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FRAGMENTOS EXTRAÍDOS DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026 (Continuação)

8/6/2026

- Data centers: a fronteira do setor elétrico

Curtailment no Brasil: como os data centers podem transformar energia represada em vantagens competitivas?

Por Alex Santiago

INTRODUÇÃO

    O setor elétrico brasileiro vive hoje uma contradição que precisa ser tratada com mais profundidade. Ao mesmo tempo em que o país amplia sua base renovável e consolida uma das matrizes mais limpas do mundo, cresce também a dificuldade de aproveitar integralmente essa energia. Em várias situações, o problema já não está apenas na capacidade de gerar, mas na capacidade de transmitir, absorver e usar essa energia de forma eficiente.

    É nesse contexto que o curtailment ganha centralidade no debate. Mais do que um evento operacional, ele passou a ser um sintoma claro do descompasso entre a expansão da geração renovável e a evolução da infraestrutura necessária para escoá-la e convertê-la em valor econômico. Em termos simples: o Brasil avança em geração limpa, mas ainda desperdiça parte relevante do potencial que cria.

    Esse tema se torna ainda mais importante quando observamos a dinâmica regional do setor. O crescimento da geração eólica e solar, especialmente no Nordeste, foi muito mais rápido do que a expansão da rede capaz de acomodar esse novo patamar de oferta. O resultado é conhecido pelos agentes do mercado: em determinados momentos, parte da energia disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema.

    A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    É exatamente nesse ponto que os data centers entram de forma mais relevante. Historicamente tratados apenas como grandes consumidores de energia, esses ativos podem assumir um papel mais estratégico na nova dinâmica do setor elétrico. Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética.

    A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais disponível precisa ser cortada para preservar a segurança operativa do sistema. A resposta estrutural continua sendo a expansão da transmissão. Isso é indiscutível. Mas limitar o debate apenas a esse eixo talvez seja insuficiente diante da velocidade da transformação energética e digital. O que o cenário atual exige é uma agenda complementar: mais flexibilidade, melhor coordenação entre oferta e demanda e, principalmente, uma nova leitura sobre a geografia do consumo elétrico no Brasil.

    Dependendo do modelo de implantação, da natureza da carga e do ambiente regulatório, podem atuar como demanda qualificada, vetor de agregação de valor à energia renovável e elemento de atração de investimento produtivo para regiões com forte vocação energética. A discussão, portanto, não é se os data centers substituem transmissão, armazenamento ou planejamento elétrico. Não substituem. A discussão correta é outra: em que medida essa infraestrutura pode fazer parte de uma solução mais ampla, conectando transição energética, economia digital e competitividade.

QUANDO A ABUNDÂNCIA ENCONTRA O LIMITE DA INFRAESTRUTURA

    O curtailment ocorre quando parte da geração disponível precisa ser limitada por razões operativas. No caso brasileiro, isso aparece com frequência em situações de restrição de escoamento, quando a rede não consegue transportar integralmente a energia produzida até os centros de carga ou até outras regiões do sistema.

    Esse fenômeno tende a ganhar relevância em sistemas com elevada participação de fontes renováveis variáveis, especialmente quando a expansão da oferta ocorre em velocidade superior à ampliação da infraestrutura de transmissão. Nesses casos, o problema deixa de ser apenas energético e passa a ser também logístico, sistêmico e econômico.

    No Brasil, esse quadro é particularmente visível no Nordeste. A região reúne alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo e se consolidou como uma das grandes fronteiras de expansão renovável do país. Ao mesmo tempo, boa parte dessa energia precisa percorrer longas distâncias para alcançar os principais centros de consumo. Quando a geração cresce e a rede opera próxima de seus limites, o ONS precisa restringir parte dessa produção para manter a segurança operativa do SIN. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma medida necessária.

    Do ponto de vista econômico, porém, essa situação escancara uma ineficiência relevante. O país investe, instala capacidade, amplia sua base renovável, mas não consegue capturar integralmente o valor dessa energia quando ela está disponível. Esse é o ponto central.

    A partir daqui a discussão precisa evoluir. A transição energética não pode mais ser tratada apenas como expansão de megawatts instalados. Ela precisa ser entendida como uma agenda de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, consumo e inteligência operacional. Em outras palavras, não basta produzir mais energia limpa. É preciso criar condições para usá-la melhor.

