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Electrical Sector

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Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

Transição energética: Brasil quer puxar a fila, mas falta engatar o passo

5/3/2026

A transição para longe dos combustíveis fósseis entrou em 2026 como um dos nós mais difíceis para a diplomacia climática desatar. A ideia de construir um roteiro global para esse abandono gradual chegou à COP30, no ano passado, como tema sensível demais para o texto final. E aí, com o assunto fora do acordo oficial de Belém, a saída encontrada foi uma promessa paralela: países dispostos a avançar trabalhariam por fora para não deixar o tema morrer.  Pouco depois do encerramento da conferência, em dezembro, o Brasil deu um passo a mais dentro de casa: o presidente Lula assinou um decreto determinando que os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Casa Civil apresentassem, em 60 dias, diretrizes para uma “transição energética justa e planejada” ao Conselho Nacional de Política Energética.

SAIBA MAIS

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Resumo das Notícias de Hoje

4/3/2026

Dia 04 de março de 2026, quarta-feira

- PERSPECTIVA DA NOTTUS PARA 2026 (geração)

O aquecimento gradual do Oceano Pacífico deve mudar o padrão climático em 2026, trazendo um alerta para reservatórios hidrelétricos e redes elétricas. De acordo com a perspectiva da Nottus, o comportamento poderá impactar setores da economia brasileira, como consumo, produção e infraestrutura. A constatação é de que o ano começou sob influência de uma La Niña em enfraquecimento, com tendência de neutralidade climática nos próximos meses e um Pacífico mais quente a partir do meio do ano.

> Continue a leitura na matéria “Nottus: Pacífico mais quente traz alerta para reservatórios e redes”: https://bit.ly/3N2qxyj

- ESTRATÉGIA DA CHINA PARA H2V (expansão)

Análise da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde sobre a estratégia da China para o energético mostra que não é apenas uma política doméstica. É uma estratégia industrial que deverá trazer novos preços aos equipamentos, insumos e modelos de projeto no mercado internacional. De acordo com a associação, ao organizar demandas, padronizar rotas e acelerar a capacidade produtiva, há redução de custo, prazos mais curtos e arquiteturas tecnológicas se transformam em ‘novo normal para investidores e compradores globais.

> Saiba mais em “Para ABIHV, estratégia da China para H2V trará impactos positivos ao mercado internacional”: https://bit.ly/4cZWVfq

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://www.agendasetorial.com.br/pt/home.html

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Setor prevê competição no LRCAP, após ajustes nos preços-teto: https://bit.ly/4u96b7g

Expectativa é lances bastante competitivos na disputa por contratação de potência de hidrelétricas

e termelétricas. 

Shell confirma R$ 3,5 bi para salvar a Raízen: https://bit.ly/4so2l8y

Presidente da petroleira afirma que maioria das partes interessadas acredita na recapitalização da empresa para só depois da estatização pensar na separação dos negócios de etanol e distribuição de combustíveis.

Renováveis e H2 seguem fora do radar da Shell no Brasil: https://bit.ly/40JhghI

Foco da companhia recai em petróleo, gás e biocombustíveis de olho nos impactos que a guerra no Irã e geopolítica de Trump poderá trazer ao país.

Auren tem prejuízo de R$ 557,9 milhões em 2025: https://bit.ly/4su2fwl

No quarto trimestre de 2025, companhia reverte prejuízo e tem lucro de R$ 354,7 milhões.

Fonte: CanalEnergia

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CAPTAÇÃO DE RECURSOS DO GRUPO EQUATORIAL

4/3/2026

Por Leonardo Lucas | CFO|IRO|M&A – GRUPO EQUATORIAL

Costuma-se dizer que, no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval — e que sexta-feira 13 não costuma ser um dia propício para grandes decisões.
No Grupo Equatorial, fizemos justamente o contrário.
Foi na sexta-feira, 13/02, ainda antes do Carnaval, que liquidamos uma operação bem competitiva, aproveitando uma janela de mercado rara e que poderia se fechar rapidamente.
Concluímos a emissão de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas das distribuidoras Equatorial Goiás, Equatorial Pará e Equatorial Piauí, com custo all-in final abaixo do CDI — um conjunto de condições incomum para infraestrutura, especialmente em ano eleitoral.

