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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Resumo das Notícias de Hoje

17/10/2025

Dia 17 de outubro de 2025, sexta-feira

- MP 1304 (política)

O relatório da Medida Provisória 1304 deve extrapolar o prazo inicial previsto pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). O documento com o projeto de lei de conversão da MP será apresentado na comissão mista provavelmente no dia 28 de outubro, de acordo com previsão do próprio relator. A MP perde a validade em 8 de novembro, o que encurta o tempo de tramitação da matéria.

> Saiba mais em “Relatório da MP 1304 pode ser apresentado em 28 de outubro”: https://bit.ly/3WvatGB

> Ainda sobre o mesmo assunto, leia também “MP1304: Braga fala em retirada de subsídios e sinal de preço para incentivar armazenamento”: https://bit.ly/4nXVKQt

- SEM SUBSÍDIOS PARA BATERIAS (política)

O senador Eduardo Braga(MDB-AM) alertou o Ministério de Minas e Energia que o leilão de baterias anunciado na quarta-feira (15/10) pelo ministro Alexandre Silveira não pode criar novos subsídios a serem pagos pelo consumidor. “Não dá para fazer leilão de bateria e colocar a conta para o consumidor pagar,” afirmou o parlamentar nesta quinta-feira, 16 de outubro, durante audiência pública da comissão mista da Medida Provisória 1304.

> Continue a leitura em “Senador alerta MME sobre subsídios em leilão de baterias anunciado por Silveira”: https://bit.ly/4qkYglu

- USINAS COM RESERVATÓRIOS (expansão)

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) cobrou urgência do Ministério de Minas e Energia na apresentação de soluções para ampliar o armazenamento de água no Brasil, por meio de hidrelétricas com reservatórios. Braga lembrou que o MME tem competência para propor à Câmara Técnica do Licenciamento Ambiental Especial a qualificação de projetos de novas usinas como estratégicos, para enquadramento no procedimento de Licenciamento Ambiental Especial.

> Leia mais em “Senador pede urgência ao MME na apresentação de propostas de usinas com reservatórios”: https://bit.ly/4hedBA9

EVENTOS (canalenergia)

Energy TechTALKS oferecido pela IBM

Tema: Energia em Transformação: Inovação Redefinindo o Setor

Data: 23 de outubro

Local: Online via Zoom  

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/47veQ9J

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

Local: São Paulo Expo - SP

Aproveite o DESCONTO EXCLUSIVO para assinantes!

WhatsApp Silmara - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511989155084

WhatsApp Bruno - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511932738511

Encontro da Comunidade

29 de outubro

17h00

Durante o Brazil Windpower

Confirme a sua participação no evento do grupo”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

ONS lançará simulador para avaliar cenários de curtailment: https://bit.ly/3KVxnnN

Ferramenta permitirá que sociedade teste diferentes projeções e busque caminhos para equilibrar o corte de geração eólica e solar.

PSR: armazenamento pode reduzir custos do sistema em até 16% em 2029: https://bit.ly/4hifgED

Estudo mostra que baterias e hidrelétricas reversíveis são tecnologias promissoras na transição energética.”

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

16/10/2025

Dia 16 de outubro de 2025, quinta-feira

- GASTOS SOCIOAMBIENTAIS DE ITAIPU  (política)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira, 15 de outubro, que o governo brasileiro defenderá, nas negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu Binacional, o fim dos gastos socioambientais a partir de janeiro de 2027. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

> Saiba mais na matéria “Silveira defende fim dos gastos socioambientais de Itaipu”: https://bit.ly/4nSEufd

- ABERTURA DO MERCADO LIVRE  (comercialização)

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Mosna, fez um apelo pela abertura do mercado livre de energia elétrica, classificando o tema como “o mais importante que poderia ser tratado” nas atuais Medidas Provisórias do setor elétrico.

> Leia mais em “Diretor da Aneel defende abertura do mercado livre”: https://bit.ly/4hezK0X

- PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS SUSTENTÁVEIS  (cop30)

Brasil, Japão e Itália lançaram, durante o encontro Pré-COP30, um documento com o compromisso de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis até 2035. A iniciativa, que teve o apoio da Índia, sugere a adoção de fontes energéticas como hidrogênio, biocombustíveis e combustíveis sintéticos em atividades de difícil descarbonização. Os alvos são os setores de transporte aéreo, marítimo e rodoviário, além de indústrias como cimento e aço.