APROXIMAR DEMANDA QUALIFICADA DOS POLOS DE GERAÇÃO

    A resposta de longo prazo para esse desafio passa, sem dúvida, pelo reforço da transmissão. Mas há uma agenda complementar que merece mais atenção: aproximar cargas intensivas dos polos de geração renovável, sempre que houver viabilidade técnica, econômica e locacional para isso.

    Esse raciocínio é especialmente importante quando falamos de cargas capazes de transformar eletricidade em valor agregado de forma intensiva e contínua. E é justamente nesse espaço que os data centers se destacam. Durante muito tempo, a lógica de localização dos data centers no Brasil esteve fortemente associada à proximidade dos grandes centros consumidores, à conectividade e à presença de ecossistemas digitais consolidados. Essa lógica continua válida para muitas aplicações, principalmente para aquelas mais sensíveis à latência e à interconexão local. Mas o avanço da nuvem, da inteligência artificial e do processamento de alto desempenho trouxe uma nuance importante para esse debate.

    Nem toda carga digital responde da mesma forma aos critérios locacionais. Aplicações transacionais, ambientes críticos de baixa latência e determinadas arquiteturas distribuídas continuam exigindo proximidade com usuários, redes e grandes hubs. Por outro lado, algumas cargas de trabalho associadas a treinamento de modelos, simulações, processamento em lote, analytics e outras rotinas assíncronas podem admitir maior flexibilidade geográfica.

    Essa distinção muda a qualidade da discussão. Ela abre espaço para pensar determinadas regiões com forte disponibilidade de energia renovável não apenas como exportadoras de eletricidade, mas também como possíveis polos de infraestrutura digital. A energia deixa de ser vista somente como insumo a ser transportado e passa a ser tratada como base para atividades capazes de gerar serviços digitais, capacidade computacional e maior densidade econômica.

DATA CENTERS COMO VETOR DE AGREGAÇÃO DE VALOR

    Existe uma percepção consolidada de que data center é, essencialmente, um problema de carga. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Data centers são, sim, infraestruturas intensivas em energia. Mas também são ativos capazes de atrair investimento, consolidar cadeias de engenharia e tecnologia, ampliar a demanda por conectividade, impulsionar serviços associados e inserir o país em segmentos de maior valor da economia digital.

    Em regiões com abundância renovável e limitações de escoamento, essa infraestrutura pode representar uma forma adicional de capturar valor localmente. Isso não significa defender que energia disponível, por si só, basta para atrair hyperscalers ou grandes operadores. Não basta. A decisão de investimento depende de uma combinação complexa de fatores: fibra, rotas de conectividade, backbone, ambiente regulatório, segurança, mão de obra, prazo de conexão, licenciamento e previsibilidade institucional.

    Mas também não faz sentido subestimar o peso da energia nesse contexto. Em empreendimentos intensivos em eletricidade, o acesso competitivo a uma base renovável robusta pode, sim, se tornar um diferencial estratégico relevante, sobretudo em um cenário global cada vez mais pressionado pela expansão da IA, da nuvem e do processamento de dados em larga escala.

    É por isso que o curtailment precisa ser enxergado para além da ótica estritamente operacional. Ele sinaliza uma perda econômica concreta, mas também revela uma oportunidade. Regiões com energia renovável abundante, quando combinadas com infraestrutura digital, conectividade e ambiente de negócios adequado, podem se posicionar de forma mais competitiva para receber ativos intensivos em energia e dados.

UMA NOVA INTERFACE ENTRE DATA CENTERS E SISTEMA ELÉTRICO

     Se os data centers passam a ter relevância maior nessa discussão, também será necessário atualizar a forma como essa infraestrutura se relaciona com o sistema elétrico. O modelo tradicional sempre foi baseado em uma lógica simples: máxima disponibilidade, alta redundância e consumo essencialmente rígido. Essa lógica continua válida do ponto de vista da missão crítica. Mas ela já não precisa ser tratada como única.

    Com a evolução tecnológica, ganha espaço a possibilidade de uma relação mais inteligente entre data centers e rede elétrica. É aí que conceitos como infraestrutura grid-interactive passam a fazer sentido. Na prática, isso significa incorporar capacidades de gestão energética mais sofisticadas, sem comprometer os requisitos de resiliência e continuidade que são inegociáveis nesse tipo de ambiente.

