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Electrical Sector

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Investimentos em Energia e Segurança Jurídica

13/2/2026

O Brasil atraiu US$ 16,2 bilhões em investimentos para projetos de energia renovável em 2024, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Este volume coloca o país entre os cinco principais destinos globais de capital para o setor. Porém, a conversão de intenções de investimento em projetos operacionais ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à previsibilidade regulatória e à estabilidade jurídica dos contratos de longo prazo.

A segurança jurídica no setor energético vai além da simples existência de leis. Envolve a consistência na aplicação de normas, a proteção contra mudanças retroativas, a eficiência dos mecanismos de solução de conflitos e a clareza nas regras de conexão e operação. Investidores institucionais que trabalham com horizonte de 20 a 25 anos precisam de garantias sólidas antes de alocar recursos na casa dos bilhões.

Antonio Araújo da Silva

Resumo das Notícias de Hoje

25/3/2026

Dia 25 de março de 2026, quarta-feira

- ANGRA 3 (política)

A continuidade das obras de Angra 3 depende do aval do Conselho Nacional de Política Energética. Entretanto, essa decisão terá que esperar mais um pouco. O assunto não está entre os temas que constam da pauta da reunião marcada para a próxima quinta-feira, 26 de março. A Eletronuclear enviou ao MME o estudo atualizado sobre a modelagem econômico-financeira da usina em novembro do ano passado. O BNDES apontou que a conclusão ainda era o cenário mais racional e vantajoso para o país.

> Leia mais na notícia “Angra 3 está fora da pauta de reunião do CNPE”: https://bit.ly/4dFjhTN

- ENEL SP (distribuição)

A Aneel está em uma fase prévia à instauração formal do processo de caducidade da concessão da Enel SP. Essa é a interpretação dada por um novo parecer jurídico da Procuradoria Federal do órgão. O documento lembra que o Decreto 12.068, que trata da renovação das concessões, prevê a abertura de processo de extinção do contrato pela agência.

> Saiba mais em “Aneel está em etapa prévia à caducidade da Enel SP, diz Procuradoria”: https://bit.ly/3Puwoxb

> Sobre o mesmo assunto, leia também “Enel tem 10 dias para manifestar-se à Aneel sobre caducidade”: https://bit.ly/40SywS0

- EMISSÕES DE USINAS DO LRCAP (expansão)

As emissões anuais das usinas térmicas contratadas no LRCAP podem chegar a cerca de 40 MtCO₂ equivalente. Esse número refere-se ao cenário de alta utilização dos quase 17 GW exclusivamente térmicos viabilizados nos dois certames da semana passada. O volume é quase o mesmo registrado pelo estado de Santa Catarina em 2024. O alerta é do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).

> Continue a leitura na notícia “Emissões de usinas do LRCAP podem chegar a 40 Mt de CO2”: https://bit.ly/4bJDAgj

- EVENTOS (CanalEnergia)

MEETUP | Sistema em Crise: entre a Escassez Hídrica e aumento da Demanda de Energia

Foco da discussão

Data: 31 de março

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://events.teams.microsoft.com/event/4881bdc8-49cc-4518-9164-10a837a5b8ff@2567d566-604c-408a-8a60-55d0dc9d9d6b

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Aneel recomenda prorrogação da concessão da Enel CE: https://bit.ly/4uVEOy0

Distribuidora cearense preenche, na avaliação da agência, os critérios de eficiência no fornecimento e na gestão econômico-financeira.

Desmistificando as Usinas Virtuais: Principais Aprendizados de Líderes Globais e Primeiras Experiências: https://bit.ly/4uS9ujv

Impulsionada pela necessidade urgente de descarbonizar e pelo aumento das tecnologias renováveis, o panorama global de energia precisa de uma profunda transformação estrutural.

Fonte: CanalEnergia

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CADUCIDADE DA ENEL SP

25/3/2026

Por Edvaldo Santana | Diretor Executivo na NEAL, Negócios de Energia...

A caducidade da Enel SP virou um poker, com blefe e tudo

O setor elétrico brasileiro (SEB) há um bom tempo andou na direção da desordem. E é sua estrutura de governança que o aproxima de um poker, mas daqueles jogados nos cassinos dos velhos filmes de cowboy.

O SEB é tão desorganizado que existem três mesas simultâneas de poker: a da Aneel, mais transparente e equilibrada; a do MME, onde prevalece a crueldade do blefe; e a do Congresso, de elevadas apostas e muito desequilibrada. Nas três, o otário é o consumidor.