> Continue a leitura em “Países lançam compromisso de quadruplicar produção de combustíveis sustentáveis”: https://bit.ly/4qffG2D

- EVENTOS  (canalenergia)

Energy TechTALKS oferecido pela IBM

Tema: Energia em Transformação: Inovação Redefinindo o Setor

Data: 23 de outubro

Local: Online via Zoom  

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Data: 28-30 de outubro

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Encontro da Comunidade

29 de outubro

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Diretor presidente da Taesa defende prorrogar concessões de transmissão: https://bit.ly/479I7q9

Executivo também afirmou que a qualidade do serviço prestado deve ser considerado nas decisões regulatórias.

Eletrobras vende para Âmbar participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões: https://bit.ly/4qsv6Rs

Operação marca entrada da Âmbar na geração nuclear e otimização de portifólio da Eletrobras.

Meta de triplicar renováveis vai exigir expansão 1,1GW ao ano, diz Irena: https://bit.ly/474zuyt

Relatório calcula que investimento terá de ser de, pelo menos, US$ 1,4 tri para alcançar a meta estabelecida na COP 28, em Dubai.

Fonte: CanalEnergia

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GESTÃO DE ATIVOS

16/10/2025

Luiz Henrique Costa de Verney
Gestão | Conformidade | Regulação do Setor Elétrico | Mercado
COPEL

“08/10/2010 - Os primeiros passos na Copel....

Iniciei na engenharia de manutenção de subestações da Copel Distribuição, lidando com a implantação de um tal de MCPSE (que se tornou leitura diária e me acompanha até hoje), passando por uma Copa do Mundo e fiscalizações da ANEEL. Foram diversas viagens pelo Paraná, realizando ensaios de aterramento e comissionamento de transformadores e subestações móveis.

Em 2017 tive a oportunidade de ingressar na regulação, ampliando o horizonte de conhecimento e percepção do funcionamento do setor elétrico, compreendendo também o impacto das normas e diretrizes regulatórias na condução dos negócios.

Foram muitos anos de aprendizados, desafios superados e conquistas que só foram possíveis graças às pessoas incríveis que caminharam ao meu lado, mostrando as características da família copeliana: trabalho em equipe, resiliência e a importância de servir com propósito.

Sou profundamente grato àqueles que se tornaram parceiros de jornada, aos líderes que confiaram em mim e me desafiaram a crescer, e à própria Copel, que me proporcionou tantas oportunidades de desenvolvimento, e me concedeu a confiança de participar ativamente nessa nova etapa da companhia.

Esses 15 anos me mostraram que a essência de uma carreira sólida (e gratificante) está na soma de experiências, no aprendizado contínuo e, principalmente, nas pessoas que encontramos pelo caminho.

Que venham os próximos desafios, com ainda mais energia, dedicação e vontade de contribuir para um futuro melhor.”

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Resumo das Notícias de Hoje

15/10/2025

Dia 15 de outubro de 2025, quarta-feira

- INCÊNDIO EM SUBESTAÇÃO NO PARANÁ (operação)

Um incêndio em um reator da subestação de Bateias, no Paraná, provocou uma grande ocorrência no Sistema Interligado Nacional (SIN) na madrugada desta terça-feira, 14 de outubro, à 0h32. O incidente causou a interrupção de cerca de 10.000 MW de carga e afetou os quatro subsistemas do país: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

> Saiba mais na notícia “Incêndio em subestação no Paraná provoca apagão em todo o país”: https://bit.ly/4q5Z6lL

> Sobre o mesmo assunto, leia também “MME ressalta rápido restabelecimento do SIN após falha técnica pontual”: https://bit.ly/46TxZmC

- PROPOSTA DE TETO PARA CDE (política)

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, criticou durante audiência pública da Comissão Mista da MP 1304 realizada nesta terça-feira, 14 de outubro, a proposta de estabelecer o teto da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) com base no ano de 2026, conforme previsto na medida provisória 1.304. “Nós não conhecemos o teto de 2026, o que pode ser um teto muito alto e que desvirtuaria a intenção de reduzir os custos e controlar melhor essa rubrica”, alertou Feitosa.