    Entre essas capacidades estão monitoramento avançado, automação, integração com armazenamento, resposta a sinais tarifários e, em alguns casos, maior modulação de cargas específicas. Data center não é carga convencional, e esse ponto precisa ser respeitado. Mas isso não impede que a infraestrutura evolua para um patamar de gestão energética mais inteligente e mais aderente à nova realidade do setor.

    Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias, ou BESS, assumem papel relevante. Tradicionalmente, a infraestrutura elétrica dos data centers esteve associada a UPS e geradores voltados à continuidade operacional. O avanço do armazenamento amplia esse horizonte ao permitir novas estratégias, como deslocamento de consumo no tempo, redução de demanda em horários críticos, reforço de resiliência e melhor coordenação com condições operativas e econômicas da rede.

    É importante fazer a ressalva correta: BESS não transforma automaticamente o data center em solução direta para o curtailment. Para isso, são necessários arranjos regulatórios, econômicos e operacionais adequados. Mas o armazenamento amplia a flexibilidade disponível para consumidores intensivos e pode ser parte importante de modelos mais inteligentes de uso da eletricidade. Ou seja, o papel da bateria deixa de ser apenas contingência e passa a incluir gestão energética.

FLEXIBILIDADE ELÉTRICA E FLEXIBILIDADE DIGITAL

    Além da camada elétrica, há outro ponto que merece atenção: a própria computação está se tornando mais flexível. Em ambientes digitais de grande escala, cresce a capacidade de orquestrar workloads no tempo e no espaço, a partir de critérios técnicos, econômicos e energéticos.

    Esse tema precisa ser tratado com precisão. Não se trata de afirmar que o setor elétrico passará a comandar diretamente a alocação de cargas computacionais. Tampouco seria correto sugerir que toda carga associada à inteligência artificial possa ser deslocada livremente entre regiões. A realidade é mais seletiva e mais sofisticada.

    O que se observa é a convergência entre ferramentas de orquestração, previsibilidade de oferta energética, custo de eletricidade e estratégias de eficiência operacional. Em arquiteturas maduras, determinadas cargas assíncronas, processamento em lote, treinamento de modelos e tarefas de alto consumo computacional podem ser direcionados para ambientes mais favoráveis em termos energéticos e econômicos.

    Essa possibilidade cria uma interface inédita entre flexibilidade digital e flexibilidade elétrica. Para um país com forte expansão renovável, assimetrias regionais de oferta e desafios de escoamento, essa convergência pode se tornar especialmente valiosa. Quanto maior a capacidade de coordenar o uso da energia com inteligência locacional e temporal, maior a chance de transformar variabilidade em eficiência.

REGULAÇÃO, PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO

    Para que essa agenda avance, tecnologia e mercado não bastam. É indispensável que a regulação e o planejamento acompanhem a complexidade dessa nova fase. O amadurecimento do debate sobre armazenamento, flexibilidade, modernização da rede e inserção de novas cargas estratégicas será determinante para abrir espaço a soluções mais sofisticadas.

    No caso dos data centers, previsibilidade regulatória é fator central. São investimentos intensivos em capital, de longo prazo e altamente dependentes de segurança jurídica, qualidade de conexão, estabilidade contratual e coordenação institucional. Se o Brasil pretende atrair empreendimentos digitais de grande porte para regiões com vocação renovável, precisará alinhar política energética, infraestrutura, telecomunicações, desenvolvimento regional e ambiente de negócios.

    A regulamentação do armazenamento tende a ser um dos pilares dessa agenda. Quanto maior a clareza sobre as possibilidades de inserção do BESS e sobre os mecanismos de valorização da flexibilidade, maior será a capacidade do sistema de incorporar arquiteturas energéticas mais eficientes e inteligentes. Para consumidores intensivos, isso pode abrir espaço para novos modelos operacionais e econômicos, mais alinhados com a transição energética em curso.

    Isso vale para políticas locacionais, instrumentos de atração de investimento e planejamento coordenado entre energia e infraestrutura digital. O Brasil reúne atributos relevantes: base renovável robusta, mercado digital em expansão, escala, posição regional estratégica e capacidade técnica. O desafio está em transformar esse conjunto de vantagens em uma estratégia coerente de longo prazo.

CONCLUSÃO

    O curtailment revela algo que vai além de uma restrição operacional do setor elétrico. Ele mostra que a próxima etapa da transição energética brasileira exigirá mais do que expansão da oferta renovável. Exigirá coordenação, flexibilidade, inteligência sistêmica e capacidade de transformar energia disponível em desenvolvimento efetivo.