Concordo com o diretor-geral da Aneel quando diz que a Enel SP perdeu a credibilidade e as condições morais para seguir como distribuidora. Seus usuários, e nem precisaria das pesquisas, já não têm confiança no serviço prestado.

Porém, do ponto de vista jurídico a empresa tem sólidos argumentos, com cara de vencedores, que já foram resumidos nos jornais e nas redes sociais. E, veja só, esses argumentos ficam reforçados pelas pressões e até intimidações políticas, que jogam contra o bom andamento do processo e, claro, a favor do réu.

O Ministro de Minas e Energia, guiado pelo vento político, por mais de uma vez defendeu a caducidade da concessão da Enel SP, e provocou constrangimento à Aneel. Queria pressa.

Para lembrar, o MME exerce o papel de poder concedente, que, por isso, decreta a caducidade. Ele pode ou não seguir a recomendação da Agência. Em 2006, por exemplo, a Aneel, seguindo voto deste que vos escreve, recomendou a caducidade da antiga CEA, mas o MME optou pela federalização. O resto da história você conhece. Portanto, a fala do MME, sendo blefe ou não, não é um discurso em vão.

Se o poder concedente, publicamente, diz agora que quer manter a empresa na concessão, o discurso anterior era um blefe muito profissional. E eficaz. Pelo menos um diretor da Aneel, que antes pedia cautela ou dizia ser contra a caducidade, passou a defendê-la.

Só que mudou a direção do vento no MME, que deixou o diretor da Aneel a falar sozinho. Não notou que foi vítima de uma armadilha ou de uma jogada de mestre.

E não é só isso: a nova fala do MME, que ninguém sabe se é outro blefe, afeta o voto dos demais diretores. Tem que ser muito independente (que na governança atual significa o fim político e até profissional) para ser a favor da caducidade, se o poder concedente já afirmou que quer o contrário.

No meio de tudo isso, parece-me que há uma carta ainda não marcada, com grande valor e reputação, que é a posição das áreas técnicas, e aqui falo da fiscalização.

No mais, é torcer pelo fim do processo (ou do poker) nessas instâncias estatais. Isso, contudo, não interromperá a angústia dos usuários da distribuidora, que seguem descrentes, mas querem ter esperança.

O poder concedente, o regulador e a distribuidora precisam trabalhar, que é mais do que declarar serviços.

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RESERVA DE CAPACIDADE

25/3/2026

Por Edvaldo Santana | Diretor Executivo na NEAL, Negócios de Energia...

A reserva de capacidade e a compra de passagem com o voo lotado

(1) Por que o sistema precisa de reserva de capacidade? Com a evolução desgovernada da oferta, movida a subsídios que fazem o pobre pagar pelo rico, o sistema ficou inflexível, disfuncional, o que deteriorou a segurança. Segundo o ONS, em documento publicado desde 2024, a probabilidade de déficit de potência cresce de forma crescente, sendo de 93% em 2029. Assim, além dos custos da CDE, os R$ 30 bilhões anuais da reserva de capacidade também são consequência do “desgoverno elétrico”.

(2) Os CCEARs, desde o primeiro elaborado em 2004, têm uma tabela com os valores contratados de energia e potência associada. A potência associada é definida como a proporção de um fator de capacidade (FC) da ordem de 0,65. No início, mesmo quando o vendedor era uma solar, a potência associada era estabelecida com o mesmo FC. Ex.: se uma solar vende 1 MW médio, a potência associada seria 1,54 MW. Até 2021, quando o sistema tinha folga de MW, todas as fontes pegaram carona nas UHEs. Sucede que a solar e a eólica possuem FC de 0,23 e 0,45, respectivamente, o que exigiria uma potência associada de 4,35 e 2,22 MW. Quem está contabilizando diferença, se é que ela existe? É a CCEE? Ou a cláusula principal do CCEAR, que define os montantes contratados, é apenas uma pegadinha? O certo é que o pequeno consumidor não deveria “pagar novamente” pelo reserva de capacidade.

(3) O processo de seleção. Se você é dono de uma usina e precisa comprar potência (MW), qual seria seu processo de escolha? Como tenho escrito repetidamente, o grande defeito de qualquer leilão do governo para o setor elétrico são os cercadinhos ou as reservas de mercado, hoje apelidados de “produtos”. É o mecanismo usado para subsidiar os “campeões nacionais”. É isso que limita a competição e faz o consumidor comprar gato por lebre. O produto demandado pelo ONS é a flexibilidade, que deveria ser buscada ao menor preço e em competição num único “cercadão”, onde estariam as fontes que reúnem os atributos necessários. A reserva de mercado é, assim, a culpada pela competição não ser maior.

