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Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

PAUTA DO 2º CIRCUITO DELIBERATIVO PÚBLICO ORDINÁRIO DA DIRETORIA DE 2026

26/2/2026

RELAÇÃO DOS ASSUNTOS RELATIVOS AOS AGENTES DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.

1. Processo: 48500.003353/2024-32 Assunto: Retificação das Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica – TUST desestabilizadas indevidamente pela Resolução Homologatória nº 3.482/2025. Área Responsável: Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica - STR.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

2. Processo: 48500.001127/2018-79 Assunto: Recurso Administrativo interposto pelo Grupo Celesc contra o Despacho nº 499/2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado – SFF, que negou o pedido de anuência prévia para celebração de Contrato de Compartilhamento de Recursos Humanos e Infraestrutura entre as empresas Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – Celesc-H, Celesc Distribuição S.A. – Celesc-D e Celesc Geração S.A. – Celesc-G. Área Responsável: Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado - SFF, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

3. Processo: 48500.003205/2024-18 Assunto: Recurso Administrativo interposto pela RGD Solar Desenvolvimento Ltda. contra o Despacho nº 3.130/2025, emitido pela Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo – SMA, que negou provimento à reclamação referente ao procedimento de emissão do orçamento de conexão de minigeração distribuída das centrais geradoras de energia elétrica UFV Lorena IV A e UFV Lorena IV B na área de concessão da EDP São Paulo Distribuição de Energia S.A. Área Responsável: Superintendência de Mediação Administrativa e das Relações de Consumo - SMA, Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Gentil Nogueira de Sá Júnior
Minutas de voto e ato

4. Processo: 48500.003325/2024-15 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Argo V Transmissão de Energia S.A. em face da Resolução Homologatória nº 3.443/2025, que homologou o resultado do Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Neoenergia Coelba e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

5. Processo: 48500.003323/2024-26 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Light Serviços de Eletricidade S.A. contra a Resolução Homologatória nº 3.474/2025, que homologou o resultado do Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Recorrente; e deu outras providências. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Agnes Maria de Aragão da Costa
Minutas de voto e ato

6. Processo: 48500.035017/2025-30 Assunto: Pedido de Reconsideração interposto pela Polaris SPE Ltda. – Data Center Polaris contra o Despacho nº 3.508/2025, que deferiu o Pedido de Medida Cautelar protocolado pela Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS, com vistas à aplicação dos requisitos referentes à apresentação das garantias para o consumidor Polaris SPE Ltda. – Data Center Polaris, estendendo a exigência de garantia para as solicitações de acesso à Rede de Distribuição por unidades consumidoras, e concedeu prazo adicional de 15 (quinze) dias para a assinatura do Contrato de Uso do Sistema de Distribuição – CUSD pela Copel-DIS, contados a partir da comprovação do aporte de garantia financeira. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

7. Processo: 48500.002640/2026-97 Assunto: Pedido de Medida Cautelar protocolado pelas empresas Energética Uvaiá Ltda., Cristalcopo S.A., Textilfio Malhas, Catarinense Distribuidora de Produtos Congelados Ltda., Fibraoeste Indústria de Comercio Ltda., Esdel Comércio de Produtos Alimentares Ltda., Brisa Comércio de Alimentos Ltda., Maxi Color Empreendimentos e Participações Ltda., Sociedade Hospitalar São Miguel do Oeste Ltda. e High Tech Equipamentos Industriais Ltda. com vistas ao prosseguimento de processo de registro e ao enquadramento, como Autoprodutor – APE, da Central Geradora Hidrelétrica – CGH Uvaiá perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, possibilitando o aproveitamento da modalidade de autoprodutor pelas Requerentes. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

8. Processo: 48500.001685/2015-91 Assunto: Requerimento Administrativo protocolado pela Companhia Energética Vale do São Simão – CEVSS contra o Despacho nº 222/2026, que negou provimento ao Pedido de Reconsideração interposto pela Requerente contra o Despacho nº 840/2016, que indeferiu o requerimento com vistas ao parcelamento de ressarcimento no âmbito do Contrato de Energia de Reserva – CER nº 20/2008 e determinou à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE que proceda ao desligamento do Requerente por descumprimento de obrigações no âmbito do CER nº 20/2008. Área Responsável: Diretoria Colegiada da Aneel - DIRC-ANEEL.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