Volumes por companhia:
R$ 1,6 bi – Equatorial Goiás
R$ 800 mi – Equatorial Pará
R$ 600 mi – Equatorial Piauí

Uso dos recursos
Expansão, Melhoria e Renovação, gerando melhoria de qualidade e resiliência da rede.
Com esta captação, boa parcela dos investimentos de 2026 já está coberta, reforçando disciplina financeira e previsibilidade para a execução do ciclo de modernização e expansão nas três concessões.
A emissão contou com garantia firme integral de XP (Líder), Itaú BBA, Bradesco BBI e BTG Pactual, fundamentais para a agilidade e a solidez da operação.
Agradecimentos especiais
🔹 À Tatiana Vasques, Albano S. Dias Gonçalves e toda a equipe, pela execução técnica exemplar e pela intensidade do trabalho que permitiu capturar essa oportunidade.
🔹 Aos bancos parceiros — XP (Líder), Itaú BBA, Bradesco BBI e BTG Pactual — pela prontidão, confiança e parceria estratégica.
🔹 Ao nosso Conselho de Administração, pela sensibilidade e rapidez na aprovação, permitindo que estivéssemos na linha de frente dessa excelente janela de captação.
Na Equatorial, o ano começou antes — e começou com funding abaixo do CDI. 

Fonte: Linkedin

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O motor invisível da Inteligência Artificial

4/3/2026

“A velocidade com que a tecnologia avançou nos últimos 24 meses desafia a nossa percepção comum de progresso e inovação. Não estamos mais tratando de projeções para o futuro ou de tecnologias experimentais que levarão décadas para amadurecer.

As empresas de tecnologia voltadas para IA já integraram suas soluções às nossas ferramentas de trabalho e mudaram a produtividade cotidiana. Hoje, assistentes de codificação permitem que desenvolvedores entreguem projetos em frações do tempo original e modelos de linguagem redigem contratos complexos com precisão.

Já testemunhamos a criação de sistemas capazes de gerar imagens realistas a partir de frases e ferramentas que resumem reuniões em tempo real. Se você observar suas ferramentas de pesquisa e escrita hoje, notará que a IA atua como um assistente técnico em quase todas as funções digitais.

O que está por vir nos próximos meses é uma transição da inteligência assistida para a inteligência autônoma, onde os sistemas executam decisões de ponta a ponta. Veremos agentes capazes de gerir cadeias de suprimentos inteiras e modelos de saúde que diagnosticam doenças antes mesmo dos primeiros sintomas.

Essa nova onda exigirá uma capacidade de processamento que tornará as ferramentas atuais parecidas com calculadoras rudimentares. Para que essa evolução aconteça, o mundo precisará de uma infraestrutura robusta capaz de sustentar trilhões de operações por segundo em tempo real.

Para ilustrar essa escala, basta olhar para o consumo de energia nessas interações que parecem simples. Uma única consulta realizada em um modelo de IA avançado consome, em média, dez vezes mais eletricidade do que uma pesquisa comum no Google.

Se uma busca tradicional consome cerca de 0,3 Wh de energia, uma interação com IA pode chegar a 3 Wh. Isso significa que cada resposta inteligente que recebemos em nossas telas equivale a manter uma lâmpada LED acesa por cerca de 20 minutos.

Quando escalamos esses números para o nível industrial, o cenário torna-se ainda mais relevante para o investidor estratégico. O treinamento de um modelo de grande escala, como o GPT-4, consome energia suficiente para abastecer milhares de residências durante um ano inteiro.

As empresas de tecnologia que lideram o desenvolvimento desses modelos estão criando um valor sem precedentes para a economia mundial. Acompanho com entusiasmo as oportunidades que surgem nessas gigantes, mas meu papel é ajudar a enxergar o ecossistema completo que permite que elas continuem inovando.

O sucesso dessas tecnologias é evidente, mas elas dependem de uma base material que muitos investidores ainda não perceberam. A realidade que sustenta a era da IA é que a inovação depende de uma infraestrutura física composta por hardware e sistemas de energia.

Existe uma conexão direta entre a capacidade de expansão dessas empresas de tecnologia e a estabilidade da rede elétrica que as alimenta. Vejamos exemplos concretos desse movimento que já começou a mobilizar bilhões de dólares nos bastidores do mercado global.