    Nesse contexto, os data centers podem ocupar um papel mais estratégico do que normalmente se reconhece. Não porque substituam a expansão da transmissão ou resolvam sozinhos os desafios do sistema, mas porque podem integrar uma agenda mais ampla de agregação de valor à energia renovável, interiorização qualificada da demanda e fortalecimento da economia digital.  

    Ao aproximar parte do consumo intensivo de regiões com elevada disponibilidade renovável, o Brasil pode reduzir ineficiências, ampliar sua atratividade para investimentos, estimular novas cadeias produtivas e posicionar-se de forma mais competitiva em um ambiente global cada vez mais dependente de processamento, dados e inteligência artificial.

    O país já possui os recursos naturais, a escala e a capacidade técnica necessárias. O que falta, agora, é transformar essa possibilidade em direção estratégica. Se souber fazer isso, o Brasil poderá converter um problema hoje tratado como limitação em uma vantagem concreta de competitividade no futuro próximo.

*Alex Santiago de Paiva é especialista em Data Centers, eficiência energética e gestão de energia, com mais de 20 anos de experiência em TI e mais de 17 anos dedicados a ambientes de missão crítica. Sua atuação reúne experiência em infraestrutura crítica, sustentabilidade, modernização tecnológica e gestão energética aplicada a Data Centers. Atualmente, é Coordenador de Data Centers do Sicoob e presidente do Capítulo Brasília da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).

Fonte: REVISTA O SETOR ELÉTRICO – OSE, DE 28/05/2026

FRASE DA SEMANA

18/2/2026

“Sem um fim social o saber será a maior das futilidades.”

Autor: Gilberto Freyre, historiador, sociólogo, antropólogo e escritor

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PARA LER COM CALMA

14/2/2026

Para quem está na correria e não conseguiu acompanhar os assuntos da comunidade dessa semana, aqui vai um resumo:

SIN

- Carga do SIN:  https://bit.ly/3OuSmzr

> Previsão de recuo de 1,8% em fevereiro/2026 (87.482 MW médios)

> Quedas regionais: Sudeste/Centro-Oeste (-5,0%) e Sul (-4,5%)

> Crescimento no Nordeste (+8,2%) e Norte (+7,5%)

- Armazenamento do SIN: Reservatórios atingiram 50% em janeiro devido às chuvas https://bit.ly/4rkqXPx

Leilões

- LRCAP 2026:

> Editais aprovados pela Aneel com exclusão de empresas em recuperação judicial  https://bit.ly/4a8DOOA

> Revisão dos preços-teto após pressão do mercado (aumentos de até 100%)  https://bit.ly/4csBnYv

> Inflação de equipamentos citada como principal fator para ajustes  https://bit.ly/4kyPOwh

- Leilão de Baterias (BESS): https://bit.ly/3OEbPhd

> Previsto para até junho/2026 (data prevista: 30/04)

> Objetivo: consolidar energias renováveis e fomentar políticas de conteúdo local e desenvolvimento tecnológico nacional

Regulação e Políticas

- Autonomia Financeira das Agências:  https://bit.ly/3Mk6Z8e

> TCU determinou plano de ação em 180 dias para 11 agências reguladoras federais

> Foco em fortalecer autonomia, a capacidade, a governança e a transparência.

- Axia Energia: Aneel aprova captura de R$146 mi para modicidade  https://bit.ly/4aowY6q

Comercialização

- Preços na BBCE: Forte alta na última semana, com ativos acima de R$400/MWh https://bit.ly/46iF13F

- Monitoramento Prudencial: CCEE lançou um novo módulo digital para envio de documentos e informações  https://bit.ly/4ahH4px

Estudos e Planejamento

- PDE 2035 e PNE 2055:  https://bit.ly/46QT8NB

Consultas públicas lançadas pelo MME

Previsão de investimentos:

> PDE: R$3,5 trilhões (80% em petróleo e gás)

> PNE: Até R$2 trilhões em expansão elétrica em 30 anos

- Demanda global de energia: https://bit.ly/4chumtw

> Projeção de crescimento médio de 3,5% ao ano até 2030 (fonte: AIE)

> Fontes predominantes: renováveis, gás natural e nuclear

Destaques Empresariais

- Aeris: Nomeação de José Ricardo Elbel Simão como Diretor Administrativo Financeiro e RI  https://bit.ly/4akMbp7