9. Processo: 48500.029076/2025-79 Assunto: Transferência de titularidade da concessão da Pequena Central Hidrelétrica – PCH Rio Bonito, atualmente detida pela Statkraft Energias Renováveis S.A., em favor da Taquari Energia Ltda. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a):  Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

10. Processo: 48100.003409/1995-75 Assunto: Estabelecimento de marco definitivo para a conclusão das obras do túnel de transposição de águas entre os reservatórios Vigário e Ponte Coberta, localizados no estado do Rio de Janeiro. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

11. Processo: 48500.039206/2025-81 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação Mandaguaçu, localizada no município de Mandaguaçu, estado do Paraná. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

12. Processo: 48500.039201/2025-59 Assunto: Declaração de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, em favor da Copel Distribuição S.A. – Copel-DIS, das áreas de terra necessárias à implantação da Subestação Delta, localizada no município de Doutor Ulysses, estado do Paraná. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Willamy Moreira Frota
Minutas de voto e ato

13. Processo: 48500.002658/2026-99 Assunto: Autorização e estabelecimento de Parcela da Receita Anual Permitida – RAP referente a reforços em instalações de transmissão sob responsabilidade da Copel Geração e Transmissão S.A., em decorrência da 2ª emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica – POTEE 2025. Área Responsável: Superintendência de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica - SCE.

Diretor(a)-Relator(a): Fernando Luiz  Mosna Ferreira da Silva
Minutas de voto e ato

Fonte: Aneel

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Resumo das Notícias de Hoje

Dia 26 de fevereiro de 2026, quinta-feira

- MECANISMOS DE AVERSÃO AO RISCO (geração)

O Comitê Técnico – CT PMO/PLD abriu duas Consultas Externas destinadas a subsidiar o aprimoramento dos modelos computacionais. Entre eles os parâmetros de aversão a risco para 2027. Os modelos estão diretamente relacionados ao Programa Mensal da Operação Energética (PMO) e ao cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). As iniciativas cumprem as competências estabelecidas pela Resolução Normativa Aneel nº 1.032, de 26 de julho de 2022.

> Leia mais em “Parâmetros de aversão a risco entram em consulta externa”: https://bit.ly/4aDZMJC

- PL DO REDATA (política)

A Câmara aprovou PL do Redata. O texto cria incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil, principalmente direcionados à computação em nuvem e à inteligência artificial. A proposta será enviada ao Senado. As empresas interessadas contarão com suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos, mas terão de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa, gerada por UHEs, solar ou eólica. O benefício está no Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).

> Saiba mais na notícia “Câmara aprova PL do Redata que segue ao Senado”: https://bit.ly/4tXNLpI

- PWC: PESQUISA GLOBAL CEO SURVEY (negócios e empresas)

Pesquisa produzida pela PwC com CEOs mostra que o setor de energia e serviços de utilidade pública ainda estão distantes da inovação e da tecnologia. A 29ª Global CEO Survey ouviu 4.400 executivos em 95 países, incluindo o Brasil. Na pesquisa, apenas 3% dos CEOs do setor no país testam novas ideias rapidamente com clientes ou usuários finais. O valor ficou bem abaixo da média global de 29%. O alto risco em projetos de inovação é tolerado apenas por 13% dos CEOs, enquanto a média global é de 25%.

> Continue a leitura na matéria “PwC: CEOs e setor devem apostar mais em inovação e tecnologia”: https://bit.ly/4tXDdXP

- EVENTOS (CanalEnergia)

WORKSHOP PSR

18 março/2026

Hotel Windsor Barra - RJ

https://workshoppsr.ctee.com.br/pt/home.html

AGENDA SETORIAL

19 março/2026

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MEETUP | O futuro da matriz elétrica para além de 2030

Data: 26 de fevereiro

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/meetup-ce-fev26

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Isa Energia deve ter pico de alavancagem até 2027: https://bit.ly/4rOkeNK

Transmissora prevê atingir índice de 4 vezes o ebitda/dívida líquida e adota postura cautelosa para participação em novos leilões.

Diferencial tecnológico na abertura motivou compra da GreenAnt pela TYR Energia: https://bit.ly/4aO0aDZ

Aquisição dá exclusividade nas soluções de geração de consumo para comercializadora.