A Microsoft assinou recentemente um contrato de 20 anos para reativar um reator na usina nuclear de Three Mile Island. O objetivo é garantir energia firme e limpa exclusivamente para sustentar a expansão agressiva de seus novos centros de dados.

Outro exemplo é a Amazon, que adquiriu um campus de data centers localizado diretamente ao lado de outra central nuclear ativa. Esses movimentos mostram que as empresas de tecnologia voltadas para IA entenderam que o fornecimento de energia é o principal limitador do crescimento para a próxima década.

Além disso, fundos de investimento globais estão se posicionando rapidamente para financiar essa reconstrução da infraestrutura. A BlackRock, em parceria com a Microsoft, lançou um fundo de 30 bilhões de dólares focado exclusivamente na base física que sustenta a inteligência artificial.

Este capital será usado para construir desde novas redes de transmissão até fontes de geração de energia estável em solo estratégico. Estimativas indicam que a participação dos data centers no consumo global de eletricidade pode chegar a 10% até o final desta década.

O gargalo de energia é onde a inovação tecnológica encontra os limites físicos da infraestrutura global. É fascinante investir nas empresas que criam a inteligência da nossa era, mas é igualmente estratégico olhar para o sistema nervoso que as mantém vivas.

Governos e corporações entenderam que liderar a IA exige garantir soberania energética e eficiência de distribuição em escala industrial. Estamos observando um fluxo massivo de capital para a modernização de redes elétricas que ficaram estagnadas por décadas.

Essas oportunidades costumam ser menos óbvias do que as ações de tecnologia de consumo, mas são fundamentais para o crescimento patrimonial. A tecnologia escala com velocidade incrível, mas uma rede de energia estratégica é um ativo real com proteção estrutural única.

Existe uma simbiose clara: o avanço da IA gera a demanda, enquanto a base física fornece a viabilidade para esse progresso. Não perceber a conexão entre o sucesso das empresas de tecnologia e a infraestrutura elétrica é ignorar metade da engrenagem atual.

No mercado global, essa clareza separa o investidor que segue modismos daquele que entende a engenharia real por trás do lucro. O meu convite é para que você olhe para os fundamentos que permitem que toda essa economia digital funcione sem interrupções.

Ter clareza sobre esses limites físicos nos permite manter a sobriedade necessária enquanto o mercado se deixa levar pelo entusiasmo visual. O investidor que percebe a tecnologia como um ecossistema dependente de energia está melhor posicionado para navegar as volatilidades do futuro.

Fonte: Offshore Connection | Guia Invest Wealth – 28/02/2026

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

4/3/2026

Data final: 09/03/2026

Consulta Pública 046/2025

Obter subsídios para discutir com a sociedade a aplicação automática de Tarifa Horária (Tarifa Branca) para os consumidores de baixa tensão dos subgrupos B1 (residencial), B2 (rural) e B3 (comercial, industrial e outros) com consumo mensal igual ou superior a 1 MWh.

Consulta Pública n° 216 de 27/02/2026

Avaliação de minuta de Contrato de Energia de Reserva (CER) para contratação da Usina Termelétrica Candiota III em atendimento ao art. 3º-D da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, cuja redação foi dada pela Lei nº 15.269, de 24 de novembro de 2025.

Data final: 10/03/2026

Consulta Pública 042/2025

Obter subsídios e informações adicionais para a minuta de Resolução Normativa que aprimora as regras e procedimentos de distribuição relacionados ao acesso e conexão de instalações de eletromobilidade ao sistema de distribuição.

Consulta Pública 043/2025

Obter subsídios e informações adicionais com vistas à avaliação da Análise de Impacto Regulatório acerca da regulamentação do Decreto nº 11.314/2022, que regulamenta a licitação e a prorrogação das concessões de serviço público de transmissão de energia elétrica em fim de vigência.

Data final: 14/03/2026

Consulta Pública n° 214 de 12/02/2026

Consulta Pública, minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 - PDE 2035

Consulta Pública n° 215 de 12/02/2026

Consulta Pública, minuta do Relatório Síntese do Plano Nacional de Energia 2055 - PNE 2055

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergia

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