- Eneva: Captação de R$2,4 bilhões em debêntures  https://bit.ly/4kDspdi

- Equatorial: Crescimento na distribuição no 4T25  https://bit.ly/4aFzztX

- Iberdrola: OPA pela Neoenergia com liquidação até abril https://bit.ly/3ZAze5G

- Térmicas da Bertin: Revogação de outorgas de 6 usinas e manutenção de multas por não execução dos empreendimentos https://bit.ly/4tyLdhG

Fonte: CanalEnergia

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GERAÇÃO

13/2/2026

Oferta de geração de energia elétrica em janeiro ultrapassa 500 MW

Em janeiro, a expansão foi de 543 MW, impulsionada principalmente por usinas solares.

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Publicado em 12/02/2026 09h35

Em janeiro, o incremento verificado na matriz elétrica brasileira foi de 543 MW, sendo a maioria de usinas solares. Um total de 13 usinas entrou em operação comercial no mês: 11 centrais solares fotovoltaicas (509 MW), uma usina termelétrica (20 MW) e uma pequena central hidrelétrica (14 MW).

Quatro estados em quatro regiões do Brasil tiveram empreendimentos liberados para operação comercial no primeiro mês de 2026. Os destaques, em ordem decrescente, foram Minas Gerais, com 409 MW decorrentes da entrada em operação de nove usinas, seguido da Bahia (100 MW e duas usinas), Pará (20 MW e uma usina) e Paraná (14 MW e uma usina).

Capacidade total de usinas centralizadas é de 216,5 GW

Em 9 de fevereiro, o Brasil somou 216.912.004,59 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção.

Onde encontrar mais dados sobre a geração elétrica

Uma abordagem mais detalhada do crescimento da oferta centralizada de energia elétrica pode ser encontrada no painel RALIE, que reúne informações sobre a expansão da matriz elétrica. Com formato intuitivo, a ferramenta amplia o acesso aos dados de fiscalização de novas usinas em implantação e facilita o acompanhamento da expansão da oferta de geração de acordo com o ano, região, tipo de fonte de energia, entre outros filtros. Os objetivos são aprimorar a interatividade e fornecer mais informações sobre obras de geração.

As informações do painel são atualizadas mensalmente baseadas nas inspeções in loco nas obras das centrais geradoras e nos dados disponibilizados no Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel), que conta com a contribuição das empresas fiscalizadas para uma análise minuciosa da equipe de monitoramento. Veja neste link os relatórios e indicadores da ANEEL relacionados à geração de energia elétrica.

Fonte: Aneel

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Resumo das Notícias de Hoje

13/2/2026

Dia 13 de fevereiro de 2026, sexta-feira

- Aneel aprova editais com novos preços-teto do LRCAP: https://bit.ly/467hUsz

Valores foram recalculados pela Empresa de Pesquisa Energética, por decisão do Ministério de Minas e Energia.

- PRESSÃO NO CAPEX PARA LRCAP (política)

O mercado reclamou e o governo atendeu a demanda sobre os preços para o 1º LRCAP a ser realizado desde 2021. A inflação de equipamentos é a grande responsável pela disputa. A alta demanda por unidades geradoras fez com que os preços dos equipamentos disparassem no mercado internacional. Adicionalmente, as fábricas estão sem espaço para novos pedidos. Dessa forma, os valores de referência naquela oportunidade não se enquadram mais em 2026.

> Saiba mais na matéria “Inflação de equipamentos pressionou capex para LRCAP deste ano”: https://bit.ly/4kyPOwh

- CONSULTAS PÚBLICAS DO PDE 2035 E DO PNE 2055 (expansão)

O Ministério de Minas e Energia lançou nesta quinta-feira (12/06) as consultas públicas do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 e do Plano Nacional de Energia 2055. O PDE estima investimentos da ordem de R$ 3,5 trilhões, dos quais 80% serão concentrados nos setores de petróleo e gás natural. Já o PNE projeta até R$ 2 trilhões na expansão da matriz elétrica em 30 anos, a depender do crescimento da carga e da ambição climática do país.

> Continue a leitura na matéria “MME lança consultas públicas do PDE 2035 e do PNE 2055”: https://bit.ly/46QT8NB

- ARMAZENAMENTO DO SIN (geração)

Os níveis de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN) chegaram a cerca de 50% ao fim de janeiro, impulsionados pelo aumento das chuvas nos principais reservatórios do país. O dado foi apresentado na 315ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), realizada na última quarta-feira, 11 de fevereiro, no Ministério de Minas e Energia (MME).

