contínua

  • Métodos compartilhados com os clientes

  • Amplo conhecimento dos setores

  • Mais modernidade, competência, flexibilidade, escalabilidade e foco no cliente

Nossa equipe

Profissionais especialistas no setor elétrico
Você possui alguma dúvida?

Envie-nos uma mensagem

por favor, preencher o campo.

Obrigado por entrar em contato! Recebemos sua mensagem e em breve retornaremos!
Infelizmente não foi possível enviar sua solicitação, tente novamente mais tarde.