Aneel nega tratamento excepcional para investimentos de transmissoras no RS: https://bit.ly/4c9PP7Q

Recurso da Abrate pediu o enquadramento de investimentos na rede afetada por eventos climáticos como obras de reforços ou melhorias.

Fonte: CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

25/2/2026

Dia 26 de fevereiro de 2026, quarta-feira

- ENEL SP (distribuição)

A diretoria da Aneel prorrogou até 24 de março o pedido de vistas do diretor Gentil Nogueira Junior, em processo punitivo contra a Enel SP. A decisão foi tomada por maioria, após o diretor-geral, Sandoval Feitosa, propor a aprovação imediata da recomendação de caducidade da concessão. Feitosa também sugeriu a apresentação em 30 dias de um plano de intervenção administrativa na distribuidora.

> Saiba mais na matéria “Enel SP: Aneel prorroga vistas, após diretor-geral defender caducidade e intervenção”: https://bit.ly/3MufDkN

- RECURSOS DO UBP (geração)

A Aneel apurou um saldo de R$ 7,9 bilhões em recursos passíveis de antecipação por geradores hidrelétricos, na repactuação de parcelas vincendas do pagamento pelo Uso do Bem Público. O cálculo aprovado nesta terça-feira, 24 de fevereiro, considera a eventual adesão de 34 hidrelétricas outorgadas pelo critério de máximo pagamento pelo UBP.

> Leia mais em “Antecipação de recursos de UBP pode chegar a R$ 7,9 bi”: https://bit.ly/3OKKVUZ

- EDITAL DE TRANSMISSÃO (expansão)

A diretoria da Aneel aprovou a versão definitiva do edital do leilão de transmissão com nove lotes de empreendimentos a serem ofertados em dois certames separados. O primeiro leilão vai acontecer em 27 de março para os lotes de 1 a 5. O segundo deve ocorrer, no mínimo, 30 dias após a homologação pelo Tribunal de Contas da União do termo de distrato consensual dos contratos da MEZ Energia para os lotes de 7 a 10.

> Continue a leitura na notícia “Aneel aprova edital de transmissão com dois certames separados”: https://bit.ly/4saIbyP

- EVENTOS (CanalEnergia)

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Data: 26 de fevereiro

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://bit.ly/meetup-ce-fev26”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Atlas garante financiamento de US$ 3 bi para solar e baterias: https://bit.ly/4u0mG5E

Financiamento apoiado pelo GIP foi executado com oito instituições financeiras e 26 escritórios de advocacia de 11 países.

Sabesp inicia gestão no comando da Emae: https://bit.ly/4kWYpZR

AGE definiu conselho de administração e nova diretoria executiva. Rafael Costa Strauch assume como novo CEO.

Vencedores de leilão de LTs de 2025 assinam contratos na Aneel: https://bit.ly/40sHHYO

Leilão deverá movimentar R$ 5,53 bilhões em investimentos em 12 estados, CPFL Transmissão e FIP Shalom implantarão lotes no Rio Grande do Sul e São Paulo.”

Fonte; CanalEnergia

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Resumo das Notícias de Hoje

24/2/2026

Dia 24 de fevereiro de 2026, terça-feira

- CONCESSÕES DA MEZ ENERGIA (expansão)

O Ministério de Minas e Energia publicou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a rescisão consensual de concessões da MEZ Energia. O distrato encerra de forma amigável quatro dos cinco contratos da empresa que estavam com recomendação de caducidade da Aneel. Elas serão relicitadas no leilão de transmissão do dia 27 de março.

> Saiba mais na matéria “MME publica rescisão consensual de concessões da MEZ Energia”: https://bit.ly/4stcGQP

- TECNOLOGIA BASEADA EM IA* (distribuição)

Diante do aumento de eventos climáticos extremos no país, com chuvas intensas e ventos fortes que têm pressionado as redes de distribuição, a Fu2re Smart Solutions desenvolveu uma tecnologia baseada em inteligência artificial (IA). A ferramenta, lançada em dezembro de 2025, mapeia a vegetação e identifica potenciais ameaças à rede antes que aconteçam desligamentos causados por quedas de árvores.

> Continue a leitura em “Fu2re desenvolve IA para conter riscos em redes de distribuição”: https://bit.ly/4kSjG73

- EVENTOS (CanalEnergia)

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Data: 26 de fevereiro

Local: Online via Teams

Horário: 10h

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- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Enel quer manter concessão em São Paulo, afirma CEO: https://bit.ly/4st85Oz

CEO do Grupo italiano afirma que a empresa está correta em seu posicionamento junto às autoridades e lembra que as discussões estão relacionadas, inclusive, a disputas políticas.

