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Setor Elétrico

Veja aqui as informações e notícias mais recentes sobre o setor elétrico. A curadoria do conteúdo é feita por nossos especialistas, considerando a importância do tema para o mercado.

Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

Tarifas de Trump podem custar US$ 2 trilhões até 2027 e frear economia global

28/7/2025

As tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, devem gerar um impacto de US$ 2 trilhões até 2027, segundo a Bloomberg Economics. O nível médio de tarifas americanas chegou a 13,5%, o maior desde a década de 1930 e seis vezes superior ao início do governo Trump.

Desde abril, as tarifas mais amplas atingem parceiros estratégicos como União Europeia, Japão, Canadá, China e Brasil. As medidas têm paralisado investimentos, redesenhado cadeias de suprimentos e pressionado margens e preços. O FMI e a OCDE projetam perda de até 1 ponto percentual no PIB global e aumento de até 0,5 ponto na inflação das economias avançadas até 2026.

Trump elevou tarifas sobre a China para 145% e ameaça sobretaxa de 50% sobre o Brasil.

Caso aplicada, a medida pode reduzir o PIB brasileiro em 0,41% no primeiro ano e afetar o agronegócio.

O FMI alerta para maior volatilidade nos mercados; o JPMorgan prevê queda de 5% nos investimentos globais.

Preços de eletrônicos nos EUA já subiram até 9%, e carros elétricos podem ficar 20% mais caros.”

Fonte: Desperta | exame

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FRASE DO DIA

28/7/2025

“Dizem que somos uma democracia. As nossas leis nos asseguram o sistema representativo. Mas sistema representativo quer dizer representação do povo. Mas democracia quer dizer governo do povo pelo povo.”

Autor: Rui Barbosa.

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PARA LER COM CALMA

26/7/2025

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos dessa semana, aqui vai um resumo:

*Operação do Sistema e Expansão

- Projeções de afluência: ONS prevê afluências abaixo da média até dezembro e energia armazenada em 44,1% nos submercados.

- Previsão de carga no SIN: Expectativa de queda de 0,6% na carga do SIN em agosto, revisando para baixo a projeção anterior de aumento de 1,1%.

- Expansão da transmissão no Nordeste: EPE desenvolve estudo para adicionar 4 GW à capacidade de transmissão no Nordeste visando atender projetos de geração e data centers.

Leilões

- Leilão do GSF: CCEE agenda para 1º de agosto o leilão do GSF (Generation Scaling Factor)

- Atualização de preço do leilão a-5: MME define preço-teto de R$398,67/MWh para o Leilão de Energia Nova A-5 de 2025, previsto para 22 de agosto.

Política e Regulação

- Comissão mista da MP 1300: Instalação da comissão em 5 de agosto antecipará discussão da MP 1304 sobre teto de despesas da CDE após recebimento de 435 emendas.

- Política para data centers: Governo publica MP 1307 permitindo que data centers se beneficiem do regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento da Exportação.

- Devolução de créditos de Pis/Cofins: Aneel regulamenta devolução aos consumidores de créditos tributários resultantes da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins nas contas de energia.

- Otimização de usinas térmicas: MME publicou diretrizes para otimizar geração inflexível de termelétricas durante períodos de excedentes energéticos no Sistema Interligado Nacional.

- Consulta pública sobre curtailment: Aneel amplia escopo da consulta sobre cortes de geração para incluir análises do impacto da geração distribuída no sistema elétrico.”

Fonte: CanalEnergia

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Gestão de ativos, suprimentos e aquisições: conectando estratégia, valor e sustentabilidade

