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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

Classificação de materiais: onde o Razão Contábil começa a revelar seus problemas

23/1/2026
Guilherme Bueno de Paula

Guilherme Bueno de Paula

Engenheiro com habilidades de análise de dados, programação e gestão de pessoas

9 de janeiro de 2026

Abrir um Razão Contábil de obras não é apenas conferir números. Na prática, é o primeiro momento em que inconsistências estruturais começam a aparecer — e muitas vezes não estão nos valores, mas na forma como materiais e serviços foram classificados.

Depois da leitura inicial do Razão, existe uma etapa que considero decisiva no processo de análise: a avaliação da consistência da classificação dos materiais e serviços.

É aqui que erros silenciosos começam a se tornar visíveis.

📊 Organizar para enxergar

Um dos exercícios mais simples — e mais eficazes — é construir uma tabela dinâmica contendo:

  • código do material ou serviço
  • descrição do item (material ou serviço)
  • tipo de instalação

Com essa organização, conseguimos percorrer linha a linha da base, identificando padrões e incoerências que dificilmente aparecem em análises agregadas.

Não se trata de procurar exceções raras. Trata-se de estruturar os dados para que a inconsistência se destaque sozinha.

⚙️ Equipamentos principais x materiais menores

No setor elétrico, a lógica de classificação é bastante clara. De forma simplificada, os materiais podem ser divididos em:

  • Equipamentos principais (UCs – Unidades de Cadastro)
  • Materiais menores (COMs – Componentes)

Alguns exemplos deixam essa distinção evidente:

  • Um parafuso é sempre um material menor. Não existe cenário técnico em que ele seja um equipamento principal.
  • Um medidor de energia é sempre um equipamento principal. Não existe hipótese válida para classificá-lo como material menor.

O mesmo raciocínio vale para itens estruturantes do sistema elétrico, como:

  • chaves seccionadoras
  • postes ou torres
  • para-raios acima de 34,5 kV
  • reguladores e religadores
  • transformadores de distribuição e de força

Se, ao percorrer a base, qualquer um desses itens aparecer classificado como material menor, há uma inconsistência que precisa ser tratada.

Sem exceção.

🧩 Onde entra a “tucagem”?

Além da classificação básica, o setor elétrico exige que os ativos sejam enquadrados segundo um dicionário de dados com sete campos (TUC, A1, A2, A3, A4, A5 e A6).

Para simplificar, costumo chamar esse conjunto de tucagem.

O erro mais comum que observo é tentar validar tudo ao mesmo tempo: classificação do material, tipo de instalação e tucagem.

Esse acúmulo de camadas aumenta drasticamente a complexidade da análise.

🎯 Um passo para trás para avançar três

Existe uma vantagem operacional clara em separar esse processo em etapas:

1️⃣ Garantir primeiro que os códigos estejam corretamente classificados em equipamentos principais, materiais menores e serviços.

2️⃣ Em seguida, concentrar a validação da tucagem apenas nos equipamentos principais.

Pode parecer contraintuitivo, mas o ganho é significativo: ao reduzir o universo de códigos, o foco da análise aumenta e o tempo gasto diminui.

Menos ruído. Mais clareza. Mais consistência.

⏱️ O ganho na prática

Essa metodologia me economizou muito tempo ao longo dos últimos cinco anos de validação de Razão Contábil de obras, além de reduzir retrabalho e questionamentos posteriores.

O setor elétrico possui regras lógicas bem definidas para o correto cadastramento dos ativos, e essas regras impactam diretamente:

  • a remuneração da distribuidora
  • as comprovações regulatórias
  • a exposição a riscos em fiscalizações

Ignorar essa lógica costuma sair caro.

Fonte: Linkedin

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Construindo novas habilidades e buscando novos conhecimentos!

22/1/2026

Naira Avanci | Copel – Analista de Regulação Pleno

Em um setor tão regulado e complexo como o elétrico, aprender a analisar dados deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade.

A análise de dados fortalece a área de conformidade ao permitir monitorar indicadores, identificar riscos, antecipar não conformidades e embasar decisões com mais segurança e transparência. Além disso, contribui para o atendimento às exigências regulatórias, auditorias mais eficientes e melhoria contínua dos processos.

Investir em competências analíticas é investir em uma gestão mais responsável, estratégica e alinhada às boas práticas do setor elétrico.

Fonte: Linkedin

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Resumo das Notícias de Hoje

21/1/2026

Dia 21 de janeiro de 2026, quarta-feira

- NOVO ESTATUTO SOCIAL DA CCEE (comercialização)

A diretoria da Aneel homologou o Estatuto Social da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica com os ajustes aprovados pela assembleia geral da CCEE em dezembro de 2024. O texto final do documento foi votado nesta terça-feira, 20 de janeiro, mais de dois anos após a publicação do decreto que alterou a estrutura e o funcionamento da entidade.

> Saiba mais na notícia “Aneel aprova novo estatuto social da CCEE”: https://bit.ly/4raa3Tf

> Sobre o mesmo assunto, leia também “Para CCEE, novo estatuto é marco na modernização da estrutura”: https://bit.ly/4pNPPxq

- RESSARCIMENTOS POR CONSTRAINED-OFF* (geração)

A Aneel decidiu nesta terça-feira (20/01) suspender a apuração dos ressarcimentos previstos em contratos regulados para os casos de frustração de geração de usinas eólicas e solares por eventos de constrained-off. A medida cautelar vale por 90 dias.