Enel aumenta investimentos para 53 bi de euros no mundo até 2028: https://bit.ly/4tQmlCa

Companhia projeta elevação dos aportes em 10 bilhões de euros quando comparado ao plano anterior, foco está em países da Europa e EUA, já em redes o valor fica estável em 26 bi de euros.

UHE Colíder deixa alerta e vai para estado de atenção: https://bit.ly/3ZPUR1Z

Usina foi adquirida da Copel em maio de 2025. Reenchimento do reservatório começa hoje de forma gradual e segura.

Elétricas brasileiras figuram em ranking global de ESG da S&P: https://bit.ly/40xI3gN

Engie. Copel, Cemig, Axia e Neoenergia se destacaram em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Fonte: CanalEnergia

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FRAGMENTO EXTRAÍDO DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – Ano 20 – Edição 216/ Janeiro – Fevereiro de 2026

24/2/2026

- Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) em data centers

Por Edson de Assis Custodio

1. INTRODUÇÃO

     Nos últimos anos, a crescente digitalização da sociedade tem impulsionado uma demanda progressiva por ambientes de Data Center, configurando um dos movimentos mais relevantes da infraestrutura crítica atual. Embora normalmente associados à Tecnologia da Informação, Data Centers são instalações de alta complexidade eletromecânica, cuja operação depende de uma arquitetura elétrica robusta e altamente resiliente. 

     Sob a ótica do sistema elétrico, essas instalações exigem continuidade operacional, qualidade de energia e previsibilidade, e enfrentam desafios como o aumento da densidade de potência, restrições de conexão à rede e a necessidade de maior flexibilidade energética. No cenário apresentado, o BESS (Battery Energy Storage System) ganha protagonismo como um recurso capaz de armazenar e disponibilizar energia de forma controlada, agregando flexibilidade operacional ao Data Center. Diferente do UPS, que garante a proteção instantânea da carga crítica, o BESS atua na gestão energética e no suporte sistêmico do site.

     Este texto não tem a pretensão de esgotar o tema, mas sim deintroduzir o papel do BESS em Data Centers, apresentando conceitos fundamentais e os principais casos de uso sob a perspectiva elétrica.

2. O QUE É UM DATA CENTER NA ÓTICA DO SISTEMA ELÉTRICO 

     Quando se pergunta o que é um Data Center, uma das primeiras respostas que vem à mente é: Data Center é um espaço físico destinado ao processamento e armazenamento de dados. Essa definição pode ser aprofundada e refinada em diferentes níveis, conforme o público e o objetivo da discussão. No caso desse texto, porém, é especialmente útil definir o Data Center sob a ótica do sistema elétrico, pois essa infraestrutura é parte da engrenagem que sustenta, de forma contínua, a disponibilidade da carga crítica. 

     Sob essa perspectiva, um Data Center pode ser definido como sendo uma instalação industrial de alta complexidade, caracterizada pela operação contínua e ininterrupta (24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano) de equipamentos de Tecnologia da Informação e de seus sistemas auxiliares, como climatização, automação e segurança. Por essa razão, tais instalações demandam alimentação elétrica de forma ininterrupta, com níveis de confiabilidade e resiliência que excedem os padrões normalmente observados em redes de distribuição elétrica convencionais. Em geral, também apresentam elevada densidade de potência e um perfil de carga relativamente estável (“flat load”), exceto quando dedicados a cargas de trabalho relacionados a Inteligência Artificial.

     Esse comportamento de carga predominantemente ”flat” vem sendo alterado com o surgimento dos ambientes de Data Center voltados ao processamento de cargas de trabalho de Inteligência Artificial. A operação desse tipo de ambiente apresenta desafios próprios, como as variações de carga/ demanda abruptas, que, a depender do porte da instalação e do perfil de utilização, podem alcançar incrementos de dezenas a centenas de MW em curtos intervalos de tempo, exigindo atenção redobrada ao dimensionamento e à estabilidade elétrica do sistema.