> Leia mais em “Chuvas elevam reservatórios e CMSE ajusta estratégia para 2026”: https://bit.ly/4rkqXPx

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html

Aproveite o DESCONTO EXCLUSIVO para assinantes!

WhatsApp Silmara - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511989155084

WhatsApp Bruno - https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511932738511

MEETUP | O futuro da matriz elétrica para além de 2030

Data: 26 de fevereiro

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/meetup-ce-fev26

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Iberdrola deverá liquidar OPA pela Neoenergia até abril: https://bit.ly/3ZAze5G

Parcela de ações negociadas na B3 está em 16,2% do capital da empresa, a estimativa é de que a aquisição desses papeis some R$ 6 bilhões.

Aneel mantém multa de R$ 3,45 milhões à UTE do Atlântico: https://bit.ly/4qCxwvB

Geradora foi penalizada devido à gestão inadequada de manutenção e operação.

Energia solar lidera expansão da matriz elétrica em janeiro: https://bit.ly/4auS1Et

Brasil adicionou 543 MW à capacidade instalada, com destaque para Minas Gerais e Bahia.

Fonte: CanalEnergia

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MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME REVISA PREÇOS DO LRCAP 2026

13/2/2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) revisou os preços do LRCAP 2026. Os valores para o produto térmico de empreendimentos novos a gás natural e carvão passaram de R$ 1,6 milhão por MW ao ano para até R$ 2,9 milhões por MW ano no 2o leilão de capacidade, o LRCAP. A pasta destacou que esse processo deve-se ao “processo institucional de escuta, contribuições e avaliações técnicas criteriosas conduzida pela Pasta e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”.

As UTEs existentes passaram de R$ 1,12 milhão para R$ 2,25 milhões por MW ao ano. Conforme esperado, o produto hidrelétrico não foi alterado e manteve-se em R$ 1,4 milhão por MW ano. Além disso, as usinas a Óleo e Biodiesel também tiveram os valores revisados. Os valores passaram de R$ 920 mil para R$ 1,6 milhão por MW.ano para o produto térmico 2026 e 2027. Para o produto potência 2030 o preço-teto foi majorado de R$ 990 mil por MW.ano para R$ 1,75 milhão por MW.ano.

O aumento do preço-teto ficou em 81,25% para as térmicas a GN e Carvão novas. Entretanto, o valor aumentou mais ainda para as usinas térmicas existentes. Nesse caso, a elevação ultrapassou 100%. Para o leilão de usinas a óleo e biodiesel o aumento ficou entre 73% e 76% quando comparado aos valores anteriores.

Justificativas

De acordo com o MME, entre as novas premissas que levaram à atualização, considerou-se de maneira mais precisa os investimentos necessários para que usinas existentes operem com segurança ao longo do novo período contratual. Dessa forma, diz, evita riscos operacionais e jurídicos que podem se tornar em custos adicionais futuros ao sistema.

Ainda ontem a reportagem do CanalEnergia apontou que a inflação dos equipamentos havia levado à frustração do mercado com os preços-teto. Segundo especialistas, os valores não representavam mais a realidade do mercado.

Além disso, a EPE realizou um refinamento técnico na estrutura de custos, sem alteração da metodologia central mantendo intacta a lógica metodológica originalmente estabelecida. Entretanto, realocou para a parcela fixa componentes anteriormente inseridos na parcela variável para assegurar “maior coerência econômica no cálculo”.

Adicionalmente, apontou o MME, a pasta incorporou o que classificou como evidências recentes do cenário internacional. Dentre elas, marcadas por aumento de custos de capital, equipamentos e financiamento, conforme indicado no mercado após a divulgação dos preços na última terça-feira, 10 de fevereiro.

“Esses três fatores, respaldados em boletins técnicos internacionais, explicam integralmente a atualização técnica dos parâmetros econômicos, não havendo qualquer outro elemento além desses”, ressaltou comunicado do Ministério.

A decisão de alterar os parâmetros, destacou ainda a pasta, poderia levar a distorções, reduzir a atratividade do certame ou até comprometer seu resultado. Especialistas alertavam que o produto térmico poderia ‘dar vazio’.

Fonte: CanalEnergia | Divulgação / GNA

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