> Continue a leitura na matéria “Aneel critica teto da CDE para 2026 e propõe reformas estruturais nos encargos tarifários”: https://bit.ly/48qnpVg

- LRCAP NA PRÓXIMA SEMANA? (expansão)

Durante o programa ‘Bom Dia, Ministro‘, realizado nesta quarta-feira, 14 de outubro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu lançar na próxima semana o Leilão de Reserva de Capacidade para térmicas. De acordo com ele, o certame servirá para substituir os contratos que venceram ao longo dos anos e compensará a intermitência das energias renováveis.

> Leia mais em “Silveira deve lançar LRCAP na próxima semana”: https://bit.ly/4n4smGI

- EVENTOS (canalenergia)

Energy TechTALKS oferecido pela IBM

Tema: Energia em Transformação: Inovação Redefinindo o Setor

Data: 23 de outubro

Local: Online via Zoom  

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Inscrições: https://bit.ly/47veQ9J

Brazil Windpower

Data: 28-30 de outubro

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Encontro da Comunidade

29 de outubro

17h00

Durante o Brazil Windpower

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Aneel abre CP para Regras de Comercialização 2026: https://bit.ly/4nL2EZ6

Consulta vai de 16 de outubro a 17 de novembro. Alterações serão nas linhas regulatória, aprimoramento e demandas específicas.

Reajuste da EDP SP terá efeito médio de 16,78%: https://bit.ly/4qdaAns

Valores passam a ser aplicados a partir de 23 de outubro.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

14/10/2025

Dia 14 de outubro de 2025, terça-feira

- Incêndio em subestação no Paraná provoca apagão em todo o país

https://bit.ly/4qasxDe

- NEGOCIAÇÕES COP30 (cop30)

O Brasil trabalha para “assegurar a boa vontade” dos representantes das diferentes delegações e evitar qualquer impasse que possa travar as negociações da COP 30, afirmou nesta segunda-feira (13/10) o embaixador André Correa do Lago. O diplomata está conduzindo as discussões da Pré-COP, reunião preparatória que acontece hoje e amanhã (14), em Brasília.

> Leia mais em “COP 30: Brasil quer evitar impasses que possam travar negociações”: https://bit.ly/46QJtqX

- SUBSÍDIOS (cop30)

Estudo lançado na última sexta-feira (10/10) pela Coalizão do Setor Elétrico recomenda a redução dos subsídios como condição para a expansão sustentável do setor nos próximos 25 anos. O documento mostra que o Brasil pode se consagrar como principal produtor de eletricidade limpa no mundo, sem aumentar custos ineficientes que são pagos atualmente pelo consumidor na Conta de Desenvolvimento Energético.

> Continue a leitura na matéria “Estudo defende redução de subsídios para expansão sustentável do setor”: https://bit.ly/4o8u37L

- ORÇAMENTO DA CCEE (comercialização)

Os agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica aprovaram o plano orçamentário para o exercício de 2026, no valor de R$ 374,64 milhões. O aval veio com 96,7% de aprovação dos votos. Durante a 76ª Assembleia Geral extraordinária, realizada nesta segunda-feira, 13 de outubro.

> Saiba mais na notícia “Orçamento da CCEE de 2026 será de R$ 374,64 milhões”: https://bit.ly/3KPfxTp

- EVENTOS (canalenergia)

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Data: 28-30 de outubro

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

COP30: Esforço de cooperação deve estar concentrado nas NDCs, afirma Alckmin: https://bit.ly/47jVepX

Para o presidente em exercício, metas de redução das emissões alinhadas à limitação do aquecimento global é sinal de compromisso com combate à mudança do clima.

Trabalhadores da EPE rejeitam proposta e ampliam greve: https://bit.ly/4n769I5

Decisão foi tomada após sete meses de negociação e contraproposta que não repõe perdas inflacionárias acumuladas desde 2014.

Aneel define regras para sistemas de armazenamento em usinas: https://bit.ly/471agiZ

Interessados devem apresentar um conjunto específico de documentos à Aneel.

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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