3. O QUE É UM BESS 

     De forma geral, um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias – BESS (Battery Energy Storage System) – é um sistema eletroeletrônico capaz de armazenar energia elétrica na forma eletroquímica, por meio de baterias, a partir de uma fonte externa (concessionária, sistema solar, eólico, geradores etc.) e, posteriormente, disponibilizá-la de forma controlada ao sistema elétrico. Essa operação é viabilizada por meio de conversores bidirecionais (eletrônica de potência) e por sistemas de controle, que determinam os modos de carregamento e descarga conforme regras pré-definidas, normalmente associadas a objetivos de resiliência, eficiência, sustentabilidade e otimização econômica. Conforme regras definidas pelo operador. 

     Quanto à posição de instalação, os BESS podem ser classificados como atrás do medidor (behind-themeter – BTM) e à frente do medidor (front-of-the-meter – FTM). Tipicamente, para o uso associado ao Data Center teremos um BESS instalado atrás do medidor (BTM). BESS BTM possui capacidade de potência típica entre alguns kilowatts até muitos megawatts. A operação desses sistemas é realizada pelos proprietários da instalação e podem prover benefícios tanto para a instalação quanto para a rede. Importante citar que por padrão, o BESS opera conectado em paralelo à rede da instalação. 

     Os BESS são comumente fornecidos como uma solução integrada, muitas vezes em padrão de contêiner ISO. Dentre os diversos aspectos envolvidos, destacam-se alguns conceitos fundamentais para o entendimento técnico do sistema: potência (kW/MW), energia (kWh/MWh), vida útil e ciclagem, baterias, BMS, PCS, EMS, além de sistemas auxiliares como detecção/supressão de incêndio, refrigeração e proteções elétricas. Potência (kW/MW): É a capacidade que o BESS possui de fornecer ou consumir potência do sistema elétrico e das baterias, é um valor instantâneo. Este parâmetro está diretamente associado a capacidade do PCS.

Energia (kWh/MWh): É a capacidade de, por um período determinado de tempo, fornecer ou consumir potência do sistema elétrico, ou seja, define por quanto tempo o BESS pode fornecer determinada potência. Este parâmetro está associado a capacidade das baterias de descarregar/carregar sua carga de forma segura e dentro dos parâmetros de vida útil estipulados, o C-rate. Conforme a quantidade de ciclos e a idade do sistema de baterias o valor de energia disponível diminui e é crucial que este fator seja considerado para dimensionamento do sistema.

Quantidade de ciclos/Vida útil: É o valor esperado de ciclos que o sistema pode realizar até alcançar o fim da vida útil. O sistema também possui uma limitação de tempo em que é garantido o correto funcionamento do sistema. 

Baterias: Tipicamente o BESS é composto por packs de baterias de íons de lítio para armazenar a energia. As químicas mais comumente utilizadas são a LFP (Lítio Ferro Fosfato) e a NMC (Óxido de Lítio Níquel Manganês Cobalto), por oferecerem uma melhor combinação de segurança, custo, ciclo de vida e densidade de energia. Alguns fabricantes têm preferido o uso de baterias LFP para BESS. Comumente as baterias do BESS possuem um C rate de 0,5C (2 hrs para descarregar toda a carga) e 1C (1 hrs para descarregar toda a sua carga). O sistema de baterias opera com tensão contínua, tipicamente em tensões superiores a 500V. 

Sistema de gerenciamento das baterias – BMS (Battery Management System): O BMS é o sistema responsável por gerenciar a carga e descarga a nível de baterias responsável pela proteção e monitoramento das células. Também gerencia o estado de carga (SOC State of Charge), a degradação acumulada da bateria (SOH State of Health), a potência máxima que a bateria pode entregar e o balanceamento de células dos packs de baterias. Todas estas, funções vitais para garantia de que a bateria opere dentro da sua Área de Operação Segura (SOA - Safe Operating Area). 