> Continue a leitura em “Aneel suspende apuração de ressarcimentos por constrained-off”: https://bit.ly/3NuPSRk

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Material humano deverá ser desafio para Aneel em escritórios regionais: https://bit.ly/4bJIz29

Diretor geral da Agência alerta para efetivo reduzido e saída de servudores.

Aneel autoriza transferência de controle da Emae para a Sabesp: https://bit.ly/49VxF7c

Operação é contestada  pela atual controladora da empresa, Phoenix Água e Energia.

Reajuste na Roraima Energia terá efeito médio de 24,13%: https://bit.ly/3LpWTCr

Novos valores passam  ser aplicados a partir de 25 de janeiro.

Fonte: CanalEnergia

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Crise da Enel acende alerta sobre aposentadoria de funcionários

21/1/2026

Para além da falta de luz, os problemas operacionais da Enel podem ter reflexos sobre aposentados. A companhia italiana, que comprou a antiga Eletropaulo, em 2018, é uma das patrocinadoras de planos de previdência complementar administrados pela Vivest, maior entidade privada fechada do país, com R$ 44 bilhões sob gestão.

Planos vinculados à empresa de energia respondem por cerca de 25% dos recursos sob gestão do fundo, o que tem elevado a atenção do mercado.

Um dos planos em questão oferecia aos ex-funcionários uma aposentadoria vitalícia — ou seja, o pagamento de um benefício mensal até o fim da vida. Caso o patrocínio acabe, o aporte de recursos chegaria ao fim, e os aposentados perderiam o vínculo com o plano original.

A reportagem da EXAME apurou que a própria Enel vem tentando retirar o patrocínio do plano de previdência desde 2021.

“A gente espera que, havendo a mudança que for, seja outra concessão, ou seja vender o controle, é que se preste atenção nos compromissos que ela ainda tem com o plano de previdência. A companhia tem que dar uma continuidade ao patrocínio”, diz Walter Mendes, presidente da Vivest.

LEIA MAIS

Fonte: invest | exame – 21/01/2026

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Resumo das Notícias de Hoje

20/1/2026

Dia 20 de janeiro de 2026, terça-feira

- LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE DE 2026 (expansão)

No âmbito dos leilões de reserva de capacidade de 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica, o Operador Nacional do Sistema e a Empresa de Pesquisa Energética publicaram Nota Conjunta apresentando os Quantitativos da Capacidade Remanescente do Sistema Interligado Nacional para Escoamento de Geração nas instalações da Rede Básica, Demais Instalações de Transmissão e Instalações de Interesse Exclusivo de Centrais de geração para Conexão Compartilhada. No fim do ano passado, o o Ministério ampliou o prazo para apresentação de dados do leilão.

> Saiba mais em “Nota técnica define capacidade do SIN para escoamento nos LRCAPs de 2026”: https://bit.ly/4r0dWd4

- ENA DO SIN (geração)

Uma projeção do ONS aponta que o Sudeste/Centro-Oeste poderá ter a pior afluência em 96 anos. Conforme as perspectivas apresentadas ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o cenário inferior mostra o submercado com 49% da Média de Longo Termo (MLT) ao final de junho. Por outro lado, a Energia Natural Afluente chegaria a 79% da MLT na análise superior. Valor que configuraria o sexto menor do histórico de 96 anos.

> Continue a leitura na notícia “ONS: Projeção aponta pior afluência no SE/CO em 96 anos”: https://bit.ly/4pJwAFb

- DEMANDA DE ENERGIA PARA DATA CENTERS (negócios e empresas)

A demanda por data centers exigirá cerca de 600 TWh em 2026. Conforme a projeção da Agência Internacional de Energia (AIE), a perspectiva para o ano representa um aumento de 14% em relação aos 525 TWh estimados em 2025. E um incremento de 20% na comparação ao consumo real de 2024, quando atingiu 436 TWh.

> Leia mais na matéria “AIE: Demanda por data centers exigirá 600 TWh em 2026”: https://bit.ly/3ZlCFNf

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Energia solar supriu 61% do aumento da demanda de eletricidade nos EUA: https://bit.ly/3ZjpNar

Análise da Ember mostra que aumento da geração forneceu quase dois terços do crescimento total da demanda de eletricidade no país.

Axia conclui metodologia para monitorar vegetação na transmissão: https://bit.ly/4qp3TOY

Empresa unifica tecnologias para controlar área v erde em 74,7 mil km de linhas de transmissão de olho em redução de custos, riscos, prevenção de desligamentos e reforço na segurança.

Codesam – Serviços e Obras realiza leilão dia 20 de fevereiro: https://bit.ly/4pNPkna

Certame comprará energia convencional e será no modo eletrônico.

Fonte: CanalEnergia

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ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica

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Nossa expertise no Setor Elétrico é resultado de diversos projetos executados por nossos profissionais em empresas de Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização.

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