(4) A oportunidade do leilão. O governo cometeu um erro igual ao da pessoa que quer comprar uma passagem aérea quando o voo já está lotado. No setor elétrico, o ofertante sabe, desde 2024, que a demanda residual na hora da ponta e no período da rampa não será atendida sem um adicional de MW. O “paciente” já não sobe a rampa sem ajuda externa. Esse fato aumenta o poder de negociação do vendedor. É a regra mais elementar de um leilão compra. O governo, bisonhamente, esperou aumentar o déficit de potência para fazer o leilão. Ou seja, quis comprar comida quando já estava a morrer de fome. Os leilões deveriam ter sido iniciados em 2023, quando o problema começou a se agravar. Os custos seriam bem menores. Agora, se fizer o mesmo leilão novamente, o preço será o mesmo ou maior. É o custo da mediocridade institucional.

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Resumo das Notícias de Hoje

24/3/2026

Dia 24 de março de 2026, terça-feira

- EÓLICA OFFSHORE E UHES REVERSÍVEIS (política)

O Conselho Nacional de Política Energética deve aprovar na próxima quinta-feira,26 de março, as diretrizes para a regulamentação do marco legal da eólica offshore. A pauta da reunião extraordinária também inclui as diretrizes para a contratação de hidrelétricas reversíveis. A fonte pode ter um leilão já em 2027.

> Saiba mais na notícia “Eólica offshore e UHEs reversíveis entram na pauta da reunião do CNPE”: https://bit.ly/4bwNMKs

- LRCAP (expansão)

O resultado final do Leilão de Reserva de Capacidade foi saudado pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia. O presidente Rui Altieri destacou ao CanalEnergia o expressivo número de projetos (mais de 100) e 19,5 GW contratados, que culminarão em investimentos de R$ 65 bilhões. Altieri também salientou a contratação de expansões de usinas hidrelétrica pela primeira vez, o que era uma reivindicação antiga do setor. “Um pleito antigo do segmento”, explica.

> Continue a leitura em “Além de térmicas, Apine destaca contratação de UHEs do LRCAP”: https://bit.ly/4btIAa2

- EVENTOS (CanalEnergia)

MEETUP | Sistema em Crise: entre a Escassez Hídrica e aumento da Demanda de Energia

Foco da discussão

Data: 31 de março

Local: Online via Teams

Horário: 10h

Inscrições: https://events.teams.microsoft.com/event/4881bdc8-49cc-4518-9164-10a837a5b8ff@2567d566-604c-408a-8a60-55d0dc9d9d6b”

- OUTRAS NOTÍCIAS DE HOJE

Vestas e Equinor fecham acordo para 230 MW eólicos no RN: https://bit.ly/4bIjUtn

Projeto no Rio Grande do Norte marca a retomada  de grande investimentos em energia renovável, conectando inovação e impacto local, fabricante acumula 1,1 GW em pedidos em 100 dias.

Light avança na renovação de concessão: https://bit.ly/4t4NDUa

O CEO da companhia, Alexandre Nogueira, destacou que a assinatura do novo contrato de concessão será um divisor de águas para a Light.

TCU cobra explicações da Aneel sobre processo da Enel SP: https://bit.ly/4taLUgl

Determinação foi emitida após decisão judicial que suspendeu deliberação sobre processo punitivo na agenda.

Lucro da Light cai 87% em 2025: https://bit.ly/4sou8Gi

Lucro anual da empresa ficou em R$ 213 milhões, no trimestre a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 187 milhões.”

Fonte: CanalEnergia

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Confira as consultas públicas terminando nos próximos dias

24/3/2026

Data final: 29/03/2026

Consulta Pública n° 214 de 12/02/2026

Consulta Pública, minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 - PDE 2035

Consulta Pública n° 215 de 12/02/2026

Consulta Pública, minuta do Relatório Síntese do Plano Nacional de Energia 2055 - PNE 2055

Data final: 31/03/2026

Consulta Pública n° 217 de 02/03/2026

Proposta de Portaria Normativa que estabelece diretrizes para as Temporadas de Acesso da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão – PNAST, e a respectiva Análise de Impacto Regulatório – AIR, em atendimento ao disposto no Decreto nº 12.772, de 5 de dezembro de 2025

Data final: 03/04/2026

Consulta 039/2025

Obter subsídios e informações adicionais para a revisão do Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico - MCPSE.

ATENÇÃO: O prazo final de envio de contribuições foi prorrogado para 3/4/2026.

Saiba mais no site: https://bit.ly/Aneel-ConsultaPública e https://bit.ly/ConsultaPúblicaMME

Fonte: CanalEnergi

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