Sistema de conversão de potência PCS (Power conversion system): O PCS é o sistema que abrange todos os componentes responsáveis por realizar a conversão da energia entre a rede e as baterias. O sistema inclui o inversor bi-direcional que opera nos quatro quadrantes do diagrama de potência, podendo suprir e consumir potência ativa e reativa. O PCS também incorpora uma importante função, a formação de rede (Grid-Forming), permitindo que o BESS crie uma referência de tensão e frequência em redes isoladas ou durante blackouts. Nesse sentido, o PCS pode operar no modo GridFollowing, que apenas seguem a rede existente e serve para consumo e injeção de potência na rede, e o modo Grid-Forming. Na maioria dos fornecimentos, durante a operação normal da concessionaria o BESS opera no modo Grid-Following alternando para o modo GridForming em caso de falta da rede. Durante a mudança de modo de trabalho, o BESS não contribui com tensão e corrente para a rede, sendo necessário alguns milissegundos para a mudança de modo de operação. Operando dessa forma, o BESS não pode garantir energia ininterrupta para o site (O BESS complementa o UPS ao invés de substituí-lo). Caso o BESS opere no modo Grid-Forming de forma contínua, é possível obter energia de forma ininterrupta, porém são necessário estudos aprofundados para avaliação das condições de operação e segurança. 

Sistema de gerenciamento de energia EMS (Energy management system): O EMS é o cérebro do BESS. Ele monitora os parâmetros da rede, os dados do BMS, do PCS, as regras definidas para operação, e otimiza e coordena a operação do BESS, determinando a melhor estratégia para carga e descarga do sistema. O EMS é programado para priorizar os objetivos do operador, conforme o tipo de serviço desejado. Estes serviços serão discutidos na próxima seção. 

Sistema de detecção e supressão de incêndio: Tipicamente as células de baterias possuem sistemas de detecção e supressão integrados, sendo necessário ainda, outros componentes para garantia da segurança. Padrões de detecção e supressão de incêndio para baterias de lítio são muito debatidos atualmente e uma boa referência para design desse tipo de sistema é a NFPA 855. Certificações como as UL1642, UL1973, UL9540, UL1741 e normas como IEC 62933-5-2, IEC 62934 e IEC 62936 também trazem informações importantes para segurança do sistema. 

Sistema de refrigeração e ventilação: São responsáveis por manter a temperatura de operação das baterias. Caso esse sistema esteja indisponível, o BESS também ficará indisponível, pois as baterias não podem operar fora de uma faixa pré-estabelecida de temperatura, sob risco de falha catastrófica. 

Sistemas de proteção elétrica: São responsáveis pela segurança elétrica do BESS, realizando a proteção e seccionamento do sistema. Para operação segura do BESS é necessário que os equipamentos de proteção e seccionamento sejam dimensionados de acordo com condições específicas para a conexão na instalação. 

4. O QUE O BESS PODE FAZER PELO DATA CENTER (SERVIÇOS FORNECIDOS PELO BESS) 

     Diante do apresentado, o BESS pode ser utilizado para controlar potência e energia de forma intencional, respondendo tanto a necessidades técnicas internas quanto a restrições e oportunidades externas, da rede de fornecimento. De acordo com uma publicação do instituto Rocky Mountain, existem 13 diferentes serviços elétricos que o BESS é capaz de fornecer quando instalado atrás do medidor BTM. O documento completo pode ser consultado na publicação do Rocky Mountain Institute (The Economics of Battery Energy Storage). Para o proprietário do Data Center estes 13 serviços trazem alguns benefícios como resiliência, velocidade de implantação, sustentabilidade e redução de custos de operação. A seguir são compilados os principais benefícios que tais serviços podem oferecer ao Data Center.

Redução de demanda contratada (peak shaving) e gestão da tarifa de energia: 

     Considerando que unidades consumidoras do porte de Data Centers podem estar sujeitas a estruturas tarifárias com diferenciação por horário, o BESS pode utilizar a energia armazenada em períodos de menor custo para reduzir a demanda (kW) observada nos horários de maior valor — estratégia conhecida como peak shaving ou load shifting. De forma semelhante, o BESS pode ser utilizado para otimizar o custo do consumo de energia (kWh), carregando em períodos de tarifa mais baixa e descarregando em períodos de tarifa mais elevada, estratégia frequentemente associada ao conceito de Time-of-Use (TOU). 

Em Data Centers onde cargas de trabalho com comportamento menos “flat” ocorrem, o peak shaving pode representar uma ferramenta relevante de estabilidade operacional e auxílio no pedido de conexão com a rede. Além do benefício econômico associado à demanda, a estratégia também pode contribuir para postergar reforços imediatos na infraestrutura elétrica externa e interna. Reserva de energia adicional e a diminuição/eliminação da necessidade de geradores a diesel 

     Atualmente, a confiabilidade elétrica dos Data Centers apresentam uma topologia onde a concessionária é a provedora principal de energia, os UPS garantem a continuidade do fornecimento de energia em caso de falha da concessionária e os geradores a diesel mantem as operações quando a rede da concessionária falha. Tipicamente, os UPS sustentam as cargas críticas de TI sem interrupção, por um período suficiente (5 a 15 minutos) para que os geradores de emergência entrem em operação e assumam o fornecimento de energia. 