25/7/2025

No setor elétrico, a área de suprimentos e aquisições têm papel crucial e determinante para o sucesso do processo de ciclo de vida dos ativos. Tradicionalmente vista como uma área de apoio, essa função passa a ser reconhecida como participativa na construção do valor dos ativos, especialmente quando inserida numa abordagem de gestão que considera não apenas o bem adquirido, mas os impactos econômicos, operacionais, sociais e ambientais associados à sua aquisição e desempenho ao longo do tempo. A gestão de ativos, conforme definida na norma ISO 55000, é a “atividade coordenada de uma organização para realizar valor a partir dos ativos”. Isso significa que cada decisão de compra, contratação ou fornecimento é, na prática, uma decisão estratégica com impactos diretos sobre o custo total de propriedade, o desempenho operacional e o nível de risco da companhia. Quando a área de suprimentos atua alinhada à gestão de ativos, a empresa deixa de apenas adquirir bens e serviços e passa a investir conscientemente em valor de longo prazo. A adoção da gestão de ativos representa uma verdadeira transformação cultural. Não se trata apenas de implementar ferramentas ou processos, mas de mudar percepções, comportamentos e a forma como decisões são tomadas em todos os níveis da organização. Nesse processo, liderança e governança são essenciais para garantir que as áreas de suporte, como suprimentos, estejam conectadas com os objetivos de longo prazo da companhia e as decisões tomadas com foco no cliente: operações. Isso exige que as equipes envolvidas em contratações e aquisições passem a compreender e aplicar conceitos como ciclo de vida dos ativos, riscos associados à cadeia de suprimentos, custo total de propriedade (TCO) e critérios de sustentabilidade técnica, econômica e ambiental. Assim, o processo de aquisição deixa de ser apenas uma negociação de preço e prazo, e passa a incorporar critérios técnicos e estratégicos, como confiabilidade, vida útil, manutenção preditiva e disponibilidade futura. Ao integrar suprimentos à lógica da gestão de ativos, a organização fortalece a sua capacidade de gerar valor em cada etapa do ciclo de vida dos ativos — desde a especificação técnica até o descarte ou substituição. Isso implica: Lílian Ferreira Queiroz é engenheira eletricista, Membro do Cigré, ABGEA e ABDIB, especialista em operação, manutenção, confiabilidade e gestão de ativos. Atualmente, é Diretora de Gestão de Ativos da Transmissão da Eletrobras Gestão de ativos N • Escolher fornecedores com histórico comprovado de desempenho; • Adotar critérios técnicos e de risco no processo de compras; • Planejar aquisições com base na criticidade dos ativos; • Estabelecer contratos com cláusulas orientadas à performance e confiabilidade; • Acompanhar e medir os resultados pós-compra, fechando o ciclo da gestão de ativos. A integração entre engenharia, operação, manutenção, inovação financeira e suprimentos é uma das alavancas mais potentes para transformar a aquisição de materiais e serviços em uma atividade estratégica. Essa sinergia contribui diretamente para a resiliência operacional, a redução de falhas e otimização de investimentos. O maior desafio para a adoção plena da gestão de ativos em suprimentos está na mudança de cultura e mentalidade. A área precisa se posicionar como agente de transformação, preparada para atuar com visão sistêmica, capacidade analítica, gestão de riscos e sensibilidade às necessidades operacionais. Desta forma, os ganhos são significativos: eficiência na alocação de recursos; melhoria contínua no desempenho dos ativos; fortalecimento da governança; e maior transparência nos processos decisórios. Isso contribui, não apenas para os resultados financeiros da empresa, mas também para a construção de uma infraestrutura mais segura, sustentável e preparada para o futuro. No setor elétrico, onde os ativos são intensivos, complexos e estratégicos, a gestão de ativos deve ser tratada como um vetor de inovação e sustentabilidade. Sua implementação na área de suprimentos e aquisições é essencial para garantir que cada decisão de compra esteja alinhada com o propósito organizacional, a longevidade dos ativos e a entrega de valor à sociedade. Ao assumir esse papel, suprimentos deixa de ser apenas uma área operacional e passa a ser um ator chave na governança corporativa e na construção de um setor elétrico mais eficiente, seguro e resiliente.

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OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

25/7/2025

Weg detalha plano para mitigar efeito Trump: https://bit.ly/4o7O1zw

“Em meio ao momento de incertezas, multinacional catarinense pode realocar rotas de exportação dos produtos utilizando suas operações no México e Índia para atender o mercado americano”.

Tarifa de usinas cotistas sobe 15% e chega a R$ 214,98/MWh: https://bit.ly/3IJj3hc

“A descotização estabelecida na privatização da empresa resulta em aumento da participação de usinas mais caras, leiloadas em 2015 e 2017”.

ANE publica 18 medidas para a transição energética no Brasil: https://bit.ly/4lg528p

“Ações prioritárias visam reduzir dependência externa, evitar atrasos tecnológicos e aproveitar as oportunidades econômicas com urgência para não perder o protagonismo internacional”.

Raízen vende usinas por cerca de R$ 600 milhões: https://bit.ly/3U11kEi

“Thopen e o Grupo Gera concordaram em adquirir, respectivamente, 44 e 11 ativos de geração distribuída”.”

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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