     Nesse contexto, o BESS pode adicionar de uma a quatro horas de autonomia ao Data Center. Esse tempo adicional pode permitir que o site permaneça em operação sem a necessidade de acionamento de geradores a diesel em grande parte das ocorrências de falta da concessionária. Isto não é apenas um incremento na resiliência, mas também uma redução das emissões de Escopo 1 e menor poluição atmosférica.

     Nesse mesmo sentido, o BESS pode auxiliar na otimização durante o uso dos geradores. Devido a necessidade de uma alta resiliência, os Data Centers utilizam filosofias de redundância (N+1, 2N, etc.) que fazem com que os geradores operem abaixo de seu ponto ótimo, onde o consumo de diesel em relação ao kWh gerado é o menor. O BESS pode consumir ou injetar potência para que o sistema de geração opere no ponto ótimo. Uma prática comum e muitas obrigatórias em um Data Center é o teste dos geradores com uma carga de teste (geralmente um banco de resistências), para garantia do funcionamento do mesmo em caso de necessidade. Nesses momentos, o BESS pode armazenar a energia gerada e utilizar em outro momento para alimentar o Data Center, evitando que essa energia seja perdida. 

Diante do abordado, o BESS oferece um potencial para substituição dos geradores a diesel. Para tanto, deve ser realizado profundo estudo, avaliando a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica da concessionária no local e capacidade das cargas de trabalho serem espelhadas em outros sites ou migradas para outras localidades. Isso passa pela arquitetura de TI e pode fazer sentido em alguns casos, principalmente se o custo total (CAPEX+OPEX) do Data Center for mais atraente. Participação no mercado de reserva de capacidade e de serviços ancilares: O mercado de reserva proporciona que agentes ofertem capacidade de reserva: potência e energia. Em caso de deficit na geração, seja por capacidade, custos ou barreiras operacionais, esses recursos de contingência podem ser acionados para manter o equilíbrio do sistema elétrico. Dessa forma, um BESS BTM de um Data Center pode ofertar esse serviço e ser remunerado por isso. O operador do Data Center também pode utilizar o BESS para regulação de frequência, fornecimento de reserva girante, resposta à demanda e arbitragem de energia. Destaca-se que no Brasil alguns serviços, que são prestados para as concessionárias e/ou para a segurança do sistema, ainda não possuem normatização para ressarcimento dos serviços prestados. Porém, existem alguns avanços nos normativos que indicam a inclusão do ressarcimento por serviços prestados à rede. Como exemplos, podem ser citadas a AIR nº 001/2023-SGM/ANEEL, vinculada à Consulta Pública nº 039/2023, e a Lei nº 15.269/2025, entre outras iniciativas. 

5. CONCLUSÃO 

Em resumo, o BESS se consolida como uma possibilidade de recurso estratégico para Data Centers ao agregar flexibilidade elétrica, apoiar a gestão de demanda e reforçar a resiliência operacional. Seu valor vai além do armazenamento de energia, estando diretamente ligado à capacidade de controlar potência de forma rápida e coordenada com a arquitetura do site. No entanto é importante destacar que seu valor real depende de fatores como: dimensionamento adequado, definição de casos de uso prioritários, coordenação com os demais equipamentos do Data Center, e alinhamento com a estratégia de continuidade e disponibilidade do site, ou seja, uma engenharia bem pensada. Com a engenharia correta e um objetivo bem definido, o BESS pode ser um divisor de águas para Data Centers.

*Edson de Assis Custódio é engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília – UnB e mestre em sistemas elétricos de potência também pela UnB. Atua na área de Data Center a mais de 15 anos. Ao longo da carreira, liderou projetos relevantes na área, além de atuar na operação e manutenção de Data Center. Atualmente é gerente na área de Data Center no Banco do Brasil.

Fonte: FRAGMENTO EXTRAÍDO DA REVISTA O SETOR ELÉTRICO – Ano 20 – Edição 216/ Janeiro – Fevereiro de 2026

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